Skin on Skin
35 The Roland's wish.
Notas iniciais
Após alguns dias sem ver a melhor amiga, Belle foi visitar Emma com uma embaraçosa questão na cabeça. Assim que viu a loira abrir a porta do apartamento, deixou claro sua frustração e receio com apenas um abraço apertado, sem precisar dizer nada. Para Emma aquilo era um sinal de que Belle precisava de ajuda.
Há poucas semanas Belle começou a se sentir estranhamente mal. Tinha dores de cabeça, enjoos e tontura. A princípio não levou em consideração os claros sintomas de gravidez, até porque se protegia como podia desde quando a melhor amiga a precaveu sobre engravidar tão no início do casamento dela com Robert. Agora, alguns dias mais tarde, estava quase convicta de que seu mal estar significava estar grávida e, assustada com a ideia, ela precisava tirar a dúvida. Foi até Emma para lhe contar de sua suspeita, trazendo um teste de farmácia que acabara de comprar. Swan era a única pessoa no mundo com a qual podia contar para assuntos tão delicados.
Emma a deixou à vontade para fazer o teste e conversar sobre aquilo, notando a amiga bastante ansiosa pela novidade.
— Não vai brigar comigo se isso estiver acontecendo, vai? — perguntou Belle.
— É claro que não. Por que eu brigaria com você? Por que acho cedo para você ter engravidado? Continuo achando, mas você poderia ter feito isso a hora que quisesse, eu não mando nisso, o casamento é seu. — Swan se aproximou da amiga, se sentando ao lado dela no sofá da sala. — Já pensou em como o Robert vai se sentir quando souber?
Belle parou para sonhar acordada por alguns segundos. Sorriu docemente para a amiga.
— Ele ficará encantado. É uma das maiores vontades da vida dele.
— Eu sei que você quer dar esse presente a ele.
— Quero, só estou com muito medo agora. — suspirou Belle.
— O que há? — perguntou Emma a olhando compreensivamente.
— Não sei, de repente eu gostava da ideia, agora nem tanto. Não sei se estou pronta para ser mãe, não sei de absolutamente nada, Emma. Estou perdida.
— Calma, Belle. Primeiro que você nem sabe se está mesmo esperando um filho. Segundo que até essa criança nascer você vai precisar esperar nove meses. Muita coisa muda de lá para cá. Seu corpo, as sensações de carregar um bebê dentro dele, — Emma se lembrou de quando engravidou do único filho e, apesar de ter acontecido quando menos esperava, sua ideia mudou quando a barriga começou a crescer. — Fica calma. Se você acha que não é o momento de fazer esse teste, espera um pouco. Quando você se sentir confortável você volta aqui para tirar a dúvida.
Belle fez que sim, olhando para a caixa com o teste de farmácia na mão.
— Você tem razão. E eu não encaminhei exame de sangue também, o Robert saberia de alguma forma e me deixaria ainda mais confusa. — se levantou. — Eu volto quando estiver mais tranquila.
Emma também se levantou. Fez questão de apoiar a amiga no que fosse preciso.
— Faça isso. A minha casa sempre vai estar de portas abertas assim como meu ombro disponível para você deitar essa cabecinha quando estiver confusa.
Belle sorriu sem palavras e abraçou Emma mais uma vez, encostando a cabeça em seu ombro para refletir mais tempo.
Faltava apenas uma semana para a audiência da guarda de Roland acontecer, e Robin não poupava esforços para ter o filho ao seu lado na hora da decisão que o pequeno tomaria diante da juíza. Estava com seu filho sempre que lhe sobrava tempo entre o trabalho e o colégio do menino. Robin havia voltado a trabalhar como advogado em Boston logo após seu regresso na intenção de ficar mais próximo de Roland, porém sua intenção além dessa era outra. A verdade era que Robin ainda nutria fortes sentimentos por Regina e a separação que completava dois anos, estava o matando, mas nem tudo saíra como o desejado. Ressentido com o relacionamento de Regina e Emma acontecendo, Robin acabou escolhendo por tirar de Mills seu bem mais preciso, o filho. Mesmo que não pudesse mais ter Regina como queria, achava que cuidando de Roland, teria ao menos um pedaço dela por perto.
