Skyrim - Das cinzas

1 Capítulo 1 - Dawnguard


Notas iniciais
Fala galera! Olha, já vou avisando que a ação vai ficar pro segundo capítulo em diante, então peço a compreensão de vocês. E sim, muitos dos diálogos do arco Dawnguard foram tirados do jogo, tentei fazer as interações ficarem o mais fiel possível. Por favor, comentem!

Duncan chegou à Skyrim há mais de um ano. De alguma forma, ele era ... diferente. Não, ele não era o Dragonborn, o herói que salvou o mundo da ira de Alduin. Apesar de salvar o mundo, aquele cara era um idiota. Sim, nesta história, o Dragonborn é um idiota, que deixou a Lenda subir à sua cabeça.

Duncan já desempenhou um papel ao lado dele na Dark Brotherhood, mas saiu e procurou a Guilda dos Ladrões, onde suas habilidades de furtividade foram moldadas em uma quase perfeição. Após o incidente com Mercer Frey, o ex-líder da guilda dos ladrões, onde Duncan se viu numa aventura bizarra, transformando-se em um “Nightingale”, que ele e seu amigo e comandante, Brynjolf, pensavam que eram apenas uma lenda, ele decidiu ir atrás uma causa mais "nobre".

Agora que ele estava usando a armadura de Mestre da Guilda, os guardas não o reconheceriam só de olhar, já que a armadura era levemente diferente e tinha cores diferentes das usadas pelos ladrões cumuns, dando-lhe a chance de caminhar por Riften sem ser incomodado por eles, e exatamente por isso, ele pôde ouvir de um deles que alguém estava reformando a Dawnguard. Caçadores de vampiros. As palavras o atingiram como uma maça na cabeça. E ele se lembrou.

A Vila. O fogo. A morte. O sangue. Aquele maldito vampiro. Essas palavras o atingiram com tanta força que pareciam acordar algo profundamente enterrado em seu coração. Ódio. Ele tinha que encontrar esses Caçadores de Vampiros. Como se seus cabelos grisalhos não fossem o suficiente para lembrá-lo do que aconteceu.

Ele usava o cabelo na altura do pescoço, agora preso em um pequeno rabo-de-cavalo. A franja era grande, e quase cobria um de seus olhos. Debaixo do mesmo olho, havia uma cicatriz horizontal que ia até o outro lado do nariz. Evidentemente era antiga, mas a memória que ela trazia parecia extremamente recente. Sua barba já estava por fazer, trazendo-lhe um aspecto muito mais velho do que sua verdadeira idade. Ducan tinha vinte e poucos anos, na verdade. Quando saiu de Riften, ele assobiou e o cavalo negro de olhos vermelhos apareceu.

Depois que o Dragonborn saiu do antigo Santuário da Dark Brotherhood, deixou Shadowmere para trás, e Duncan conseguiu montá-lo para sair. Ele não sabia por que nem como Shadowmere lhe permitia ser seu cavaleiro, já que só Astrid e o Dragonborn poderiam montá-lo. Depois que ele saiu da Dark Brotherhood, Shadowmere o seguiu onde quer que ele fosse. Ele até tentou viajar sozinho quando o cavalo não estava olhando, mas assim ele entrou em uma aldeia, foi para uma taberna, falou com o taberneiro e saiu, lá estava Shadowmere, na entrada da pequena aldeia que ele era agora deixava para caçar um Gigante em troca de algumas moedas de ouro. Depois disso, ele se tornou uma valiosa companhia para o viajante solitário.

Duncan montou Shadowmere e rumou para o Canyon Dayspring, onde o Forte Dawnguard era localizado. Não era muito longe de Riften, mas parecia ser em uma das fronteiras do Skyrim. Um Khajiit estava andando nas proximidades, e assim que Duncan passou, cumprimentou-o meneando a cabeça. O Khajiit respondeu com o mesmo gesto e continuou seu caminho. Quando Duncan chegou, ele teve que desmontar para passar pela pequena passagem, mas assim que desmontou, ele se virou para o cavalo e acariciou-o.

—Não se preocupe, velho amigo. Eu volto logo. — ele disse com sua voz profunda e rouca.

O cavalo relinchou em resposta, sacudindo a cabeça.

Duncan entrou no Canyon e viu a fortaleza gigantesca à distância. Ele não se importava de andar todo o caminho a pé. No meio do caminho, encontrou um jovem que estava indo para o mesmo lado.

— Oh, ei lá! Está aqui para se juntar ao Dawnguard também? — perguntou o jovem loiro, de uma maneira exageradamente formal.

Duncan apenas acenou com a cabeça em resposta.

—Ah, será bom ter companhia a caminho. — continuou o garoto. Parecia ser muito falante e, por mais que Duncan não estivesse com vontade de conversar, olhou mais uma vez para o longo caminho até a fortaleza e supôs que não tinha muitas opções.

— Sim — ele respondeu — andar tudo isso sozinho seria cansativo, para não dizer chato.

— Sim ... bem, o meu nome é Agmaer. Você é?

— Duncan Wolveneye.

—Oh ... bem, estou um pouco nervoso ... não mencione isso a Isran quando chegarmos lá, sim?

—Isran?

—O líder do Dawnguard! Não te falaram sobre ele?

—Não... tudo o que eu ouvi foram rumores sobre este lugar. Parecia interessante. Chamou minha atenção.

—Oh...

