Smile
4 Beijando A Ajudante do Papai Noel Revoltada
Notas iniciais
POV Dominick
Depois daquela noite esquisita eu passei a ultima semana de aula vendo Taylor apenas na sala de aula e no intervalo e ele ficava me olhando fixamente como se esperasse que eu fizesse algo diferente e não me usou mais como “sua escrava” graças a Deus, eu não quis sair com Justin quando descobri que Cath era afim dele, mas eu e ele somos amigos agora, ok é engraçado porque nunca tive muitos amigos e agora tenho... Ignorei meus pensamentos inúteis e peguei minhas coisas, agora é férias, mas antes de ir pra casa tenho que passar na biblioteca entregar meus livros, me despedi das garotas e fui em direção a biblioteca e quando cheguei lá uma velha carrancuda gorda de óculos, me chamou de adolescente ridícula e me mandou por os livros nas prateleiras, e como não quero ter que ficar tempo demais nessa merda de escola eu obedeci, cheguei as prateleiras e coloquei os livros em ordem, mas antes de ir embora vi Justin, Max e Taylor conversando, mas claro que eles não me viram.
– Vocês já se apaixonaram por um sorriso? – Taylor disse dando um baita suspiro ultra gay.
Que feio eu ouvindo conversa dos outros, ah foda-se minha curiosidade é muito grande...
– Que gay isso cara! – Max exclamou rindo e Taylor o fuzilou com os olhos.
Minha consciência vai pesar o resto da vida...
– É serio... – Taylor disse cruzando os braços.
Sim eu estava os vendo pelas festas da estante de livros, eu sei isso é o fim...
– Então você não está apaixonado pelo sorriso e sim pela dona dele... Ou dono – Justin disse rindo e Taylor o xingou.
Segurei meu riso ao máximo.
– Err... Quem disse que sou eu que estou apaixonado? Eu nunca disse isso! – Taylor disse se tocando do que disse aos amigos e meu coração quase parou quando eu soltei um risinho baixo e ele olhou na direção da estante, eu me abaixei com as bochechas como um pimentão então fiz pensamento positivo.
Tomara que ele não tenha me visto! Tomara que ele não tenha me visto! Tomara que ele não tenha me...
– O que faz ai no chão Nick? Será que estava ouvindo a conversa dos outros? – Ele disse e eu gelei e dei uma rápida olhada pra ele e graças a Deus ele estava sozinho.
Merda! Merda! Merda uma grande e fedorenta, merda... É o que a minha vida é!
– Er... Er... Er, eu perdi meu brinco aqui, HAHAHA não faz nem 1 minuto! HAHAHA – Disse rindo e dissimuladamente falsa e fingi procurar algo no chão.
– Brinco é? Não seriam esses ais nas suas orelhas? – Ele disse dando um sorriso sarcástico.
Pus minhas mãos nas orelhas e senti os dois brincos redondos nelas... E é nesse momento que eu me arrependo de ter nascido...
– Ah é mesmo haha, esses danadinhos estavam aqui o tempo todo haha, hã... Tchau – Disse e me levantei e passei como um raio pra fora daquela biblioteca do mal e sai do colégio de skate a toda velocidade em direção a minha casa, com as bochechas queimando mais que fogo.
Que droga, tudo sempre dá errado pra mim, porque Senhor? Poorqueeeeeeeeeeeeee?
– Olha Domie! Olhaaaaaaa! Seu presente de natal! – Anna disse tacando um gatinho filhote de pelo branquinho e olhos azuis.
– Awn, valeu pestinha! – Disse bagunçando o cabelo dela e pegando o gatinho.
– Filha porque suas bochechas estão tão vermelhas? – Minha mãe disse e eu a olhei, ela estava com Ian no colo.
