Notas iniciais
Pela Gle, Bru, Amanda e Dani que ficam choramingando para um post duplo, aqui estou eu novamente. Mas já aviso que é o último, depois só quando eu conseguir terminar a fic!
PS: Eu sei que respondi para cada uma que 'reclamou' nos comentários, mas vou dar o aviso geral, para ficar mais fácil. Eu sou super Team Adrian, e até gosto dele com a Rose, mas acho totalmente injusto ela ficar com ele só porque o Dimitri não a quer e depois ele ficar sofrendo, não gostei disso nos livros e não quero escrever sobre isso. Quero o Adrian sempre feliz e contente, sem a Rose usando os sentimentos dele!
Espero que vocês entendam e que dêem uma chance ao Charlie!

Dei um soco certeiro no boneco a minha frente, Mark socava seu boneco ao meu lado.

– Então ele estava viajando só a negócios? – Perguntou entre um golpe e outro.

– Sim, mas é do Charles que estamos falando. – Dei risada e nem precisei falar mais nada. Mark o conhecia bem, e é claro que ele aproveitou bem todo aquele tempo.

– E como foi o jantar?

– Agradável, o vinho que ele escolheu era maravilhoso.

– E depois? – Mark tentava tirar o máximo de detalhes de mim.

– Depois ele me convidou para ir até o quarto dele, porque tinha um presente para me dar. – Dei de ombros e acertei um chute no boneco.

– Presente, aham! – Malicia escorria por sua voz.

– O pior é que era verdade. Um colar lindo. Depois eu te mostro.

– E ai você agradeceu dando outra coisa para ele! – Caiu na gargalhada.

– Não chegamos a esse ponto. Ana ligou chorando quando as coisas estavam esquentando.

– Esquentando como? E o que tinha acontecido com ela?

– Pesadelos. Juro que só não bati nela porque ela estava realmente abalada. – Revirei os olhos lembrando.

‘- Ana, o que aconteceu? – Eu perguntei assim que entrei no quarto. Ana estava de pijama e com os olhos inchados de tanto chorar.

– Eu... Eu tive um pesadelo. Foi horrível, os Strigois matavam minha mãe e me fazia tomar o sangue dela, foi horrível Rose. – Ela respondeu entre soluços. Peguei ela entre meus braços e deitei com ela na cama. Fiquei lá até ela adormecer novamente. ‘

– Esquentando, esquentando. Você sabe. E ah, a lingerie branca ficou um arraso, só o olhar do Charlie confirmou isso. – Disse em tom de segredo.

Ouvi um rosnado que me vez virar imediatamente e atrás de mim estava Dimitri, com uma calça de moletom caída na cintura, uma regata preta e cabelos presos. Seus punhos estavam cerrados ao lado do corpo e seu olhar era de fúria e dor.

– Aconteceu alguma coisa Dimitri? – Perguntei assustada. Ele respirava fundo e percebi que lutava com seu autocontrole, então uma risada abafada de Mark me deixou confusa.

– Acho que ele ouviu nossa conversa. – Mark falou baixinho em meu ouvido.

– Oh! É falta de educação ficar prestando atenção na conversa dos outros Belivok. – Disse brincalhona.

– Como se fosse possível, já que você estava falando para quem quisesse ouvir. – Sua voz estava fria e ele tinha colocado sua mascara de guardião. Ele se dirigiu para o boneco ao meu lado e começou a soca-lo com tanta força que eu tinha certeza que a qualquer momento fosse quebrar.

– Não devo satisfação para ninguém mesmo. – Dei de ombro e continuei meu treino.


Depois do treino com Dimitri bufando de um lado e Mark tentando não rir do outro, tomei um banho e fui para o refeitório almoçar. Adrian, Eddie, Mia, Ana, Christian e Lissa já estavam lá, e para minha surpresa Lissa e Ana conversavam tranquilamente, busquei as emoções de Lissa e fiquei feliz em saber que ela finalmente deu uma chance para conhecer Ana melhor.

– Hey, como vocês estão? – Para mostrar como tinha gostado de sua atitude, sentei ao seu lado, e ganhei um sorriso iluminado.

– Estamos bem, e você? – Lissa respondeu.

– Bem também. Está melhor Ana?

– Estou sim, obrigada. – Ela respondeu com um sorriso tímido.

Dimitri e Tasha entraram no refeitório e assim que ela me viu, segurou a mão de Dimitri e passou a mão em seu rosto, tentando chamar sua atenção, mas ele estava perdido em pensamentos, só olhou para ela e continuou andando. Depois de se servirem sentaram conosco.

– Soube que o Charles voltou Little Dhampir. – Adrian disse assim que eles se sentaram.

– Voltou sim, estive com ele ontem. – Dei um sorriso e nesse mesmo momento Charlie entra no refeitório e assim que me vê vai em direção a nossa mesa.

– Olá. – Ele cumprimentou a todos, sorrindo educadamente. Então se inclinou, segurou meu rosto em suas mãos e me deu leve beijo.– Como você está?

– Bem e você? – Respondi corando um pouco. Todos na mesa nos olhavam e sentia um olhar ainda mais forte penetrando minha pele.

– Muito bem. E sua protegida está melhor?

– Sim, e deixe eu te apresentar. Essa é Anastasia Zeklos. – Apontei para Ana que sorriu. – Ana, este é Charles Badica.

– Muito prazer. – Charlie disse segurando a mão dela. – Ivashkov, que tal um jogo pôquer mais tarde?

– Adoraria. Leve a Rose e jogamos strip pôquer. – Adrian disse provocativo, fazendo com que eu, Dimitri e Charlie revirassem os olhos.

– Preciso revolver umas coisas, nos vemos depois? – Charlie ignorou Adrian.

