Skinny Love
32 Capítulo 32
Notas iniciais
Maaaaaaaaaaas, o resto das leitoras vão ficar mais felizes com esse cap :x
- Acho que eu fiz a escolha certa então. – A voz de Dimitri estava carregada de culpa e amor, assim como seus olhos.
Eu olhava para aqueles olhos e era como se eu estivesse olhando para sua alma, eu sabia o quanto aquelas palavras eram verdadeiras e dolorosas para ele. Mas ainda mais para mim, Dimitri estava se contradizendo o tempo inteiro, eu já não sabia mais o que fazer.
- Rose? – Alguém me chamou, eu relutantemente desviei meus olhos dos de Dimitri e a última pessoa que eu esperava estava parada no fim do corredor.
- Charlie?
Charles Badica estava impecável como sempre, seus ombros largos sendo realçados por uma camisa de linho branca, e uma calça de alfaiataria cinza que alongava suas pernas, fazendo com que parecesse mais alto do que já era. Seu cabelo castanho estava penteado para o lado e um sorriso torto fazia seus olhos mel brilharem.
- Quem melhor que você para ser a primeira pessoa para encontrar aqui na Corte? – Ele caminhava em minha direção, me olhando de cima a baixo, quando chegou mais perto, pegou minha mão e deu um leve beijo nela. Virou para Dimitri, que estava próximo demais de mim, e o cumprimentou. – Guardião.
- Oh, esse é o Guardião Belikov. Dimitri, este é Charles Badica. – Os apresentei. Charlie continuava sorrindo e senti Dimitri ficar tenso ao ligar o nome à pessoa.
- Lord Badica. – Fez uma pequena reverencia.
- Por onde esteve? – Perguntei tentando quebrar o clima.
- Porque não me dá a honra de jantar comigo esta noite e te conto tudo? – Charlie era um cavaleiro como todo Moroi da Realeza e como Adrian, um grande galanteador. Revirei os olhos.
- Claro, claro. Mas nada muito formal, por favor.
- Como você quiser. Te pego as 2hrs?
- Por mim está ótimo. – Respondi animada.
- Então nos vemos mais tarde. – Ele beijou minha mão novamente e acenou em despedida para Dimitri que repetiu o gesto.
- Então esse é Charles Badica? – Dimitri perguntou quando Charlie já não estava mais a vista.
- Sim. – Respondi e voltei a andar.
- Achei que vocês não estivessem mais juntos.
- Nós nunca estivemos juntos de verdade, então nunca terminamos. – Dei de ombro.
- Então quando você estava comigo, você também estava com ele? – Dimitri perguntou de forma acusatória.
- Não, Charlie viajou um mês antes de irmos para Malibu e como você pôde ver, acabou de voltar. Mas você fala como se você tivesse terminado comigo antes de começar a namorar Tasha. – Falei rispidamente.
- Como você estivesse aqui para eu poder fazê-lo. – Respondeu com a mesma rispidez, mas respirou fundo e continuou de forma cansada. – Eu não esperava que ela fosse voltar então eu tive que fazer isso, por ela, por mim, dar uma chance de verdade de tentar te esquecer.
- Boa sorte com isso então. – Disse seca me virando para sair do dormitório.
Eu já estava à meia hora encarando meu guarda roupa sem saber o que vestir, estava enrolada na toalha, maquiada e com o cabelo escovado, mas nenhuma das minhas roupas me agradava. Não sabia o que Charlie tinha em mente para aquela noite, então acabei escolhendo um vestido preto manga longa, que ia até a metade da minha coxa e mostrava um pouco os ombros. Não era muito formal, mas era elegante. Coloquei um salto vermelho e estava pronta, e como se soubesse, Charlie bate na minha porta.
Charlie estava incrível, um terno cinza com caimento perfeito e uma camisa rosa. Seus olhos vagaram pelo meu corpo e quando encontraram os meus, brilhavam de desejo.
- Como eu senti sua falta. – Ele deu um passo à frente, segurou minha cintura e me deu um selinho.
