Smells Like Teen Spirit
14 Vingança mal sucedida
Notas iniciais
Oi, Sentiram minha falta? - Não. Bom, primeiramente queria agradecer a Gabs Vasconcelos pela recomendação fofa, (é, eu sou tapada e só agora que vi >.<)obrigado gata ♥ Em segundo lugar obrigado a todas vocês pelos reviews, fico super feliz toda vez que leio *-* E pra terminar, como é a primeira semana de aula eu fiquei super enrolada que acabei ficando sem tempo pra escrever, mas prometo recompensar em breve. Agora sem mais demoras, enjoy.
- To entediado de ficar aqui – balbuciou Sidney, que estava atirado sobre uma mesa da nossa sala, que agora virara um mini-ambulatório médico graças à aula de biologia.
- Não fale, precisa relaxar para poder estabilizar sua pressão arterial – disse imitando o tom que o professor usou para nos explicar o trabalho. Eu segurava um cronômetro prateado nas mãos enquanto contava os batimentos cardíacos do meu amigo e anotava os detalhes, como respiração, sudorese, muito tédio e etc.- não é você que tá deitada nessa mesa dura a cinco minutos – protestou tamborilando as unhas rosa-pink descascadas na superfície da mesa.- eu agradeceria se o paciente parasse de se mexer – adverti, medindo seu pulso.- o paciente está entediado. O paciente está com a bunda doendo de ficar nessa posição. O paciente queria que fosse o Arthur aqui medindo minhas pulsações e não VOCÊ – Sidney me lançou um olhar manhoso. Suspirei perdendo pela milésima sétima vez a contagem.- Fica quieto, isso vale nota, e você não deveria ficar se largando pra cima do Arthur – me lembrei de como meu amigo ficou secando o garoto na redenção. Sidney praticamente comeu o cara com os olhos, além de ficar grudado nele a tarde toda.- porque não??- Porque ele é irmão da Hanna – olhei disfarçadamente para a mesa onde minha amiga media perfeitamente a temperatura de outra aluna. Ela poderia enganar quem fosse, mas eu sabia que tinha alguma coisa ali. Eu vi o jeito como ela olhava para o Arthur enquanto ele tocava violão.- E daí? TO POUCO ME FUDENDO PRO PARENTESCO! – retrucou em alto e bom tom — O que interessa é aquele par de olhos azuis, cor do mar... cor do céu... AI CARALHO!! – dei um beliscão no braço dele quando o professor veio ‘trotando’ raivoso até a mesa depois do ataque de ‘to pouco me fudendo’. - O que dizia senhor Andrade? – perguntou ele com as mãos cruzadas atrás das costas e os olhos nos fuzilando. Nessa hora eu vi o sonho do meu dez em biologia se despedaçando.- É... bom... – comecei tentando elaborar qualquer coisa que desviasse da verdade, que era ‘bá professor, o Sidney tá se desmanchando de amores pelo irmão tatuado da minha colega lá ó, tendeu?’- Eu dizia – falou Sid em tom grave e um sorriso sarcástico na cara – que esse trabalho é um perda de tempo. Isso é biologia e não aula de primeiros socorros! O Senhor Smith suspirou pesadamente. Aposto que ele estava ponderando em jogar Sidney para fora da sala a patadas, mas o pai dele era influente no colégio, então...- Minhas aulas, minhas regras. Espero que as siga, se não nos veremos ano que vem novamente – disse com o máximo de autoridade que podia expressar.- Olha temos um ditador na sala – rebateu Sid estreitando os olhos. Soltei um riso discreto. Bom, digamos que eu já estava acostumada com meu amigo discutindo com todo mundo por aí. Até com o padre ele já discutiu. Toda a sala assistia atentamente o ‘showzinho’. - Daniel pode vir aqui um minuto – falou o professor por fim, apontando para o fundo da sala e mantendo a postura séria. Vi quando o Sixx passou por trás de mim de encontro ao Senhor Smith.- Estou trocando os parceiros já que Sidney está tendo problemas de concentração, e sei que Melanie é uma boa aluna – explicou em voz alta e grave. Olhei para Eliana que tava com cara de tacho.- Eu acho que não é necessário – tentei argumentar, mas o professor me silenciou apontando um dedo. Ah que maravilha, minha opinião não conta merda nenhuma. E parece que todo mundo fez um maldito complô pra empurrar o Andrew pra cima de mim, só o que falta é socarem o cara pra dentro da minha casa, ah não falta não, ele já se enfiou várias vezes lá dentro!