Skin on Skin
34 You'll never find another love like mine.
Notas iniciais
Ainda entorpecidas pelas palavras ditas no auge da emoção, Emma e Regina se amavam sem perder tempo. Ainda havia muita coisa a ser dita, mas mais do que isso, precisavam alimentar a saudade de ter uma a outra completas. Emma e Regina precisavam matar o rancor, a decepção e o medo do passado em troca do amor. E nesse ritmo desenfreado, foram insaciáveis no sexo, várias vezes naquela noite se esquecendo completamente do tempo.
Nem haviam escutado Cora chegar pouco depois de uma da manhã. A mãe de Regina também não quis incomodar quando viu a bagunça feita pelas duas na sala de estar, quando esbarraram nos móveis depois que Swan pegou Regina nos braços para leva-la ao quarto. Ao passar pela porta trancada do quarto da filha, percebeu que o recado que deu a Regina antes de sair de nada adiantou. Para que juízo? Pensou ela. Sabia muito bem que aquela era a melhor forma de se resolver um desentendimento. Seguiu para seu quarto sorrindo já imaginando a cara de Regina pela manhã.
Emma e Regina estavam lutando na cama. Aos beijos e abraços cheios de suspiros começaram a rolar. Nem a falta de fôlego constante as impediu. Paravam às vezes para se olharem e dizerem uma coisa ou outra, a loira repetir baixinho um “eu te amo” e Regina pedir para ouvir mais.
Em algum momento perto de amanhecer adormeceram de bruços, uma por cima da outra, e depois do breve cochilo Emma não resistiu vendo sua amada repousar sob seu corpo; começou devagar, suave com os dedos da mão esquerda deslizando na pele dela, descendo a curva das costas e o contorno das nádegas. Escorregou com a boca, fazendo o mesmo caminho da mão, beijos e mordidas carinhosas até a montanha de pele. Ficou por ali acariciando e beijando-a até sentir seu corpo se arrepiar pela milésima vez naquela noite, ela havia despertado de novo.
Regina se virou e encontrou Emma encaixada entre suas coxas. A loira deitou-se sobre seu umbigo pousando o queixo e olhando para ela dali.
— Não consigo explicar o que está acontecendo comigo agora. — disse a morena, tocando no rosto de Swan. — Eu estou feliz mas sinto vontade de chorar.
— O que acha que vem depois da felicidade? — perguntou Emma. — Às vezes de alegria a gente também chora.
Regina ficou olhando-a de cima e sorria toda vez que se dava conta das coisas ditas pela amada anteriormente. Nem parecia verdade que aquilo tinha finalmente acontecido.
— Eu ainda estou tonta com tudo o que você me disse, meu amor. Queria que soubesse que estou arrependida de ter escolhido te deixar, porém não sabia que daria nisso aqui hoje, do jeito que estamos. Não vou cansar de lembrar você me dizendo que voltou ainda mais apaixonada por mim.
— Eu não menti pra você, Regina. — Emma estendeu a mão até o rosto de Regina. — Talvez não só isso, talvez estivesse na hora certa de falar sobre mim o que você sempre quis saber.
— Sim, eu queria muito, agora eu compreendo mais uma vez, eu tenho mais certeza sobre você. Eu me lembro quando te vi no casamento do Robert e da Belle, o seu jeito comigo, a minha vergonha, só que eu sei notar os vestígios, Emma, e você ter reagido como reagiu significava alguma coisa. Depois nos encontramos na empresa, eu queria me enfiar debaixo do tapete — Regina riu de leve — e você fria, dura, convicta de que eu era para você a pior pessoa do mundo. — beijou os dedos de Emma que tentavam alcançar sua boca. — Em Atlanta você tinha bebido e aconteceu aquilo que eu nem sei o que foi de verdade e no entanto foi algo que não esqueci fácil.
— Ah, aquilo não conta. — Emma corou. — Acabei descontando em você minha raiva por ter de encará-la todos os dias e ver que acabávamos nos dando bem de alguma forma. Eu não queria que desse certo, eu não queria ficar perto de você ao mesmo tempo que eu vivia um grande conflito porque estava cada vez mais difícil esconder que eu ainda amava você. Foi difícil negar para mim mesma que a Regina fazia parte de mim e nunca havia deixado de fazer.
