Notas iniciais
Ola pessoal, gostaria apenas de dizer algo sobre este começo, eu infelizmente tenho alguma dificuldade com as partes iniciais de uma historia - partes iniciais em geral naverdade - tenho ainda um longo caminho a trilhar para melhorar isso, sendo assim peço a compreensão de todos e obrigado por ler o capitulo, bom até mais e boa leitura.

Aos sons dos gemidos agoniantes vindos aos corpos caídos e ensanguentados o anão Humboldt olha animado para o garoto que limpava sua lamina suja com o sangue dos inimigos caídos, encarava-o enquanto falava sorrindo:

— Há eu não tenho uma luta assim há anos. Mostramos para esses arruaceiros a nunca mexer com um anão – O garoto olhava de volta o anão apenas sorrindo de canto enquanto se retirava para adentrar a taverna que antes estava ao inicio da luta. Quase que sem entender Humbolt cuspiu – Garoto! Você ainda não disse o seu nome.

— Adonnen, Adonnen ap Aelle – falava calmamente, enquanto virava a cabeça para olhar o anão.

— Adonnen? Hé, não acha que você tem muito élfico para um humano remelento? – Dizia o anão em tom sarcástico, anões tendem a caçoar de tudo e todos, contudo quanto mais seus insultos significa mais simpatia vinda dos mesmos – Então senhor elfo espero que não seja como aquelas fadas e me acompanhe em uma bebida – O anão se apressou caminhando para a taberna enquanto fazia gestos com as mãos para que Adonnen o seguisse, sabendo que anões possuem uma habilidade de contar historias tão boa quanto à de criar insultos, pouparemos as primeiras horas da conversa – Então eu joguei ele sobre a mesa e quebrei uma caneca de Chopp na cabeça do companheiro dele – falou satisfeito – simplesmente memorável.

— Realmente – disse Adonnen, sorrindo com as historias de Humbolt.

— Mas chega de falar sobre mim – falou Humbolt serio – agora é a sua vez garoto.

—Minha historia não são tão boas quanto a sua, anão, além do mais é longa – disse Adonnen evasivo.

— Qual o problema? – ele gargalhou – ainda tem muita cerveja nessa estalagem e ela é toda por minha conta – gritou o anão para todos e rio ao escutar os uivos de alegria vindo dos bêbados que frequentavam o local.

— Pois bem – Adonnen se arrumou na cadeira e olhou para Humboldt a fim de iniciar seu conto.

Minha historia começa ainda quando eu era um recém-nascido, fui encontrado nos braços da minha mãe de luz por um grupo de guardiões elfos, nas proximidades do antigo Bosque de Sherwood localizado no Reino de Lattghyen na fronteira com o Reino de Sidray, um belo bosque com a sua principal vegetação o carvalho e teixo que por sua vez atraiam os olhares de muitos reis para o comercio do recurso oque resultava em ataques vindos dos dois reinos próximos e devido a estes ataques que o conselho da tribo decidiu levar as patrulhas dos guardiões para além das fronteiras do bosque motivo que levaram eles ao meu encontro junto aos corpos de meus pais, contaram-me mais tarde que a morte de meus pais de luz fora possivelmente um assalto de saqueadores devido ao estado da carroça junto aos corpos.

No momento em que fui encontrado tornei-me motivo de discussão entre o grupo e atrai a atenção de um casal de guardiões que compunham o corpo da patrulha, a elfa, com lindos olhos verdes mas que naquele momento estavam tristes e desolados, cabelos loiros e lisos que usava-o amarrado, se aproximou de mim agarrando-me nos braços aninhando-me com a finalidade de me acalmar disse em tão baixo enquanto os outros se aproximavam:

— Pobre criança, desde cedo com uma fortuna tão triste.

— Apenas os humanos podem ser tão desprezíveis ao ponto de destruir um destino inteiro antes dele mesmo começar, que pelas estrelas e os mares todos paguem por esta blasfêmia – rugiu Tewdric, o Druida enquanto recuperava a calma, Tewdric era o Druida local, sendo assim também era o líder espiritual da tribo, mesmo que as decisões fossem tomadas por um concelho a palavra de Tewdric geralmente era tomada com maior peso, normalmente ele ficava na tribo, mas como aquela era a primeira patrulha fora do bosque ele decidiu ir junto – Acabem com o sofrimento da criança e o matem – falou ele friamente.

— Esta louco Tewdric, guardiões não derramam sangue inocente – disse furioso um guardião com olhos azuis e uma cicatriz na bochecha, toda a tribo possuía cabelos loiros por isso pouparei esse detalhe.

— Sempre há exceções Aelle e se não fizermos isso a criança ira definhar até morrer – respondeu Tewdric calmamente.

— Podemos leva-lo para a tribo – sugeriu a guardiã, que imediatamente levou os olhares de todos presentes no local, Aelle que a olhava serio, ao ver os olhos que antes apagados da guardiã retornarem a antiga paixão, sorrio para ela com ternura – É um menino, e ele renasce hoje, por isso o chamaremos de Adonnen — falou-a animada.

— Adonnen ap Neb – falou Tewdric com reprova. Sendo ap “filho” e Neb “Ninguém” Tewdric deixou bem claro sua desaprovação a ideia – O garoto não é da raça e não se esqueça que foi a raça dele que matou o seu filho Seiren.

— Jamais esqueceremos isso Tewdric – cuspiu Aelle – E esta é a razão para estarmos aqui agora, o destino é inexorável, a um motivo para estarmos aqui logo após todos esses acontecimentos, os ancestrais estão nos dando outra chance.

