Skinny Love
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Me levantei o mais rápido possível, mas um Strigoi me deu um tapa na lateral da cabeça fazendo com que eu perdesse o equilíbrio. Encostei no carro que estava ao meu lado, dando um chute em seu estomago quando ele se aproximou mais. O Strigoi deveria ter sido Moroi antes de despertar, era alto e magro, cabelos cor de areia. Ele se afastou um pouco, mas logo outro me puxou pelo cabelo, fazendo com que ficássemos frente a frete, mas ele deu abertura demais, consegui enfiar minha estaca no seu coração antes que ele chegasse mais perto do meu pescoço.
O primeiro Strigoi voltou tentando me dar um soco no rosto, fingi estar distraída com o strigoi que eu havia matado e me abaixei antes do soco me acertar, passando uma rasteira nele. Ele caiu e uma Strigoi da minha altura, cabelos longos e loiros saltou para cima de mim. Caímos as duas meio de lado, ela agarrou meu pescoço com as mãos, tentando me enforcar. Passei minha estaca no seu braço, fazendo ela dar um urro de dor e me soltar.
Dei um giro rápido e me coloquei de pé, só para levar um chute no quadril do quarto Strigoi, ele deveria ser um dhaphir antes, porque era bem musculoso e sabia lutar. Ficamos trocando golpes por um tempo, consegui desviar da maioria, mas quando ele me chute no peito, perdi o ar e acabei caindo, só para ele ficar em cima de mim.
Ouvi a Strigoi gritar e cair sem vida ao meu lado, o Strigoi que estava em cima de mim se virou surpreso, e eu o acompanhei. Dimitri estava com sua estaca enfiada no coração dela, ele nos olhou e fúria era a única coisa que dava para descrever em suas feições.
A chegada de Dimitri me deu uma vantagem com o Strigoi, enfiei minha estaca no seu estomago e nos virei, ficando em cima dele. Dimitri estava lutando agora com o Strigoi com cabelos de areia e estava se dando muito bem. Era lindo vê-lo lutar, ele tinha graça e agilidade em todos os seus movimentos.
O Strigoi viu minha pequena distração com Dimitri e me deu um soco, mas consegui me levantar antes que ele me acertasse novamente. Passei a estaca no rosto dele, cortando-o lentamente. Ele pulou para cima de mim, tentando usar sua altura e peso a seu favor, mas antes que ele chegasse, Dimitri lhe puxou pelo braço, dando um soco em seu estomago e outro em seu rosto, fazendo com que ele cambaleasse para trás. Mas o Strigoi se recuperou rápido, dando um belo chute na lateral da cabeça de Dimitri, fazendo com que ele caísse no chão.
Pulei em cima do Strigoi e com toda minha força estaquei seu ombro, fazendo o cair de joelhos e gritar. Dei uma joelhada nas suas costas e puxei seu cabelo para trás, dando abertura suficiente para Dimitri mata-lo, que assim o fez.
Me levantei e senti Dimitri ao meu lado, eu estava bem até, tinha um corte na lateral da cabeça e estava toda descabelada, mas tirando isso estava bem. Meu corpo estava um pouco dolorido e tinha certeza que tinha alguns hematomas no pescoço e outros apareciam depois. Dimitri estava perfeito, seu cabelo tinha apenas alguns fios soltos no rosto, ele estava com a respiração pesada e sua camiseta cinza tinha um rasgo no peito, o único indicio que ele esteve em uma luta.
– Você surgiu da onde? – Perguntei um pouco ofegante. Ainda não conseguia entender como ele tinha aparecido ali para me salvar.
– Eu vi você saindo hoje cedo e depois o Mark avisou que você tinha vindo para cá, mas como estava demorando muito resolvi vim ver se estava tudo bem. – Ele respondeu calmamente. – Você não deveria sair sozinha Rose.
– É dia, como eu poderia imaginar que apareceriam Strigois aqui? – Falei bufando. Aquilo me incomodava ainda mais, tudo bem que a parte coberta do estacionamento era bem protegida da luz do sol, mas ainda assim, não era de se esperar que tivessem Strigois aqui, muito menos quatro deles. Ele parecia pensar o mesmo que eu porque acenou em concordância e olhou para os corpos e depois para a luz do sol que estava a poucos metros de nós.
– Vamos embora, pode ter outros por aqui. – Ele disse simplesmente e se virou. – Vamos no meu carro, depois falo pro Mark e Grant virem buscar o seu. – Concordei, colocamos os corpos no sol, para eles queimarem e ninguém suspeitar de nada e entramos no carro.
A viagem foi silenciosa, fiquei olhando para fora da janela para ignorar que estava sozinha no carro com Dimitri e que o cheiro do seu pós-barba já estava impregnando minha mente. Sentia que Dimitri tentava muitas vezes falar alguma coisa e depois desistia. Chegamos a casa e ele estacionou na garagem, sai do carro e antes que eu pudesse sair de lá, senti algo segurando meu braço.
– Rose, a gente pode conversar? – Dimitri perguntou quando me virou para ele.
– Não temos nada para conversar Guardião Belikov. – Minha voz era áspera, soltei meu braço de suas mãos e continuei andando. Só que ele foi mais rápido e parou na minha frente, me fazendo parar junto.
– Roza, por favor. – Fechei os olhos tentando recuperar o controle. – Me desculpa. Eu não tinha o direito de interferir na sua vida e muito menos dizer aquilo para você.
– Mas você disse. E agora me dá licença Belikov. Eu preciso comer. – Em um timing perfeito meu estomago roncou.
– Só me escuta Roza, eu imploro. Me desculpa, eu estava com raiva e morrendo de ciúmes. Eu queria que você sentisse toda a dor que eu estava sentindo e agi sem pensar. – Seus olhos refletiam toda a dor que ele dizia sentir, mas ele já tinha me magoado demais antes mesmo daquela noite. Quem merecia sentir toda a dor aqui, era ele.
– Ok, ok. Agora posso ir? – Perguntei fingindo desinteresse. Ele se afastou.
Fui para cozinha sem encontrar ninguém pelo caminho e assim que entrei fui jogada contra a parede.
– Eu te amo Roza. Eu te amo tanto. – Seu corpo apertava o meu contra a parede, uma mão segurava meus braços acima da minha cabeça enquanto a outra segurava meu queixo para olhar para ele. Ele se aproximou mais e se abaixou, colando seus lábios nos meus. Era um beijo feroz. Cheio de saudade, dor, desejo e amor. Nem tentei resistir, eu esperei por aquilo por tanto tempo que aproveitaria tudo o que a vida me permitisse ter desse homem. Abri minha boca dando passagem para sua língua e o beijo ficou ainda mais intenso, ele soltou meus braços e eu abracei seu pescoço, puxando seu cabelo para que a gente ficasse ainda mais colados.
Suas mãos passeavam pelo meu corpo me fazendo soltar gemidos involuntários. Ele segurou minhas coxas, me levantando para sentar no balcão da pia. Agarrei suas costas enquanto passava minhas unhas provocantemente. Ele gemeu meu nome e começou beijar o meu pescoço. O mundo ao meu redor parecia ter parado e só existíamos nós dois, puxei sua camiseta por cima da sua cabeça e me deliciei passando a mão pelo seu peito nu. Seus olhos negros queimavam de luxúria e ele me beijou novamente, agora com fome.
Ouvi barulho de alguém descendo as escadas e o empurrei para longe, desci do balcão e sai da cozinha sem nem olhar para trás.
Notas finais
Até amanha ;)
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