Sleeping Smile
14 Birds of Window

Antes
Danbury- 2002
Um choro calmo se inicia causando-me um conturbado sentimento de nostalgia. Ele ia de forma gradativa, se alastrando cada vez mais pelas profundezas de meus ouvidos. Parecia agora estar bem perto e vívido. Abro meus olhos sentindo o fulgor da claridade, que se expandia em um infinito a minha frente, trair minhas íris. Eu, completamente desnorteada, tento achar alguma saída.
O choro do Bebê continua vivo assim como o ar tenebroso e volátil que mais se parecia como um sopro de caos envolvido pela escuridão. Sinto minha pele ser açoitada pelas fortes rajadas dos ventos e me sinto perdida e sozinha por uma pequena fração de segundos; não tinha para onde correr. Formas sinuosas de galhos em movimentos começam a surgir em minha frente como um desenho em uma tela em branco, cada vez mais nítido e com mais cor. -Não estava no velho galpão em Dabury?- Reflito confusa dando inseguros passos para o “nada”. – Talvez estava ficando louca e somente agora percebera.
— Alguém está ai?- Grito com uma voz gutural.
Em resposta, de repente, o genuíno choro calado torna-se algo fervescente. Algo fervescente em meio a uma tempestade feroz. Sigo com os olhos agitados até avistar ,em quase respectivo instante, pequenos olhinhos azuis. Ela era linda. Seus poucos fios louros no topo de sua cabeça dançavam com ritmo da musica dos ventos.
Era como um cenário aleatório em minha mente. Sabia que não era a primeira vez que estivera ali. Tento andar calmamente pelo traiçoeiro terreiro até chegar perto do bebê. Quem teria coragem em deixar uma preciosidade dessa sozinha? Me parecia quase que um paradoxo...Uma menina que emanava pureza em mundo solitário que emanava trevas.
Tento chegar mais perto dela para um abraço, talvez pudesse cuidar dessa menina. Não via problema algum, até mesmo Neal se animaria com a ideia... Afinal de contas, um dia eles teriam um filho. Em um movimento doce, estico meu longos braços brancos para poder pega-la. Era um desejo ardente que fazia o coração bater mais rápido; não deixaria essa menina te que enfrentar o que enfrentei. Mas espere... Algo estava muito errado ali. Dou passos agitados para trás deixando os braços retesados contra o corpo, talvez tudo aquilo fosse um sonho muito pirado. Não consegui ver meus braços! Sem contorno, sem cor...Eles estavam lá, isso era obvio, pois eu podia os sentir. Mas era como se fossem transparente...Um fantasma em meio um mundo de vivos. Era melhor não entender o que estava se passando- Tirei aquela conclusão- Afinal de contas percebo que eu era como uma penetra despercebida naquela cena estranhamente familiar.
Volto a sorrir para a menina, que parecia nem mesmo notar minha presença. Num toque percebo que sua pele rosada e prematura estava gélida-e pode crer, mais que o sorvetes da Carvel Ice Cream que eu e Neal sempre roubávamos- mesmo estando coberta por um cobertor salmão de lã grossa.
“Emma”, leio o nome que estava bordado no cobertor em sussurro quase musical. Meu ar quase some. Era exatamente o mesmo cobertor que eu guardava desde que fui encontrada...Em uma...Uma....Floresta! Uma sombra sinuosa aparece agitando ainda mais os ventos. Não dava para ver sua forma ou seu rosto, apenas que estava com uma enorme cartola. Era uma sombra em meio a escuridão.
A sombra se aproxima como um animal cuidadoso e por um instante os ventos se cessam como se nunca estivessem existido. Ele a pega e acaricia seu rosto, sussurrando algo que estava fora de meu alcance. Ele dá passos agitados para fora do bosque a levando em seus braços desfigurados.
—Ei! O que você pensa que está fazendo seu boboca?!- Grito sem respostas.
