Skinny Love
34 Capítulo 34
Notas iniciais
Agora antes que Gle me mate, estou postando, e por favor, não me matem!
Eu desabei no chão, abracei meus joelhos apoiando minha cabeça neles e permiti que as lágrimas caíssem livremente. Um barulho de porta abrindo me fez levantar a cabeça e senti a esperança invadir meu corpo, ele mudou de ideia.
- Rose? – Uma voz feminina chamou. Me levantei imediatamente e tentei inutilmente secar as lágrimas que não paravam. – Rose!
— Oi Ana. – Tentei falar o mais normal possível, mas minha voz saiu falhada.
- O que houve? – Ana me olhou atentamente. – Porque você está chorando?
- Nada, mesmo. – Insisti quando ela ainda me olhava, pronta para me abraçar.
- Então não tem nada a ver com o fato de eu ter encontrado Dimitri saindo daqui com uma cara péssima? — Perguntou sugestivamente.
- Não. – Respondi rapidamente, para que minha voz não me entregasse novamente.
- Vou fingir que acredito. Eu sei que tem alguma coisa entre vocês, mas espero você me contar.
- E o que você queria? – Perguntei mudando de assunto.
- Ah, acabei de falar com Scott. – Seu rosto se iluminou. – Ele já está consciente, mas terá que continuar em observação.
- Que bom Ana. Ele já não corre mais perigo?
- Espero que não, ele teve uma hemorragia cerebral, então é arriscado dizer qualquer coisa. – Sua voz estava mais desanimada agora.
- Ele vai ficar bem. Tenho certeza. – Dei o melhor sorriso que eu tinha no momento e ela retribuiu. – Vamos, eu preciso de um banho.
Saímos do ginásio e deixei Ana com Christian e fui para o meu quarto, tomei um longo banho quente, tentando apagar as imagens do rosto de Dimitri tomado pela dor, porque ele fazia isso? Ele mesmo estava sofrendo em nos manter separados. Afastei os pensamentos, tentando não chorar e terminei meu banho, coloquei uma camiseta para dormir e deitei, ainda estávamos no meio da tarde, mas se Ana precisasse de algo, ela telefonava ou viria até aqui.
Nem terminei o pensamento e alguém bate na porta, abro e fico surpresa por ser Lissa.
- Posso entrar? – Ela perguntou timidamente. Dei espaço e fechei a porta atrás dela, fui até a cama e apontei para que ela sentasse. – Pelo jeito foi feio. – Ela disse me analisando.
- Hã?
- Você está com cara de choro e encontrei Dimitri agora pouco e ele não estava muito diferente.
- Hum. – Me limitei a responder, não queria falar sobre isso, ainda mais com Lissa.
- Acho que eu perdi o direito de saber sobre vocês não é mesmo? – Ela perguntou brincando com uma linha imaginaria do lençol.
- Pode acreditar.
- Sinto muito, eu achei que fosse o melhor manter você afastada e vejo que só estou fazendo vocês dois sofrerem. – Seus olhos encheram de lágrimas e pelo laço pude sentir como ela estava arrependida e se culpando pelo meu sofrimento.
- Ele também quis assim Lissa. E apesar de estar muito chateada com você, eu não te culpo. – Disse sinceramente.
- Sinto muito. De verdade Rose, eu tenho sido uma péssima amiga, eu deveria ter ficado do seu lado, deveria ter te consolado e cuidado de você. – Agora ela chorava, e aquilo só fazia com que eu me sentisse pior.
- Isso é verdade, você deveria mesmo. – Disse dando uma risada entre as lágrimas que agora escorriam pelo meu rosto.
- Você me perdoa? – Sua voz não passava de um sussurro, seus olhos jade brilhavam e eu sabia que ela realmente não queria ter feito tudo aquilo.
- Claro que sim.
Eu puxei Lissa para um abraço molhado por nossas lágrimas e nem sei quanto tempo passamos ali deitadas e abraçadas, até que nos recompomos.
- E como estão as coisas com Charlie? – Ela perguntou depois de um tempo.
- Estão bem, saímos para jantar ontem. Ele continua o mesmo cavalheiro e gostoso de sempre. – Dei risada. – Mas Ana atrapalhou a melhor parte, porque estava tendo pesadelos.
- Eu acho que fui um pouco injusta com ela também.
- Foi. Mas nunca é tarde, não é mesmo?
- Vou me desculpar mais tarde. – Ela deu um sorriso lindo.
Um batida leve na porta me fez levantar, deixando Lissa sentada na cama.
- Oi. – Era Ana.
- Hey, entra!
