Skip Beat - enquanto o Amor Durar

14 Capítulo 14 - A Festa Parte 2


Notas iniciais
Oi, pessoal ^^
Só uma nota antes de começar o capitulo: a voz da Kyoko quando canta é do tipo "Demi Lovato" ou da "Amy Lynn Hartzler" (Evanescence). Por isso é que os Beagles insistiram para ela cantar (ou pelo menos o Reino _ _")
Enjoy ^^

Kyoko tinha esperança de poder falar com Ren no carro mas fora inocente ao pensar que ela seria a única a quem ele daria boleia. Aliás, o carro ia apinhado.

À frente, é claro, ia Ren e Yashiro-san. Kyoko estava atrás, entre Kanae e Chiori e ainda tinham que ir buscar mais pessoas à LME.

No entanto, Kyoko encheu-se de entusiasmo quando chegaram à porta da LME.

Toda a gente que estava à espera, falavam e riam, enquanto o carro de Ren estacionava atrás da limusina do presidente.

Estavam todos lá: Jelly-san, Sawara-san, Ruriko-chan, os Bridge Rock, Kamio-san, até o elenco do Dark Moon tinham ido lá ter.

- One-sama! — gritou Maria correndo para Kyoko com os braços abertos — One-sama...

Já nos braços de Kyoko, Maria sorriu e abraçou-a com força. — Ainda bem que vieste, one-sama. A festa vai ser tão divertida com vocês aqui. — disse Maria referindo-se a Kyoko e a Ren.

- Vamos todos. — corrigiu Kyoko.

- Vamos tentar dividir-nos pelos três carros, então. — pediu Lori — Alguém tem ideias?

- Que tal assim? — sugeriu Ren — A Mogami-san, a Amamiya-san, a Kanae-san e a Matsunai-san. Se apertarem um bocado, a Momose-san também pode vir.

- Então, a Secção Love Me e mais duas raparigas para o carro do Ren? — conferiu Lori — Que tencionas fazer com tantas mulheres estonteantes? Espero que te portes bem.

Ren decidiu não comentar sobre aquilo. Sabia que o tema iria dar a Kyoko se ele insistisse muito.

- Então, Oohara-san, Iizuka-san, Takagi-san e Kijima-san podem vir no meu carro. — propôs Ogata — E o resto pode ir na limusina do presidente.

- Eu quero ir com a one-sama! — protestou Maria.

- Se quiseres vou contigo na limusina. — disse Kyoko.

- Maria. — Ren aproximou-se da criança e vergou-se fazendo com que Kyoko tivesse que se desviar um pouco — Vão estar uns homens muito maus na festa, atrás da tua one-sama. Eu tenho que estar ao lado dela.

- Vais protegê-la? — perguntou Maria, um pouco amuada.

- Eu vou protegê-la. — disse Ren — Vou estar sempre ao lado dela. E quando tu chegares, também vais poder estar.

Ren sorriu quando Maria anuiu com a cabeça ligeiramente e deu-lhe um beijo na face, fazendo-a corar.

Contente por ter recebido um beijo de Ren, Maria saltou do colo de Kyoko e foi a correr para a limusina onde os convidados começavam a entrar.

Ren olhou para Kyoko e sorriu maliciosamente. — O quê? Também queres um beijo?

- Vamos lá, pessoal! — ordenou Ruriko passando por Ren e Kyoko, arruinando o momento — Vamos chegar atrasados e eu sou a primeira a cantar na festa!

Ren encolheu os ombro e entrou no carro, esperando que as raparigas entrassem para arrancar.

...

Ren tinha escolhido os passageiros, especificamente para que Kyoko se sentisse confortável, mas nunca esperara que ela se sentisse tão confortável a ponto de escolher ir no banco de trás com Kanae, Chiori e Itsumi.

No banco da frente, com os braços cruzados, sobrancelhas franzidas e uma cara de príncesa amuada, ia Ruriko em silêncio, enquanto as restantes raparigas riam e brincavam.

Ele tinha esperança de falar com Kyoko, antes da festa mas isso não seria possivel se continuasse assim. Talvez conseguisse deixar as raparigas na festa e convencer Kyoko a ajudá-lo a procurar um lugar para estacionar.

Ren parou em frente ao salão onde a festa estava a decorrer e olhou para trás pelo espelho retrovisor. — Porque é que as meninas não saem aqui, enquanto eu vou estacionar o carro?

Mas antes de Ren ter tempo de convidar Kyoko para ir com ele, ela saiu, empurrada por Momose.

Ren suspirou, tendo uma pequena totura. Aquilo ia ser uma longa noite.