****
As horas passaram sem eu perceber, acordo e não sei onde estou. Com os olhos medrosamente fechados, não posso ver nada, só sinto o chão frio abaixo de mim. O excesso de suor residido em meu corpo trafegava feito cachoeira para o chão, fazendo com que o choque térmico acontecesse. Abro os olhos de quase imediato segundo, sentido minha garganta e lábios secos. Estou deitada no chão frio e duro, me levanto devagar gemendo de dor, passo a mão pelos meus cabelos e seios olhando para cada canto daquele lugar. A familiaridade daquele lugar dissipa qualquer rastro deixado pelo sonho. Eu estava no velho galpão.
—Neal?- Digo com a voz engolida pelo medo. Era meu aniversário e não guardava acontecimentos bons dessa época. Não obtive resposta alguma, talvez tivera que sair para descolar nosso café da manhã.
Através de um espelho maltratado pelo tempo, vejo uma garota com os cabelos louros caídos de forma desgrenhada sobre um corpo magrelo e pequenino. Os olhos verdes tristonhos me fitavam de volta, a pele um pouco pálida demais por falta de melanina e os seios pequenos demais para alguém de sua idade. Coloco a blusa de malha esverdeada e meu sutiã preto que jaziam perto de um abajur seguido por um short.
Perambulo pelo galpão e percebo que a televisão estava ligada desde noite passada. Podia escutar novamente os estrondos que He-Man fazia ao levantar sua espada. Sorrio sendo tentada a ver o desenho pela milésima vez, mas minha consciência pesava ao lembrar de que Neal não havia voltado.
O sol estava alto naquela tarde e atravessava violentamente as janelas sórdidas se incidindo por todo o galpão. Os ventos incessantes acalmava o calor e balançava o apanhador de sonhos. Chego perto calmamente analisando hipnotizada seus fios e sua textura.
Boston .
9 anos atrás .
Acordo com a luz da manhã e o fim do pesadelo.
-Mãe! Mãe!- Era tão doloroso falar. De repente eu posso escutar um "calma meu bem" com uma certa alteração na voz. Ela estava acariciando-me e eu começo a chorar, mas não por que acabara de ter um pesadelo, mas porque ela estava me protegendo... Como sempre fizera.
Ela tinha cabelos negros que caiam esvoaçantes sobre as costas e uma pele tão branca quanto a neve. Embora não desse para ver de forma nítida- já que seu rosto tremia em desfiguração- seus lábios eram de um vermelho natural e sua doçura parecia como a de uma princesa. Ela sentava ao pé da minha cama de ferro enferrujada e me acariciava sorridente. Sorrio de volta a apresentando novamente a Srtª Ursa. A coitada tinha perda de memória constante .
— Você é adorável Srtª Ursa.- Repetia ela pela milésima vez pacientemente.- É um prazer conhecer uma lady que se veste tão bem.
Sorrio- Mas mamãe, ela só esta vestindo calças e uma blusa que peguei de um bebe recém chegado.
— Por isso mesmo- Ela sorri fazendo cocegas em mim até eu perder o ar. Nós seguíamos os dias do mesmo modo sempre. E quando estava somente com vontade de chorar, ela vinha e me dava um abraço bem apertado e me acompanhava a ver meus desenhos favoritos escondido da monitora.
Em um dia que batia uma longa chuva em Boston, ouvi rajadas de vento bater violentamente contra a minha janela. Descobri-me dos lençóis que a segundos me aqueciam e a observo completamente molhada no ambiente de fora. Ela parecia assustada como se sempre fizera isso.
— O que faz aqui?- questiono coçando os olhos ainda sonolenta.
— Queria te ver dormir, querida.- Um sorriso genuíno se forma no contorno de seus lábios .A voz dela estava abafada pelo vidro e me esforço para escutar tudo nitidamente.
— Mas mamãe, por que você não me tira logo daqui? É uma droga.
— As coisas não são tão simples, meu anjo...- Diz ela olhando para o vento como se controlasse para não chorar- Tem alguém muito má me buscando e estou te deixando em perigo. O que estou fazendo é errado, mas não queria te deixar sozinha. Sua mãe irá te buscar em breve, mas você tem que me prometer tentar ser feliz.
—Isso é como se fosse um “Tchauzinho”?- Meus olhos afundam em lágrimas que ofuscam por um estante meu campo de visão.
