Smells Like Teen Spirit
26 The most lonely day in my life
Notas iniciais
Agora, vou postar tudo de uma vez? Não. Eu pretendo postar um por semana, ou a cada 15 dias, pois muitos leitores demoram pra ler e fica sem graça postar tudo. MAS, eu estava vendo aqui e a FIC tem 29 leitores, e onde estão estas criaturinhas que não deixam review? :c
Como é a parte final, peço encarecidamente que, se possível, todos que lerem comentarem, ou deixarem uma recomendação. PLEASE, não quero ter que encerrar a FIC aqui e deixar muita gente sem saber o final.
Bom, pra esse capítulo, deixem carregando a música Lonely Day da System of a Down, vai tá explicado lá quando pôr pra tocar. AND vai ter sacanagem. Eu tinha feito uma coisa mais sexo-hard-rock, só que tem muita gente conhecida que lê aqui então achei melhor censurar um pouquinho minha imaginação sadomasoquista u-u
Sem mais delongas... ENJOY.
- Vê? — perguntou ele, com a cabeça baixa. Levantei o braço, hesitando por um momento. Com os dedos, delineei o corte que começava na parte de trás do ombro e terminava na linha da cintura. Parecia recente, uns dois ou três dias atrás.
- O q... — a voz trancou na minha garganta — O que é isso?
Andrew suspirou.
- Victor é implacável em seus acordos.
- Quem é Victor? Ele cortou as suas costas?
- O poderoso chefão da GangX — por um momento me perguntei se estávamos falando sobre a mesma coisa. Minha expressão "boiante" ficou explícita — Melanie, é melhor se sentar.
Me sentei no sofá e o fitei. As mãos cruzadas na frente do queixo, e os olhos fixos em algum ponto longe dali. Seus músculos estavam rígidos. Andrew parecia uma estátua de mármore.
- Há 7 anos atrás — começou ele depois de um tempo — meus pais se separaram e eu fui morar em Seattle, com uns amigos meus. Eu era bem esbanjador, frequentava festas caras, comprava carros caros, mulheres, bebidas e era viciado em jogos. Eu só estudava, e é óbvio que minha mesada não era essa fortuna para eu gastar desse jeito. Vendo agora, eu não tinha nada na cabeça, era um idiota. Nesse tempo eu acumulei dívidas com muitos caras da pesada, principalmente dívidas de jogo.
- Eu não imagino você desse jeito... — falei, mais como um pensamento involuntário do que um fato que eu quisesse dizer. Andrew me ignorou e continuou falando.
- Eu não tinha como pagar e eles queriam a minha cabeça por causa disso. E foi aí que eu conheci Victor.
Ele me fez uma proposta: Se eu corresse com o carro dele num racha que teria naquele mesmo dia, e ganhasse, ele pagava todas as minhas dívidas. Eu não tinha muitas opções e aceitei. Sucedeu que eu ganhei o racha. Sempre gostei de correr e boa parte daqueles carros que eu comprei estava detonado por causa disso, mas nunca fiz algo por dinheiro, era mais um hobbie de adolescente.
O tempo foi passando e eu comecei a gostar daquilo. Eu era o melhor piloto da GangX (pronuncia "Gângéx"), uma sociedade de pilotos de racha ilegal, cujo Victor era o empresário e patrocinador. Na escola, eu conheci Eliana, que entrou pra GangX porque ficou obcecada por mim. E depois, eu conheci Matt.
Nós viramos amigos, muito amigos. Corríamos juntos, festejávamos juntos. Mas... — ele parou.
- Mas numa certa noite, tinha um racha muito importante. Um "mundial", vários pilotos de vários estados, até países competindo. Eu estava muito ansioso. Só que o lugar era muito perigoso, montanhas e vales com estradas de terra escorregadias, asfalto rachado, barrancos. E estava frio e marcava chuva. Um deslize e poderia acontecer uma tragédia. Eu sabia disso, mas minha sede de ganhar falou mais alto. A competição eram em duplas, um piloto dirigia até o final do trajeto e o outro voltava tudo novamente. Eu e Matt éramos os melhores. Estava quase ganho.
