Smells Like Teen Spirit
21 Procurando pistas
Notas iniciais
Olá leitoras mais lindas do Nyah *-*
Como estão?
Bom, aqui está um capítulo novo. Dessa vez não demorei tanto né? Agora as coisas vão esquentar bastante pro lado do Andrew com a Mel dando uma de detetive por aí.
Agora, pra quem gosta de Asking Alexandria, Black Tide, Fresno, System of a Down e Rammstein, tenho uma novidade pra vocês: https://www.fanfiction.com.br/historia/216856/Warmness_On_The_Soul é minha nova fic. Nela eu vou falar sobre anjos caídos, demônios, céu, inferno, profecias, exorcismo, tudo de sobrenatural que eu adoro. Quem gosta desse tipo de fic, dá uma olhadinha lá *-*
Mordidas ♥
Como estão?
Bom, aqui está um capítulo novo. Dessa vez não demorei tanto né? Agora as coisas vão esquentar bastante pro lado do Andrew com a Mel dando uma de detetive por aí.
Agora, pra quem gosta de Asking Alexandria, Black Tide, Fresno, System of a Down e Rammstein, tenho uma novidade pra vocês: https://www.fanfiction.com.br/historia/216856/Warmness_On_The_Soul é minha nova fic. Nela eu vou falar sobre anjos caídos, demônios, céu, inferno, profecias, exorcismo, tudo de sobrenatural que eu adoro. Quem gosta desse tipo de fic, dá uma olhadinha lá *-*
Mordidas ♥
- Eu ainda acho que você deveria ficar com o vestido — reclamou Sidney enquanto dirigia a Mercedes em direção ao seu apartamento.
- Nem pensar — afirmei. Depois da maravilhosa cena do provador, eu retirei o papel-etiqueta e guardei no bolso da calça, para futuras eventualidades e decidi por comprar um vestido vermelho qualquer que eu avistei pela frente. Andrew não vai me dizer o que vestir. Para minha surpresa, quando fui ao balcão realizar a compra, a vendedora já estava embrulhando o meu presente, pois já estava até pago. Eu me recusei terminantemente a aceitar.- Vamos combinar, o Biersack tem bom gosto, era perfeito — falou Hanna enquanto mexia em seu Iphone no banco de trás. Sid olhou para ela pelo retrovisor com uma expressão de 'não cutuque a fera'. Eu desviei os olhos para a janela, olhando para as ruas quase escuras de Porto Alegre. Devo dizer que me surpreendi muito por não ter levado suspensão pelo vidro quebrado da biblioteca. Talvez meu pai tenha ligado pra escola e acertado tudo, certinho do jeito que ele é. Mas aquelas cenas não saiam da minha cabeça, seja qual fosse a intenção de me encurralar, não era boa. Assim que passamos em frente à PUC, uma idéia louca me ocorreu.- PARA O CARRO! — berrei. Sidney pisou no freio com tanta força que fomos todos jogados para frente.- TÁ LOUCA MULHER? QUER MORRER?? — gritou ele. Ignorei e sai tropeçando de dentro do carro diretamente para a biblioteca. Entrei apressada pela porta e a bibliotecária me olhou com espanto.- Posso ajudar? — gaguejou ela.- O lixo, o lixo, cadê o lixo?? — perguntei rapidamente.- Como? — ela estava desconcertada. O normal é alguém entrar na biblioteca e perguntar o nome de um livro, não onde estava o lixo. Olhei por todo o cômodo até que meus olhos bateram na pequena lata prateada no canto escuro da sala. Disparei até lá, e revirei procurando a caixa da tulipa e o cartão.- O que é isso? Tá treinando pra ser gari? — perguntou Sidney vindo por trás de mim e junto dele, Hanna olhava apreensiva.- O cartão não tá aqui! — falei estridente. - Dá pra explicar o que tá acontecendo aqui? — Hanna se meteu no assunto.- Ontem, quando eu fui drogada, tinha um cartão junto com a caixa. Hoje, no vestido tinha esse bilhete — tirei o papel meio amassado do bolso da calça e joguei nas mãos dela — no prédio que explodiu, tinha um papel junto da bomba. Talvez eu esteja ficando louca, mas as caligrafias eram idênticas!Eles me fitaram por um momento, digerindo as informações. Era isso, se eu pudesse ligar a caligrafia dos bilhetes, teria a prova que queria para ter certeza que Andrew estava por trás de tudo isso. - Todos estão de prova que ele te deu o vestido, e isso estava junto, é a letra dele — começou Hanna pensativa.- Então se for a mesma letra do cartão, é uma prova concreta de que Andrew te drogou! — finalizou Sidney, na mesma linha de raciocínio que a minha.- Mas pra isso eu preciso do cartão e não tá aqui! — olhei mais uma vez pra lata de lixo revirada. - Senhora — Sidney se dirigiu até a bibliotecária que estava avulsa — ninguém mexeu nesse lixo? Foi recolhido ou algo do tipo?- Não que eu visse, ninguém tocou nisso desde ontem — respondeu ela franzindo o cenho. - Ele está limpando as pistas — conclui. - Espera espera — Hanna começou a andar de um lado para o outro — se ele tirou isso daí, ele não poderia ter jogado fora. Tipo, é uma pista, é óbvio que ele guardou em algum lugar.