Slytherin Blood
33 Chapter Thirty - Uncle
Notas iniciais
Estávamos de volta à Hogwarts. Draco estava bem, sem a atadura e tomando o xarope mofado. Ele ainda não tinha entendido porque me neguei a beijá-lo depois de vê-lo tomar o xarope e nem porquê havia rido tanto quando Narcissa o fez tomar pela primeira vez.
Logo que chegamos as garotas me deixaram a par de tudo e contei-lhes sobre o fim de semana, sem certos detalhes, claro.
Participamos das aulas e durante o almoço todos cumprimentavam Draco falando sobre como parecia bem. Os grifinos ainda estavam quietos sem o Potter e os Cullen nos olhavam de soslaio.
Reparei que Charlie aparecera por alguns minutos, comeu e sumiu salão à fora.
Point Of View Charlie
–Harry?
–Charlie.
–Como se sente?
–Estou bem. Minha cabeça está latejando um pouco, mas sinto-me melhor.
–Que bom.
–Estou cansado de ficar aqui. Quero que assumamos nosso envolvimento. Quero sair da enfermaria.
–Tem certeza?
–Sim.
–Mas está ferido.
–Estou melhor. E de qualquer forma não posso demorar muito?
–Porque?
–Tenho coisas a fazer.
–Nada que seja tão urgente querido.
–É urgente sim, Dumbledore espera que eu o faça.
–Não Harry, ele entende que está doente. Não há nenhuma tarefa escolar tão importante quanto sua saúde.
–Isso não é tarefa escolar.
–Isso o quê?
Ele bufou.
–Você não entenderia.
–Como pode ter certeza que não?
–É um segredo Charlie. É algo importante.
–Harry, me preocupo com você! Não vou deixar que se levante e vá correndo fazer lições!
–Não é assim! Preciso bloquear minha mente. Voldemort não pode ter acesso a ela!
–O quê?
–Se é minha namorada devo ter comentado das visões, não falei?
–Falou, mas pensei que fossem só sonhos. — Não fazia ideia do que estava falando, mas precisava jogar.
–Não. Nossa ligação me faz entrar na mente dele e o deixa entrar na minha. Para derrotá-lo bloqueá-lo é muito importante.
–Não dá pra derrotar você sabe quem.
–Dá Charlie.
–Ele não morre!
–Porque tem as horcruxes!
Ele se calou por um momento, assustado por ter dito. Olhei-o confusa.
–Horcruxes?
–Não devia ter falado nada.
–O que são horcruxes Harry?
–Não quero assustá-la.
–Não vai.
–Estou cansado.
Suspirei.
–Tudo bem amor. Descanse.
–Tudo bem não falarmos sobre isso agora?
–Tudo. Posso entender-te.
–Fico feliz.
Sorri e depositei um beijo em seus lábios.
–Os outros virão daqui a pouco. Estão meio incomodados comigo. Disseram que passo muito tempo aqui.
–Deixe que falem.
–Malfoy voltou.
–Voltou?
–Sim, ele foi passar o final de semana em casa. O pai dele veio até aqui. Aí a prima dele foi junto.
–Duvido que sejam mesmo primos.
–Não sei. Sei que ele está muito bem.
–Aposto que fizeram alguma coisa. Jogaram sujo não jogaram?
–É. Jogaram.–Mas você começou isso Potter.
Fechou os olhos por alguns minutos.
–Vou para a aula.
–Certo.
–Vai ficar aqui, certo?
–Sim. Pelo menos até amanhã.
–Está bem. Não faça loucuras querido.
–Não farei.
–Promete?
–Sim.
–Obrigada.
Ele sorriu.
–Tchau. — Beijei sua testa e saí silenciosamente.
Horcruxes?
Franzi a testa e fui à biblioteca.
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“O que sabe sobre horcrux?”
Passei o bilhete a Bea no meio da aula.
Ela franziu a testa.
“São algo como um amuleto com um pedaço da sua alma. Dizem que o Lord das Trevas fez várias”
Li e mordi o lábio enquanto pensava.