Quando se aproximaram um pouco mais, Duncan notou um dos soldados da Dawnguard, um Orc, atirando com algo que ele nunca viu antes. Parecia um dispositivo complicado com um arco na ponta. As pequenas flechas lançadas por ele eram rápidas, e sua precisão era impressionante. Duncan aproximou-se do Orc e elogiou:

—Você é muito bom com esse... arco, huh?

O Orc olhou para ele por um momento, depois riu.

— Isto não é um arco, garoto — sua voz soava mais como um arroto. — Isso é uma Besta. Nunca viu uma?

Duncan sacudiu negativamente a cabeça.

—Heh. Não estou surpreso. É um tipo de especialidade Dawnguard. Nada melhor para derrubar alguns vampiros. — ele disse com orgulho. Então pegou uma mais no chão. — Aqui, experimente.

Duncan achou a arma surpreendentemente leve. Ele apontou para o ponto vermelho no alvo e puxou o pequeno gatilho. A pequena flecha de aço foi lançada em uma velocidade incrível, causando um recuo no braço de Duncan. A flecha quase errou o ponto vermelho, mas lá estava ela, cravada bem na ponta. Duncan tornou-se um bom arqueiro por causa de seus tempos com a Irmandade ea Guilda, e sua mira não o deixou na mão.

—Você é bom. — disse o Orc. Ele pegou mais algumas flechas de aço e deu a Duncan — Aqui. Leva algum tempo para recarregar, então tente praticar.

Realmente, era difícil recarregar. Depois que o Orc, cujo nome era Durak, ensinou como fazê-lo um pouco mais rápido, Duncan prometeu treinar tanto quanto pudesse.

Em seguida, Duncan e Agmaer continuaram o caminho para o Forte Dawnguard.

Quando entraram na gigantesca estrutura, Agmaer apontou para Duncan um homem careca, com uma grande cicatriz na cabeça e uma barba fechada, vestindo a armadura que Duncan já notara ser o uniforme padrão dos Dawnguard. Ele era Israan, o líder. E ele estava falando com um cara com um corte de cabelo ridículo e uma costeleta grande demais para seu rosto, mas não menor que seu enorme nariz. O sujeito usava algo que Duncan reconheceu como uma versão blindada das vestes usadas pelos magos. E a discussão dos dois não estava indo bem.

—Por que está aqui, Tolan? — Isran perguntou, e ele não parecia muito amigável — Os Vigilantes e eu já não temos mais nada a resolver há muito tempo.

—Você sabe por que estou aqui, — respondeu Tolan, com medo em sua voz — os Vigilantes estão sob ataque em toda parte. Os vampiros são muito mais perigosos do que acreditávamos.

— E agora você quer vir correndo para a segurança da Dawnguard, é isso? Lembro-me de a Guardiã Carcette dizendo-me repetidamente que Dawnguard é uma ruína caindo aos pedaços, que não valia a pena a despesa e mão de obra para reparar. E agora que vocês voltaram os vampiros contra vocês, você veio implorar por minha proteção?

— Isran, Carcette está morta. O Salăo dos Vigilantes ... todos ... estăo todos mortos. — Então, aquele medo foi substituído pela tristeza — Você estava certo, estávamos errados. Não é o suficiente para você?

— Sim, bem ... — Isran tomou um momento para absorver a informação. Foi um choque, mesmo para ele. — Nunca quis que isso acontecesse. Tentei avisar todos vocês... Desculpe, sabe. — Então ele voltou sua atenção para Duncan, que se aproximou um pouco mais do que Agmaer. — Então, quem é você, e o que você quer?

Duncan não parecia intimidado, e respondeu com um tom confiante.

— Ouvi falar de você e dos seus Caçadores de Vampiros. Estou aqui para saber se você precisa de ajuda.

Isran tomou um tom mais agradável, orgulhoso do fato de que a palavra estava finalmente sendo espalhada.

— Então você veio para o lugar certo, garoto. Apesar do fato de que eu estou colocando todos os meus esforços em restaurar o forte para a sua "antiga glória" no momento, eu preciso de alguém no campo, levando a luta para os malditos vampiros, enquanto estamos trazendo o forte de volta à forma. Tolan estava me contando sobre uma caverna onde alguns Vigilantes estavam xeretando. Pareciam pensar que era ... o que era, Tolan?

Tolan deu um passo adiante.

— O irmão Adalvald tinha certeza de que possuía algum tipo de artefato vampiro há muito perdido. Não o ouvimos mais do que fizemos com Isran. Ele estava no Hall quando foi atacado...

Isran assentiu e se virou-se para Duncan.

—Aqui está, o seu primeiro trabalho. Vá ver o que os vampiros estavam procurando nessa tal de Cripta Dimhollow. Com alguma sorte, eles ainda estarão lá.

—Eu te encontro na Cripta. — disse Tolan — É o mínimo que posso fazer para vingar meus camaradas mortos.

—Não, Tolan — disse Isran. — Não creio que os Vigilantes sejam treinados para tal missão, todos são cheios de ladainha, mas são brandos, covardes e fracos.

Tolan parecia ofendido com essa última parte. Ele manteve sua decisão, no entanto.

— Vou para a cripta Dimhollow. — Ele disse para Duncan — Talvez eu possa ser de alguma ajuda para você.

Duncan deu de ombros.

—Faça o que quiser. Eu vou me preparar e encontro você lá.

Então ele seguiu seu caminho para fora do Forte e do Canyon Dayspring, enquanto Agmaer começava seu treinamento.