Smells Like Teen Spirit
16 Sombras de um passado não tão distante
Notas iniciais
Oi fofas! Primeiramente queria agradecer os reviews, eu leio todos com muito carinho. E segundo, nesse capítulo as coisas vão clarear um pouco, e nos próximos as coisas vão ir ficando mais tensas e extremas. Peço desculpas pela demora, as aulas, sabe como é...
Eram 21h:03, quando Andrew fez uma curva em U e estacionou em frente a minha casa, próximo a caixa de correio. Nossa viagem de 30 minutos foi bem silenciosa e cheia de olhares de canto. Engraçado como o Biersack consegue mudar de tirano safado pra certinho mudo em apenas uma fração de segundos. Ele desligou o motor e os faróis, deixando-nos num campo escuro. Ficamos assim por algum tempo, até eu ficar constrangida o bastante para pensar em abrir a porta, agradecer e me trancar no meu quarto, onde é seguro.
- Não vai entrar? — a voz de Andrew me fez voltar a atenção instantâneamente, dei de cara com dois olhos azuis brilhantes me encarando curiosamente por baixo do boné.- Era exatamente o que eu ia fazer — disse abrindo a porta e saindo. Não tive tempo de agradecer pela carona, como eu pretendia, pois o querido já estava fora do carro passando por mim e caminhando em direção a minha casa. WTF??- Ei — chamei-o seguindo para a porta da frente. Já que não vi a cara do meu pai pressionada contra nenhuma janela, e qualquer sinal de vida inteligente nas redondezas da casa, não precisei pegar o Sixx pelos cabelos e chutar pra cima de algum telhado alheio. - Obrigado pela carona Andrew, estou bem agora. Tchau — falei já na entrada da porta. Ele revirou os olhos. Dei de ombros e procurei a chave nos bolsos.- Ta procurando isso? — ele balançou a chave no ar com um sorriso se formando em seus lábios. Quando esse projeto de trombadinha a pegou?? - Obrigada — disse com sarcasmo. Abri a porta e entrei rapidamente, eu ia fechá-la mas Andrew já estava praticamente porta adentro. Eu estou ficando lenta ou ele está ficando mais rápido? Olhei incrédula para o ser de dois metros perambulando pela sala.- Não lembro de ter te convidado pra entrar.- Calma aí nervosinha, vou tomar um copo de água. Não se nega água — e lá foi o Sixx adentrando a cozinha. Bati a porta e marchei atrás dele. Na cozinha, ele pegou um copo de água gelada e se estarrou na cadeira, pondo os pés em cima de outra. Tá né, tá achando que isso aqui é a casa da mãe Joana meu filho?- Tira esse pezão sujo de cima da minha cadeira limpinha — adverti. Ele arqueou a sobrancelha fazendo cara de inocente. Não creio que meus pais vão voltar hoje, mas por via das dúvidas, não é bom ter companhia. Imagino a cara do meu pai entrando em casa e dando de cara com o Andrew, não ia prestar, nem um pouquinho. - cozinha bonita — falou olhando ao redor. - Concordo. Ok, já tomou sua água pode ir embora agora — dei um sorriso forçado. Ele se levantou, ficando a minha frente.- Você é muito desagradável baixinha — falou lentamente, num tom debochado.- E você é muito sem educação, fica aí invadindo a casa dos outros sem ser chamado — retruquei.- pintora de rodapé rabujenta — ele deu de ombros.- Escada enferrujada — imitei seu gesto.- feiosa.- Como é?? Feiosa? — perguntei trincando os dentes.- Horrível — enfatizou. Fiquei danada de raiva.- Então pode fazer o favor de sair da casa da feiosa? Aliás, o que está esperando seu pau de vira tripa?? — rosnei. Andrew abriu a boca para falar alguma coisa, mas em vez disso deu um sorriso malicioso.