Quando Zelena o atendeu em seu consultório não imaginava o tanto de problemas que a cabeça daquele homem criara por conta de um amor não correspondido. Zelena achava que talvez Robin tivesse muitos complexos e que o pior deles era o de superioridade, ninguém podia ser melhor do que ele para a engenheira.
Enquanto isso, vivendo com o pai, Roland parecia confuso. Com a história de ver a mãe poucas vezes naquele mês, a vida com Robin não era mais tão interessante como o prometeram. O menino passava a maior parte do dia no colégio, um pouco das horas vagas com uma babá e o restante do tempo com o pai, que apesar de transformar a casa em um parque de diversões para o pequeno, nada substituía a presença da mãe. Roland andava escondendo sua tristeza do pai lendo histórias em quadrinhos que ganhou secretamente de Henry, o filho de Emma, num dia em que dormiu no apartamento dos Swan, e que havia trazido consigo para a nova casa. Todas as noites, após o pai lhe dar um beijo de boa noite na testa e cobri-lo até o pescoço, Roland chorava baixinho até adormecer se lembrando da mãe. Sentia falta da avó, da tia Emma e de Henry também, chegava a sonhar muitas vezes com eles mas nunca contava de seus sonhos para o pai pois alguma coisa lhe dizia que o homem não iria gostar de saber. Às vezes Robin não fazia uma cara muito amigável quando o filho falava aleatoriamente dos Swan, e isso o assustava um pouco, portanto, era melhor ficar quieto.
Chegou um momento em que Roland não se interessava mais pelos brinquedos ou por seu quarto decorado com coisas do Batman, e nem se interessava mais em ir ver os jogos de baseball no domingo com Robin, queria ver a mãe em troca disso. Nada que Robin pudesse fazer iria funcionar. Ele não entendia bem porquê aquilo estava acontecendo, ele queria voltar logo para a casa da mãe. E pensando nisso, em uma noite ao invés de chorar quando o pai fechou a porta do quarto, decidido a ver Regina, Roland se lembrou de algo que seu amigo Henry lhe disse sobre pensar positivo. Fechou os olhos com muita força, pensando na mãe. Desejou com toda sua esperança incansável de criança vê-la e se aquilo acontecesse ele diria que queria viver com ela para sempre.
No dia da audiência, Regina não poderia se sentir menos ansiosa. Estava de pé desde às cinco, depois de acordar várias vezes durante a noite de nervosismo. Rondava a sala da casa com um copo d’água e o celular na mão, falando com Emma sobre sua expectativa, mas também ligara para a namorada para lhe pedir que estivesse ao seu lado mais uma vez.
— Você se incomoda de ir comigo novamente?
— Você não precisava nem pedir. Eu vou com você. — disse Swan suavemente do outro lado da linha.
— Eu juro, Emma, se meu filho voltar para cá hoje farei uma festa para ele.
— Tenho certeza de que ele volta. Não fique preocupada, eu tenho um bom pressentimento.
— Minha mãe me disse a mesma coisa ontem. Tomara, meu amor. Tomara que vocês estejam certas. — completou Regina, bebendo o último gole de água do copo em seguida.
Regina tentava de toda maneira não ficar tensa, mas foi difícil quando viu Robin logo de cara assim que entrou na sala de espera do fórum. Ele estava acompanhado do Dr. Whale que a esperava para entrarem todos juntos no recinto da audiência. Estava quase na hora. Chegou com Emma, bem vestida com seus usuais blazers e a namorada também não estava muito diferente. E também não foi diferente os olhares trocados entre Hood e Swan quando ela passou por ele, se estranhando como era de se esperar toda vez que se viam.
— Bom dia, Regina. Bom dia, Emma. — cumprimentou Whale ao se aproximar delas. As duas responderam juntas. — Você está pronta, Regina? Se sente bem?
Mills assentiu, apertando o braço de Emma entrelaçado ao seu.
