Skip Beat - enquanto o Amor Durar

15 Capítulo 15 - Namorados?


Notas iniciais
Pessoal, aí está o que todos os fãs de Skip Beat estão à espera qie aconteça na manga original há séculos.
Enjoy ^^

Tinham chamado uma ambulância imediatamente e a festa tinha acabado instantanêamente, como se tivesse sido Tora a ficar inconsciente.

Apesar de os enfermeiros acharem que só tinha sido uma simples quebra de tenção, levaram-no para o hospital, já que ele parecia não estar a querer acordar.

Yashiro-san tinha ido ao lado dele a ambulância, enquanto o presidente levara Kyoko, Kanae e Momose na sua limusina

Kyoko ia em silêncio. Não sabia muito bem o que dizer ou fazer. Continuava a achar que a culpa era dela por estar com os Beagles e com o Shotaro em vez de estar ao lado dele.

- Não estejas assim. — disse Lori — A culpa não é tua, Kyoko.

Mas ela não respondeu. Continuava com o olhar fixado na ambulância que eles iam a seguir. E se os médicos descobrissem que era alguma coisa mais grave?

Quando chegaram ao hospital, foi preciso Kanae arrastar Kyoko da limusina.

- Mo! Anda lá, Kyoko! — protestou Kanae — Também queres ficar hospedada no hospital, é?

Kanae guiou Kyoko até à sala de espera e sentou-a numa das cadeiras desconfortáveis, viradas para a televisão pequena.

- Fica aqui. — pediu Kanae a Momose — Eu vou-lhe arranjar uns chinelos mais confortáveis.

Momose sentou-se ao lado de Kyoko tentando pensar nalguma coisa para dizer. Sabia o quão importante Ren era para ela.

- Amamiya-san disse que vinha aqui ter quando as coisas acalmassem no salão, mas pediu para dar notícias quando soubessemos de alguma coisa. — disse Momose sem obter resposta — Kyoko-chan, vai ficar tudo bem.

- Está tudo bem. — concordou Yashiro entrando na sala de espera — Ele já acordou e está embarassado por ter feito toda a gente ficar preocupada. Parece que ele não se tem alimentado bem. Foi por isso que desmaiou. Já podem ir lá vê-lo.

Mas, para surpresa de todos, Kyoko não se mexeu.

O que diria a Tsuruga-san? Tinha sido egoísta, no último mês. Sabia que Tsuruga-san não cuidava bem no corpo e, mesmo assim, abandonara-o por causa de algumas palavras.

- Vais chorar?

Kyoko olhou para cima e viu Kanae com um par de chinelos de hospital na mão.

- Achas que chorar vai ajudar alguém? Vais-te sentir melhor, depois de chorares? — perguntou Kanae pondo os chinelos no chão — Se te sentes mal vai ver o Tsuruga-san e conversa com ele. Se sentires realmente, necessidade de chorar, chora ao pé dele porque ele é o único que te pode consolar, neste preciso momento, não é?

Com o lábio inferior a tremer, Kyoko calçou os chinelos e correu até chegar a Ren, depois de Yashiro-san lhe dizer em que quarto é que ele estava.

...

Ren assustara-se um pouco quando Kyoko entrou no quarto dele a correr, depois de bater à porta mas, agora que ela chorava em cima dele, ele não podia fazer mais nada a não ser sorrir.

- Desculpe não ter estado ao seu lado, Tsuruga-san! — pediu Kyoko entre os soluços.

Mas ele só falou quando as lágrimas pararam e os soluços diminuiram.

- Mogami-san. — chamou ele — Sabes porque é que nascemos com a habilidade de chorar? Porque, não importa o quão tristes nós estejamos, depois de chorarmos, sentimo-nos sempre melhor, não é?

Kyoko levantou-se, tentando lembrar-se onde é que já tinha ouvido aquilo antes mas, quando sentiu a mão dele na sua face, os pensamentos desvaneceram-se completamente da sua mente.

- Porque é que estás triste, Mogami-san? — perguntou Ren, vendo-a corar.

- Bem, porque você está aqui por minha causa. — explicou Kyoko.

- E é por tua causa, porquê? — perguntou Ren mantendo a mão na face dela, fazendo-lhe festinha com o polegar.

- Porque deixei-o sozinho, sabendo que você não trata bem do seu corpo. — repondeu Kyoko — Mas prometo não o fazer mais.

