Notas iniciais
Bem vindas novas leitoras, espero que gostem ;)

Contei tudo o que havia visto para Mark, ele me abraçava e pedia para eu me acalmar. Já não sabia se estava chorando de alegria ou tristeza. Alegria por saber que Dimitri não estava com ela. Ou tristeza de saber que ele sempre me amou, mas mesmo assim foi embora. Uma mistura de pensamentos e sentimentos me dominava, Mark continuava me abraçando e passando a mão no meu cabelo. Acabei dormindo, uma noite longa e sem sonhos.

Acordei na manhã seguinte me sentindo bem disposta, coloquei um biquíni e corri para praia. Queria ficar o mais longe possível daquela casa e passar um tempo com alguém que não sabia quem eu realmente era.

Derek estava sentado em sua prancha no meio do mar, perdido em pensamentos. Entrei no mar o mais silenciosamente possível e pulei em cima dele. A prancha virou e caímos dentro da água. Ele levantou assustado e quando me viu um lindo sorriso apareceu em seu rosto.

- Achei que não viria mais hoje Rose. – Ele disse e bagunçou meu cabelo.

- Acabei dormindo demais, mas agora estou aqui e vamos surfar que hoje estou motivada. – Dei risada e subi na prancha dele, o deixando para trás. Peguei algumas ondas e ficamos intercalando a prancha para que nós dois pudéssemos surfar.

Saímos do mar e ficamos na areia. Eu estava só de biquíni, então deitei na prancha para tomar sol. Derek sentou ao meu lado e ficou admirando meu corpo. Uma sensação boa passou por mim e olhei para ele. Ele era muito bonito, tinha um corpo escultural para um humano e seus olhos esverdeados brilhavam enquanto olhava para mim. Me sentei e passei o braço ao redor do seu pescoço, trazendo o para mais perto de mim, ele olhou no fundo do meu olho e então me beijou. Era um beijo calmo, sem muito sentimento, mas era muito bom. O beijo foi ficando mais intenso, ele passava a mão pela minha coxa e nos deitou na prancha.

Me afastei, ele era lindo, mais não era quem eu realmente queria beijar. Nós ficamos conversando por mais uma hora, e trocamos mais uns beijos.

- Eu tenho que ir Der. Nos vemos amanhã? – Perguntei dando um selinho nele.

- Claro. – Antes que eu pudesse me afastar, ele me puxou e me abraçou pela cintura. – Vai ter uma festa mais tarde, adoraria que fosse comigo. Vai ser naquela casa. – Ele apontou para uma casa que ficava a 5 metros de onde estávamos. – Estarei te esperando. – Me beijou e eu fui embora.

A casa estava silenciosa ainda, fui para cozinha preparar algo para comer e encontrei rosquinhas em cima da mesa. Encostei na pia e comecei a comer enquanto pensava no que tinha acabado de fazer. Derek era bonito, muito divertido e era bom estar com ele, principalmente porque eu poderia agir sem me preocupar com a sua segurança ou das pessoas ao redor. Mas mesmo ele sabendo que eu iria embora, achava errado dar algum tipo de esperança para ele. Escutei um barulho e virei imediatamente.

Dimitri estava com uma calça de moletom cinza e uma regata branca, sua cara de sono demonstrava que ele deveria ter acabado de acordar. Seu cabelo estava solto e quando me viu deu um lindo sorriso.

- Bom dia, voltou do surf agora? – Ele perguntou enquanto me olhava de cima a baixo.

- Uhum. – Peguei outra rosquinha e apontei para ele. – Quer?

- Você abriria mão rosquinha por mim? – Ele riu e a pegou da minha mão.

- Eu tenho bastante. – Respondi de boca cheia e ele deu uma gargalhada que fez eu me sentir no paraíso. Era tão raro ele sorrir quando estávamos na Academia, gargalhar daquele cheio então, impossível. Vez ou outra quando eu fazia algum comentário sobre seu gosto musical horrível ou o fato dele parecer um cowboy e sua paixão por livros de faroeste ele me presenteava com esses sorrisos e fazia meu coração parar de bater. – Sabe, eu lhe devo desculpas. – Disse enquanto lembrava de todas as minhas provocações.

- Sobre? – Ele me olhava confuso.

- A Rússia. Não é um paraíso do gelo como eu imaginava e é muito bonita por sinal. – Ele sorriu, pelo jeito havia lembrado também.

- E quando você esteve lá? – Seu olhar era saudoso e seu sorriso era sincero. Ele estava lindo.

- Em uma das minhas viagens com Abe. Ele precisou resolver umas coisas e eu aproveitei para passear por lá. – Em qualquer lugar que ia imaginava o que Dimitri teria para me contar, para me mostrar.

- Sozinha? – O que? Ele estava imaginando que eu estava com algum cara enquanto passeava pela sua terra natal?

- Sim, por quê?

- A Rússia é um lugar muito perigoso para se andar sozinha Roza. – Ele respondeu se aproximando de mim, percebi que ele levantou sua mão, mas depois a abaixou. Fiquei olhando para ela, esperando que ele a levantasse novamente e colocasse em meu rosto.

- Eu percebi isso depois do terceiro strigoi que encontrei. Mas hey camarada, eu sei me cuidar sozinha. – Respondi sorrindo, e ele sorriu de novo ao ouvir o apelido que eu havia lhe dado assim que nos conhecemos. – Eu pensei em ir até Baia, em até procurar sua família. Mas fiquei com medo do que você pensaria, de estar invadindo sua vida e deixei pra lá. – Disse pensativa. Eu havia comprado até uma passagem de trem para ir para cidade próxima de Baia, mas e se ele estivesse lá? E se ele tivesse dito algo sobre mim? A aula apaixonada que ele havia largado para ficar com outra. Eram tantos E SE que achei que deveria ficar quieta em São Petersburgo mesmo.

- Elas teriam adorado te conhecer, tenho certeza. – Sua voz e feições eram pura saudade.

- Você tem falado com elas?

- Eu fui vê-las há um ano, mas não saiu como eu planejava e acabou nos afastando mais ainda. – Ele respondeu triste.

- O que aconteceu? – Eu me aproximei mais dele, não conseguia suportar ver Dimitri com esse olhar chateado, queria abraça-lo e dizer que tudo ficaria bem. Mas me mantive parada, só olhando para ele.

- Minha irmã mais nova, Viktória, não se deu muito bem com Tasha. Vamos dizer que ela tem o gênio muito parecido com o seu. – Ele tocou minha bochecha e sorriu. — E depois que Tasha contou para minha avó que havia me chamado para ser seu guardião para ter uma família comigo, Yeva faltou coloca-la para fora a ponta pés.

Eu ri, era errado, eu sei. Mas a imagens de uma velha com os olhos e a seriedade de Dimitri dominaram minha mente. Ela xingava em russo e puxava Tasha pelo braço em direção a porta. Ri ainda mais. Dimitri ria comigo, e passava a mão em uma mecha de cabelo que estava caída em meu rosto.

Me dei conta da nossa proximidade, nossos corpos eram separados apenas por centímetros, e sua boca estava tão próxima da minha que sua respiração esquentava todo o meu rosto. Fiquei na ponta dos pés, para que nossa diferença de altura não impedisse de eu chegar até seus lábios. Ele se abaixou e quando seus lábios tocaram os meus, uma voz o chamou da sala.

- Dimka, você está aqui dentro?

Notas finais
Rose tirando uma casquinha de todos esses gatos e a gente aqui :( SUAHUSAHUSAHUSAHUSHASU