- desculpe – murmurou Sidney passando por mim e indo se sentar com Eliana. Desculpe... minha vontade é te esganar com um monte de faixas escrito ‘desculpe’.Depois da confusão ter acabado, eu me vi deitada sobre a mesa e o Sixx inclinado por cima de mim, os dedos pressionando meu pulso de leve. Não entendo qual o propósito de um trabalho onde o aluno tenha que ser tocado por outro aluno. Deveria existir uma lei na constituição brasileira que proibisse esse tipo de coisa, porque é MUITO CONSTRANGEDOR. Fechei os olhos e me concentrei apenas em inspirar e expirar. Inspirar, expirar, inspirar, expirar, inspirar, expirar... Era impossível controlar os arrepios em minha pele cada vez que seus dedos me tocavam, e era terrível ter que aguentar isso sem protestar, uma tortura. Abri os olhos quando ouvi a caneta rabiscar o papel.- Batimentos cardíacos, 109... – resmungou ele. Esticou a mão para tocar meu braço, minha pele esquentou e esfriou rapidamente.- A paciente estremeceu com o toque – resmungou novamente, os olhos brilhando por baixo das lentes negras.- Não escreva isso! – protestei me sentando abruptamente na cadeira. Com o impulso perdi o equilíbrio por um momento e quase me esborrachei no chão, se não fosse uma mão segurando meu braço e impedindo a queda. Novamente aquelas mãos... como eu odiava o efeito que elas tinham sobre mim, por mais suaves, quente e confortadoras que fossem, eu as odiava.
- A paciente se alterou e tentou cometer suicídio pulando da mesa para baixo – a voz debochada de Andrew se misturava com o barulho do caneta no papel. Chutei a lateral da perna dele.- AI! – gemeu esfregando o lugar do chute. Lancei uma careta bem feia para ele saber que eu não estava de brincadeira, eu ainda não havia esquecido o que ele me fez.- Não mexa comigo – cruzei os braços em frente ao peito. Sixx deu um sorriso cínico e se aproximou, colocando um braço de cada lado do meu corpo. Minha reação natural jogar ele longe, mas isso seria um tanto espalhafatoso demais.- E o que você pensa em fazer? Me dar uma cabeçada no joelho?- Não... Vou esfregar sua cara no asfalto e depois passar salmoura, e agora – empurrei o peito dele com força – SE AFASTE. - Ui, to morrendo de medo da serial killer de meio metro – debochou levantando as mãos para cima e afinando a voz. Senti o sangue subir para o meu rosto, de raiva, mas não tive tempo de ficar puta da cara antes de ele pegar a caneta e começar a rabiscar.- A paciente agrediu o médico, e o ameaçou. O diagnóstico é – ele me encarou – doida varrida – disse levantando as sobrancelhas e imitando um tom sério. Eu já estava prestes a me levantar e dar um soco na cara daquele infeliz que o faria sentir saudades dos dentes, mas um pigarro do Senhor Smith a dois metros de distância fez eu me controlar.xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxFaltando apenas um período para eu vazar do inferno denominado escola, vesti minha camiseta de educação física e meu shorts preto de cotton odiado. Como eu odiava aquele shorts, ele era grudado na bunda, eu me sentia nua. Guardei minha mochila no armário do vestiário feminino e ajeitei meu rabo de cavalo no espelho. Suspirei e sai puxando minha camiseta para baixo até a quadra de vôlei.A professora Andréa Rockfield, uma loira alta, bronzeada, malhada e de um gênio super-competitivo, estava com a bola e o apito em mãos enquanto as garotas tiravam os times. Todas foram escolhidas enquanto eu ia ficando por último e tentando me camuflar com a parede para passar despercebida. Educação física não era lá o meu forte, ou melhor, meu pior defeito. Não sou uma pessoa de muita coordenação motora, e digamos que posso ser um pouco sedentária, do tipo que odeia exercícios. Ficaram dez garotas em cada time, e eu sobrei. Esse seria o momento perfeito para cantar um ‘aleluias!’, mas como nada é perfeito, logo os olhos da professora foram parar em mim. Dois segundos depois ela estava me enxotando a apitadas para a quadra.