– Ah... Ah... É o sol mãe, tá um calor lá fora sabe? – Na verdade estava um frio do caramba por ser inverno e o natal estar tão perto, ignorei a todos ali e subi pro meu quarto e dei uma olhada à janela do lado que era o quarto de Taylor, por pura e terrível ironia do destino, e lá estava ele parado na janela com um sorriso demoníaco, então eu irritada fechei minha cortina com um grande e irreversível ódio dele já sabendo que ele jogaria na minha cara a cena da biblioteca para todo o sempre e alem – Porque meus planos sempre dão errado? – Perguntei ao gatinho em minhas mãos e me joguei na cama bufando.
[...]
Hoje é dia 24 de dezembro, e minha mãe iria fazer um jantar de natal e adivinhem só quem estaria em peso na minha casa? Os Collins! Que beleza hein, e só pra melhorar as coisas mais ainda eu arranjei um trabalho em um mercado (só pra juntar dinheiro pra um skate novo, pois minha mãe jamais me daria um) e tive que ficar ao lado de um senhor gordão de barba branca e roupa vermelha o suposto Papai Noel, e eu vestindo um sweeter verde com desenho de renas e um ridículo chapéu que nem o do papai Noel (sim aquele vermelho com um pompom branco na ponta) e orelhas de doende, e ficar agradando criancinhas ranhentas que vinham nos abraçar, e pediam bala. No final do expediente minha mãe, meu pai, Anna banana, e meu pequenininho Ian, vieram me buscar e aproveitaram pra comprar coisas pro jantar.
– Filha pode ir pegar cookies pra mim? – Minha mãe disse e eu assenti.
– NÃO TIRE O GORRO! – Anna gritou e eu revirei os olhos e fui andando com aquele treco caindo na minha cara toda hora, sério que ela acredita mesmo que sou ajudante do papai Noel? Cheguei aos cookies e enquanto procurava os mais gostosos ouvi aquela voz demoníaca.
– E ai ajudante de Papai Noel, gostei do gorro! – Me virei mecanicamente e vi Taylor com um moletom preto e nariz vermelho e ao seu lado o peste menor, Dylan, fala sério estou cansada desse Taylor ridículo me tirando a paciência toda hora...
– Gostou? Então porque não fica com ele! – Disse e puxei o gorro da minha cabeça nele e bati minha mão com o gorro em seu abdômen que o fez um mini-impulso pra traz, então o olhei nos olhos com uma cara encapetada e sai de perto dele e voltei aos cookies, porque a nossa aproximação já estava perigosa demais.
– Não Não, ele fica melhor em doendes ajudantes de papai Noel! Eu ia levar o Dylan pra falar com o papai Noel, mas ele ficou com medo de você! – Taylor disse dando uma gargalhada irritante e jogando o gorro de volta a mim, senti meu sangue ferver...
– Ah vai pro inferno Taylor! – Disse pegando cookies.
– Cadê o espírito natalino ajudante de papai Noel? – Taylor disse e ouvi Dylan abafar o riso.
– Vai pro inferno de treno então! – Disse essa coisa ridícula e mostrei o dedo do meio a Taylor, virei as costas e sai daquele corredor antes que eu assassinasse ele.
– Esse sem vida só sabe me zoar, que droga! – Disse comigo mesma indo em direção aos meus familiares idiotas.
Depois compramos vários presentes e blá blá blá, então voltamos pra casa e eu fui ao meu quarto, fiz carinho no Marshmallow, meu gatinho, e fui tomar um banho, depois vesti um sweeter cinza que ficava com o ombro caído, uma meia até o joelho, uma saia preta pregada, e um all star vermelho, e por fim penteei meu cabelo prendi um dois rabinhos e coloquei um gorro, porque estava muito frio, muito mesmo!
Desci a escada saltitando e feliz por os Collins não terem vindo AINDA, o que significava paz. Peguei meu iphone na estante e me sentei no sofá vendo inutilidades da internet, como as redes sociais, o que elas não são inúteis, mas ok.
Fiquei um pouco ali olhando o nada e com alguns pensamentos irritantes, tipo, Porque Taylor disse aquilo na biblioteca? Será que ele está mesmo apaixonado? Porque né achei que ele tinha uma pedra no lugar do coração... Mas quem será ela?