- Tipo aonde? Na escola é muito improvável — falei. - Qual o último lugar onde procuraríamos? — ela me olhou dando um sorriso felino. Eu e Sid nos fitamos falando quase ao mesmo tempo.- Eliana.Duas horas depois estávamos deitados em um ponto entre arbustos e árvores na frente da casa da Barbie falsificada da PUC. - espero que ela tenha confirmado essa festa porque realmente vai — disse meio nervosa.- As luzes todas acesas... o planeta agradece — resmungou Sidney ao meu lado.- quem é que toma banho de duas horas?- mas isso é completamente diferente! E não discuta comigo, quando eu dei a idéia de invadir a casa da vagaba não incluia ficar de molho nesse mato asqueroso! — seu tom subiu duas oitavas e eu o belisquei.- Cala a boca, vão te ouvir! - se bem que o Sidney já tá bem acostumado com mato né — falou Hanna, o sorriso debochado reluzindo no escuro.- Como é? — perguntei.- porque tu não conta que andou se pegando com o professor de Matemática no mato lá perto da PUC hein Sid?- O Carlos? — a imagem do professor alto, loiro, de olhos castanhos com pouco menos de 28 anos me passou pela cabeça — não acredito! SIDNEY! - nem eu acredito ainda, foi tão surreal — falou ele quase cantarolando.- todo mundo anda falando, dizem que um gordinho do primeiro ano viu tudo e gravou — falou Hanna conspiratória, colocando mais lenha na fogueira. Eu joguei minha mão contra a minha cara, não creio nisso.- tu não pensa não caralho? Ele é professor! Se isso for parar no youtube ele tá fudido, e tu também! Aí Sidney eu vou torcer o teu pescoço! — esbravejei controlando o meu tom de voz em baixo dos arbustos barulhentos.- ele só pensa com a cabeça de baixo Mel — retrucou Hanna. - que que tem o meu pau no assunto?? — perguntou Sid com cara de santo.- Se tu deixasse o teu pau dentro das calças evitava muita merda sua bicha louca — disse Hanna. Sid a olhou com desdém.- eu vou colocar meu pau na tua boca daqui a pouco — falou e eles começaram a se estapear.
- Dá pra parar aí caralho? E o próximo que falar pau vai levar uma voadora! — puxei a orelha dos dois seres ao meu lado fazendo cara de má. Finalmente ouvimos um barulho na porta da frente, por entre os arbustos, vi Eliana sair e trancar a porta enquanto falava ao telefone. Ela usava um micro-vestido laranja que parecia uma blusa puxava até as coxas. Minutos depois, o Jeep Commander de Andrew parou em frente a casa e a loira escorregou pra dentro, a blusa que ela chama de vestido subiu tanto que deu pra ver o fio dental preto que ela usava. Eu não estava vendo a minha cara, mas devia estar vermelha de raiva. Logo depois que o Jeep arrancou e dobrou a esquina, só deu três pessoas saindo do meio do mato se limpando.- Vamos achar um jeito de entrar antes que eu vá atrás daquele carro e estrangule aquela vagabunda com aquele fio dental — falei trincando os dentes. - se arrombassemos a porta, ficaria óbvio que a casa foi invadida, então está fora de questão — Sidney pensou em voz alta.- e as janelas são altas demais, e provavelmente devem estar trancadas — acrescentei.- e provavelmente deve ter alarme de segurança na casa — continuou Sid.- Aí que maravilha, estamos aqui e não fazemos idéia de como entrar nessa casa maldita — falei sarcástica. - Ei seus otários! — chamou Hanna. Nos viramos para encontrá-la perto da porta segurando uma chave — toda família tem uma chave reserva escondida pelo quintal — falou num sorriso.Já dentro da casa, nos esgueiramos pela sala que mesmo no escuro, dava pra ver que era muito bem organizada. O sofá cor de caramelo, a televisão de 42 polegadas, o chão quase reluzente. Melhor do que eu imaginei. - aonde deve ser o quarto dela? — sussurrou Hanna. Todos nós olhamos para a escada.- segundo andar — disse. Subimos os degraus com muito cuidado, até encontrar um corredor com quatro portas. Ao julgar pelo pôster do Justin Bieber numa delas, entrei e estava dentro do quarto da Eliana. Era todo cor de rosa, com flores e coraçõezinhos por toda parte.- Fala sério — resmunguei.- Esse é o quarto dela na casa do pai dela, que eu saiba Eliana tem um apartamento que ela passa a maior parte do tempo — falou Sidney revirando os olhos no escuro. Olhei incrédula pra ele.- E tu me diz isso agora imundícia?!