- Isso — falou me pegando pelo braço e me puxando para mais perto dele — quer mesmo que eu vá embora? — seus lábios roçando perto do meu queixo, a voz grave e suave. Fiquei sem reação, e quando recuperei a voz para pensar em falar alguma coisa, ele me pegou no colo e me colocou sentada em cima da mesa, seus braços me prendendo contra ele. - Me solta — disse tentando, não muito, me afastar. - Não vou te soltar, nunca — murmurou colocando uma mecha do meu cabelo para trás da orelha. Seus olhos me fitando de tão perto, como se estivessem olhando a minha alma. Aos poucos ele foi se aproximando, segundos que pareciam minutos, estava prestes a me beijar eu sabia disso. E eu estava prestes a fazer uma coisa que jurei nunca permitir, jurei nunca deixar Andrew entrar na minha vida e muito menos no meu coração. Porque eu sabia que era impossível, nunca ficaríamos juntos, então pra que se deixar levar? É como amar banhos de chuva e depois ficar resfriada. Mas o vendo de tão perto, algo dentro de mim me diz que vale a pena, um fogo que eu fiz de tudo para extinguir, mas agora está prestes a explodir em chamas. - Tire o boné — ordenei. Andrew me olhou confuso, mas obedeceu, me encarando com um sorriso torto. E foi nesse momento que o telefone tocou. - Deixa essa merda tocar — murmurou Andrew, avançando de encontro a minha boca. Foda-se o telefone então, pensei.- Melanie, porque não atende? — a voz do meu pai me fez congelar — daqui a pouco chegamos em casa, o avião da manhã foi cancelado e resolvemos voltar hoje. Liguei só para avisar, não nos espere acordada — a secretária eletrônica desligou, e eu me peguei ainda congelada. Sixx tinha uma expressão séria e ao mesmo tempo surpresa. - Puta que pariu — pulei da mesa — você precisa ir embora — falei o puxando para a porta da frente, mas ele me parou abruptamente no meio do caminho.
- Qual o nome do seu pai? — perguntou, seu tom sério.- O que importa Andrew, você PRECISA ir — quase gritei de aflição, a qualquer momento o carro do meu pai podia parar na frente de casa.- O nome — repetiu ele.- Richard Lockwood, agora VAI — o empurrei em direção a porta e fechei. Suspirei e sentei no chão da sala, recuperando o fôlego. Ouvi o Jeep commander arrancar e cantar pneu. Por um triz Melanie, por um triz. Tive tempoo o bastante para subir pro quarto, enfiar o pijama pela cabeça e pular em cima da cama. Dois minutos depois, ouvi o carro do meu pai entrando na garagem e em seguida, como um cão farejador, ele marchou silenciosamente até o meu quarto para supervisionar se eu realmente estava ali. Embaixo das cobertas eu fingi estar num sono profundo, o que se tornou realidade depois. Acordei com meu celular vibrando embaixo do meu travesseiro. Olhei no relógio, sete da manhã. Peguei o aparelho e tinha uma nova mensagem de um número privado "Será um excelente dia!". Excelente pra quem não foi acordado as sete da manhã, filho da puta. Ignorei a brincadeirinha de mal gosto que tinha muito a cara do Sixx, do Jake ou do Sidney. Queria voltar a dormir, mas já que me acordaram...Desci as escada e encontrei minha mãe com o telefone na mão conversando com alguém. Ela me acenou e mandou um beijo, eu retribui. - esteja em casa logo depois da escola — falou desligando e vindo em minha direção. Fiz cara de confusa, ela riu.- eu sabia que você iria esquecer, Monte Carloooo.- AAAA lembrei — era hoje o dia do tal jantar no restaurante. Só de pensar em vestir aquele treco verde musgo, perco toda a vontade de tomar café da manhã.