—Não. É um “até logo”. – Ela sorri- Cada vez que você precisar e me querer, um pássaro colorido ficará com você para que não fique sozinha. Eu sou esse pássaro.
Ela pões a mão sobre o vidro e faço o mesmo e por um segundo juro sentir seu toque, ultrapassando o limite dos vidros.
-Está vendo Srtª. Ursa? Quando mamãe vier me buscar, eu e ela iremos a milhares de parques e faremos muita cocegas uma na outra...E quando ficar dodói, ela sentará ao meu lado e me fará carinho e logo tudo passará num passe de magica. Assim como a Stacy.- Stacy era uma menina que tinha sido abandonada por seu avô. A mãe dela a achou e elas foram para casa no verão passado. Olho para a Srtª Ursa. Ela não é muito de falar- Não se preocupe... Eu levarei você conosco.- Minha mãe sorri.
— Emma! Saia da janela- Levo um susto. Era a inspetora do orfanato. Por um motivo não gosto dela, parece uma mistura de bruxa com o anão zangado da Branca de Neve.
— Eu só estava...- Ela me corta me puxando pelo braço
— Sua mãe não ira voltar! Pare de espera-la na janela menina tola. Agora vem, você tem tarefas a fazer mocinha, não me estresse.
—Mas já é a noite!
— Não importa. Venha!
Ela estava estressada o tempo todo, impossível ficar mais. De longe ouço risadinhas e cochichos. As meninas me achavam estranha. Não era para menos, uma menina de 9 anos que quando não brinca que tem uma mãe imaginária, jura que sua mãe ira voltar para pega-la. As vezes até eu me via como estranha, mas eu tinha...Esperança, além disso juro que sinto-me protegida...Quando ela não vinha era os pássaros.
— Pare de sonhar acordada menina. Vamos! Ande logo!
—Tudo bem Srtª. Whitney- Falo de cabeça baixa segurando meu urso contra o rosto.
***
Depois de ajudar a Srtª Lincoln na cozinha, ela me dispensa e eu fico finalmente livre. Vou para fora da casa de adoção tristonha e me deitei no ralo gramado que lá tinha e começo a chorar.
Do outro lado da rua, dentro de uma casa pequena, podia-se ver uma menina com sua mãe rindo. Ela estava beijando a menina que não parava quieta na cama . Chorei mais, porém agora de raiva. Raiva de mim mesma.
— Srta. Ursa?- Lembrei rapidamente que a tinha deixado na cozinha. Agora além de ser uma órfã, virei uma órfã sem seu único amigo. Com toda certeza agora era propriedade de outra criança.- Serio isso? Que droga- resmungo soluçando.
Uma serie de gritos surge dentro do orfanato que me fazem sentar assustada. Vejo um enorme pássaro saindo pela porta principal voando em minha direção. Ele era colorido e grande, nunca tinha visto um igual. Ele trazia algo.
—Srtª Ursa!!-Grito animada com os olhos brilhando. O pássaro não saia perto de mim. Era sempre assim. Não iria sair até eu me senti melhor. Com meus braços e meu sangue fervendo o espanto com algumas folhas de galho que tinha soltas perto de mim.- Sai! Sai...- Não acreditava mais. Ela não iria me abraçar e me beijar, nem ficar preocupada quando eu estiver dodói...muito menos me proteger dos meus pesadelos e dos meu medos. Mamãe não ia voltar. Assim como os pássaros. Eram coisas da minha cabeça, eu tinha de crescer mais cedo ou mais tarde. Depois daquele dia eles nunca mais voltaram.
Danbury- 2001
Meus olhos seguiam de forma absorta para o balançar do filtro dos sonhos. Balanço a cabeça de forma negativa enquanto digeria aquele flasback de minha infância. As vezes sentia falta da forma da “mãe” imaginaria por perto. Aquele era o único mundo-inventado por mim- que alguém podia realmente me amar. A verdade estava na minha cara e resolvi apenas enxerga-la naquela noite: Ninguém me quer, pois eu não sou ninguém. Com exceção de Neal, claro.