— Não mais aquela Regina que te decepcionou, meu amor, aquela Regina morreu.
— Foi difícil para mim também quando me dei conta disso. — Emma se calou por alguns segundos, pensativa.
— Quando se deu conta disso? — perguntou Mills, se ajeitando embaixo da loira.
— Quando me disse que não iria desistir de mim. — Swan subiu de volta ao rosto da amada, colando suas peles. Toda vez que fazia isso sentia o corpo formigar, os seios enrijeciam e a boca salivar. — Por isso foi tão estranho te ver me pedindo para me afastar de você.
— Eu não queria que sofresse de novo, eu não queria machucá-la com os meus problemas.
— E você não percebeu que justamente fazendo isso você acabou me machucando de novo?
Mills respirou fundo e a encarou profundamente, quase que de forma sofrida.
— No fundo eu sabia mas eu estava tão atordoada, com medo de não recuperar o Roland e...
Emma não esperou ela terminar, abafou suas palavras com um beijo esfomeado. Daria uma lição em Regina por tê-la feito sofrer de novo, porém uma lição de prazer.
Começaram tudo de novo; Emma por cima dela apertando seu corpo, passando as mãos naquela pele, levantando-a para se sentar com ela. Regina enroscou as pernas ao redor da cintura de Emma e depois de incontáveis mordidas e esfregões no pescoço já marcado das outras vezes, puxou seus cabelos para trás e a fitou nos olhos. Foram para o chuveiro após começarem a suar do calor entre elas; Swan encostou a morena bruscamente no azulejo gelado, fazendo-a resmungar. Com água quente escorrendo sobre elas, Emma se pós em um pé colocando-a sobre os ombros, alcançando bem o meio íntimo da amada. A morena era só suspiros. Quando se agarrou nos cabelos claros e encharcados, sentia o ventre ondulando e a intimidade comichar contra a língua apressada da namorada. Mordia o próprio lábio enquanto a água molhava sua cabeça, se abrisse os olhos e olhasse para baixo veria Emma a devorando com ardor. Então sorriu, esperando esvair-se em gozo e quando o fez gritou sem medo de alguém escutar. Agora todos já podiam saber que apenas Emma era capaz de dar a ela aquele prazer imenso, somente Emma e ninguém mais, afinal, não era só prazer era paixão, era amor.
A noite que passaram serviu para se beijarem pelos quatorze anos que viveram afastadas e ainda achavam que era pouco. Terminaram aquele banho rindo disso, sentindo a boca formigar um pouco mas nem de longe estavam arrependidas.
Regina entregou um roupão a Emma e depois enlaçou o seu indo se sentar na enorme pia da suíte para fitar a namorada se secar. Apesar de estarem entendidas alguma coisa ainda a incomodava de leve, então quis perguntar.
— E o homem com quem você ia se encontrar ontem?
Emma fechou o roupão e ergueu os olhos.
— Que homem? — perguntou meio displicente.
— Aquele que você me disse que havia beijado.
A loira saiu do box e andou até a morena fazendo uma cara muito séria.
— Eu não beijei ele. Eu não deixei. — Emma se encaixou entre as pernas dela e tocou sua cintura, a encarando bem de perto. — Se eu tivesse deixado eu nem teria aparecido aqui.
Gina baixou os olhos, sorriu irônica.
— Você não ia ter coragem de me olhar se isso acontecesse. E se acontecesse, Emma? Ia deixar se levar como das outras vezes?
Swan tocou em seu queixo e o levantou, olhou firme para sua boca e os seus olhos. Regina passou a mão pelos cabelos desgrenhados e molhados dela, os penteando.
— Eu só me deixei levar nas vezes em que tentei tirar você da minha cabeça e tirar você da minha cabeça era algo que eu não queria dessa vez.
Se abraçaram, se apertaram, não queriam se desgrudar por nada. Roçavam os rostos um no outro, as pontas dos narizes, os lábios...
