Skinny Love
16 Capítulo 16
O resto da noite passou calma, jantamos e fizemos uma fogueira, Grant tocou algumas músicas e todos estavam bem animados. Estava sentando junto com Lissa e Christian.
– Amor, você não sabe, minha tia está pensando em se mudar para Corte. – Disse Christian super animado.
– Sério? – Eu perguntei antes mesmo que Lissa pudesse responder alguma coisa. Tasha se mudando para Corte significa Dimitri se mudando para Corte.
– Yeah! Ela quer ficar mais perto de mim, já que eu não quero mesmo ir para a faculdade. Pensa que máximo, ela vai poder me ajudar ainda mais com o meu elemento e com as lutas. – Christian estava quase saltitante, mas já não ouvia mais o que ele falava. Dimitri poderia se mudar para Corte, ficar perto de mim, para sempre. Esperança dominou minha mente e coração antes mesmo que eu pudesse impedir.
– Sua aura está com pontos verdes Little Dhampir, algo aconteceu? – Adrian estava ao meu lado e eu nem tinha percebido.
– Eu não sei, acho que sim. Talvez Tasha vai se mudar para Corte. – Respondi baixo, para que ninguém mais escutasse.
– Agora entendo todo esse brilho. – Adrian deu seu sorriso torto, mas estava olhando em outra direção. Segui seu olhar e encontrei Dimitri nos olhando e conversando com Mark. – Espero que dê tudo certo. – Ele voltou a olhar para mim e saiu para pegar outra bebida. Me levantei também e fui pegar uma Coca-Cola, senti alguém ao meu lado e o cheiro de pós-barba denunciava quem era.
– Vocês dois tiveram alguma coisa nesses últimos anos? – Dimitri perguntou olhando para Adrian que tinha voltado para onde estávamos sentados antes. Olhei para ele um pouco brava, ele não daria outra crise de ciúmes daria? Mas sua expressão era calma, parecia ser só curiosidade mesmo.
– Até tentamos, mas nunca fomos muito longe. Adrian gostava muito de mim, até hoje gosta, mas para mim ele sempre foi apenas um bom amigo.
– E teve outros além dele? – Olhei para ele espantada, onde ele queria chegar com aquilo? – Desculpa, eu só quero saber mais do que aconteceu com você quando eu não estava.
– Tirando a tentativa frustrada com o Mark, teve Charles Badica, saímos algumas vezes, mas nada muito sério. – Dimitri fez uma cara feia quando falei do Charles. Ele era um cara muito legal, tinha 23 anos e era lindo, alto e pálido como todos os Morois, seu cabelo era castanho claro e seus olhos eram quase mel. Mas seu histórico bem parecido com do Adrian, mulherengo e festeiro, mas tinha um bom coração.
– Hey, eu não queria casar e ter filhos, só queria me distrair um pouco. E Charlie é um cara bem legal, sabe ser um cavalheiro. – Disse na defensiva. Ele riu do meu comentário, mas eu percebi que tinha algo lhe incomodando.
– E vocês foram além? Você sabe, vocês... ? – Ele não conseguia completar a frase, mas eu sabia muito bem sobre o que ele estava perguntando, Dimitri sabia que eu era virgem quando nos conhecemos.
– Não, eu nunca consegui me envolver de verdade com alguém depois de você. Eu sentia muita sua falta e acabava comparando todos os caras que eu saia com você. – Respondi olhando para fogueira.
– Eu sinto muito. Mas se lhe serve de consolo, eu também nunca consegui ir além com Tasha. Não conseguia parar de pensar em você. – Ele sorriu tristemente e seus olhos transmitiam todo o amor que ele sentia por mim.
– Falando nela, Christian acabou de falar que ela está pensando em se mudar para Corte, é verdade?
– Quando vocês voltarem, vamos junto para ver como as coisas irão funcionar, se der certo ficamos. – Aquela esperança de antes fez meu coração bater mais rápido, se eles ficassem então poderíamos ficar juntos. Ele olhou no fundo do meu olho e então virou para frente, pensativo e silencioso. – Você me daria uma chance se nós ficarmos? – Sua voz era um sussurro, acentuando seu sotaque, ele voltou a me olhar e seus olhos transmitiam tanta esperança quanto eu sentia.
– Posso pensar no seu caso camarada. – Meu sorriso não cabia no rosto.
– E eu prometo que dessa vez nem a Rainha conseguirá nos separar.
Ele passou os dedos no meu rosto e eu me segurei para não agarra-lo, me aproximei mais, a lateral dos nossos corpos coladas. Ficamos ali em silencio por um tempo, olhando todos ao nosso redor, até que bocejei e Dimitri me levantou.
– Hora de dormir Roza. O dia foi longo para você. – Me despedi de todos e subimos juntos, ele parou na porta do meu quarto, me deu um leve beijo e se afastou.
Me estiquei para ficar o mais alta possível, passei meus braços pelo seu pescoço e segurei seu cabelo puxando o para um beijo. Era um beijo com todo amor e desejo que eu tinha por ele, nossas línguas se encontraram e ele me puxou para mais perto, segurando minha cintura com uma mão, fazendo meus pés ficarem suspensos no ar, e enroscando a outra em meu cabelo. Não queria parar nem para respirar, mas ele foi beijando meu pescoço, chegou à minha clavícula e voltou para os meus lábios.