— Sim. Eu estou bem, podemos entrar assim que chamarem. Meu filho já chegou?
Whale fez que sim, colocando uma mão no bolso da calça.
— Ele já está lá dentro, na sala recreativa. Vai ser lá que a psicóloga do fórum vai perguntar se ele quer viver com o Robin ou com você.
Regina olhou para Emma de relance, soltou um longo suspiro.
— Agora eu só dependo da sorte. — disse, buscando timidamente Robin com os olhos. Ele estava afastado, observando de soslaio e braços cruzados os três conversarem.
…
Na sala recreativa, Roland estava muito quieto desde que o pai o deixara ali sentado numa cadeirinha de frente para uma mesa da sua altura. A sala era colorida demais, cheia de brinquedos e desenhos pelas paredes, contudo, o garoto não estava à vontade para brincar com todas aquelas coisas. Esperou pouco até que a juíza Audreen Maleficent deixasse uma mulher franzina e delicada, de cabelos presos no alto e cara de fada, entrasse na sala para se sentar bem na sua frente na mesa. Roland percebeu que a mulher era um pouco maior que a cadeira e por isso precisava se sentar de lado para não machucar os joelhos.
Maleficent fechou a porta com cuidado e se aproximou do garotinho em seguida para lhe apresentar a tão curiosa mulher.
— Roland, esta é a senhorita Blue. Ela está aqui para conversar com você um pouquinho, você se importa de responder algumas perguntas para ela? — perguntou a juíza com voz serena.
— Não. — respondeu o garoto, encarando a mulher que tinha cara de fada. Ela abriu um sorriso para ele o que acabou o deixando encabulado, mas com vontade de sorrir para ela também.
— Está bem. Eu vou estar logo ali, — a juíza apontou para outra mesa afastada atrás deles. — se precisar de alguma coisa me chame. — E se ergueu saindo de perto deles, fazendo um claro sinal com a cabeça para Blue começar a conversa.
A senhorita Blue esperou a juíza se sentar em seu lugar para falar com Roland.
— Olá, Roland. Eu me chamo Blue, você já deve saber, — ela viu o garoto assentir um pouco acanhado — sou uma psicóloga. Você sabe o que uma psicóloga faz? — ela perguntou de forma doce olhando para ele.
— Um pouco. — ele disse. — A prima Zelena também é psicóloga, ela conversa com as pessoas. — se lembrou.
— Hum, exatamente, ela conversa com as pessoas a ajuda essas mesmas pessoas. — Blue abriu a pasta que trouxe consigo e deu uma breve olhada para perguntar as coisas certas ao garoto. Olhou para ele francamente e começou: — Eu soube que você fez seis anos recentemente, meus parabéns. E que está morando com o seu pai, isso é verdade?
Ele assentiu de pronto.
— Sim.
— E como você se sente morando com o seu pai? É bom?
— É bom sim. — ele falou pausando de repente. Parou e pensou se era realmente bom viver com o pai. — É bom, mas... — continuou.
— Mas? — Blue o fitou com cautela.
— Mas é diferente.
— Diferente como?
— Não é como viver na casa da mamãe. — Roland disse com toda sinceridade que podia.
— E como era viver na casa da mamãe?
— Legal. Na casa da mamãe eu tenho minha coleção de dinossauros, e tem a vovó que assiste desenho comigo e às vezes eu vejo a tia Emma e o Henry.
Blue anotou o que o pequeno falou, enquanto isso a juíza do outro lado da sala escutava tão atenta quanto a conversa.
— E com o seu pai você não pode fazer essas coisas?
— Acho que posso, mas sinto falta da minha mãe.
Maleficent pareceu surpresa de onde estava.
— Você gosta muito da sua mãe, Roland? — perguntou Blue, notando o garoto mexer as mãozinhas sobre a mesa, talvez ansioso.
— Muito. — Roland estava sendo firme. Não queria chorar, muito embora estivesse com vontade.
— E do seu pai? Você gosta muito dele também?
— Eu gosto muito do meu pai, mas eu amo a minha mãe. Eu quero morar para sempre com a minha mãe.