— Ainda bem que você se deu conta disso, meu amor.
— Eu não consegui porque eu amo você. — disse Emma a enchendo de beijos pela face.
Regina riu, fez ela parar e a fitar.
— Eu sei que você me ama, eu sempre soube, mas agora eu tenho a mais absoluta certeza e não me canso de escutar sua voz me dizendo isso.
— Pois então se depender de mim eu não paro de dizer. — falou Emma a pegando no colo e levando de volta ao quarto aos risos.
Algum tempo mais tarde, naquela manhã, elas saíram do quarto vestidas e famintas. Uma longa noite de amor merecia um café da manhã reforçado e para a surpresa delas, Cora havia pensado em tudo deduzindo o apetite da filha toda vez que estava feliz demais. Havia preparado um banquete de frutas, pães e café para o casal, o que as deixou de queixo caído assim que chegaram na sala de jantar do apartamento.
Cora as esperava sentada na mesa com o jornal nas mãos e não demonstrou espanto algum ao vê-las chegar, pelo contrário, achou graça da cara que ambas fizeram.
— Mamãe, mas o que é isso? — perguntou Regina.
— O que você está vendo, querida, um café da manhã do tamanho do apetite de vocês. — disse a matriarca Mills brincando, deixando o jornal de lado na mesa. — Vamos, sentem-se, que cara é essa? — Cora ria simpática.
Emma e Regina se olharam vermelhas, encabuladas, segurando o riso, logo se sentando para começar a comer tudo preparado para elas.
A senhora Mills não foi discreta de perguntar às duas sobre o que fizeram no quarto, pôde deduzir por conta própria além de prestar a atenção nas caras coradas que entregava perfeitamente a situação, era tão evidente.
— A noite foi longa para vocês duas, hum?
Regina logo voltou a sua cor normal, não tinha segredos com a mãe, para que se preocupar? Pensou. Afinal de contas, um dia em breve traria Emma e Henry para morarem naquele apartamento, era bom a mãe ir se acostumando e Swan também.
— A melhor possível. — disse Regina, colocando um pão com manteiga de amendoim na boca.
— Estou vendo. — Cora sorriu. — Eu sabia que gastariam muita energia. Costuma ser assim nas reconciliações. — pegou sua xicara de café e bebericou antes de continuar comentando — Eu me lembro de quando eu e Henry brigávamos...
— Mamãe! Poupe-nos dos detalhes. — advertiu Regina.
Emma disfarçava a timidez observando a mãe de Regina com ansiedade.
— Imagino o quanto vocês brigavam. — disse, quase refletindo.
— Ah, nós batíamos muito de frente, especialmente na época em que vocês duas namoravam. Foi uma época difícil, pois imaginem onde acabava a discussão?
Swan por pouco não engasgou com o suco que Regina havia servido para ela.
— Não consigo pensar. — disse a morena de boca cheia.
— Não se faça de desentendida, Regina. — falou Cora, fazendo pose.
Foi um café da manhã muito agradável ao ponto delas estarem rindo das histórias que Cora contou, poupando os detalhes, é claro, e também sobre como andava aproveitando o atual namorado, o senhor Sidney Glass. Por um momento Regina se conteve, se sentindo mal por ter esquecido vagamente de seu filho e toda a situação que ainda precisava resolver para tê-lo de volta. Emma notou aquilo e a abraçou de lado, alisando seu ombro.
— O que houve? — perguntou.
— Sinto falta do meu filho. — respondeu Gina, deitando a cabeça no ombro de Emma. — Tenho você de volta e no entanto ele não está aqui.
— Ele vai voltar para você, eu tenho certeza. — incentivou a loira. — Tenha calma. Nós vamos recuperá-lo.
— Estou tentando, Emma.
— Seja otimista, minha filha. O que a juíza decidiu foi um grande equívoco. — dizia Cora. — Quando ela perceber que Roland é mais feliz aqui conosco não tenha dúvidas de que vai considerar. Não será o relacionamento de vocês que vai atrapalhar.
— Assim espero, mamãe. — terminou Regina, tentando seguir os conselhos da mãe e de Emma, porém era um bocado difícil.
