Skyrim - Das cinzas

2 Capítulo II - Despertar


Duncan levou Shadowmere para uma caminhada antes de ir para a cripta Dimhollow. Ele precisava alimentar o cavalo e praticar tiro com aquela coisa antes de tentar lutar contra vampiros. Quando se sentiu pronto, guardou a armadura de Mestre da Guilda em uma bolsa presa à cela. Então, ele vestiu o traje dos Nightingales, mas não colocou o capuz e a máscara ainda. Olhou para a armadura, feita de um material desconhecido para ele. Era resistente como aço, mas leve e maleável. Em seu peito, o brasão de Nocturnal — a Princesa Deadra da noite e das trevas — um pássaro com as asas abertas sobre a cabeça formando uma lua cheia. Os vampiros podiam ficar mais fortes depois do crepúsculo, mas ele era um com a própria noite. Ele pegou a espada que recebeu da própria Meridia, a Princesa Daedrica da Vida e Energias Infinitas, a Dawnbreaker. Uma espada letal para os mortos-vivos, algo que os vampiros também são. Ele abriu um pequeno, mas sádico sorriso enquanto embainhava a arma, o brilho em sua guarda lentamente desaparecendo. Então ele colocou o capuz e ergueu a máscara. Seus olhos pálidos eram a única coisa que aparecia na escuridão. Lembrou-se mais uma vez do pânico no olhar daqueles que se atreveram a encará-los.

Finalmente, ele e Shadowmere foram para a cripta. Ele deixou Shadowmere lá fora, e silencioso como uma sombra, caminhou através da caverna que levaria o caminho para a própria cripta. Quando entrou na primeira sala, ouviu dois vampiros conversando sobre como era fácil cuidar dos Vigilantes, incluindo um idiota que acabava de chegar lá. Duncan sabia que eles estavam falando sobre Tolan. Aquele idiota ... ele não podia se esconder enquanto esperava por Duncan? Ele tinha que tentar ir sozinho para cima deles? Tolo. Tudo isso foi uma tentativa estúpida de provar que Isran estava errado?

Mas então sentiu um frio em sua espinha. Uma criatura parecida com um cachorro estava olhando em sua direção. Ele tinha sorte de a armadura Nightingale ter sido encantada para evitar a detecção fácil. Mas estaria ferrado se essa coisa o farejasse. Aquela coisa parecia ser feita de sombras, com grandes olhos vermelhos brilhantes e presas tão grandes que mal cabiam na boca. Ele teria que se livrar daquela coisa rápida e silenciosamente. Apontou a besta. Não tinha certeza se faria um bom tiro dessa distância, mas ele estava sem opções. Atirou. A flecha viajou a distância entre ele e o cachorro numa velocidade incrível, e se cravou bem no meio da testa da criatura que, sem ter ao menos tempo de soltar um único ruído, caiu no chão, inerte. Ele recarregou o mais rápido que pode. Teria que pensar muito rápido agora. Apontou para a cabeça de um dos vampiros e atirou. O tiro foi certeiro e tão potente que o vampiro foi arremessado na direção para a qual a flecha viajava. O outro veio na direção de onde o tiro fora disparado numa velocidade absurda, mas Duncan não estava mais ali.
—Eu sei que você está aqui, seu miserável! – Gritou o vampiro – Onde você está?!
Ele viu o reflexo de um leve brilho na parede onde sua sombra estava refletida, mas não teve tempo de reagir, enquanto a lâmina dourada atravessava seu peito. Ele começou a queimar de dentro para fora em gritos de pura agonia.
Duncan embainhou a Dawnbreaker e foi em direção à entrada, onde encontrou os cadáveres de mais dois vampiros e do próprio Tolan. Ele tentou entrar, mas aparentemente não conseguiu abrir a porta à tempo. O coitado não desistiu sem lutar.
Duncan olhou em volta. Essas catacumbas geralmente tinham quebra-cabeças e as portas nunca se abriam de maneira óbvia. Ele deu uma volta pela caverna, e achou uma pequena alavanca. Puxou. O portão se abriu.
—Bingo.
Duncan começou a explorar a cripta, encontrando relíquias e poções que poderiam vir a ser úteis. Alguns vampiros puderam ser evitados, seriam batalhas desnecessárias e desperdício de energia. Logo Duncan encontrou vários corredores de uma vasta catacumba, ouvindo sons de luta. Quando resolveu investigar, viu que havia um vampiro e seu companheiro canino deformado, como o da caverna, enfrentando um Draugr, um cadáver há muito em decomposição trazido de volta à vida. Alguns dizem que Draugrs eram, em vida, pessoas que reverenciavam os dragões, e haviam sido amaldiçoados a perambular para sempre após a morte, sem consciência ou memória de quem foram, até que algum guerreiro forte o suficiente o matasse novamente.

