Slytherin Blood
32 Chapter Twenty Nine - Nokia
Notas iniciais
Point Of View Kate
O diário me dava trabalho.
Conseguia poucas informações úteis o suficiente para me ajudarem.
–Mamãe… Por quê?
Abri os olhos quando senti o papel esquentar e sabia que o diário estava revelando alguma coisa. Só esperava que fosse útil.
“Ofereci-me para guardar o amuleto. A criança estava crescendo, a profecia fora feita e a Ordem estava se movendo. Era necessário protegê-la.
Deveria ficar do lado certo, e o lado certo era onde estava meu coração. Todos os meus instintos apontavam para aquela criança. Sua vida deveria ser mantida a salvo e em segredo.
Seus pais desconheciam o fato de que eu sabia sobre a criança e na verdade, se não fosse pelo sonho não saberia de sua existência.
Hoje o amuleto me foi confiado e devo protegê-lo com minha própria vida.”
–Que tipo de sonho mãe?
Algumas páginas viraram furiosamente e quando pararam uma caligrafia apressada, quase como se estivesse desesperada para registrar aquilo antes de esquecer.
“Seus olhos brilhavam verdes e intensos. Uma luz a envolvia intensamente e soube no instante em que se virou que era a criança da profecia.
Só não sabia como encontrá-la.
Então quando virou-se novamente lançando uma rajada de luz azul em seu oponente, percebi a cobra em suas costas. A maneira de se mover lembrou-me de Halley.
Sabia onde encontrá-la.”
–Oh Meu Deus. Minha mãe viu o futuro? Santo Merlin! É assim mãe? O diário vai revelar se eu pertuntar?
Nada.
–Era profetiza mãe?
Nada.
–E sobre minha tia?
Nada.
–Kate, está falando sozinha garota? — Alice estava na porta e me olhava com a testa franzida. — Tomou chá de cogumelo?
–Alice.
–O que é esse caderno aí?
–Não interessa Alice. O que quer?
–Saber o que é esse caderno e porquê estava falando sozinha.
–É um diário. Estava lendo em voz alta. Agora, diga logo.
–Diário de quem? Não sabia que tinha esse costume de escrever e depois ler sozinha em voz alta. -Soltou um risinho sarcástico.
Revirei os olhos suspirando.
–Não estou com paciência Alice. Fala logo.
–A Bea está chamando. Algo sobre traduzir alguma coisa.
–Hum… Deve ser um trecho do diário…
–Ahá! Eu sabia que tinha coisa nisso. É de quem esse diário?
–Meu.
–Então porque precisa traduzir se foi você quem escreveu?
–Você faz perguntas demais.
–Você responde de menos.
–Era da minha mãe. Só precisa saber disso.
Começou a falar e falar e suspirei de novo enquanto trancava o diário e passava por ela indo falar com Bea.
–Okay Alice. Okay. Depois!
–Entregou o bilhete para a Charlie?
–É incrível como muda de assunto rápido. Entreguei.
–E como está o raio na testa?
–Acordou. Mas não se lembra de muita coisa.
–E o plano vai dar certo?
–Tem que dar.
–Espero que ela faça direito, sabe, eu poderia tirar informações daquele…
–Quem parece mais inofensiva?
–Você quer dizer boboca? Sonsa? Anjinho?
–Que seja.
–Ela.
–Ótimo. — Não estava com paciência hoje. Bea estendeu a mão entregando o papel.
–Aqui está Kate, sua mãe codificou esse trecho.
“A única forma de fuga. B teve o mesmo sonho. Só pode ser uma visão. Precisamos estar atentas. Algo vai acontecer.
Devo ser procurada no mundo trouxa.”
–Não li, quero dizer, traduzi, mas não parei pra ficar olhando sabe…
–Tá, tá tudo bem. Só mantenham segredo.
–Com certeza.
–Palavra de escoteira. — Alice falou
–Você nunca foi escoteira. — Bea acusou
–Mas poderia ter sido.
–Mas não foi.
Deixei-as discutindo enquanto apertava firmemente o papel.
Minha mãe… Ou minha tia, poderia estar viva. No mundo trouxa.
Isabella precisava saber.
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Point Of View Isabella
– O que usaria como horcrux?
–Podia usar um Nokia.
–O quê?
–Piada trouxa Drake.
–Ah.
–Vamos. Precisamos assaltar o estoque de ingredientes da Sede.
Saímos rapidamente e em silêncio. Descemos as escadas e passamos por passagens ocultas até chegar a sala de ingredientes.
–Encontre cinza de fênix.
–E se não encontrarmos?
–Então queimamos a Fênix de Dumbledore. — Dei de ombros e Draco me olhou sério por alguns instantes e então riu.
–Ah Merlin. Que cena.
Ri baixinho enquanto procurava presas de morcego.
–As presas que está procurando... Tem que ser presas de morcego que chupa sangue?
–Morcegos hematófagos.-Revirei os olhos- Sim.
Alguns minutos depois ele estava franzindo a testa e apertando os olhos.
–Acho que encontrei.
–Pegue ué.
–Dá uma olhada. — Parei ao seu lado e olhei na direção em que apontava. Próximo ao teto. Um recipiente de vidro, simples, opaco com um pó cinza que reluzia levemente em vermelho, laranja e dourado. Não tinha rótulo, mas vibrava em energia.
–Wingardium Leviosa.
O vidro continuou lá.