- Certo. Então estás a dizer que nunca mais vais sair do meu lado. — resumiu Ren sorrindo — Mas sabes como me sinto, certo? Sabes que estou apaixonado por ti. O que tencionas fazer sobre isso?

Ao ouvir aquilo, Kyoko saltou imediatamente da cama e afastou-se. Esquecera-se totalmente desse promenor! E tinha acabado de chorar em cima do peito dele!!!

- Mogami-san, veste o meu casaco. — pediu Ren tentando não olhar muito para as pernas dela ao para as curvas que o vestido acentuava — Está ali, em cima da cadeira.

Quando Kyoko percebeu porque é que ele tinha pedido isso, não coseguiu dizer nada a não ser obdecer.

- Oh, meu Deus. — disse Ren tapando os olhos com a mão quando Kyoko se vergou sobre a cadeira para pegar no casaco — Da próxima vez que tiveres de escolher roupa, deixa-me ser eu a ir contigo.

Kyoko endireitou-se imediatamente e encostou-se à parede com a cara totalmente vermelha e a cabeça a deitar fumo.

- Mogami-san, já alguma vez pensaste em mim como mais do que um senpai? — perguntou Ren sentando-se na cama — Como mais do que um simples amigo?

O facto de ela não ter respondido e estar realmente a pensar, surpreendeu Ren, dando-lhe uma ideia.

- Vamos fazer o seuguinte, Mogami-san. Porque é que não experimentamos ser algo mais? — sugeriu Ren vendo-a de boa aberta — Durante um mês...não, uma semana. Uma semana chega.

- O que é que está a dizer, Tsuruga-san? — perguntou Kyoko tentando perceber o que ele estava a dizer.

- Vamos ser um casal, Mogami-san. Namorados durante uma semana. — disse Ren esticando a mão — Vá lá, que dizes?

- Tsuruga-san, está com febre? — perguntou Kyoko.

- Não mudes de assunto, Mogami-san. — pediu Ren deixando cair a mão. Aquilo ia demorar mais tempo do que ele pensava — Vá lá, chama-me Ren.

- O quê? — Kyoko pôs uma mão à frente da boca, ao lembrar-se do sonho que tinha tido — Não.

- Ren. — insistiu ele levantando-se da cama — Se não me chamares Ren, eu não te deixo cuidares de mim. Agora diz: Ren.

- Ren. — murmurou Kyoko.

- O quê? — perguntou ele aproximando-se de Kyoko — Não ouvi.

- Rein! — gritou Kyoko.

- Rein? A sério? — Ren começou-se a rir — É assim tão dificil dizer Ren em voz alta? Talvez devesse mudar de nome.

- Não. — disse Kyoko imediatamente — É só que...só que...

- Vá lá...Ren. — ele pôs uma mão por baixo do queixo e levantou-lhe a cabeça até ela olhar para ele — R-E-N.

- R-E...

- Isso mesmo. Só mais um bocadinho.

Ela desviou os olhos. — Ren.

Ren largou-a e afagou-lhe o cabelo. — Linda menina. Agora chama-me querido.

- Não! — gritou Kyoko e correu até ao outro lado da sala.

Ren riu-se e encostou-se à parede. Aquela semana ia ser divertida.

- Eu vou-me vestir, agora e depois levo-te a casa, está bem? — Ren pegou nas roupas que estavam pousadas na cadeira e olhou para Kyoko com um sorriso angelical — Até podemos jantar antes de voltarmos a casa, namorada.

- Não. — disse Kyoko — Não, não, não, não, não, não, não!

- Wow. Se não estás com fome bastava um não. — disse Ren um pouco desanimado pelo o excesso de "não's".

- Podemos ir jantar. Aliás, nós vamos jantar mas... — disse Kyoko olhando bem para Ren — Só sou sua namorada a partir de amanhã, Tsuruga-san. — ela dirigiu-se à porta parando com a mão na maçaneta — Estou à sua espera na sala de espera.

Sorrindo para si mesma, Kyoko saiu, reprimindo o desejo de saltitar um bocado mas, ao ver aquela pessoa à porta do hospital, o seu estado de espírito mudou completamente.

- Kyoko.

Kyoko recuou um passo como se tivesse perdido o equilibrio. — Mãe?

- Kyoko! — Yumiko correu para Kyoko e abraçou-a com força — Oh, meu Deus! Eu ouvi que estavas no hospital e fiquei tão preocupada! — Yumiko afastou-se um pouco para olhar para a filha — Estás bem?