- O time vai ficar com uma jogadora a mais! – protestou Juliana, uma morena de olhos castanhos e capitã do time de futsal. - Deixa, a Melanie não conta como jogadora. Ela nem se mexe na quadra – falou outra garota revirando os olhos.- Conta como prejuízo – resmungou alguém atrás de mim. Eu sou uma pessoa muito amada e querida, sim ou claro? - OO VAMO CALA A BOCA AÍ! – berrou a professora — Melanie vai pro time da Rebecca – disse apontando impaciente para a ruiva com cara de poucos amigos do outro lado da rede. Me dirigi para lá praguejando a mim mesma por me interessar mais por livros do que por vôlei quando tinha dez anos de idade. Quando passei, Rebecca esbarrou no meu ombro e murmurou algo como “joga direito se não...”, mas não consegui ouvir direito porque o apito estridente da Andréa encheu meus ouvidos. Alcancei minha posição a tempo de ver a bola voando para lá e para cá. Logo meus olhos foram para o campo adversário, onde Andrew estava praticamente debruçado, agarrando a grade de proteção com as duas mãos. Ele usava uma camiseta cinza com as mangas enroladas até os cotovelos e um boné com estampa de exército para trás, a franja quase cobrindo seus olhos por inteiro. Devia estar se divertindo muito assistindo minha encenação de poste parado no meio da quadra.Como todas as garotas se fechavam a minha frente, formando uma barreira impenetrável, eu podia ficar observando em volta. Além do maldito do Sixx, tinham várias pessoas olhando o jogo, inclusive Matt que estava recostado na grade de proteção para o lado de dentro, a poucos metros de mim. Ele me acenou assim que percebeu meus olhos nele, eu acenei de volta e recebi um apito como advertência.- FOCO NO JOGO LOCKWOOD! FOCO NO JOGO! — latiu a professora. Uma idéia muito perversa invadiu minha mente. E como que se o destino quisesse que ela se concretizasse, a bola veio diretamente para mim. Não pensei duas vezes antes de dar um soco, cortando-a para o lado, na direção de Matt. O que é uma bolada em comparação a ser deixada inconsciente num banheiro fedorento? MAS COMO NADA É PERFEITO, em vez da bola ir em linha reta para o lado, ela desviou fazendo a curva por trás de mim. Um grito e um baque. Virei-me para trás e vi Eliana atirada no chão, com uma mancha vermelha no meio da testa. Certo que ela é uma cachorra safada que merece levar boladas na cabeça até entrar em coma, mas eu não estava nada orgulhosa do que tinha feito. - VOCÊ VAI ME PAGAR SUA VADIA DESGRAÇADA! EU TE ODEIO OUVIU BEM? EU TE ODEIO!! — esperneava Eliana no chão com um olhar cheio de raiva, esfregando a testa com a mão. Várias pessoas se acumularam ao redor dela, inclusive a professora que tinha uma expressão nada feliz.- Lockwood, pro vestiário, tá liberada — falou num suspiro pesado — E você, pare de se contorcer, a bola nem te acertou tão forte — revirou os olhos e saiu andando e apitando para que o jogo tivesse continuação. Atravessei a quadra com passos rápidos, com uma última olhada para a grade de proteção constatei que Andrew estava com um sorriso escancarado na cara, pelo menos alguém aqui se divertiu. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxCatei minhas coisas e sai marchando pra fora da escola, sem nem esperar o Sid que estava muito interessado em assistir (e babar) o treino de futebol masculino. Eu estava irritada, mas ainda tentava descobrir o porquê. - QUE ÓDIO! — chutei uma garrafa vazia que estava no caminho.- EITA PORRA! — falou alguém logo na minha frente. Como eu ando com a cabeça abaixada, quase varrendo o chão com a cara não prestava atenção nas pessoas que vinham. Meus olhos seguiram a voz e automaticamente eu parei de caminhar quando vi Jake Pitts esquivando da garrafa voadora como se fosse lixo radioativo.- Recebe seus amigos com garrafadas é? — brincou ele.