A disputa foi acirrada, mas quando eu assumi a liderança, larguei um nitro só para ter certeza e foi minha maior imprudência — Andrew suspirou.
- E? — o incentivei a continuar. Eu já sabia o que ele ia dizer.
- Eu bati contra um Crossfox preto. O carro capotou e fomos parar barranco abaixo. Graças a isso, todos os outros carros colidiram, um deles tinha vazamento no tanque, o que ocasionou uma explosão. Todos morreram — ele olhou pra mim, pela primeira vez — Sabe o que isso quer dizer?
- O garoto do Crossfox... era o Brawian. — sussurrei com um aperto no peito.
- Brawian Lockwood — Andrew confirmou, seu tom angustiante — Você está olhando nos olhos do assassino do seu irmão.
Minha respiração parou por um momento.
- Foi um acidente, Andy. Não foi sua culpa. Ninguém teve culpa — disse.
- Mas Mel...
- Mas nada — destrui o espaço entre nós, o abraçando, como uma mãe que abraça um filho assustado, mas era mais que isso... — Achou que eu ia te culpar por um acidente? Ou te odiar? Todos nós erramos.
- Me perdoe — ele murmurou contra o meu cabelo — por anos eu me culpei, vim pra cá para tirar umas férias, tentar esquecer. Aí te conheci.
- Por que me tratava tão mal? Por que me odiava tanto? — essa eu não podia deixar de não perguntar.
- Seus olhos — Andrew me encarou, a centímetros do meu rosto — são iguais aos dele. E toda vez que eu olho pra você, eu me sinto um monstro, o pior tipo de ser que existe na terra, o tipo de pessoa que carrega uma morte na consciência. Isso me trazia raiva, raiva de mim mesmo que eu descontava em você, achando que ia amenizar, mas ao mesmo tempo eu sentia... um carinho especial. — sua voz era baixa e suave. Me fazia sentir calma e protegida — Eu queria tanto... Quero te proteger do mundo, da maldade. Aos meus olhos, Mel, você me parece tão frágil, indefesa nessa sociedade tão suja. Era como se eu quisesse te dar um tiro, e pular na sua frente pra te salvar.
- Andrew... — tendo ele assim, tão perto, tão quente, tão puro, tão meu. Eu sentia as batidas do meu coração ressoar até as pontas dos meus dedos, num latejar prazerosamente doloroso.
- Eu não quero parecer falso, e talvez você nem acredite em mim, mas eu te amo. Eu te amei desde que eu vi aquela foto no dia do acidente, inconscientemente isso me trouxe até aqui, até você.
- Por favor... — com os olhos fechados, eu sentia seu hálito metálico no meu rosto.
- Sim?
- Me beije — eu juro que se eu ouvir um telefone tocando agora, vamos ter um funeral pra bolar.
Ele sorriu e se inclinou, terminando com os centímetros de espaço que havia entre nós. Embora não soubesse como fazer, eu o beijei lentamente. Aos poucos sua boca deslizou pela minha garganta e eu senti um toque de língua, fazendo com que meu coração batesse contra minhas costelas.
Seu beijo moveu-se para meu ombro, subindo e descendo pelo meu pescoço. Bem então, eu queria estar o mais próxima dele que podia. Eu não queria que ele se fosse nunca. Eu precisava dele na minha vida agora, e amanhã, e depois de amanhã. Eu precisava dele como nunca precisei de ninguém.
Eu engatinhei sobre o sofá, sentando de pernas abertas no seu colo. Deslizei minhas mãos pelo seu peito, agarrei-o pela nunca, e o puxei. Seus braços circularam minha cintura, me prendendo contra ele, e eu me aninhei mais profundamente.
Presa no momento, eu corri minhas mãos sob sua camiseta, pensando só em como eu amava a sensação do calor de seu corpo espalhando nas minhas mãos.