- Estou...bem. — respondeu Kyoko. Apesar da cor ter escapado da sua cara e o corpo estar frio... — O que é que está aqui a fazer?

- Quando voltei a Kyoto descobri que tinhas fugido com o rapaz dos Fuwa e depois cheguei aqui e disseram-me que estavas no hospital? — Yumiko abraçou-a outra vez — Queres matar a tua mãe de susto?

- Mãe...

Yumiko largou Kyoko e olhou para a filha de cima a baixo. — Mas olha para ti. Estás tão bonita. — ela passou uma mão pelo cabelo de Kyoko — Mal te reconhecia.

- Mãe...

- E também és famosa. — continuou Yumiko sem deixar a filha falar — Diz-se que tens uma relação "especial" com o actor Tsuruga Ren. É verdade?

- Mãe...

- Vá lá, conta-me tudo. — pediu a Yumiko interrompendo outra vez.

- Mãe! — gritou Kyoko assustando Yumiko — O que é que está aqui a fazer? Porque é que veio agora? Está a morrer?

- Não, Kyoko. O que é que estás a dizer? — perguntou Yumiko ofendida — Uma mãe já não se pode preocupar com a sua própria filha?

- Sim, pode. Mas você, não. — disse Kyoko — Não se preocupou quando eu era criança e precisava de si. Porque é que se preocuparia agora que estou bem e consigo safar-me sozinha!? Vá para casa! Eu já não preciso de você!!!

- Filha ingrata! — gritou Yumiko levantando a mão — Não sabes o quanto me esforcei para te criar!?

Kyoko fechou os olhos à espera do estalo mas não sentiu nada. Quando abriu os olhos, viu Ren ao seu lado, com a mão a segurar o pulso da mãe.

- O que é que se passa aqui? — perguntou Ren a olhar para Kyoko — Quem é esta mulher?

- É a minha mãe. — respondeu Kyoko achando engraçado o facto de Ren estar a ignorar completamente a mulher à sua frente e a mãe estar a tentar soltar o braço sem obter resultados. Ren nem parecia estar a esforçar-se para segurá-la ali.

- Há algum problema? — perguntou Ren, odiando a mulher, automáticamente.

- Agora, já não. — disse Kyoko vendo Ren largar o braço da mãe — Está tudo bem, agora.

- Acha que, só por ser famosa pode-me fazer isto? — perguntou Yumiko, mostrando-lhe o pulso vermelho — Eu posso processá-lo!

- Você ia agredir uma menor. Eu só a defendi. — ripostou Ren — E ela é a minha namorada. Como namorado, eu não quero que ela fique com nódoas negras por causa de uma mulher como a senhora.

- Namorado? — perguntaram as duas simultâneamente.

Ren pôs o braço direito por cima dos ombros de Kyoko e inclinou-se para lhe mostrar o relógio no pulso esquerdo.

- Já passa da meia-noite. — murmurou Ren — Somos, oficialmente, namorados.

- Ainda não desisti, Kyoko. — disse a mãe arruinando o ambiente — Sou tua mãe e ainda nos vamos voltar a ver.

Depois de ver a mulher a sair, Ren virou-se para para Kyoko. Ele ainda parecia estar pior do que ele, como se tivesse visto um fantasma.

- Vamos embora, Kyoko.

...

Eles não tinham falado durante a viagem toda, até o restaurante Darumaya mas Ren achava que não era por causa do conceito de "namorados".

Ela estava a pensar na mãe.

- De certeza que não queres comer alguma coisa antes de te ires deitar? — perguntou Ren quando parou à frente do Darumaya.

- Talvez beba um chá antes de ir para a cama. — disse Kyoko — Mas não estou com fome.

- Vamos almoçar juntos, amanhã. — sugeriu Ren — Pode ser o nosso primeiro encontro como namorados.

Kyoko anuiu com a cabeça e saiu do carro sem dizer mais nada. Tinha a cabeça cheia com o regresso da mãe e queria ter tempo para pensar nisso, antes de aproveitar o facto de ser a namorada de Ren durante uma semana.

Kyoko parou e olhou para Ren, outra vez, antes de entrar e sorriu-lhe. Ia ser a namorada dele e ia ser divertido.

Nem que tivesse que lidar com a mãe, antes.

Notas finais
E acabou por hoje. ^^
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