A juíza ouviu aquilo e não teve dúvidas.
Depois de mais algumas perguntas feitas pela psicóloga, Maleficent e ela trocaram olhares. Ela já tinha as respostas de que precisava.
...
Regina estava sentada de frente para Robin na mesa, batendo um dos pés inquietamente no chão, tentando não olhar diretamente para o ex-marido, pois se sentia muito mal tendo de encarar as fuças daquele homem. O clima não era nada bom ali dentro e a juíza percebia o quanto aquela situação parecia constrangedora, especialmente para Regina.
Antes de entrar, Audreen teve uma conversa com a psicóloga sobre as afirmações de Roland. Realmente não havia dúvidas com relação a guarda do garoto, e talvez por também ser mãe, a decisão poderia ter pesado um pouco para o lado de Mills. De qualquer forma era obrigada a ouvir os dois lados novamente e definir quem tinha a melhor condição para ficar com o menino em definitivo. A juíza já havia os chamado para começar a audiência e parecia não querer perder mais tempo.
— Sabendo que os senhores de ambas as partes não concordam com a guarda compartilhada do menor por seus já ditos e vistos desentendimentos pessoais, é preferível que a guarda seja unilateral como proposta pelo senhor Robin James. — disse a juíza do alto de sua mesa na frente deles. — Senhor Robin James, poderia relatar brevemente os altos do seu pedido?
— Sim, excelência. Eu ingressei com essa ação em juízo tendo em vista que Regina, minha ex-mulher, possuiu uma série de problemas familiares e pessoais que prejudicam a saúde e o bem estar do meu filho. — respondeu Robin, muito seguro.
— O senhor tem a guarda provisória do menor estabelecida junto a uma denúncia grave de agressão da parte da parceira da senhora Mills. Senhora Regina, tem algo a negar em relação ao ocorrido entre sua parceira e o seu ex-marido?
— Não, excelência. — respondeu Regina. — Apenas gostaria de justificar que minha parceira se sentiu provocada com determinadas palavras que meu ex-marido dirigiu a mim, e por essa razão tomou tal atitude.
— Vale ressaltar, excelência, que o senhor Robin James é absolutamente contra o relacionamento entre minha cliente e outra mulher. A situação ocorrida no restaurante foi uma infelicidade, algo que saiu do controle. As palavras usadas pelo requerente eram pejorativas. — completou Whale.
— O requerente confirma que fez provocações à sua ex-esposa e a parceira dela?
Robin engoliu em seco. Tentou continuar firme.
— Não, doutora, eu não confirmo. O comportamento da parceira da senhora Regina foi um comportamento agressivo e minhas palavras jamais foram ditas com o intuito de provocar qualquer uma das duas.
Maleficent olhou para ambos nada satisfeita, mas continuou:
— Senhora Mills, quando os senhores eram casados, quem tomava as decisões em relação ao menor?
— Eu. — Regina disse na mesma hora. — Nunca estive ausente das obrigações com meu filho. Do contrário de Robin que após a separação preferiu estabelecer residência em outra cidade dificultando muito a questão da guarda compartilhada.
— Excelência, eu voltei para Boston com a intensão de estar mais perto do meu filho, de poder conviver mais tempo com ele do contrário do que Regina preferia e exaltava todas as vezes em que procurava ver o menino. Era agradável me manter longe do garoto. — ele fitou Regina.
— Isso não é verdade. Você sempre foi visita na minha casa, eu jamais proibi que visse Roland. Não confunda. — reclamou Mills.