–Que droga. — Mentalizei dregraus e logo seis degraus flutuavam no ar. Pulei para o primeiro e daí para o segundo e terceiro. O quarto vacilou, mas recuperei o equilíbrio. Quinto, sexto. -Yes!
Estiquei o braço na direção do bendito potinho e fechei os olhos tentando romper o feitiço de proteção.
–Mas que saco. — Murmurei uma série de encantamentos e senti a barreira se desfazer. Retirei-o do local cuidadosamente e desci os degraus que se desfaziam assim que eu passava.
–Pra quê tudo isso?
–É cinza de Fênix Drake. Tem noção?
Envolvi o frasco e guardei-o no bolso interno do manto que usava.
Voltei a prateleira em que estava e localizei as presas.
–Pronto. Bem. Precisamos de sangue.
–Tá, deixe essa parte pra depois. Qual era o terceiro ingrediente?
–Dois fios da crina do nobre e puro equino.
–Um unicórnio?
–Acho que a pancada afetou suas faculdades mentais. Está bem lentinho querido.
–Obrigado por me chamar de retardado.
–De nada.
–E aqui tem isso?
–Mesmo que tenha, precisamos dos fios fresquinhos.
–Aah não. Está brincando? Como pretende fazer isso? Vai chegar e dizer: “Olá Senhor Unicórnio, posso arrancar sua bela e brilhante crina?”
–É, talvez dê certo.
Me olhou sério e sustentei seu olhar.
–Na hora me viro.
–Não vai fazer isso sozinha.
–Não vai fazer isso comigo.
Nos encaramos por um tempo que pareceu longo demais e então o som de passos nos alertou.
Levei o dedo indicador aos lábios em sinal de silêncio e apontei para o outro lado. Ele assentiu.
Demos a volta na prateleira central, o pó se agitando a nossa volta. Paramos atrás de um barril mal cheiroso. O rótulo dizia “Roedores em putrefação” o que me fez torcer o nariz.
Os passos se aproximaram e pelo andar percebi que era uma bruxa.
Ela acendeu a varinha e começou a cantarolar baixinho. Narcissa.
Acenei para Draco e saímos dali contornando os outros barris a fim de chegarmos ocultos às escadas. Estava escuro, mas a luz difusa da varinha de Narcissa ajudou iluminando os primeiros degraus. Ela murmurava ainda, procurando ingredientes e subimos sorrateiros. Pisei em um degrau rangente e paramos.
–Há alguém aí? — Narcisa perguntou e sustive a respiração. — Espero que não seja um rato. Odeio ratos. — Apontei para o peito de Draco e para cima.
–Vá — Sussurrei em seu ouvido e desci o degrau na direção da luz da varinha de Narcissa que se aproximava. Ele meneou a cabeça. — VÁ! — Sibilei empurrando seu ombro levemente e ele bufou.
–Quem está aí? -Perguntou novamente e desci outro degrau enquanto ele subia.
–Sou eu Cissa.
–O que faz aqui Izzye?
– Desculpe assustá-la. Vim procurar algumas ervas para reabastecer meu kit.
–Ah sim. Podia ter se anunciado.
–Dá próxima aviso. Não queria atrapalhar.
–Ah, não atrapalha. Estou apenas procurando uma erva mofada.
–Mofada?
–É. Para fazer um xarope.
–Xarope de erva mofada?
–Exato.
–Me lembre de não beber seus xaropes. — Ela riu batendo levemente em meu ombro.
–Pegue o que precisa e suba. Feche a porta sim?
–Claro. Obrigada Cissa.
Ela sorriu e se virou indo a procura da erva mofada. Andei um pouco por ali, ficando longe dos roedores em putrefação e considerando o tempo suficiente para encontrar algumas ervas simples voltei até as escadas.
Fui ao meu quarto onde guardei os ingredientes cuidadosamente e depois fui a procura de meu pai.
–Izzye. — Draco me parou quando passei por seu quarto.
–Sim Drake?
–Tudo bem?
–Tudo. Já guardei. Vou falar com meu pai.
–Ok.
–Durma um pouco, está pálido.
Ele assentiu fechando a porta.
–Pai. Fale-me sobre as horcruxes.
–O que mais quer saber?
–Por favor. O que ainda não disse?
–Sabe que tive que matar para fazer as horcruxes.
–Sim.
–Com a morte de Hepzibá Smith por exemplo criei uma delas usando a Taça da Lufa Lufa.
–Certo. Mas não é matando que se faz a horcrux do sentimento puro. É?
–Não.
–Como é?
–Precisa por seu Amor à prova.
–Mas… Como exatamente?
–Querida. O que está pensando?
–É curiosidade papai.
Me encarou por longos segundos.
–Vai fragmentar sua alma. E será muito doloroso. Não faça isso.
Continuei sustentando seu olhar.
–Você fez.
–Eu só tinha ódio em mim. Você tem sua pureza.
–Então posso usá-la.
Aparatou e segundos depois reapareceu.
–Pensei que fosse me deixar aqui.
–Nunca filha. Aqui está. Não posso fazer mais que isso. — Entregou-me um pergaminho.
Peguei-o e o examinei cuidadosamente.
–Sua mãe me mataria por deixá-la fazer isso.
Vi a dor em seus olhos e por um momento vacilei.
–Eu o amo pai… Mas preciso fazer.
Ele suspirou e passou a mão por meus cabelos.
–A decisão é sua.
–É. Obrigada. — Sorri apertando o pergaminho e inclinei-me em sua direção beijando sua bochecha. Era fria.
Mas isso também mudaria.
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