- bom, estou atrasada. Te vejo a noite baby — minha mãe me deu um beijo e saiu animada. Nossa relação era tão estranha, as vezes eu a via como uma irmã mais velha, ou uma tia. Cheguei atrasada na escola, porque parei pra assistir fullmetal alchemist na TV. Sim, eu tenho problema. Se não me engano, hoje eu tenho uma tediosa aula de geografia para aguentar. Fui até o banheiro, dar uma ajeitada no meu cabelo muito bom(bril) e de repente eu vejo Eliana entrando pela porta. Seus lábios melados de gloss retorcidos num sorriso felino.- Cabelo bonito — disse irônica.- não estou te perguntando nada vadia — cortei ela na hora.- Mas eu quis elogiar, o que você anda passando nele? Hidratante? Alisamento? Porra do meu namorado? — pisquei. - Como é que é?? - Nem vem, eu sei que você se encontrou com o Andy ontem, e eu sei que ele foi pra sua casa depois disso — Eliana me apontou um dedo acusador. - Tá me seguindo? — perguntei incrédula. Ela deu um risinho afetado.- fica longe dele — falou num tom ameaçador, os olhos chamuscando de raiva.- Porque? O que você vai fazer se eu não ficar? — coloquei as mãos na cintura chegando mais perto dela. Vagabunda nenhuma me mete medo. Eliana suspirou.- Você é o motivo dos meus sorrisos bobos, a razão pela qual escrevo, por favor, me aceite mesmo com todos os meus defeitos... — recitou. Arregalei os olhos. A pergunta agora seria COMO??- antes que me pergunte, sim aquele diário estúpido está comigo. E eu vou mostrar pra todo mundo se você não andar na linha — ameaçou. Fudeu geral agora. - Tenha um Excelente dia — disse cínica e saiu. Fiquei parada no lugar onde estava, só pode ser putaria do capeta com a minha cara. Andrew's POVSPor uma fresta da janela, vi o sol se pôr preguiçosamente. Não consegui dormir naquela noite como fazia nos outros dias, não que isso fizesse alguma diferença. Mas naquele momento, dormir era como um refúgio, dos meus próprios pensamentos. O único incômodo eram os pesadelos.O apartamento já estava totalmente escuro quando alguém bateu a porta. Quem poderia ser a uma hora dessas? Será que Jake descobriu meu endereço? Só pode ser isso. Me levantei da cama e fui abrir a porta com uma carranca na cara.- Que falta de cautela Andrew! E se fosse um assassino pra te enfiar um tiro no meio das fuças? – disse um homem alto, de cabelos loiros bagunçados com um sorriso animado no rosto. Eu deveria ficar surpreso ao ver Victor bater em minha porta, mas não fiquei. - Um assassino não iria bater na porta – retruquei imóvel. Victor olhou para os lados e resmungou alguma coisa para si mesmo antes de entrar no apartamento escuro.- Cadê a luz dessa joça? – perguntou, tateando a parede. Alcançou um pequeno botão de metal, apertou e as luzes fortes se acenderam. - Nossa como você está horrível – disse surpreso ao olhar para mim que continuava imóvel num canto da sala. - Vamos direto ao assunto? – falei dando de ombros.- Pois bem – começou ele. Olhou para o sofá na intenção de se sentar, mas não o fez. Cruzou os braços e me encarou por alguns segundos – Lembra dos velhos tempos?- Não tão velhos assim, o que você quer? – perguntei.- Bom, estou te recrutando de volta meu chapa – Victor me encarava animado. Mantive a expressão gélida por um momento antes de dar uma gargalhada que ressoou pelo apartamento.- Que parte do 'estou fora' de dois anos atrás você não entendeu? – disse divertido, não conseguindo parar os risos.