Skin on Skin
8 You drive me nervous!
Notas iniciais
(...)
Emma era balançada com exagero no banco do balanço por Regina. Seus cabelos dourados e longos balançavam para frente e para trás como seu corpo que se retesou de medo da altura que pegava conforme a namorada empurrava.
— Regina, vá mais devagar! — disse a loira com a voz entregando a tensão.
— Você nunca brincou no balanço na sua vida?
— Não. Nunca gostei desse brinquedo...
E mais vezes Emma foi e voltou no ar.
— Do que você tem medo? Eu estou aqui, não vou te deixar cair.
— Mas vai me fazer voar! Do jeito que está me empurrando eu vou parar na Flórida. — reclamou a loira.
— Ai, mas é claro que não! — Regina segurou o balanço de Emma quando a cadeira voltou em sua direção, com toda força que tinha. — Dá pra parar de ser turrona? — perguntou a morena, quase ajoelhando na frente da namorada.
— Você sabe que eu não gosto de altura. — Emma replicou.
— E pelo visto não gosta de se divertir também.
— Eu gosto, Regina, o problema é que fico parecendo uma idiota sentada nessa cadeira onde eu mal consigo entrar.
— Para de reclamar. É claro que não parece uma idiota. — Regina esticou a face até a dela para roubar-lhe um beijo singelo.
— Hum, então me diga, por que as crianças estão nos olhando daquele jeito? — Emma apontou para a direção da gangorra, onde duas crianças pareciam parar de brincar apenas para ver suas resmunguices. Tinham as mãos sobre a boca, dando a impressão de estarem rindo à beça da cara que a loira fez.
Regina virou o rosto para vê-las.
— Ah, Emma... Não sei se você sabe, mas não precisa nem piscar para fazer uma criança gostar de você.
— De onde tirou isso?
— Te observando, ora. Agora vamos, está quente, quero tomar um sorvete.
A loira desceu do banco do balanço e olhou Regina, meio intrigada.
— Não sei o que acontece. Toda vez que chego perto de um menino ou menina eles querem brincar comigo pra sempre.
— Com os animais também. A gata que a minha mãe tem é bem chegadinha em você, não se lembra?
— Urg, é verdade.
Regina deu uma risada alta.
— É tão engraçado, você nunca sabe o que fazer. Fica tão bonitinha!
— Não tenho jeito com animais nem crianças. Só com flores ou com você. — disse Swan, com as mãos enfiadas no bolso da calça, se aproximando de Regina bem devagarinho, com aquela cara de quem queria aprontar.
— Hum, é mesmo? Acha que tem jeito comigo? — Regina enfiou os dedos de uma das mãos nos cabelos do alto da cabeça, jogando-os para trás. A namorada ao se aproximar, ergueu o indicador para enroscar nos longos fios das pontas que desciam pelo colo da morena.
Lambia os beiços antes de falar.
— Muito jeito com você sim. Agora é melhor sairmos daqui, porque eu quero te dar um beijo mas não quero que esses meninos assistam, sabe? — disse baixinho, fitando-a nos olhos, com toda a intenção de provocá-la.
— Pode ser um beijo com sorvete? — Gina mordeu o lábio inferior depois de perguntar.
— Gostei da ideia. — Emma piscou, tirando ela dali pelo braço.
(...)
O pálido rosto de Regina abriu-se num sorriso largo pela visão que estava tendo de uma Emma que vinha ao seu encontro. Os olhos escuros se fixaram em Swan, mas escondiam a esperança óbvia que existia.
Roland, desceu do colo da mãe, vendo o filho de Swan abraçar Regina depois de praticamente pular nos braços dela.
Emma chegou, dando uma leve bronca no filho:
— Henry! Não seja tão bruto com as pessoas... — e o tirou dos braços da outra mulher, puxando-o para trás.
Regina não se importou com a demonstração de carinho efusiva de Henry. Tranquilizou Emma quando disse:
— Tudo bem, Emma. Henry não sabia, mas eu gosto muito de receber abraços bem fortes como o dele. — a morena sorriu para o garoto, afagando-lhe os cabelos castanhos.
— Pois é. Mas isso que fez é falta de educação, mocinho. — Emma repreendeu de novo seu filho.
— Regina, você também costuma vir aqui? — perguntou o garoto, agora ao lado da mãe.
— Algumas vezes. Eu costumava vir muito quando era mais jovem. Hoje trago o Roland de vez em quando. — disse Regina. Vendo que Emma a fitava de soslaio, e na timidez desconcertante, desviou o olhar quando foi percebida.
Antes que esquecesse pegou na mãozinho de seu pequeno filho. O garotinho não entendia nada do que estava acontecendo, muito menos quem eram aqueles dois.
— Mamãe, quem são? — ele perguntou.
— Estes são, Henry e Emma. — explicou Regina. Logo tratou de apresentá-lo também. — Henry e Emma, este é meu filho, Roland.