– Boa noite Roza. Tenha bons sonhos meu amor. – Com isso ele se afastou e entrou em seu quarto.
Entrei no meu quarto sentindo meu corpo quente, minha pele queimava onde seus lábios passearam. Aquele homem queria me deixar louca, só pode. Tomei um banho frio, para tirar a ideia de correr para o quarto dele da cabeça. Assim que sai ouvi alguém batendo na porta e sorri imaginando que ele teve a mesma ideia, mas era Mark.
Ele me olhava divertido e curioso, entrou e se sentou na cama.
– Você pode me explicar o que diabos aconteceu hoje? Eu fui dormir ontem com você brigada com Dimitri e hoje ele vem me agradecer por ter cuidado de você por todos esses anos, por ter sido um bom amigo quando você mais precisava e blablablá e depois vejo vocês fugindo para o quarto.
– Aconteceu que ele me agarrou na cozinha hoje cedo depois que voltamos da cidade, depois veio no meu quarto me dar um remédio e fazer curativo, acabamos nos beijando e você chegou. Agora o Christian me contou que talvez a Tasha vá se mudar para Corte, Dimitri confirmou isso e me pediu uma chance. – Falei tudo em um fôlego só, enquanto colocava o pijama e me sentava ao lado dele.
– Wow, isso é incrível pussy! Estava mais do que na hora de vocês dois pararem de criancices! – Ele me abraçou e deitamos na cama, contei tudo detalhadamente e devo ter pegado no sono, porque quando acordei estava sozinha no quarto e o sol já estava no céu.
Me sentia nova, meu corpo já não estava muito dolorido, só um pouco roxo, e a esperança me inundava. Coloquei um biquíni preto meia taça, um short de malha também preto e sai para ir surfar.
Antes mesmo de chegar ás escadas sinto braços grossos e conhecidos me pegando por trás e me virei para encara-lo. Dimitri estava com uma bermuda de nylon preta, e uma regata azul marinho, seu cabelo estava preso.
– Bom dia minha Roza. – Sua voz estava rouca e só despertou ainda mais o desejo que eu tinha por ele. – Vamos tomar café da manhã?
– Eu estava indo surfar, mas aceito comer antes. – Respondi sorrindo.
Nós descemos e ele fez dois mistos quentes e eu comi algumas rosquinhas enquanto tomava meu chá e ele café. Depois que comemos, ele me acompanhou até a praia e se sentou, enquanto eu ia em direção ao mar quando eu tive uma ideia.
Voltei correndo com a prancha na mão.
– Hey camarada, que tal eu te ensinar a surfar? – Perguntei dando o meu melhor sorriso.
– Não sei se é uma boa ideia. – Ele respondeu apreensivo.
– Vamos poxa, você sabe nadar não sabe?
– Sei.
– Então pronto, o resto eu te ensino. – Disse piscando para ele e tentando levanta-lo. Ele me ajudou e ficou parado ao meu lado enquanto tirava sua regata. Juntei todo meu autocontrole para ir adiante com a ideia do surf e não ir em sua direção e passar minhas mãos em seu peito.
Ensinei a ele como Derek e Ryan haviam me ensinado, fizemos os movimentos na areia, como remar, como se posicionar em cima da prancha e coisas do tipo, então fomos para o mar. Na primeira tentativa Dimitri levou um caldo da onda e eu chorei de tanto rir, ele se levantou e foi de novo, e dessa vez foi perfeito, conseguiu pegar a onda e sorria vitorioso. Sempre ficava admirada como um homem daquele tamanho conseguia ser tão gracioso.
– Como você consegue ser tão bom em tudo? – Perguntei com um tom invejoso.
Ele abriu um sorriso lindo, veio até mim e passou a mão pela minha cintura, colando nossos corpos embaixo d’água, inclinou-se e me deu um beijo caloroso. Nos virou e me sentou na prancha, sem desgrudar os lábios dos meus.
– Eu não sou bom em tudo Roza. – Disse quando terminou o beijo.
– É sim. Você é o melhor guardião que eu conheço.
– Você é a melhor guardiã que eu conheço. – Retrucou com um sorriso carinhoso.
– Você é um lutador letal.
– Você também.
– Mas porque você me ensinou camarada. – Ele acenou sem ter como retrucar aquilo, passei meus braços pelo seu pescoço e lhe dei um leve beijo, ele apertou meu quadril, fazendo com que eu passasse minhas pernas pela sua cintura. – E seu beijo. Wow, é o melhor de todos, de toda a minha vida.
– Só porque é você que eu estou beijando. – Sua voz não passou de um sussurro com seus lábios encostados nos meus. Nosso beijo se intensificou, mas ele se afastou rápido demais. — Sua vez. – Sorriu apontando para prancha embaixo de mim.
Passamos a manhã inteira surfando, intercalávamos a prancha e estávamos sempre brincando um com o outro. Eu tentava afoga-lo, ele jogava água em mim e me derrubava da prancha. Riamos e trocamos alguns beijos que nem percebemos que o mar estava nos levando para cada vez mais longe da casa.
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