- hahaha – Victor imitou sarcasticamente – não é tão simples assim querido Andrew, não estou querendo te forçar a nada, mas se continuar assim... - se continuar assim o quê? O que pensa que vai fazer Victor? — perguntei seriamente.- Muito bonitinha aquela sua amiguinha ruiva, ficaria mais bonitinha ainda num branco cadavérico. Que tal? — ele sorria com deboche, mas eu sabia que havia uma forte ameaça ali. É claro, é claro! Como eu pude ser tão descuidado?? O único motivo de Victor ainda não ter vindo me procurar é porque tinha uma carta na manga. Não respondi, mas quase podia ver minha cara de 'gato encurralado pelo cão'.- Não está cansado de fugir Andrew? — perguntou ele seriamente, depois de um tempo. Franzi o cenho, aquela pergunta nem precisava de uma resposta, era óbvia.- Não é algo que eu possa me dar o luxo de escolher — justifiquei ríspidamente.- Por isso eu estou aqui — começo. O olhei confuso por um momento, mas refiz a expressão séria em menos de um segundo — Quero um trato.- Não faço tratos com tipos como você — rosnei.- "Não faz tratos com tipos como eu"? Eu passei quase seis anos com você, te conheço. Eu estava lá quando você transformou aquela rodovia em carnificina, eu estava lá! Não me venha com escrúpulos Andrew, eu nunca matei ninguém por diversão! — foi como um soco no estômago. Não tive resposta. - Eu não quero droga de acordo nenhum! — cortei-o, trincando os dentes.- O acordo é um bônus, se não quiser mais uma morte pra te assombrar pelo resto da vida, sugiro que aceite — concluiu Victor. Abri a boca para protestar, mas desisti e fui em direção a porta, abrindo-a.- Sugiro que saia – disse. Victor seguiu para a porta, parando no meio do caminho.- Seja razoável, não queria ter que te chantagear, mas você é meu melhor piloto Andy.- Saia logo daqui antes que eu te jogue pela janela! — lati fechando a porta na cara dele.De costas para a porta, sentei no chão. Se a segurança da Mel não estivesse em jogo, eu chutava o traseiro daquele infeliz. Mas agora, eu estava encurralado, não tinha pra onde correr. Talvez fosse à hora de aceitar isso, meu dom era a minha maldição. Olhei pequenos feixes de luz que penetravam pela janela, estava amanhecendo. Luz...Olhei triste para o fio de sol que se estendia para tocar minha perna, me encolhi evitando que me tocasse. Levantei-me e fui para o quarto escuro.Na solidão do quarto gelado, eu me sentia confortável. "Não me venha com escrúpulos Andrew, eu nunca matei ninguém por diversão!" Essas palavras rodavam e rodavam pela minha mente, era como se minhas lembranças mais sombrias fossem jogadas na minha cara, como uma pedra. As lembranças mais assustadoras de um passado que eu queria muito esquecer, trancar do lado de fora da porta, mas elas sempre voltavam. [ Flash Back On ]Três anos atrás.Era um dia frio e cinzento na Califórnia. Eu estava recostado ao lado do meu Mustang vermelho olhando os outros competidores se prepararem.- Acha que eles tem chance? — perguntou Matt ao meu lado.- Nenhuma, sou o melhor no que faço — falei sentindo o gosto da vitória. Todos perdedores e novatos, seria como tirar doce de criança. Nesses seis anos como piloto de racha, nunca perdi uma corrida, e não será hoje que vou perder. - Andy meu parcero! — disse Victor abrindo os braços em minha direção. Victor era o organizador dos eventos. Se isso fosse um empresa, ele seria o chefe e eu o sócio, digamos assim.