Ana entrou, mas assim que viu Lissa parou no meio do quarto.
- Não quero atrapalhar, só queria saber se você estava melhor.
- Imagina, junte-se a nós. – Lissa falou dando aquele mesmo sorriso e pude ver Ana imediatamente ser atraída pelo encanto do espírito, ela olhou para mim para ter certeza e eu acenei, e fechei a porta. – Gostaria de me desculpar se fui rude com você em algum momento Ana.
- Não precisa Lissa, tenho certeza que no seu lugar eu faria a mesma coisa.
- Agora que estamos todas de bem. – Disse fazendo uma careta. – Que tal um filme?
- Eu topo. – As duas responderam juntas.
Assistimos A Verdade Nua e Crua e quando o filme acabou meu humor já estava bem melhor. As meninas foram embora logo depois e eu estava animada com isso, Lissa estava disposta a melhorar as coisas com a Ana, e isso com certeza faria muito bem as duas. Meu celular deu um toque, anunciando mensagem.
De: Charles Badica
Para: R Hathaway
Vamos tomar um drink baby?
De: Rose
Para: Charles Badica
Irrecusável. Nos encontramos onde?
De: Charles Badica
Para: R Hathaway
No pátio do seu dormitório em meia hora.
De: Rose
Para: Charles Badica
Nos vemos em breve.
Coloquei uma calça jeans bem justa ao corpo, uma blusa com manga ¾ listrada em preto e branco com um decote em U bem cavado, deixei o cabelo solto e coloquei um salto vermelho. Passei uma maquiagem básica, apenas rímel e lápis preto e um gloss transparente.
Desci e encontrei Charlie com uma calça jeans escura e uma camisa azul clara com os primeiros botões abertos e para fora da calça, com um ar desleixado.
- Linda como sempre. – Ele disse me dando um selinho e segurando minha mão.
Chegamos no bar e ficamos em uma mesa próxima ao balcão, Charlie pediu um whisky puro e eu um Martini, ainda estava em serviço, não podia abusar.
- Como foi seu dia? – Perguntou Charlie depois que nossas bebidas foram servidas.
- Bom, treinei os novatos e depois assisti um filme com Ana e Lissa.
- Lissa parou com o ciúminho bobo?
- Parou! – Dei risada. – E o seu?
- Um saco. Meu pai me apresentando para futuros sócios, um almoço com a Rainha e depois ainda me obrigou a falar com alguns investidores de Nova Iorque.
- São esses momentos que eu não me importo de ter que lutar com Strigois. – Dei risada e Charlie acompanhou, depois me puxou para um beijo rápido, mas bem quente.
- Arranjem um quarto. – Adrian disse se aproximando. – Posso me juntar a vocês ou estarei estragando o encontro?
- Claro que não, é só não fumar.
- Então Charlie, pra quando fica nosso pôquer? – Adrian perguntou.
- Que tal depois daqui irmos pro meu quarto e jogamos?
- Claro, vou procurar algumas garotas para nos acompanharmos. – Revirei os olhos com a provocação dele.
- Procure para você, já estou satisfeito com a Rose. – Charlie disse sorrindo e me deu outro beijo.
- Ergh. – Adrian fingiu que ia vomitar, sorriu para mim e saiu para falar com duas garotas que estavam na mesa ao lado e as convidou para sentar com a gente. – Que tal uma rodada de tequila?
- Eu passo, estou de serviço. – Disse.
- Eu também. – Uma das meninas respondeu, era uma dhampir e apontou para garota Moroi ao seu lado, provavelmente sua protegida.
- Te dou folga Lydia. – A Moroi disse, realmente era a protegida dela.
- Ok então.
- E você Little Dhampir?
- Fala com a Ana, vê se ela está bem, você merece se divertir um pouco Rose. – Charlie disse em meu ouvido.
Peguei o celular e liguei para Ana, ela atendeu no terceiro toque.
- Ana, é a Rose. Você vai precisar de mim ainda hoje?
- Não, já estou no quarto, vou assistir um pouco de TV e dormir, por quê?
- Estou no bar com Charlie e Adrian.
- Ahhhhhh. – Ela deu risada. – Fique tranquila Rose e divirta-se.
- Obrigada, nos vemos amanhã então.
Antes mesmo que eu desligasse o telefone Adrian já tinha chamado o garçom e pedido nossas tequilas, eu perdi as contas de quantas vieram depois dessa. As meninas que estavam com Adrian eram muito divertidas e nós riamos o tempo inteiro, grande parte por causa do álcool e por uma noite consegui não pensar no Dimitri.
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