— Absurdo Aelle – gritou Tewdric.

— Adonnen ap Aelle – falou serio – Por que ele será meu filho e quem discordar terá de lidar comigo – ele ficou olhando para todos e sorrio gentilmente ao ver a felicidade de sua esposa que continuava a aninhar-me.

Desde então fui criado dentre o costume dos elfos, corria e brincava com as demais crianças que culturalmente corriam e faziam acrobacias dentre as arvores, normalmente eu ficava um pouco a traz das demais crianças devido aos elfos serem acrobatas naturais, porem eu sempre compensava isso com a minha força e resistência natural, todos da vila se ajudavam e eu fui muito bem aceito, o ódio e preconceito eram coisas desconhecidas pelos elfos, até Tewdric simpatizou comigo durante as aulas quando percebeu que meu desempenho era equiparável ou maior que os demais pupilos, ele fez questão de me ensinar a língua dos homens caso um dia eu quisesse conhecer a minha própria raça, ele também nos ensinou a ler e escrever assim como o básico de matemática, ao contrario dos humanos que vivem em um sistema de servidão a maioria dos elfos continuam a passar seu conhecimento através de tutores ensinando qualquer um que quiser aprender sem cobrar nada.

Com 10 anos eu iniciei meu treinamento como guardião, fui treinado de maneira indiferente e continuava atrás de meus colegas na acrobacias, contudo eu sempre era o ultimo a sair, repetia todos os exercícios de forma dobrada e me forçava a um treinamento mais pesado, todo dia até que eu pudesse me igualar e ultrapassa-los, vendo meu esforço meus pais se enchiam de orgulho e a vida era calma e serena, e foram bons dias e os ancestrais sabem o quão bom foram, porem os ataques não diminuíam e os fins daqueles dias estavam contados e em um dia infeliz Tewdric foi encontrado morto na fronteira do bosque.

Choramos muito naquele dia, velamos e queimamos o corpo para que ele pudesse se encontrar com os ancestrais que agora o aguardavam, a causa da morte foi declarada como assassinato devido aos ferimentos encontrados e o concelho foi reunido. O concelho era formado pelos mais velhos, o líder dos guardiões, um druida e uma representante das mães e mulheres, naquele dia eu fui escalado para como guarda da representante, obviamente um guarda ou campeão nunca são necessários devido aos encontros sempre serem pacíficos porem esta era uma tradição realizada desde o primeiro concelho élfico assim como as primeiras palavras que foram ditas e que agora era repetida pelo mais velho da tribo.

— “Elen síla lúmenn’ omentielvo” – disse o mais velho se levantando – hoje quebramos a sagrada tradição do alto concelho élfico ao realizarmos esta reunião sem a sagrada presença de um druida, mas hoje nossos ancestrais choram pela dolorosa perda de nosso guia Tewdric e se enfurecem pelos ataques cada vez mais forte vindos dos humanos e sabem que isto foi mais do que necessário.

— Precisamos tomar alguma atitude – disse meu pai Aelle, sendo ele o atual líder dos guardiões – nossos batedores disseram que um grupo de mais de cem humanos estão montando acampamento na fronteira do bosque sagrado, o ataque é eminente.

— cem humanos? – falou um dos velhos – não nos sobraram nem trinta guardiões para nos defender.

— vinte e seis, sem contar os mais novos recrutas, mas nossos guardiões valem por dez soldados humanos podemos vencer – meu pai falou confiante, mas isso não mudava o fato de que os números eram assustadores, talvez originalmente quando os guardiões estão completamente treinados a sua afirmação fosse verdadeira, contudo a verdade era que nossos guardiões sofreram muitas baixas nos últimos tempos de modo que os mais novos estão se tornando guardiões mesmo sem completar seus treinamentos e desses vinte citados por meu pai podia-se contar nos dedos quantos realmente haviam completado seu treinamento, mas era dever de meu pai acreditar que venceríamos e eu sabia disso – enquanto tivermos o bosque, podemos vencer sem perder um guardião, o problema é que os humanos são traiçoeiros e podem usar o bosque a sua vantagem e chegar até o vilarejo.

— As mulheres e famílias devem ser mantidas longe da batalha ou os homens iram defende-las e a preocupação fara com que acabem competindo para quem ira morrer mais rápido para não ser o ultimo a viver e o primeiro a escutar os gritos das mulheres – Disse a representante das mães e mulheres, uma elfa já idosa com um olhar muito sábio. Meu pai imediatamente concordou e respondeu.

— Podemos arriscar e esperar o ataque assim utilizaremos o bosque e faremos o possível para evitar que os humanos cheguem a aldeia, ou podemos atacar o acampamento assim pegaremos eles desprevenidos não teríamos o bosque, mas impediríamos que eles se juntassem formando seus esquadrões e paredes de escudos, que seria nossa principal vantagem se lutássemos no bosque – ele olhou para todos – foram esses os caminhos que encontrei, e as levarei para votação – ele encerrou enquanto aguardava outras sugestões ou a votação direta caso ninguém se colocasse. A verdade era que meu pai era cauteloso e o ataque que ele propunha não era a maneira élfica, elfos são pacíficos e evitam qualquer tipo de conflito e nossa única evidencia de que um ataque iria vir dos humanos era o assassinato de Tewdric e sem suas sabias palavras apenas dois votos foram a favor do ataque, sendo assim os Elfos optaram por aguardar e assim como no primeiro encontro as ultimas palavras foram ditas e agora eram repetidas “o destino é inexorável”.