...

A festa estava a bombar.

Havia comida, havia música e as pessoas pereciam estar a relaxar e a divertir-se. A pista de dança, imitando o ambiente de uma discoteca, estava ao canto esquerdo, deixando o lado direito com mesas e comida refinada para quem quisesse descançar e conviver.

No meio da salão, estava um palco onde os últimos retoques eram feitos para o show programado para aquela noite.

Ruriko tinha sido escoltada por um dos empregados até ao seu camarim, para trocar de roupa e afinar as cordas vocais. Tinha sido aí que Kyoko começara a ficar nervosa.

Os Beagles tinham dito que a sua voz era uma voz que dava bastante trabalho e exigia bastante cuidado e atenção mas, segundo o beagle principal, era perfeito para a banda deles.

Francamente, Kyoko admirava bastante as pessoas com aquele tipo de voz, que conseguiam berrar em plenos pulmões e ainda assim fazer uma música fantástica, mas Kyoko nunca se imaginara a ser uma dessas pessoas.

- Hei, o que é que estás a fazer assim? — perguntou Reino, aparecendo atrás dela com o resto da banda — Não devias ter trazido o vestido?

Kyoko afastou-se quando Reino tocou na fabardina preta que quase lhe dava até aos pés.

- Achavas mesmo que ia trazer aquele vestido sem trazer algum tipo de casaco? — disse Kyoko constrangida.

- Estás a tentar encontrar alguém? — perguntou Reino quando a viu a olhar em volta.

- Com certeza está à minha procura. — disse Tora pegando na mão de Kyoko ao aproximar-se — O espetáculo vai começar. Guardei-te um lugar, Kyoko-chan.

- Desanda, parvalhão. — disse Sho aproximando-se também, olhando depois para os Vie Ghoul — Aliás, desapareçam todos.

- Tsk. Olha o cantor de segunda classe a tentar defender a namorada. — gozou Miroku.

- Eu não sou namorada dele! — gritou Kyoko, farta daquilo. Felizmente, Makino, que também estava na festa com o elenco do Box "R", acenou-lhe e deu-lhe uma desculpa para sair dali — Se me dão licença, senhores. Estão-me a chamar.

Aliviada, Kyoko correu para as colegas do drama. Mas quando se aproximou, Sudo-san parecia estar a sentir-se mal.

- O que é que se passa? — perguntou Kyoko.

- A Yuka disse que passou pelo Tsuruga-san lá fora e ele estava a falar com uma mulher que parecia uma modelo. — explicou Rumi a amparar a amiga — Está com o coração despedaçado.

- Porquê? — perguntou Kyoko — Deve ser uma fã.

- Yashiro-san estava à espera do Tsuruga-san à porta, a falar com o presidente da LME. Acho que eles estavam a dizer que aquela tinha sido a última namorada dele. — respondeu Rumi.

- Não sei qual é o grande problema. — disse Honami sem se preocupar muito com a amiga — O Tsuruga-san não tem um escândalo amoroso desde da estreia com a Kyoko e mesmo esse foi mentira. Provávelmente, a rapariga com quem está a falar foi a primeira e a única namorada dele! Certo Kyoko?

Quando Kyoko não respondeu, o grupo virou as atenções para ela, vendo-a com os olhos apontados para a porta do salão.

- Também estás com cíumes, Kyoko? — perguntou Honami trazendo Kyoko de volta à realidade.

- O quê!? — perguntou elaem pânico — Porque teria cíumes!? Ele é o meu senpai!

- Mogami-sama.

Ao ouvir uma voz grave atrás de si, Kyoko virou-se e embateu contra um dos empregados mais musculados da festa, quase partindo o nariz.

- Mogami-sama. — repetiu o homem careca — Depois da Matsunai-sama actuar, é a vez da banda Vie Ghoul. Os rapazes já estão nos camarins. Deseja que lhe mostre o caminho para o seu camarim?

Como uma zombie, Kyoko anuiu a cabeça e seguiu o empregado, perdida em pensamentos.

...

Kyoko tinha tirado os sapatos confortaveis que levara e estava agora sobre dois metros de tacões, descobrindo que tinha medo de alturas.

Ela descobrira o porquê do "grande" beagle ter escolhido uma lingerie especialmente para aquela ocasião.

O vestido não tinha costas e mostrava completamente a parte detrás do sutiã atrevido, dando largas à imaginação de certas pessoas mais prevertidas...de certos beagles mais prevertidos.

Kyoko achava que a maquilhadora e o cabeleireiro tinham olhado para ela de maneira estranha mas, ao olhar para o seu reflexo, ela compreendia completamente os olhares.