Emma voltou para casa algumas horas depois, exausta, pretendendo descansar o sono perdido das últimas noites. Mal havia pisado no andar de seu apartamento quando o viu a esperando na porta. Ele não parecia estar ali há muito tempo, estava com as roupas que costumava usar para trabalhar, apoiado com uma mão sobre a parede da porta, tocando a campainha.
— Jefferson. — disse ela, se aproximando devagar.
Ele se virou e a viu.
Emma ficou um pouco sem jeito, sabia que com certeza ele a esperou no bar na noite anterior. Aquela era uma situação chata, mas precisava encarar.
— Oi, Emma. — ele se virou de vez e a olhou preocupado. — Esperei por você ontem. O que aconteceu?
Ela parou, respirou fundo procurando as palavras certas.
— Desculpa. Antes de tudo desculpa por fazer você esperar, Jefferson. Eu ia me encontrar com você ontem, acontece que me ocorreu um outro problema, uma coisa que eu precisava resolver urgente.
— Problema? Algo grave? Por que não me ligou?
Emma coçou rápido a cabeça, deixando a mão deslizar por sua nuca.
— Não grave. Era apenas uma coisa urgente. Eu me esqueci completamente, me desculpe mesmo por isso. — gesticulou, lamentando. — De qualquer forma nosso encontro não duraria muito ontem, eu passei o dia todo pensando no que dizer a você.
— Sim, eu esperava você para conversarmos. Você não pareceu muito confortável na quinta, eu acabei fazendo besteira. — ele reparou. Colocou as mãos nos bolsos do casaco e segurou os lábios inquietamente.
— Não foi culpa sua. — Emma desviou o olhar um pouco. — Eu ia justamente explicar a você que não poderíamos ter qualquer envolvimento.
Jefferson franziu as sobrancelhas pouca coisa.
— Você tem medo de se envolver? É isso que quer dizer?
— Não. — respondeu. — É algo mais simples do que se pensa.
— Posso saber o quê?
Emma assentiu. Não custava dizer a verdade do seu jeito para ele.
— Eu já estou envolvida com outra pessoa. Eu estou apaixonada por outra pessoa.
Jefferson a olhava desconfiado, mas ela não parecia mentir.
— Poxa, Emma, eu não sabia. Juro que se eu soubesse eu nem teria chamado você para jantar.
— Não se preocupa, ‘tá tudo bem, é que quando você esteve aqui nós tínhamos rompido. — ela suspirou. — E ontem eu não fui me encontrar com você porque fui atrás dela.
Jefferson estranhou.
— Dela? Você quer dizer...
— É. Ela. Uma mulher. Uma longa história.
Aquilo realmente era uma novidade para o detetive. Ficou bastante surpreso de saber. Para ele Emma não fazia aquele tipo.
— Uau, Emma! Me desculpe. Eu não fazia ideia.
— Não mesmo, você me conheceu depois que eu voltei e eu ainda não havia a reencontrado. Nós estamos retomando o relacionamento hoje. — explicou ela.
— Que bom, que bom para vocês, ela tem muita sorte. — ele falou rápido, sem saber como reagir a princípio. — Não quero que pense que sou contra, é que isso me pegou desprevenido.
Emma riu levemente, se aproximou dele e tocou seu ombro amigavelmente.
— Eu entendo você e te agradeço por ter se preocupado comigo. Sinto muito que tenha causado toda essa confusão e espero sinceramente que não recuse a minha amizade.
— Claro que não irei recusar, somos amigos então. — ele estendeu-lhe a mão e sorriu.
Emma apertou a mão dele e fez que sim.
— Amigos.
Regina estava aliviada de saber que a namorada havia resolvido a situação com Jefferson. No fundo estava até um pouco agradecida do que não acontecera entre eles porque graças a isso Emma a procurou. A única coisa que realmente temia agora era Mary Margaret, todavia, havia notado o erro que cometera influenciada por ela e, disposta a ficar com Emma dessa vez, independente do que acontecesse com Roland, Regina a enfrentaria se fosse o caso.