Cerro meus olhos me esforçando para esbouçar um sorriso e fecho delicadamente a janela evitando assim que os ventos entrasse. Sinto o toque de lábios em meu pescoço e viro sorridente agarrando Neal pelo pescoço.
— Você demorou!- Digo dando milhares de beijos em sua bochecha.
— Queria fazer uma surpresa...- Disse ele com uma voz rouca, que eu adorava.
— Hmmm, deixa-me adivinhar- Faço uma careta colocando o dedo indicador no queixo e então finjo estar pensativa. Sorrio- Muita pipoca, filme em péssima resolução e....Um “beijo de boa noite” muito, muito longo. – Mordo os lábios o trazendo para mais perto de meu corpo.
— Parece uma proposta muito conquistadora- Ele me olhava nos meus olhos quase me devorando só com o olhar, podia sentir cada peça de roupa em meu corpo ser arrancada por ele. – Mas, a surpresa é que você vai me ajudar num trampo.
— Que trampo? Roubar comidas é minha especialidade- Sorrio- Vamos roubar um bolo?
—Para que você quer um bolo?- disse ele se afastando de mim- Lá tem explico. Não se preocupe que é leve, não vou te por para levantar uma televisão.
— Neal...- Levo meus braços a um abraço solitário.- Você sabe que dia é hoje?
— Dia 23 de outubro, porque a pergunta Emma? Está estranha- Abano as mãos no ar rindo com raiva de Neal.
— Serio Isso? Okay, vamos fazer essa merda então.- Neal arregalou os olhos e segui enfurecida até a porta.
****
Andávamos pelas ruas estreitas do subúrbio de Danbury e passamos em frente do Bebe’s Louge, um bar local. Meus pés batiam contra o chão de forma violenta fazendo as poças d’água se espalharem por todo lado. Não falei mais com Neal desde que saímos do galpão.
— Você vai ficar com cara emburrada a viagem toda ou vai pegar o bonde?- Berrava Neal se agarrando a uma pilastra de metal de um bonde.
Olho para Neal e meu coração pulsa com o susto. Salto para dentro do bonde disfarçadamente.
—Você esqueceu meu aniversário- digo em fim. Estávamos já sentados no banco gélido do bonde e Neal olhava a paisagem local, não havia nada de interessante: Pessoas nos encarando como se fossemos carnes, casas abrangendo uma família inteira de “coelhos”, barulho de tiros...
— Eu não esqueci seu aniversário, Emma- Ele demora a responder.- Você estragou a surpresa.
Sorrio e olho para o teto me deixando ser levada para onde quer que fosse. Neal segura minha mão e seguimos viagem ao centro.
Quando saímos do bonde Neal me pega em suas costas e começa a correr, o que me faz soltar um pequeno grito junto com uma pequena risada. O abraço enquanto ele prosseguia a caminhada daquele jeito mesmo. E por um instante- ali em cima, vendo o mundo do alto- pude me sentir a dona do mundo e que nada e nem ninguém podia me derrubar. Abri meus braços e sorri sentindo o ar bater contra meu rosto, assim como acontece nos filmes.
— Eu te amo- Disse para Neal sorrindo em direção ao por do sol. Neal era como um amigo confidente para mim. Desde que o conheci, ele cuidava de mim... Claro que sempre existiu segundas e terceiras intenções da parte dele, mas nem ligava. Ele era o “ninguém” da minha vida.
Naquele momento tudo era possível, mas era uma pena que esses momentos nunca duram para sempre.
..............
— Segura logo, Emma- Dizia ele com a voz alterada. Meu coração dispara e meus olhos ficam estagnados naquele objeto de ferro preto reluzente.
— Isso...Isso é um revolver! Neal, isso não é algo simples. É uma arma e pode matar uma pessoas.
Estávamos no centro já tinha quase uma hora. Comemos cachorros quentes e saímos fantasiados de uma loja sem pagar. Eu vestia uma saia de bailarina e tapa olho de pirata, enquanto Neal trajava uma roupa de Jedi juntamente com um arco de borboleta. Tudo corria bem, até ele tirar de sua bolsa um revolver e me dar em mãos.