— Contenha sua cliente, senhor Whale. — alertou Maleficent. Regina ficou irada mas procurou se acalmar quando o advogado a pediu. A mulher ditou algumas palavras ao escrivão e tomou ar antes de recorrer às páginas com o processo impresso. — Ambos devem considerar que as acusações do requerente mesmo que circunstanciais não tem gravidade para definir a guarda da criança. Contudo, o mais importante e o que leva a decisão é o interesse da criança em ficar com o pai ou com a mãe. Me baseando no relatório feito pela assistente social e no depoimento do próprio menor à psicóloga encarregada deste fórum, está definido que a senhora Regina Mills tem a melhor condição para manter a guarda definitiva. — disse, se preparando para redigir novamente outro texto com o escrivão. Regina acordou de repente, se havia entendido bem Roland havia dito que queria ficar com ela. — Senhor James, o senhor atribui de excelentes condições para cuidar de seu filho, porém, a vontade da criança, por mais que lhe agrade conviver com o senhor, é a de voltar a viver com a mãe. A guarda definitiva passa ser da mãe, Regina Mills, e o senhor terá direito a visitas ao menor de acordo com o que sua ex-esposa definir neste tribunal.
— Mas... Doutora? Meu filho não pode querer ficar com ela. Eu sofri uma agressão. Nada disso é levado em conta? — questionou Robin, tonto, boquiaberto sem entender.
— Essa é a vontade do seu filho. Sobre o ocorrido com o senhor há quatro semanas, houve um equívoco na decisão de conceder a guarda provisória ao pai, me baseando apenas numa notícia de jornal onde as informações podem ser tendenciosas. Não se sabe ao certo se o senhor de fato proferiu palavras pejorativas a sua ex-mulher e a parceira dela, portanto, o episódio não pode ser incluído como prova. — ela disse diretamente para ele, voltou-se para o escrivão e começou a ditar o que devia para encerrar.
A tormenta de Regina acabara, ela não conseguia acreditar. Não se conteve e sorriu, quase chorou, suspirou aliviada. Até precisaram lhe trazer água para que ela não desmaiasse de emoção.
Emma a esperava do lado de fora quando a viu sair com um enorme sorriso no rosto. Se levantou e a abraçou forte. Sabia o que aquilo significava, ela havia conseguido. Viu Whale saindo, ele assentiu confirmando.
— Ele voltou! Roland voltou! — dizia Regina, rindo com Emma.
— Eu não disse? Eu sabia! — Swan falou parando para olhar para ela, foi quando Robin saiu da sala como um derrotado. Mas não houve tempo para ter pena dele.
— Mãe! — chamou a voz do pequeno Roland que passou como um furacãozinho por outra porta, trazido pela psicóloga.
— Meu amor! — Regina abriu os braços e se abaixou para pegá-lo e enchê-lo de beijos. O apertou tanto que ele mal conseguiu falar enquanto a agarrava. Que falta um fazia para o outro. — Você voltou! Você voltou pra mim... — Regina dizia aquilo o beijando nos cabelos cacheados, ligeiramente mais curtos que o normal.
Robin assistia a cena desolado.
Quando Roland se soltou da mãe ficou a olhando por um tempo, muito contente por seu pedido ter dado certo, ele tinha consciência disso.
Emma passou a mão em seus cabelos por trás e ele ficou ainda mais surpreso quando a viu.
— Emma! — falou se virando para ela, pulando em seus braços da mesma forma como pulou nos da mãe.
— Senti sua falta, bonitão. — a loira sorria o segurando.
— Eu também. — quando disse isso Roland fez Robin querer sair dali.
O homem cumprimentou o advogado de Regina uma última vez, passando por todos bruscamente com pressa. Já estava farto. Não esperava pela derrota, mas tudo dera errado.
— Robin. — ela chamou.
— O que você quer? — ele parou, olhando-a se aproximar por cima do ombro. Ele estava vermelho e visivelmente irritado.
— Olha, eu não queria que se sentisse mal, na verdade eu preferia que nada disso tivesse acontecido. Eu sinto muito que tenha acabado da forma como você não queria. Aquilo que eu estabeleci não precisa ser levado a sério se você quiser ver o Roland mais vezes na semana. Minha casa estará sempre aberta para recebe-lo. Você é o pai dele e sei que cuidou bem dele nesse tempo, ele vai sentir sua falta. — ela tentou ser educada.
Robin deu uma olhada no filho brincando no colo de Emma. Não achava justo, não fazia sentido para ele perder a batalha outra vez. Agora nem o pedaço de Regina que tanto queria tinha mais.