Ainda resolvendo pendencias do passado, as duas se encontraram no dia seguinte na casa de Emma. Regina trouxe consigo sua caixa de lembranças onde tudo o que tinha de Emma no passado estava guardado. Sempre que a tirava do armário, não foram poucas vezes, olhava foto por foto, poema por poema, página por página do pequeno diário onde guardou muitas das pétalas de rosas que ganhava de Emma. A loira não ficou triste ao perceber que grande parte de seus presentes estava desbotado dentro da caixa. Viu uma foto sua de quando havia acabado o primeiro semestre da faculdade de arquitetura e conhecido Regina. Era magra, se vestia como um garoto com casacos do time da faculdade, calças jeans e tênis descolado. Com o passar do tempo, namorando a jovem Regina(na época com os cabelos compridos até o meio das costas), foi perdendo o jeito moleque de ser e se tornando uma moça atraente, pelo menos um pouco mais atraente para a namorada. Regina não se importava com a forma dela se vestir ou agir, gostava dela, do cheiro e da forma como se olhavam.
Vendo aquelas coisas, Emma se deixou levar pela nostalgia, recordando de como se conheceram numa festa de um colega próximo. E bem ali ao alcance delas estavam as alianças, aquelas que colocaram nos dedos no dia em que começaram a namorar. Emma havia ofertado primeiro à Regina e quando terminaram se desfez da sua. Achava que elas nem existissem mais, porém, Regina havia guardado até mesmo aquilo.
Emma as pegou e olhou o metal desgastado, mesmo assim ainda eram bonitas com as marcas e iniciais delas escritas na parte de dentro. Regina pegou a que tinha a letra “E” ficou a fitar da mesma forma.
— Tantas vezes que pensei em lhe devolver essa aliança depois que te encontrei.
— É... Talvez de tudo o que você tenha guardado de nós, essas alianças sejam as coisas mais importantes. — falou Emma suspendendo os olhos para os da morena.
— Você sabe por que são as coisas mais importantes, não sabe? — perguntou Regina. Emma pegou sua mão com cuidado e tocou a aliança, mirando no dedo onde ela ficava quando eram jovens.
— Sei. Porque foi o começo de tudo. Foi minha decisão e foi colocando essa aliança no seu dedo que eu decretei que te amava. — ajeitou aquilo no dedo de Regina, colocando-a.
Mills pegou dela a aliança com o “R” desenhado e fez o mesmo, pôs em seu dedo.
— Ainda prefiro aquele anel que dei no seu aniversário, mas pretendo ficar com esse até o dia do nosso casamento. — nesse momento Swan abriu um sorriso largo, lembrou-se de outra coisa. — O que foi? — perguntou Regina, admirando aquele momento.
— Me lembrei de quando eu queria fugir com você. Eu pensava em nós duas nos casando em uma praia da Califórnia. Longe de tudo e de todos. Felizes para sempre.
— Não sei se nos casaremos em uma praia da Califórnia e estaremos longe de tudo, mas felizes para sempre eu tenho certeza que seremos. — disse Regina. — Hoje eu sei que seremos felizes. E pensar que passamos por tanta coisa para chegarmos até onde estamos hoje. Eu me arrependo de muita coisa, Emma, e eu entendo que precisei passar por tudo assim como você para voltarmos.
— Foram muitas coisas até que eu entendesse que tudo serviu de lição. E a maior delas foi aceitar que você foi a pior e o melhor lição da minha vida. — Emma se calou em seguida. Ficaram um longo tempo se olhando, entre aquela caixa de lembranças.
Regina não teve mais palavras para continuar, estava dividida entre sorrir ou chorar, assim como Emma que se abria para os sentimentos. Decidiu responder com um beijo suave e longo, a pegando pela gola da blusa e puxando-a para si. Acabaram derrubando a caixa com as lembranças na pressa do beijo, mas os olhares já não eram mais o bastante, nem as palavras. Agora só os beijos falariam por elas todo o sentimento que precisavam expressar. Não sabiam descrever de melhor forma esse amor que fazia o coração pulsar uma pela outra desde a juventude.
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