- Só os idiotas. E o que veio fazer aqui? — perguntei surpresa. Bom, eu já tava acostumada a ver a fuça do Sixx todo santo dia na escola, mas o Jake pra mim era novidade.- Você não liga, não escreve, não manda sinal de fumaça. Vim ver se estava viva — respondeu fingindo seriedade.- que gracinha — revirei os olhos e comecei a caminhar novamente. Jake me seguiu com passos largos.- Indo pra casa? — perguntou.- Exatamente — afirmei balançando a cabeça.- Quer uma carona? — Jake gesticulou para trás, onde a alguns metros onde sua moto reluzente estava estacionada. Meus olhos faíscaram de emoção. Lembrei da noite que eu voltei pra casa naquela moto, correndo numa velocidade insana. Uma parte da minha mente dizia: VOCÊ QUER MORRER DESGRAÇADA? E a outra SOBE! SOBE! SOBE! - Tente não nos matar — falei dando um sorriso felino e indo em direção aquela perfeição de duas rodas.Cheguei em casa com meu cabelo em estado de choque. Meus pais não estavam (novidade?) e só iriam voltar amanhã. Marta estava passando o aspirador de pó na sala e quase morreu do coração quando viu meu amigo com suas roupas e maquiagem nada normais. Joguei minha mochila no sofá e subi pro quarto, Jake me seguiu e se estarrou na minha cama como se tivesse um bilhetinho escrito 'reservado para Jake Pitts'. Porque eu não fiquei surpresa?- Pode ir desembuchando — disse. - Dúvida das minhas reais intenções para esta visita? — perguntou se fazendo de ofendido.- óbviamente — rolei os olhos e ele riu. Tirei meus all star e sentei na janela. Depois de uma pausa Jake começou.- Na verdade eu ando preocupado com o Andy — falou. - não sou babá dele — cortei asperamente. Por favor, me fale qualquer coisa menos do idiota do Biersack.- eu sei, é que ele anda muito estranho. Tipo, o cara mal fala com a gente, se mudou, não vai mais pros ensaios. A gravação do CD é daqui a algum tempo. Todos estão entrando em pânico...- Se mudou?- Pra um apartamento, não sei onde fica. Ele não deu o endereço — Jake franziu a cara, parecia desconfortável. - Jake, eu não sei como você acha que eu posso te ajudar — falei sendo realmente sincera. O que ele queria que eu fizesse? Segurasse o Andrew pelos ombros, sacudisse e berrasse o porque de ele estar sendo um filho da puta de nivel maior? Idéia tentadora, mas seria fisicamente impossível. Só se eu subisse numa escada...
- Fale com ele — insistiu Jake, os olhos suplicantes. É, a coisa era grave.- E você realmente acha que a mula do Andrew vai me ouvir? — protestei levantando os braços — JAKE ELE ME ODEIA! Eu sou a última pessoa a quem ele vai escutar!- Eu não acho isso — ele se levantou da cama jogando a jaqueta de couro com fivelas para o lado e veio em minha direção.- Como é? Meu, tu é cego? — perguntei danada da vida. Essa conversa estava me irritando, porque ele achava que o Andrew era problema meu? - Eu acho que você significa mais pra ele do que pode imaginar... — murmurou suavemente, como quando se tenta convencer uma criança de alguma coisa. Eu o encarei, procurando as palavras certas que pareciam fugir. Na verdade o que ele disse me desconcertou, significar alguma coisa pra ele? Eu? Nem pensar. - Mel — Jake segurou meus ombros, olhando fixamente em meus olhos. Por um minuto, apenas por um minuto...Bem, fiquei pensando que ele fosse me beijar. Eu nunca havia sido beijada antes, mas parecia que estavam dadas todas as condições necessárias para que acontecesse o beijo naquela hora. Naturalmente, eu não sabia como me sentia ante a possibilidade de que meu primeiro beijo fosse dado por alguém...por alguém... bom, Jake era meu amigo, meu amigo e só. Mas sabe como é, quem está em petição de miséria não pode ficar escolhendo, e posso garantir uma coisa, Jake era mais gracinha ainda visto de perto, de tão perto. E foi aí que eu percebi que a atenção dele não estava nos meus lábios, mas muito longe disso. Ele olhava através de mim, para fora da janela. Me virei um pouco para tentar ver o que ele fitava, e só vi um Mustang prateado dobrar a esquina.- Quem era? — perguntei. Jake não me respondeu, mas seus olhos arregalados e mandíbula tensa diziam que não era nada bom.