- calma Mel, se fossemos procurar, iríamos pro apartamento certo? E não no quarto de princesa da casa do pai dela. Pense como o agressor e terá sucesso na maioria das vezes — falou mexendo nuns bibelôs em cima da cômoda. Bufei invocando paciência de muito profundamente.- certo, procurem a caixa com a tulipa — falei. Reviramos silenciosamente o quarto, desde o guarda-roupa, escrivaninha, cômoda, debaixo da cama e nada de muito importante foi encontrado. Me sentei em cima da cama, estendendo as mãos pelo edredom de estrelinhas.- não tem nada aqui — disse desanimada. Não acredito que invadi a casa pra nada, nem meu diário incriminatório eu encontrei. - é, realmente esteja no apartamento — resmungou Sidney num suspiro. Eu agarrei uma almofada de cima da cama e joguei nele.- cala essa boca!- calma sua bruta! e não dessaruma essa merda se não a oxigenada vai perceber! — falou jogando a almofada de volta para mim.- vou desarrumar a tua cara, devia ter me falado do apartamento.- isso!! — gritou Hanna quase me chutando de cima da cama — levantem o colchão — ordenou. Fizemos e realmente tinha algo lá, mas não era a caixa nem o cartão, e sim um diário, com a capa preta.- Hanna você deveria virar detetive — admiti em frente ao dom investigativo de minha amiga.- É o diário dela! vamos ler! vamos ler! — Sid começou a dar pulinhos. Abri na primeira página e li em voz alta: Hoje é meu primeiro dia na PUC, são todos uns otários retardados, principalmente a anã que esbarrou em mim na entrada, não fui com a cara dela.- Ok, só tem xingamentos aqui. Ela ficaria muito feliz se lessemos isso. Vamos dar o fora daqui — coloquei o diário embaixo da minha blusa, toda informação é lucro. Descemos as escadas e quando estavamos prestes a sair pela porta, um barulho de carro parou em frente a casa. A surpresa ficou estampada na minha cara. Passos se aproximaram da porta, subimos o mais rápido que pudemos devolta pela escada. O único lugar seguro era o quarto, ficamos ali esperando, as mãos suando frio. Se nos descobrissem seria uma segunda ligação policial em dois dias, talvez eu arrumasse menos confusão entrando pra máfia. Risos vinham do andar de baixo, subindo pelos degraus. Definitivamente não era Eliana, mas sim o pai dela, com uma mulher.Sidney ficou agachado na frente da porta, espiando pela fechadura. Hanna logo atrás dele, e eu a única de pé no meio do quarto. Conforme as vozes chegavam mais perto, eu achava que a qualquer momento pudessem nos descobrir, isso provocava arrepios de medo em todo meu corpo. - parece que o velhote vai fazer a festa hoje, ui! — sussurrou Sidney.- velho safado — acrescentou Hanna um tanto enojada.- espera, eu conheça essa mulher — começou Sid — ah não... — sua voz caiu. Eu franzi o cenho quando ele se virou pra mim com uma expressão congelada. Fui até a porta, e pelo estreito buraco de fechadura eu vi uma mulher loira de cabelos desgrenhados, semi-nua aos beijos com um velho repugnante. Essa mulher era a minha mãe.Meu queixo caiu, e as sensações de nojo, revolta, mágoa e traição se misturaram formando um gosto amargo em minha boca. Como ela pode? Me afastei da porta, me recusando a assistir aquela nojeira. Então era isso que ela fazia quando saia sozinha? Quando eu era menor e pedia para ir com ela e ela dizia que seria chato demais para uma criança? - Eu sinto muito — sibilou Sidney franzindo os lábios. Seus braços se enlaçaram em volta de mim, a traição ardia dentro do meu peito, mas eu a empurrei para longe.- precisamos sair daqui — falei com a voz meio rouca. Logo olhei para a janela.- você não está pensando nisso... — murmurou Hanna assustada. - é o único jeito agora — disse. Abri a janela e o vento frio contra meu rosto quente me fez estremecer. Olhei para Sidney e Hanna assentindo de leve. Coloquei um all star no para-peito, firmando, e em seguida o outro. Se eu conseguisse escorregar até o telhado debaixo e daí ficaria a menos de 2 metros do chão. Fui me esgueirando devagar, equilibrando meu corpo enquanto contornava a janela e descia para o telhado abaixo. O vento estava bem forte, o que me fazia cambalear um pouco. A parte mais difícil foi saltar, eu caí de joelhos no chão, tendo certeza que ficaria um roxo bem grande e dolorido ali, mas não tanto quanto o roxo que estava na minha alma agora. Quando você descobre que não conhece uma pessoa que conviveu a vida inteira, e descobre que ela nunca se importou com você, não porque não tinha tempo, mas porque escolheu não se importar.
Notas finais
Reviews? Recomendação não cai a mão não viu, e deixa a autora feliz em dobro :3
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