– E ai pensando em mim Nick? – Taylor brotou na sala e eu quase morri do coração e meu celular deu umas 30 piruetas na minha mão e voltou a mesma.
– O que? HAHAHA não tem ninguém pensando em você aqui, pff! ... Quem está pensando no Taylor? Ninguém aqui! HEHE! – Disse entrei risadas nervosas.
– Isso só prova que você estava sim pensando em mim! – Ele disse se jogando no sofá ao meu lado e apertando minhas bochechas e me olhando tão fixamente que eu cheguei a corar.
[...]
O jantar ficou pronto e já era quase meia noite, então comemos todos juntos, felizes, digamos assim, então trocamos presentes e terminamos falando “Feliz Natal” e nos abraçando e todos sorridente menos a ovelha negra: eu, mas me recusei a abraçar o Taylor, é natal não o dia do milagre divino!
– Hey Dominick, preciso falar com você, vem comigo! – Taylor disse segurando minha mão, e com o toque dele senti um “choque” percorrer meu corpo, então rapidamente e espantada tirei minha mão e ele me olhou confuso – O que foi? – Ele disse.
– E-eu... Eu te sigo, não sou mais criança! – Inventei uma desculpa e ele saiu a frente e eu o segui até lá fora, onde a neve caia levemente , ele parou e olho pro céu, fui ao seu lado e fiz o mesmo e ficamos assim por um tempo – O que quer? – Disse.
– Meu presente de natal – Ele disse se virando pra mim e segurando meu rosto com uma de suas mãos e outra na minha nuca, eu arregalei meus olhos e corei muito, ele apenas me olhou deu um sorriso de lado e ia aproximando seu rosto do meu devagar com a sua boca entre aberta como a minha mecanicamente se abriu, eu queria me mover, correr de lá como se estivesse prestes a morrer, ou espancar o Taylor, mas meus sentidos não funcionavam, eu estava estática não conseguia me mover. Senti seu nariz encostar ao meu e seu halito bom ao meu rosto, então levemente ele roçou seus lábios quentinhos aos meus então o beijo se aprofundou, e eu cedi ao beijo, e eu estava muito nervosa, então me toquei do que estava fazendo e o empurrei pra longe de mim.
– Ah! O que você fez seu idiota! – Disse revoltada.
– Beijei uma ajudante de papai Noel revoltada – Ele disse divertido e eu bufei.
– V-você... Você estragou meu 1º beijou! – Disse e depois corei muuuuuuuuuuuuuuuuito mesmo e brava e avançando na direção dele que recuou.
– Ah er... Agora você vai tacar fogo na minha casa ou em mim? Ou colar minhas pálpebras? – Ele disse e com medo e dando um risinho sem graça e se encostando-se à parede da minha casa e eu avancei mais.
– É agora sim! – Disse e avancei nele e o bati tanto que minhas mãos doíam e estavam vermelhas, e ele só se protegia com os braços, ainda não acredito que deixei o idiota me beijar!
– Calma Nick! – Ele disse e eu continuei batendo nele sem parar.
– O que vocês estão fazendo? – Minha mãe apareceu na porta e saiu de casa e parou e ficou nos encarando.
– Emma, se acredita que eu a beijei e agora ela tá me batendo, sendo que ela adorou meu beijo! – Ele disse e eu meti mais um tapa nele corando, não acredito que ele contou a minha mãe!
– Ó as idéia! Ó as idéia! – Disse e ele mostrou a língua a mim e sorriu, e eu revirei os olhos.
– O QUE? Você não podia ter beijado ela! Ela tem um noivo! – Minha mãe disse com uma cara assustada que... O QUE? EU TENHO UM NOIVO? EU VOU CASAR? WHAT?
– EU TENHO? – Perguntei arregalando os olhos e assustada, muito assustada!
– ELA TEM? – Taylor perguntou quase tão assustado quanto eu, que natal estranho ein!
Notas finais
Beijos a todos e Feliz Natal pequenos flocos de neve *-*
-sqn
Byee :*
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