- Eu preciso ir. Tchau guria, nos vemos por aí — falou pegando a jaqueta de cima da cama e se mandando por afora. Olhei com descrença a porta aberta a minha frente. Tão achando que isso aqui é hotel de beira de estrada?? Fui até o banheiro e vesti meu pijama. Me olhei no espelho, e vi um reflexo tão sem graça que preferi fechar os olhos. Significar alguma coisa pra ele? Eu sou só mais um troféu que ele está buscando para inflar aquele ego gigantesco, e isso ele jamais vai ter. Hey, hey, you, you! I don't like your girlfriend (No way, no way)I think you need a new one! Hey, hey, you, you! I could be your girlfriendHey, hey, you, you! I know that you like me (No way, no way)No it's not a secret! Hey, hey, you, you, I want to be your girlfriend!Me sobresaltei com a algazarra que vinha do meu quarto no volume máximo. Escancarei a porta do banheiro e meu queixo caiu quando eu vi Sidney cantando e dançando frenéticamente. Eu deveria estar furiosa por ele ter invadido meu quarto e ligado meu som, mas em vez disso meu ataque de risos fez sumir toda a irritação.You're so fine, I want you mine, you're so deliciousI think about you all the time you're so addictiveDon't you know what I can do to make you feel all right?Don't pretend I think you know - I AM DAMN PRECIOUS! — Sidney desceu até o chão com as mãos na cintura. Joguei um travesseiro nele e desliguei o som. - Estraga prazeres — resmungou e se jogou em cima da minha cama. Porra, vou começar a cobrar aluguel por essa cama.- Estraga prazeres uma ova bem redonda — me atirei ao lado dele abraçando um dos meus travesseiros — e como entrou aqui? — fitei a janela aberta e obviamente descartei a idéia de que meu amigo pudesse ter entrado por ali.- Marta me deixou entrar — falou sorridente — e porque diabos tu tá vestida assim?? — Sid olhou pro meu pijama de lacinhos como se fosse uma aberração, tadinho do meu pijama...- as pessoas normais usam isso pra dormir — apertei os olhos. Ele abriu a boca e soltou um gritinho agudo.- VOCÊ ESQUECEU!!! — berrou.- esqueci? — pisquei fazendo cara de confusa, mas logo arregalei os olhos. O ARCANJO!!! DROGA! DROGA! DROGA! Eu havia me esquecido totalmente que tinha combinado de ir ao parque de diversões que inaugurou.- Puta merda! Vou me arrumar! — me levantei da cama catando algo vestível no guarda-roupa e indo pro banheiro.- Vai lá praga — Sid deu uma risada sonora e pos os braços atrás da cabeça.Me arrumei a jato, pondo uma camiseta escrito 'I Love Ben Bruce' de manga caída, um shorts preto com meia arrastão, um all star de cano alto e minha tradicional maquiagem pesada. Voltei pro quarto e Sidney estava com uma poker face e escrevendo no meu diário.- Que tá fuçando aí?? — perguntei me aproximando.- Colocando algo mais emocionante nessa porcaria — falou com um sorriso de criança que fez merda. Tirei o diário das mãos dele, e soltei um suspiro ao terminar de ler.- Você é o motivo dos meus sorrisos bobos, a razão pela qual escrevo, por favor, me aceite mesmo com todos os meus defeitos, me faça feliz, me abrace e depois me beije, me leve até as estrelas, tire o meu fôlego, me faça acreditar que o amanhã será melhor, mostre que ainda é possível amar... ?? — li tudo novamente e acrescentei a pergunta no final, encarando Sidney com uma cara que dizia 'Que tipo de porra é essa?'- É pro Andrew — disse ele.- Eu nunca escreveria isso pra aquela lombriga de dois metros! — vociferei. - Ah vamos lá Mel, eu te conheço, admita: você está caidinha pelo bonitão — falou com desdém se levantando da cama.- NÃO ESTOU!- esse clichêzinho de amor e ódio é tão 2008... — Sidney colocou uma mão na cintura e encarou as unhas.- Vai se ferrar... — murmurei jogando o diário em cima da cama — e vamos logo, cadê o resto do pessoal?- Vamos buscar Hanna em casa e Matt vai direto pra lá de sei lá aonde ele estiver — disse. Assenti e saímos de casa.
Notas finais
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