Skinny Love
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Enfiim, segue o cap prometido ;D
Estava uma loucura, tinha meninas de biquíni por todo lado e a maioria estava tão bêbada que não parava em pé. Os caras estavam todos com garrafas e latas de cervejas na mão. Eu podia sentir cheiro de outras drogas então achei melhor ficarmos na praia mesmo. Não sabia nem se era seguro beber alguma coisa.
Adrian estava se sentindo em casa e em menos de minutos estava se agarrando com uma garota em um canto enquanto segurava uma garrafa que parecia de uísque. Eddie estava de olho nele e mantendo Mia protetoramente ao seu lado, enquanto Lissa e Christian conversavam sentados na areia acompanhados de Serena e Tasha. Grant, Dimitri e Mark estavam totalmente em alerta.
Não acreditava que teria um ataque ou coisa do tipo, mas mesmo assim aqueles humanos chapados eram alvo fácil para strigois, então não conseguia relaxar um minuto. Derek estava sempre puxando assunto e tentando me fazer rir, ele estava aparentemente bêbado e sempre que vinha me beijar eu olhava ao redor antes de corresponder.
A situação já estava ficando cansativa, vi Dimitri ir se sentar ao lado de Tasha, de costas para mim. Puxei Derek mais para dentro da casa, onde eu conseguia ver todos os meus amigos, mas ter um pouco de privacidade com ele. Não tinha nada a esconder, mas algo no fundo da minha mente me dizia que aquilo era errado. Derek me encostou na parede, intensificando nossos beijos, ele passava uma mão pelas minhas costas e a outra estava na minha coxa, me puxando para mais perto. Sempre que possível me afastava para fazer algum comentário idiota só para quebrar a pegada. Não tinha a intenção de sair dos beijos e não queria que ele pensasse que tinha liberdade para ir além.
- Eu encontrei uma prancha na minha garagem hoje. Agora vocês não vão mais precisar me emprestar a suas. – Dei um sorriso nervoso. Ele acenou com a cabeça e começou beijar meu pescoço. Empurrei ele para longe, olhei ao redor e todos continuavam no mesmo lugar. Só Mark que vez ou outra me olhava para ver se estava tudo certo. – Quem é o dono da casa? Tenho certeza que quando os pais dele chegarem vão enlouquecer.
- Shh Rose, chega de conversa por hoje e me dá um beijo gostoso. – Ele me prensou na parede, aparentemente usando toda a sua força, porque eu não consegui me soltar.
Olhei ao redor e vi que Lissa e os outros já não estavam mais sentados. Procurei por Adrian e Eddie, mas não os encontrei em lugar nenhum. Vi Mark me olhando de longe com Grant ao seu lado e antes que eu olhasse para o lado, senti o cheiro dele.
- Está na hora de ir embora Rose. – Sua voz era ameaçadora. Seu sotaque russo estava forte e seus punhos estavam cerrados ao lado do seu corpo.
Derek se afastou e olhou para Dimitri, mas estava tão bêbado que não percebeu que ele exalava PERIGO.
– E quem você pensa que é? A Rose vai embora se ela quiser. – Percebi que Dimitri estava a um passo de perder o controle e dar uma surra em Derek ali mesmo, então aproveitei a distração do Derek para desencostar da parede e sair do seu abraço.
- Na verdade eu quero ir Derek. – Ele segurou meu braço e me olhou como se dizia ‘daqui você não sai ‘. Dimitri rosnou ao meu lado e temendo pela vida do Derek virei meu braço para soltar as mãos dele e entrei na frente do Dimitri. – Tchau. Se cuida. – Não cogitei a ideia de dizer ‘te vejo depois’ porque não estava interessada em vê-lo novamente e eu realmente duvidava que Dimitri ou Mark me permitissem sair daquela casa sozinha depois disso.
Dimitri esperou eu passar por ele para me seguir, ele respirava pesadamente, forçando-se a se acalmar. Pensei em falar alguma coisa, mas sabia que só pioraria as coisas. Quando estávamos chegando na casa ele me puxou para ficar de frente a ele e seus olhos estavam cheio de dor e raiva.