Duncan resolveu então esperar que se matassem e ficou com a besta pronta para atirar em quem sobrasse. O vampiro em questão usava uma adaga élfica, a qual empunhava com maestria, e em sua mão livre havia o brilho vermelho de uma magia que separava a energia vital do corpo da vítima, permitindo que a mesma fosse sugada pela boca do vampiro. Já o Draugr usava uma antiga espada de duas mãos, aparentemente encantada com magia de gelo, e acredite, um corte daquela coisa doía muito. Imagine que você recebeu um corte um pouco fundo e o mesmo corte foi exposto ao frio. Aumente a dor em, no mínimo, dez vezes.

O primeiro a cair foi o cão, e isso pareceu deixar o vampiro furioso, mas o Draugr era bem rápido para sua espécie. Ele se afastou o suficiente para que a adaga do vampiro não o alcançasse e deu um golpe em cruz. Enquanto o vampiro se abaixou para desviar do golpe horizontal, o vertical arrancou o braço. O vampiro urrou de dor, e então teve sua cabeça decepada. Foi então que Duncan puxou o gatilho e a flecha acertou o já enfraquecido Draugr. Ele caiu e seus olhos pararam de brilhar, e Duncan desejou silenciosamente que sua alma encontrasse o devido descanso.

Após passar por uma sala cheia de cadáveres de Aranhas gigantes, enfrentando mais um par de vampiros e um par de cães, Duncan chegou à uma câmara, de onde pôde ouvir vozes:
—Diga onde está, Adavald, e você poderá se tornar um de nós!
—Eu prefiro morrer a dizer qualquer coisa a você, vampiro imundo!
—Pois bem.
Duncan tentou chegar à janela a tempo, mas já era tarde. Adavald, o líder dos Vigilantes, provavelmente o último que sobrara, estava morto. Haviam então três vampiros atravessando uma ponte. Um deles vestia roupas leves, e a espada manchada de sangue demonstrava que ele fora quem executara Adavald. Os outros dois eram uma mulher e um brutamontes.
Duncan não precisou pensar muito para bolar um plano de ação. Ele usou a habilidade de se misturar com as sombras dada por Nocturnal quando ele se tornara um Nightingale para chegar sem ser notado até a ponte e derrubou a mulher de lá de cima. Antes que ela sequer pudesse gritar, ele já havia desembainhado a Dawnbreaker e atravessado a jugular do brutamontes. O líder se virou para ele com uma expressão surpresa, enquanto o cadáver de seu guarda-costas queimava no chão. Dawnbreaker brilhava com a intensidade de um dos raios do sol. Duncan a girou algumas vezes para intimidar o vampiro que saiu correndo, com medo. Então Duncan tirou a besta das costas e atirou com a mão livre, acertando o vampiro nas costas e rompendo sua coluna. Ele caminhou até o vampiro que desesperadamente tentava se rastejar para longe e atravessou sua cabeça com a espada antes que ele tivesse chance de se curar.
Então ele foi até o centro da estrutura, um lugar cheio de colunas de mamore, com cálices brilhando com uma chama roxa e um altar no centro, com um único botão. Ele apertou o botão, mas nada aconteceu. Olhou em volta e viu que alguns cálices estavam apagados, mas que podiam ser movidos.
Então ele começou a mover os apagados e notou que a mesma chama roxa se acendia entre os cálices acesos, formando um rastro. Quando terminou, os cálices continuaram crepitando, mas o rastro entre eles virou uma luz azul.
Ele voltou ao botão e pressionou-o, e um espinho subiu e perfurou sua mão. A dor foi tanta que ele caiu de joelhos, mas assim que o espinho voltou, o machucado se acendeu com a mesma chama roxa e cicatrizou. O altar foi para dentro do chão e um forte clarão azul saiu do botão. Quando o altar subiu novamente, trouxe consigo uma estrutura pentagonal. No centro dessa estrutura, havia algo que parecia um caixão. Duncan pôs a mão na espada, preparando-se para mais uma batalha, mas quando a porta do caixão se abriu, a única coisa lá dentro era uma bela jovem de vestido vermelho, com uma capa preta e um enorme pergaminho preso as costas. Ela caiu no chão e, ao fazê-lo, soltou um som da garganta. Ela estava viva! Duncan se apressou para acudi-la.
—Ei, garota, você está bem? – perguntou ele, preocupado.
—Onde.... onde eu estou? – perguntou a garota, piscando algumas vezes.
Seus olhos brilhavam amarelos e, ao falar, ela revelou presas. Ela era uma vampira.

Notas finais
Esse capítulo acabou ficando mais curto exatamente pelo fato de a missão ser curta, mas pelo menos teve mais ação que o primeiro.... esperoo que tenham gostado. Agora que estou de férias, vou escrever bastante essa história, então ativem as notificações e fiquem ligados!