Juntamente com a maquilhagem pesada em volta dos olhos, o battom preto e as madeixas pretas e brancas que o cabeleireiro tinha prendido com ganchos, no seu cabelo, ela não parecia ela.

Parecia uma versão mais negra e arrojada da Setsu, se tal coisa existia. Se não, ela acabara de inventar.

Kyoko deu um saltinho quando bateram à porta e quase caiu graças aos tacões.

- Mogami-sama. — chamou o mesmo empregado, do outro lado da porta — A banda está à sua espera. Faltam dois minutos para entrarem.

- Estou a ír. — disse Kyoko agarrando-se à parede, enquanto caminhava. Aqueles sapatos eram mais pesados do que pareciam.

Quando conseguiu sair, Kyoko sorriu timidamente e fez uma vênia ao empregado.

- É melhor não fazeres isso em palco. — avisou Reino atrás dela.

- Oohhh, alerta de roupa interior. — disse Miroku fazendo Kyoko endireitar-se imediatamente.

- A culpa é toda tua! — gritou Kyoko dirigindo-se a Reino, completamente envergonhada — Para que é que escolheste este vestido!?

- Não acham que combina connosco, pessoal? — perguntou Reino olhando para a banda — Os restantes ou eram muito cor-de-rosa ou muito transparentes. Esse foi a melhor escolha.

- Vai começar. — disse Shizuru.

- Primeiro vamos cantar nós uma música e depois entras tu. — disse Reino referindo-se Kyoko — Quando eu te apresentar, entras em palco e cantas a canção que praticamos, percebido?

Sem esperar pela resposta, Reino seguiu os amigos até ao palco deixando apenas palmas como rasto.

A cada segundo que passava, Kyoko ficava cada vez mais nervosa. Tinha-se esquecido da letra da música?

Tinha-se esquecido da letra da música!?

Oh, meu Deus! Tinha-se esquecido da letra!!!

O que é que ia fazer? O que é que ia fazer!? O que é que ia fazer!!!!!???

Calma! Só tinha que pensar que estava a representar uma cantora gótica. Se fizesse isso ia ter confiança suficiente para entrar em palco e depois lembrar-se-ia da letra. Era tão simples quanto isso.

Kyoko fechou os olhos e encostou-se à parede, tentando focar-se na personagem.

Finalmete, quando Reino a chamou ao palco, ela estava preparada.

...

A canção tinha sido fantástica e Kyoko sabia que tinha arrasado mas, depois disso, a voz dela era praticamente nula.

Quando Reino se aproximara a fazer criticas à sua maneira de cantar, Kyoko quis ripostar mas a única coisa que saiu foi um "Ah..." esganiçado.

O riso do beagle só a irritou ainda mais.

- Eu disse que essa voz dava trabalho. — disse Reino — Da próxima vez bebe alguma água antes de actuares e ficas melhor. Não seria bom se a tua voz fosse abaixo no meio de um concerto, pois não? E é melhor afastares-te daquele tipo chamado Tora, enquanto não tiveres voz para recusares os convites dele.

Foi a última coisa que Reino disse antes de sair da festa sob o olhar furioso de Kyoko que continuava a gesticular furiosamente com os braços.

- É melhor não te esforçares. — avisou Sho depois de sair do palco, ao vê-la a tentar falar desesperadamente — Vai beber qualquer coisa quente para aliviar a dor e depois uma limonada para limpar a garganta. Se não descançares as tuas cordas vocais, vais ficar sem voz.

Sho desapareceu durante alguns momentos e voltou com uma caneca de café quente, nas mãos.

- Não sei se gostas de café, mas por aqui é a única bebida quente que há. — disse Sho esticando a chávena para ela — Bebe.

Sorrindo, por se ter lembrado do dia em que tinha partlhado chocolate quente com Ren. Depois de provar um pouco, riu-se.

- Azedo? — perguntou Sho.

- Azedo. — confirmou Kyoko, rouca o suficiente para fazer Shotaro rir também.

Mas pararam imediatamente quando se ouviu um grito do salão e uma pessoa entrou a correr nos bastidores.

- Kyoko-chan! — gritou Rumi aproximando-se de Kyoko — Tsuruga-san desmaiou!

Foi como se o tempo tivesse abrandado à volta dela e quando se apercebeu, já estava a correr em direcção ao salão.

Notas finais
Alguém conhece a noção de Final Fantasy? Estou a escrever uma nova fic sobre a magnífica história de amor do Final Fantasy X. Querem passar por lá e dar uma olhadela? XP
E sobre este capitulo?
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