– Claro. – Ele me deu outro beijo e foi embora.

– Bem seu tipo não é Rose? – A voz irritante de Tasha quebrou o meu momento de felicidade.

– Tipo? – Perguntei tentando levantar uma sombrancelha.

– Moroi da realeza, mimado e mulherengo. – Ela riu.

– Você nem faz ideia de qual é o meu tipo. – Dei meu sorriso comedor de homens e ela ficou vermelha de raiva, sabendo que eu estava falando de Dimitri.

– Vocês estão namorando? – Perguntou Ana.

– Não, nós só saímos juntos quando ele está aqui na Corte.

– Até parece que um Moroi como ele, assumiria uma dhampir como namorada. – Provocou Tasha.

– Engraçado é que você assumiu Dimitri como seu namorado. – Disse Christian.

– É diferente. – Ela respondeu ríspida.

– Diferente por quê? Porque nós somos rejeitados da realeza? – Christian deu uma risada irônica.

– Porque Dimitri não tem a fama que a Rose tem.

– Tasha. – Alertou Dimitri, falando pela primeira vez desde que chegaram.

– Pelo menos eu não preciso quase morrer para alguém aceitar ficar comigo. – Dei de ombros. E pude ver Dimitri ficando ainda mais tenso e Tasha roxa.

– Olha aqui sua vadiazinha. – Tasha começou, mas foi interrompida por Dimitri.

– Já chega! – Ele se levantou e saiu, Tasha me olhou como ‘isso não acabou’ e foi atrás dele.


Voltei para o ginásio depois daquela cena ridícula e fui treinar os novatos. Como os bonecos já estavam montados, apenas peguei algumas estacas de treino e esperei eles chegarem.

– Hoje é o grande dia. – Disse jogando uma estaca para cada um. Os olhos deles brilhavam e analisavam minuciosamente a estaca que tinham em mãos. – Cada um de vocês irá atacar o boneco, estaqueando seu coração. Quero ver se vocês sabem exatamente onde ele fica.

Todos me olhavam e seguravam o riso, como se eu estivesse sendo absurda em falar aquilo para eles. Sorri ainda mais, lembrando que tive a mesma reação anos atrás.

– Vamos lá.

Cada ficou com um boneco, e o estaqueava sem dó. Apenas Lucy estava acertando diretamente o coração, Então pedi para que ela explicasse para os outros e fui mostrando para cada um como deveria ser feito. No fim da aula, estavam todos eufóricos e relutantes em devolver as estacas, mas depois que prometi que eles iram treinar com elas novamente, eles devolveram e foram embora.

– Tão novos e acham que sabem tudo. Me lembra alguém sabe. – Uma voz carregada de sotaque invadiu o ginásio.

– Acredito que essa pessoa seja incrível, mesmo quando era desse jeito.

– Você está certa. – Seu tom era doce, então me virei para encara-lo. Dimitri estava parado na porta do ginásio e veio em minha direção. – Queria me desculpar por mais cedo, Tasha não deveria ter dito aquilo.

– Eu não me importo. – Já tinha me acostumado com pessoas falando esse tipo de coisa.

– Mas ela não tinha o direito. E você também passou um pouco dos limites. – O Dimitri mentor estava de volta.

– Eu sei. – Sorri abertamente e ele revirou os olhos. – E não vou me desculpar.

– Não esperava por isso mesmo. – Ficamos em silencio, apenas nos olhando. – Posso te fazer uma pergunta? – Dimitri estava inseguro, e aquilo realmente me chocou.

– Pode.

– Você e Charles... Vocês passaram a noite juntos ontem?

– Isso não é da sua conta. – Respondi irritada.

– Por favor, Roza. – Maldito apelido. Mas não foi só ele que me fez baixar a guarda, sua voz estava carregada de dor e apesar de tudo, eu não suportava ver Dimitri daquele jeito.

– Não, Ana teve pesadelos e eu fui ficar com ela.

– Mas e se ela não tivesse interrompido?

– Não sei Dimitri, não sei. Nós não fomos longe o bastante para que eu pudesse pensar nisso. E como eu disse antes, isso não é da sua conta.

– Eu não consigo suportar a ideia Roza, é difícil demais para mim. Tente compreender.

– E você pode transar a vontade com a Tasha não é mesmo? Vocês homens são ridículos. – Minha voz subiu um pouco.

– Eu... Nós nunca transamos, nem mesmo agora. Eu não consigo. Ainda mais depois de ter ficado com você. Eu não consigo fazer isso com outra mulher. – Dimitri me encarava com seus olhos negros queimando, eu não conseguia desviar o olhar, mesmo se quisesse.

– Então porque você está com ela? – Eu já estava cansada de tudo aquilo, passei a mão nos cabelos em um gesto desesperado.

– Não vamos começar isso tudo de novo Roza, você sabe por quê. Nós precisamos manter todos vivos.

– Não começa você. Eu estou fazendo o que me pediram, estou afastada. Mas você não deixa, você está sempre me rondando, mas ainda diz que é o melhor para todos continuarmos assim. Então você se contradiz quando fala que foi bom ter ido para St. Vladimir e me conhecido, quando não consegue transar com Tasha por minha causa, quando não consegue suportar eu estar com outro. – Eu já estava gritando. – Você está me enlouquecendo Dimitri, então me faça um favor, se você me ama, fique comigo. Mas se você for continuar insistindo que nós devemos ficar separados, então me deixe em paz. – Eu implorava enquanto lágrimas enchiam meus olhos.

Dimitri continuava me olhando e deu um passo a frente, levantando as mãos e quando eu percebi que era para me abraçar, fui para trás. Ele parou e seu rosto foi tomado por dor e angustia.

– Por favor, Dimitri.

Então ele deu meia volta e se foi.