- No que você estava pensando quando simplesmente largou a Princesa e foi se agarrar com um qualquer em um canto?
Eu estava totalmente envergonhada, mas não permitiria que ele falasse assim comigo, eu não era mais sua aluna e não lhe devia nenhuma satisfação da minha vida pessoal.
- O Mark também é guardião dela, e da onde eu estava dava para ficar de olho em tudo. Estava fazendo a guarda de longe, ou depois de tanto tempo na sua vidinha de marido guardião esqueceu que é assim que se trabalha com parceiros? – Respondi friamente.
- Você estava em serviço, não podia se dar ao luxo de agir feito uma vadia. – Sua voz era tão fria quanto a minha, e assim que suas palavras saíram senti meus olhos encherem de lágrimas.
- Isso não é problema seu Belikov. Minha vida pessoal e amorosa não lhe diz respeito. E se te incomoda tanto o fato de eu ser uma vadia então volta para sua protegida e me deixa em paz. – Queria bater tanto nele. Soca-lo até sangrar. Mas me segurei, não daria o prazer dele me ver sofrendo por ele. Mais uma vez.
Entrei na casa e fui para o meu quarto, bati e tranquei a porta atrás de mim. Não queria ver mais ninguém hoje. Empurrei a prancha para o chão e deitei na cama de roupa e tudo. Chorei de raiva até o sono tomar conta de mim.
Passaram dois dias e ninguém mais tocou no assunto. Não fui mais surfar com Derek e Ryan, mas também não surfava com a prancha que o Dimitri tinha achado para mim. Acordava cedo e ia dar uma volta na praia, depois nadava e só saia de lá quando a fome era insuportável. Treinava à tarde com Mark, Grant, Eddie ou Serena e acompanhava Lissa na cidade quando ela queria comprar alguma coisa.
Tasha estava toda feliz por ver que eu e Dimitri não estávamos nos falando e ficava o tempo todo em cima dele, o que me dava ânsia de vomito. Mark e Adrian estavam sempre tentando algo para me animar. Lissa e Christian pareciam estar em lua de mel, quase nunca saiam do quarto e quando saiam era por pouco tempo. Assim pelo menos não estavam percebendo a tensão no ar.
No terceiro dia acordei irritada e resolvi sair para dar uma volta, não aguentava mais ficar naquela casa. Coloquei uma calça jeans clara, uma regata preta que tinha um decote bem cavado nas costas e um tênis branco e preto. Deixei um bilhete embaixo da porta do Mark avisando que iria para cidade e desci, ouvi barulho na cozinha, mas nem me preocupei em ver quem era. Peguei a chave de uma das SUV que estava em cima da mesa e sai.
A ida para a cidade foi calma, coloquei o rádio no último volume, abri as janelas e cantei como uma doida. Aquilo fazia eu me sentir bem, liberar um pouco de toda a raiva e frustração que eu estava sentindo. Parei o carro no estacionamento do cinema e fui tomar café.
Depois de cinco rosquinhas e dois chás, sai da cafeteria e fui dar uma volta. O dia estava quente, o sol brilhava no céu e uma brisa leve sobrava meus cabelos soltos. Alguns caras estavam me olhando, mas nem me importei, continuei andando e sempre que via alguma loja interessante entrava para olhar e acabei comprando um óculos de sol lindo para mim e um colar de prata com um pingente de coração em cristal de swarovski rosa para dar para Lissa.
Estava voltando para o carro e percebi que o estacionamento estava muito silencioso e de alguma maneira escuro. O sol estava coberto com algumas nuvens e o meu carro estava bem no final, perto da parte coberta. Antes de chegar até ele, aquela maldita náusea me atingiu, tirei minha estaca que estava presa no cinto e fiquei em posição de ataque. Um vulto passou por mim e fui jogada longe, e antes que eu pudesse me levantar, quatro Strigois me cercaram.
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