- Quanto falta? — perguntei me referindo ao tempo para começar a corrida.- Só falta mais dois pilotos — falou dando de ombros — dê tudo de si, hoje é muito importante, muita grana em jogo — me alertou.- E alguma vez eu te desapontei?- Nunca — ele sorriu — é bem provável que chova durante a corrida, cuidado — assenti com a cabeça e entrei no meu Mustang vermelho, Matt ocupou o banco do passageiro. Olhei pela janela e vários carros estavam se posicionando na linha de largada, muitos sujeitos mal encarados agarrando suas mulheres e o som alto de alguns veículos ensurdeciam qualquer um que estivesse a menos de 5 metros de distância. Suspirei sentindo um aperto na garganta, minhas mãos estavam suando. Pela primeira vez eu estava... nervoso? Como se fosse um mal pressentimento ou algo do tipo. Logo adiante, avistei a rodovia vazia e escura que agora era nossa pista. Situada perto das montanhas e vales, raramente alguém passava por ali, além do mais com esse tempo fechado. Com todos os carros posicionados, foi dada a largada. Soltei o nitro e larguei logo em segundo lugar, atrás de um chevette azul-marinho. As ruas estreitas faziam os carros se baterem uns nos outros, com barrancos por toda a parte era quase impossível uma ultrapassagem segura. Com dois minutos, atingi 218km/h, disputando por centímetros a liderança com o chevette. De repente o tempo fechou, e a chuva forte lavava tudo ao redor, a pista molhada deixava tudo muito mais perigoso. O som do metal rangendo e dos motores furiosos era a única coisa que se podia ouvir. Arrisquei usar um nitro para conseguir a ultrapssagem, mas o chevette bateu em mim, fazendo o Mustang correr recostado no pé da montanha. O som do carro se chocando na terra era ensurdecedor. Pelo retrovisor, vi todos os concorrentes vindo em linha reta, quase encostados em mim. Logo a frente tinha uma enorme curva fechada, minha oportunidade. Esperei o meu oponente reduzir e larguei outro nitro, assumindo a liderança. Sabia que era muita imprudência, ainda mais para um piloto profissional como eu. Mas minha felicidade durou poucos segundos.A minha frente tinha um Crossfox preto na contra mão, em milésimos de segundo, vi seu rosto. Um garoto tinha ss olhos castanhos apavorados. Pisei no freio e o Mustang chiou no asfalto numa velocidade insana, em seguida eu senti ele revirando várias vezes pelo ar e descendo, um barranco talvez. O som de vários carros se chocando na estrada e um explosão fizeram tudo entrar no estado de silêncio. Eu capotei barranco abaixo.Senti meu corpo dormente e depois dores agudas na perna, no braço e do lado direito da cabeça. Passei as mãos pelo rosto e vi o líquido vermelho escorrendo, o gosto do sangue na boca. Matt estava desmaiado no banco do passageiro, mas o leve pulsar do seu peito me tranquilizou. Estava vivo. Com dificuldade sai do carro, e puxei Matt junto comigo, avançando para longe no caso de uma explosão. Minha visão embaçada revelava outro carro capotado próximo ao meu, o Crossfox. O motorista estava debruçado no chão, respirando com dificuldade. Deixei Matt no chão e fui até ele, o garoto chorava, o rosto molhado por lágrimas e muito sangue.Me agachei perto dele.- Consegue me ouvir? Você vai ficar bem, vamos chamar ajuda — falei, mesmo sabendo que não era verdade. Pela quantidade dos rastros de sangue, eu sabia que ele tinha poucos minutos. - frio — sussurrou ele — muito frio... — o puxei para o meu colo, sua pele gelada e molhada pela chuva. Um ferida enorme escorria sangue do braço dele. Eu nunca vira alguém morrer, ou sequer imaginei ver um dia. Lágrimas escorriam por meus olhos ao ver a vida sendo levada embora, por minha culpa... Abracei-o, tentando lhe dar um último momento de paz ou proteção, a única coisa que eu podia fazer agora. Sua respiração ficava cada vez mais fraca e eu mal podia vê-lo se mexer agora.- Me desculpe, me desculpe, me desculpe... — eu murmurava incontrolavelmente. O garoto segurou minha mão com força, num último gesto e eu senti um vento frio atravessar meu corpo quando ele partiu. Fiquei imóvel durante segundos, segurando um cadáver nos meus braços. - Andrew! Vocês está bem? Precisa sair daqui! — ouvi os gritos de Victor se aproximando, mas muito de longe. Olhei minha mão e um papel amassado estava lá, uma foto. Um garoto de olhos profundos e castanhos, e uma garota magricela seguravam um filhote de gato no colo. Os dois sorriam, felizes. Feições idênticas e delicadas. Os mesmos olhos, os olhos que fechei. [ Flash back off ]- Mel, me perdoe...
Notas finais
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