“E se alguém as destruir?”
“Destroi os pedaços da alma e então a pessoa morre. Eu acho. Não sei muito sobre isso, há poucas informações disponíveis. É um tabu. Relatos dizem que é superdifícil fazer e superdifícil destruir.”
“Mas é possível?”
“É.”
Esme estava andando em nossa direção e escondi o bilhete.
–Está tudo bem aí garotas?
–Está sim professora.
–Estão fazendo a lição?
–Sim. Veja.- Apontei para o livro rabiscado e ela assentiu sorrindo.
–Que bom.
Andou até a frente da sala novamente e suspirei.
“Porque quer saber?”
“Curiosidade”
Olhou-me de esguelha, mas deu de ombros.
Isso era mais sério do que pensava.
Narrador Onisciente Onipresente Onipotente Todo Poderoso que Tudo sabe
Sua mente estava uma confusão. As memórias se embaralhavam e rearranjavam e isso lhe causava vertigens.
Mas sabia que precisava levantar e ir atrás das horcruxes. Sabia que precisaria das relíquias também. Sabia que precisava impedir Voldemort.
Sabia que precisava cumprir o que Dumbledore pedira.
Não tinha certeza absoluta sobre namorar Charlote, mas a via em suas lembranças e ela era tão doce e delicada! Parecia um ser incapaz de mentir. E de qualquer forma, como enganaría-o? Lembranças não mentiam.
Suspirou deixando-se recostar no travesseiro.
Alguns minutos depois sentiu os dedos de Carlisle em sua pele. Ele trocou as ataduras e lhe fez beber um xarope forte e viscoso. O gosto amargo o fez tossir e franzir a testa, mas engoliu.
–Você vai ficar bem Harry.
Ele assentiu ainda de olhos fechados. Carlisle pensava que ele deveria estar mais consciente e por um momento sua mente voltou-se para Charlotte. Ela falava tanto com ele! Infelizmente a poção enfraquecia todos os seus sentidos e não podia entender seus sussurros. Tinha quase certeza de que Harry acordara e falara com ela, mas ela não dissera nada a ninguém e supôs que tivesse sido só impressão.
–Harry… Está me ouvindo? Pode acordar, está seguro aqui.
Harry manteve-se em silêncio. Precisava por seus pensamentos em ordem.
–Charlotte não me disse que acordou, mas se o fez, responda Harry.
Abriu os olhos lentamente e focalizou o rosto de Carlisle.
–Sabia que tinha acordado.
–O quê? — Fez-se de desentendido
–Quando acordou?
–Hoje… eu acho, pelo menos.
–Porque não chamou a mim ou a Madame Ponfrey?
–Não quero acordar ainda.
–Como assim? Por quê?
–Pedi a Charlie para manter segredo. Não me sinto bem e estou confuso. Quero por meus pensamentos em ordem. Se souberem que acordei virão e farão perguntas, falarão e falarão e minha cabeça vai doer mais.
–Todos estão preocupados com você. O que quer dizer com confusão? Diga-me, sabe seu nome?
–Sei. Harry Tiago Potter. Eu sei, mas algumas coisas estão confusas.
–É normal quando se sofre uma pancada na cabeça. O quê exatamente está confuso?
–Várias coisas. Doi pensar muito. E falar. Por favor, não conte a ninguém que acordei.
–Se é assim que escolhe. Mas preciso que responda algumas perguntas para que analise-o.
–Tudo bem. Mas podem ser breves?
–Claro.
Estavam em suas perguntas quando ouviram batidas à porta.
–Estou dormindo doutor.
–Claro que está. — Carlisle piscou sorrindo, mas franziu a testa ao se virar. Harry esquecera-se de mais coisas do que aparentava. Estava confuso e o vampiro esperava mesmo que fosse temporário.
–Pode entrar.
Ginevra entrou acompanhada de Luna e Hermione.
–Como ele está?
–Está bem.
–Não acordou?
–Somente por alguns minutos.
–Disse alguma coisa? Chamou algum de nós?