Ele interrompeu o beijo e me olhou com olhos engraçados.
- Nunca me deixe — eu disse.
- Você é minha até a última batida do meu coração, Anjo — ele murmurou, roçando as palavras pelo meu maxilar enquanto eu arqueava meu pescoço mais para cima, convidando-o a beijar em qualquer lugar. Andrew mordiscou meu queixo e em seguida moveu a mão para pegar alguma coisa, logo o som foi ligado.
[Play System of a Down — Lonely Day]
[Narração On]
[Nota da autora: Eu fiquei muito constrangida quando eu fiz essa parte mais detalhada, então fiz algo mais censurado]
Eles ficaram de pé, de frente um para o outro.
Melanie tirou a camiseta e jogou próxima ao sofá. Andrew sorriu ao ver a garota enrubescer o rosto. Então ele tirou a calça de couro e jogou para o lado, ficando com uma cueca box branca e meias.
Ela tirou a calça Skinny e os all star, chutando-os para trás e cruzou os braços em frente ao corpo.
Um dia tão solitário!
E é meu. O dia mais solitário da minha vida.
Um dia tão solitário! Devia ser banido. É o dia o qual não posso aguentar.
Ele tirou as meias e sorriu com timidez.
- Até parece que é a primeira vez que faz isso — falou Melanie envergonhada.
- Eu acho que tenho o direito de ficar nervoso em ficar pelado na frente da garota que eu amo — retrucou Andrew. Ela revirou os olhos enquanto abria o sutiã, em seguida retirando-o, ficando só com uma calcinha do Batman.
- Calcinha do Batman! — os olhos dele brilharam.
O dia mais solitário da minha vida
O dia mais solitário da minha vida
Melanie caminhou até Andrew e pegou na mão dele, conduziu-a para os seios. Um suspiro nasceu na garganta da garota quando ele lhes tocou delicadamente. A luz do fogo dançava pela sala, ela fez fez uma anotação mental de nunca esquecer como os olhos de Andrew eram lindos refletindo a luz das velas.
Um dia tão solitário!
Não deveria existir. É um dia que nunca sentirei falta
Andrew pegou Melanie no colo, colocando suas coxas em sua cintura. Caminhando pelo apartamento, eles foram para o quarto. Os lençóis de seda preto e as cortinas também pretas, davam um ar gótico. Passou-lhe as mãos pelos cabelos enquanto ele se segurava por cima dela, os músculos dos braços duros de tensão.
Um dia tão solitário!
E é meu. O dia mais solitário da minha vida
Continuou com isso até ela não aguentar mais, e quando finalmente se uniram como um, ela gritou alto e enterrou os dedos nas costas. Escondeu a cara no pescoço dele e sentiu-o fundo dentro de si, sentiu-lhe a força e a delicadeza, sentiu-lhe os músculos e a alma. Movia-se ritmicamente contra ele, permitindo-lhe que a tomasse sempre que quisesse, a levasse para o lugar em que tinha que estar.
E se você for, eu quero ir com você.
E se você morrer, eu quero morrer com você.
Pegar sua mão, e ir embora.
E continuaram pela noite dentro, e dormiram nos braços um do outro naquela noite. As vezes, Andrew acordava e olhava para ela, e sentia que subtamente tudo ficou certo nesse mundo.
O dia mais solitário da minha vida
O dia mais solitário da minha vida
O dia mais solitário da minha vida
Um dia tão solitário!
E é meu, é um dia do qual estou feliz por ter sobrevivido.
Notas finais
Pra quem quiser fazer igual a Gabs e vir me cobrar capítulos (AHSUAHSUAHSUAHSUAHSUAHSUAHU) ou até mesmo pra me conhecer, meu twitter: @ocadaverqueri (qualquer semelhança com Melanie Lockwood ou algum personagem de Smells Like Teen Spirit nesse twitter NÃO é mera coincidência u_u)
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