- Eu também. – Sorri.
O restaurante que Charlie escolheu era um dos meus favoritos, nos sentamos próximos a janela e um garçom veio anotar nossos pedimos, optei por uma macarronada a bolonhesa e Charlie pediu um vinho para acompanhar.
- Pode começar, quero saber por onde esteve. – Disse assim que o garçom se afastou.
- O primeiro mês passei em Nova York, meu pai insistiu que eu ficasse de olho em nossos negócios em Wall Street e depois fui para Inglaterra e Espanha. Nada muito interessante. – Ele respondeu quase entediado.
- Imagine se fosse. – Revirei os olhos rindo.
- Foi mais a negócios, e você sabe que esse não é meu forte. Mas se você estivesse lá, com certeza seria uma viagem muito melhor. – Charlie deu um sorriso safado e eu mordi o lábio.
- Posso imaginar.
- E como foram as coisas por aqui? – Perguntou.
- O mesmo drama de sempre. Mas agora estou de férias da proteção de Lissa. – Revirei os olhos e o sorriso de Charlie aumentou. – Mas estou a serviço da Corte cuidando da Lady Zeklos. – E murchou assim que terminei de falar.
- Já estava fazendo planos. – Fez um biquinho lindo e rimos.
O resto do jantar foi maravilhoso, ele deu mais detalhes das suas viagens, dos lugares que conheceu e das pessoas chatas que teve que aguentar. Com Charlie as coisas eram simples, eu tinha um carinho enorme por ele e sabia que era correspondido, mas não passava disso, nós não nos amávamos ou sequer estávamos apaixonados, então não tinha nenhum drama. Apenas duas pessoas aproveitando o tempo juntas.
- Comprei um presente para você. – Ele disse com um sorriso travesso enquanto andávamos pela Corte depois do jantar. – Que tal você ir lá pegar no meu quarto?
- Parece uma boa ideia. – Dei meu sorriso comedor de homens e pude ver ele se segurando para não me agarrar ali mesmo.
Assim que entramos no quarto, ele me prensou contra parede e começou a me beijar, um beijo cheio de desejo e em minutos nossas línguas dançavam em nossas bocas. Suas mãos estavam em minha cintura e passeavam por toda a lateral do meu corpo.
Ele me levou até a cama, dando beijos em meu pescoço e ombro, me sentou e foi até o seu armário, voltando com uma caixa de veludo e me entregou, sentando ao meu lado. Abri a caixa e fiquei impressionada, um lindo colar reluzia, sua corrente fina de prata com um pequeno pingente com uma rosa em rubi.
- Oh, é maravilhoso. Muito obrigada.
- Uma rosa para outra rosa. – Ele disse rindo de sua piada sem graça.
Me coloquei sobre os joelhos e comecei a beija-lo, desabotoando sua camisa lentamente. Quando me livrei dela, fui dando beijos pelo seu pescoço e peito, enquanto ele abria o zíper do meu vestido. Ele segurou minha cintura e nos deitou na cama, ficando em cima de mim. Sua mão continuava vagando sobre meu corpo, pegou minha coxa esquerda e a levantou, descendo sua mão até minha bunda e dando um leve aperto.
Ele foi beijando minha orelha, descendo para o pescoço e ombro, tirando lentamente meu vestido. Tirou todo ele, me deixando apenas com a lingerie branca com azul que ganhei do Mark. Me levantou e me puxou para sentar em seu colo, beijando lentamente meu peito, por cima do sutiã. Aproveitei a posição e abri o botão de sua calça, deixando a mostra seu membro rígido de desejo coberto por uma boxe branca.
De repente algo começou a vibrar, no começo ignorei, mas não parava mais, então me soltei de Charlie e sai de seu colo, indo pegar minha bolsa que estava caída próxima a porta. Meu telefone vibrava loucamente, atendi e uma voz chorosa veio do outro lado da linha.
- Rose? Me desculpe estar te ligando essa hora, mas será que você poderia vir aqui?
- Chego em 5 minutos Ana.
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