— Essa é a intensão quando se tem uma arma na mão.
— Você vai assaltar esse banco?
— Se algo acontecer...Apenas puxe o gatilho. É fácil.- Ele apenas sorri e entra no banco saltitando como uma criança pestinha.
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Não deixava de olhar um segundo sequer para a arma. Era como se eu tivesse em mãos o tesouro da América e este iria explodir a qualquer segundo. Andava inquietamente para um lado e para o outro sentindo-me nervosa com cada segundo que se passava.
— Porque você tem uma arma?- perguntou uma criança. Ela tinha uma estrutura pequena e seus cabelos eram ruivos.
“Apenas puxe o gatilho”, a voz de Neal ressoava em minha cabeça. Olho para a criança com os olhos arregalados sem reação. “Apenas puxe o gatilho”
— Para me defender dos assaltantes- Forço um sorriso.
O som cortante de alarme toca ressoando toda cidade. Era tarde demais.
***
Tento pegar o máximo de quantia que dava enquanto tinha tempo. O alarme do banco já estava tocando e as autoridades iriam chegar em instantes.
— Mãos para cima. Em nome da lei- Uma voz surgiu em meio ao nada. Não ouve passos ou barulho de portas rangendo, ela simplesmente apareceu. – Diga seu nome.
Levo as mãos para cima o encarando . Não conseguia ver seu rosto, ele tremia desfigurado. Não podia ser– Neal Cassidy.
— Tem certeza disso?- Disse ele- Baelfire.
— Quem é você?!- Abaixo a mão
—Um amigo.- Ele diz esboçando um sorriso deturpado. – Bem, meu nome é Jefferson e meio que preciso da Emma. Ela é especial sabia? É claro que não... Nem mesmo sabia o aniversário dela. Bem o negocio é o seguinte rapaz, você está atrapalhando toda a jornada dela e preciso que a deixe.
— Por que faria isso? Ela também é importante para mim. –Cruzo os braços e chego perto d seu rosto. Podia ver agora que tinha cabelos longos da cor castanho e uma cartola.- É ótima em roubar, tem trazidos lucros para mim.
— Poder ter o dinheiro que quiser. Não precisa dela mais.- O olho franzindo a testa o analisando.
****
Ele estava demorando demais e sinto a preocupação bater diretamente em meu peito.
“Entra aqui” Dizia a tela do meu celular Nokia.
Entro dentro do banco segurando a arma e sigo de acordo com a explicação que ele me dará através da caixa de mensagem, não havia ninguém.
— Neal?
Ouço paços agitados atrás de mim e viro sorridente pronta para um abraço. Iria mata-lo com o susto que me deu.
— Mocinha, mãos para cima- Dizia o policial a minha frente- E largue a arma.
................
— Tem certeza que estava sozinha?- Disse o policial com o olhar analisador. Ele coloca as mãos sobre a mesa e as entrelaçam.
— Sim senhor. Sozinha.
Estávamos na delegacia. Neal havia me entregado para policia assim que conseguiu sair do banco. Eu tive certeza quando um dos policias caçambou da roupa de Jedi do denunciador.
— Jovens- Dizia ele rindo.
Bela surpresa de aniversário Neal.
—Bem, você não está facilitando e sua pena não será curta.- Acrescentou- Algum pedido?
— Quero um cupcake senhor- Ele me olhou como se eu estivesse gozando da cara dele.- É meu aniversário.
***
Agora .
Storybrooke .
Corto, colo, modelo. Corto, colo, modelo. Minha cartola ficaria pronta. Ela tinha que ficar.
Bato com minha cabeça na janela me sentindo estupido. Me sentindo louco. Minha cartola ficaria pronta. Ela tinha que ficar.
A janela se abre. Arregalo os olhos surpreso. A maldição estava no seu fim, logo poderia ver minha Grace e parar de ser uma alma perambulando naquele mundo monótono e chato. Minha cartola ficaria pronta. Ela tinha que ficar.
Logo não seria mais Snow White, ou mesmo um rapaz que furta colares de salvadoras. Logo mais seria apenas eu: O chapeleiro Maluco.
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