Skinny Love
11 Capítulo 11
Tentei me afastar, mas Dimitri segurou meu rosto entre suas mãos e me deu um beijo rápido, cheio de amor e saudade.
- Espero que a gente possa terminar essa conversa outra hora. – Ele sorria, seus olhos estavam negros e brilhavam. Duvidava que minha expressão fosse muito diferente. Ele saiu em direção ao deck, me deixando sozinha na cozinha. Escutei-o falando com Tasha no lado de fora e subi para o meu quarto.
Tomei um longo banho quente, imagens do sorriso do Dimitri brincavam em minha mente, eu vivi e revivi nosso pequeno beijo inúmeras vezes. E pela primeira vez em quase três anos eu estava realmente feliz. Era como se ele nunca tivesse ido embora, como se eu nunca tivesse passado noites em claro chorando por ele, nunca tivesse buscado ele em outros caras. Saí do banho coloquei uma regata preta, um short jeans e uma rasteirinha e fui para o quarto do Mark.
- Mark, Mark, Mark, Mark! – Estava quase derrubando a porta de tanto bater. Mark abriu e sua cara mostrava que eu tinha acordado ele. Pulei em seus braços, dando um susto nele e quase caímos para trás. – Ele me beijou Mark, ele me beijou! Ele ainda me ama!
- E você só percebeu isso agora? – Ele respondeu rindo e sentando na cama. – Agora me conta tudo o que aconteceu. – Contei tudo a ele, enquanto ele se trocava. Mark riu quando contei que Yeva quase expulsou Tasha da casa das Belikovas e ficou tão fulo quanto eu por ela ter chegado bem na hora do beijo. Rimos muito, eu estava muito animada. Só queria agarrar Dimitri e esquecer todos ao redor.
Depois de pronto Mark já estava saindo pela porta quando eu corri e subi em suas costas, ele segurou minhas coxas ao lado do seu corpo e saiu andando comigo de cavalinho nele. Eu parecia uma criança abrindo presente em uma manhã de Natal.
Estávamos próximos da escada uma porta se abriu atrás de nós e quando me virei, Dimitri estava no meio do corredor nos olhando sem nenhuma expressão. Seus olhos foram para as mãos do Mark em minha coxa, para minha boca perto do pescoço dele. Pulei das costas do Mark e fui em direção ao Dimitri, fiquei na ponta do pé, segurei seus ombros e fui lhe dar um selinho. Ele deu um passo para trás, se livrando das minhas mãos e continuou andando em direção à escada.
- Dimitri? Aconteceu alguma coisa? – Perguntei e pude ouvir mágoa em minha voz. Ele tinha demonstrado me querer mais cedo e agora simplesmente me ignorava?
- Não Rose, mas não acho que o Guardião Karev ficará feliz em ver sua namorada tentando abraçar outro homem. – Ele só se virou para me responder.
- O que? Eu já não disse que nós não temos nada Dimitri! – Eu estava quase implorando. Não podia acreditar que ele ainda insistia nessa história de eu estar com o Mark. Ele parou e ficou de frente para mim, ao lado do Mark.
- Vocês parecem dois adolescentes apaixonados e você ainda quer que eu acredite que são só amigos? – A máscara de guardião não me deixava ver nenhuma emoção e sua voz era fria.
- Porque nós somos! E você acredita se quiser Belikov, eu não vou implorar mais por você. – Disse com raiva mais a frustração na minha voz era visível.
Antes que eu pudesse passar por eles Mark me segurou pelo braço e me puxou para seu quarto. Olhei para o trás e vi que ele estava arrastando Dimitri junto.
- Pelo amor de Deus, vocês não percebem que só estão perdendo tempo brigando igual duas crianças? – Mark disse irritado. – Vocês se amam e invés de recuperarem o tempo perdido ficam achando motivos para se manterem distantes.
- Você contou para ele Rose? – Dimitri estava bravo.
- Ela contou Belikov, porque quando você foi embora fui eu que cuidei dela, eu que secava as lágrimas dela quando ela não conseguia dormir de saudade de você. Então pare de ser idiota e peça desculpas por ter desconfiado dela. – Mark estava usando seu tom de guardião, e não duvido que ele faria Dimitri se desculpar a força se fosse necessário.
- Quem você pensa que é para falar assim comigo Karev? Ou melhor, que porra está acontecendo aqui? – Dimitri estava totalmente perdido em toda aquela situação que até palavrão estava falando e eu não sabia se ria ou chorava.
- Eu já disse Dimitri, nós somos só amigos. Mark é o meu melhor amigo, assim como Lissa e o único que sabe sobre a gente. E não sei o tanto que você reclama quando você está com a Tasha.
- Eu não estou com ela Rose, nunca estive. – Sua voz soava tensa.
- Nunca? Então você quer que eu acredite que você passou esses três anos brincando de casinha com ela e nunca ficaram juntos? – Já estava realmente irritada e Mark estava encostado na porta com um sorriso zombeteiro no rosto. Eu iria mata-lo mais tarde.
- No começo eu tentei ficar com ela, mas nunca consegui ir adiante. Ela me ama e seria errado já que eu não correspondia. Ela insistiu algumas vezes e até hoje tenta, mas nós nunca passamos dos beijos. – Ele olhando no fundo do meu olho e eu soube que ele estava falando a verdade. — E agora me diga a verdade, o que tem entre vocês dois? – Ele apontou entre mim e Mark.
- Nada. – Eu joguei meus braços para o ar. – Eu já disse que nada.
- Nunca rolou nada? Nem se que uma vez? – Mordi meu lábio interior e balancei a cabeça negativamente, imagens da noite que eu tentei beijar Mark vieram a minha mente e eu tentei não rir. – Você está me escondendo alguma coisa.
- Eu... Eu tentei uma vez. Tentei beija-lo. E foi só isso. – Ainda mordia o lábio, mas me sentia desconfortável.
- Você tentou beija-lo? Vocês não se beijaram então? – Dimitri estava confuso, e eu juntei todo meu autocontrole para não rir.
- Se você considerar um selinho um beijo, então sim. Mas foi só isso, depois ficamos ainda mais próximos e parecemos adolescentes apaixonados desde então. – Respondi ironicamente e ri.
- Você ainda está escondendo alguma coisa, essa história está muito mal contada. Se você tentou beija-lo porque ele não correspondeu? – Eu ri ainda mais com toda a confusão e incredulidade do Dimitri, mas meu ego ficou feliz por ele não acreditar que não tinha sido correspondida.
- Se fosse Adrian me beijando, ou até mesmo você, eu corresponderia. – Disse Mark se pronunciando desde que começamos toda essa discussão. Se era possível a expressão de Dimitri ficou ainda mais confusa, ele olhava entre mim e Mark implorando por alguma explicação. Então cai na gargalhada.
– Eu sou gay Dimitri. – Mark continuou como se fosse a coisa mais obvia do mundo.
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