–Não Gina, desculpe. Ele apenas tomou o remédio e dormiu de novo.
–Isso é normal Dr. Cullen? -Hermione perguntou adiantando-se e colocando a mão no ombro de Ginevra.
–Levando-se em conta a situação, é sim.
–Então não é mais uma espécie de coma?
–Não, é apenas um sono profundo.
–Que bom.
–Acha que ele vai ter sequelas?
–Possivelmente fique um pouco confuso e sua memória tenha alguns lapsos, mas voltará ao normal em alguns dias, ou algumas semanas. Mas ficará bem.
–Semanas? Mas… tipo amnésia?
–Sim. Mas passageira. É uma defesa do organismo em uma reação à pancada. Bloqueia algumas memórias em detrimento de outras.
–Certo.
–Ele vai ficar bem garotas. Olhe, os zonzóbulos estão ao redor dele.
Todos olharam para Luna e Carlisle sorriu. Tinha um apreço especial por essa bruxinha. Era delicada e sensível.
–É claro que estão. — Gina disse revirando os olhos e andou até a cama de Harry segurando sua mão. -Oi Harry.
–Charlie veio até aqui?
–É claro que aquela oxigenada veio. — a garota Weasley disse zangada. Não gostava da loira. Ela tirava a atenção de Harry e Ronny, e além disso, se antes era amiga dos Sonserinos, podia ser uma farsa.
–Charlotte não fez nada de errado para que seja tão implicante com ela.
–Não sei por quê confiam nela.
–Você só tem ciúmes porque Harry e Ronny gostam dela.
–Não é só isso. — Falou zangada. Luna nunca entenderia.
–Bem garotas, precisam voltar para suas aulas. Ele ficará bem. Não se preocupem.
–Obrigada Dr. Cullen. — Hermione agradeceu e antes de sair deu um beijo na bochecha de Harry.
–Vamos Gina. — Chamou a ruiva que ainda encarava Harry. Ela soltou a mão do garoto e as seguiu.
–Tchau Dr. Carlisle. — Disse e Luna sorriu acenando.
–Até breve.
Point Of View Isabella
Kate disse que precisava falar em particular e fomos ao banheiro. Sim. Ao banheiro.
–Ele acordou.
–Mesmo?
–Sim, mas Charlie disse para que ele esperasse um pouco. Ele não se lembrava de muita coisa e engoliu a história.
–Isso é ótimo.
–Sim, é mesmo.
–O que mais?
–Bea decodificou aquele trecho. Minha mãe, ou minha tia está no mundo trouxa. Era a Guardiã do Amuleto da sua mãe. Ela teve visões.
Contou-me sobre os trechos revelados no diário..
Fiquei em silêncio por alguns instantes e me veio a mente um trecho da profecia da Delectabitur. Procure entre os trouxas, lá encontrará a Guardiã do Amuleto. Está ligada ao que Renegou.
–Kate.
–Sim?
–Lembra-se de Yin Yang?
Ela se encolheu um pouco fazendo careta.
–Sim.
–Ela disse que havia duas mulheres e que uma sofreu pela Guardiã. A Guardiã é a sua mãe. Sua tia sofreu por ela. Sua mãe chamava-se Bettina, sua tia Brienne se crermos no que já descobrimos. Betty está viva sim. E… a Delectabitur disse que encontraríamos a Guardiã do Amuleto no mundo trouxa. Disse mais. Não sei como não percebi isso antes!
–O que?
–Disse que ela está ligada ao que Renegou.
–Tá, e em que isso nos ajuda? O mundo é bem grande sabe?
–Ajuda que ela também disse que tudo está ligado. Que são fios em uma teia.
–Sim, isso é claro.
–Kate. Nossas vidas estão envolvidas. Certo?
–Sim. Todas as pessoas tem algum envolvimento direto ou indireto.
–Só há uma pessoa que renegou alguma coisa.
–Quem?
–Meu tio.
Ela me olhou com os olhos arregalados.
–Charlie Priden? — Assenti.
–Atualmente conhecido como...
Charlie Swan.
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