Tornou-se para ela e fez que sim devagar.
— Foi o que ele quis, não foi? Eu ligo para ele amanhã.
E saiu, sem se despedir do filho.
Regina pediu para a cozinheira preparar um jantar especial para o filho e as pessoas que havia convidado para comemorar o retorno de Roland. Chamou Emma com Henry, Sidney Glass o namorado de sua mãe, Robert, Belle, Archie e a prima Zelena. Todos que torciam arduamente pelo retorno de Roland a casa.
Foi um jantar muito divertido, com o prato predileto do pequeno à mesa e o bom clima de alívio que restara agora que a situação estava resolvida.
Robert Gold estava contente em visitar a casa do melhor amigo depois de tanto tempo. Mesmo que Henry Mills não estivesse mais vivo, a ocasião era muito boa.
— Eu agradeço muito o convite, Regina. Me lembro dos tempos em que seu pai e eu jogávamos Poker aqui nessa mesa. — comentou ele.
— Vocês e os acionistas. — Cora disse se intrometendo na conversa. — Acho que desses jogos vocês arrancaram bons acordos com aqueles homens, ou estou errada?
— Não está errada, você sabe como ninguém como Henry era excepcional jogador. — disse Gold oferecendo uma colherada de pudim na boca de Belle ao seu lado que fez uma careta por se sentir enjoada.
— Acho que me lembro de ter participado de um desse jogos uma vez. — disse Archie. — Não tinha quem batesse o senhor Mills.
— Papai não era bom apenas no Poker, foi ele quem me ensinou a jogar xadrez. — Regina falou, indo se sentar ao lado de Emma e do filho na mesa.
— Ah, então ele devia ser muito bom mesmo, todos os Henrys que eu conheço jogam xadrez muito bem. — Henry Swan se manifestou fazendo todo mundo rir ao redor.
Depois disso, a cozinheira trouxe um bolo grande que ficou devendo para o pequeno Roland de aniversário. E apesar de ter se passado quase um mês da data, o menino até soprou uma velinha que colocaram em cima. O primeiro pedaço foi para Regina, obviamente. Emma ganhou o segundo corando muito ao perceber que era para ela. E belle não aguentou comer seu pedaço inteiro pois os enjoos deixavam qualquer comida insuportável, andava difícil disfarçar na frente de tanta gente.
Sidney trouxe para Roland um jogo do Banco Imobiliário de presente e todos entraram na brincadeira, até os mais velhos. Regina e o filho estavam jogando como uma dupla assim como Emma e Henry, mas antes de começarem o celular da loira tocou e ela pediu que Zelena a substituísse.
Emma olhou o visor do telefone vendo o nome do pai. Se afastou pedindo licença para atender na sala do apartamento.
— Oi, pai.
— Emma... Onde você está? Eu estou ligando para sua casa faz uma hora.
— Desculpa, pai, eu estou na Regina. Que foi?
David do outro lado da linha parecia inquieto, falava depressa.
— Sua mãe... Ela não está bem. Eu acho melhor você vir para o hospital.
— O quê?! — Emma não entendeu.
— Venha para cá que eu explico. — disse ele.
— Tudo bem, eu já estou indo. — desligou.
Regina apareceu atrás dela, tocando em seus ombros.
— O que houve? Algum problema?
Emma se virou, fitando o celular, ficou estranha de repente.
— Minha mãe. Ela não está bem, eu preciso ir pro hospital. — contou respirando fundo, apreensiva.
— Calma, não deve ter sido nada. — Regina tocou seu rosto com as duas mãos. — Você quer que eu vá com você?
— Não, não estraga a festa do Roland. Deixa que eu vou sozinha. Fica com o Henry pra mim só um pouco, eu vou ver o que aconteceu e volto.
— ‘Tá bom. Me liga qualquer coisa. — disse Regina a selando brevemente nos lábios antes de abrir a porta para ela.
Emma concordou e saiu com o coração apertado, até confusa do apartamento de Regina. Não fazia ideia do que podia ter acontecido com Mary Margaret.
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