Os dois acenaram, em especial Emma, derretendo-se com a meiguice do menino ao sorrir para ela.
— Muito prazer, Roland. Sua mãe fala bastante de você. — Swan comentou.
De súbito, Regina teve uma ideia:
— Filhinho, por que não convida o Henry para ir no escorregador com você? Hum?
O menino pareceu gostar da ideia. Assentiu, e muito gentil pegou na mão do Swan, chamando-o para irem ao brinquedo mais próximo. Tinham muito fôlego para correrem, por serem crianças, e assim o fizeram, escalando com pressa a casinha do escorregador para em seguida descerem pela rampa. Repetiram a correria por muitas vezes, e nunca se cansavam.
— Como podem ter tanta energia? — perguntou Emma,
— São crianças. Um dia nós também fomos assim. — replicou a morena.
Emma suspirou cansada.
— Realmente. Eu gostava de me esconder. Minha mãe vivia brigando comigo porque eu sumia.
— Você me contou isso um dia. — Regina recordou-se. Virou o rosto para ver Emma de perto. — O que eu mais gostava de fazer quando era menina, era nadar. Ficava na piscina o dia inteiro se deixassem.
— Eu sei. Você me disse uma vez. — elas se olharam.
Um pouco desconcertada com a forma como era mirada, a morena quis aliviar brevemente o que parecia se encaminhar para um silêncio constrangedor.
— Eu vi você e o Henry brincando juntos no balanço. Estavam tão bonitos. — disse ela.
— É. A gente faz isso com frequência. Desde que o pai dele morreu praticamente.
— Quando eu estive na sua casa eu percebi o quanto são unidos.
— Se o meu marido estivesse vivo, provavelmente ele é quem estaria brincando no balanço com o Henry. E jogaria xadrez, vídeo game, assistiria ao basquete e o baseball... Mas como agora eu sou meio mãe, meio pai, eu devo fazer isso por ele.
— Você faz o certo. Parece até que gosta disso. Pelo o que conheço de você, nunca foi muito fã de brincadeiras de criança.
— Uhum. — gemeu Swan com frieza.
Emma a fitou com alguma severidade depois de ouvir aquilo. Regina às vezes não conseguia controlar a língua que coçava ao se lembrar de certos assuntos. Repreendeu a si mesma mentalmente, tratando de corrigir.
— Oh, eu... Na verdade, eu me recordo que você preferia ficar sozinha. Gostava de se distrair com outras coisas. É difícil imaginar você num balanço de parque, brincando com um garoto, porque eu também achei que você nunca fosse ter filhos. Era uma coisa que você dizia... Ou não! Só comentou uma vez, porque não tinha jeito com crianças... — dizia a engenheira, toda errada.
A loira de pé deu um longo suspiro e a interrompeu:
— Regina, o que está tentando explicar?
— Eu... Eu... Quis dizer que ... — Regina gaguejou.
— Não precisa ficar nervosa. — interrompeu Emma, outra vez.
— Desculpa, é que eu me expressei mal.
Swan franziu a sobrancelha. A morena ficou acuada.
— O que achou que eu fosse dizer?
— Fiquei com medo de você me interpretar errado. Até porque eu havia prometido nunca mais tocar nesse tipo de assunto.
— Você quer dizer o passado? — perguntou Emma diretamente.
— Sim. — Regina falou baixinho.
Irritava a Emma toda vez que cutucavam em sua ‘ferida aberta’. Com Regina sabia que corria esse risco, por isso queria tanto evitar que ficassem sozinhas certas vezes. Perguntou-se: Por que diabos eu levantei do balanço?
Estavam caladas a mais de um minuto quando Roland veio correndo na direção de Emma, e ao chegar, estendeu entre os dedos uma violeta que achou no canteiro do playground.
— Para você, tia Emma. — disse o menino, entregando-lhe a flor.
Completamente surpresa com a atitude do filho de Regina, Swan sorriu meio boba, não recusando o presente. Encostou na mão dele delicadamente, pegando a plantinha. Regina ali ao lado assistiu a cena boquiaberta.
— É linda! Obrigada, Roland! — agradeceu a loira, vendo-o sair correndo de novo pela areia, até o balanço onde Henry se pendurava.
A mãe do menino jamais esperava ver algo como o que acabara de ver. Refletiu sobre o talento de Emma com crianças. Ela ainda o possuía.
— Meu filho às vezes é muito doce. — explicou Regina.
— Estou vendo. — Emma ainda segurava a flor com todo o cuidado do mundo.
— Acho que ele gostou de você. Nunca vi ele fazer isso antes.
Swan sorriu para o que segurava entre os dedos. Naquele meio tempo já tinha dado o horário de voltarem para a empresa. Olhou no relógio de pulso e confirmou, alertando Regina:
— O horário do almoço acabou.
— É verdade. Melhor eu levar Roland para casa. — a morena foi se levantando. — Bem, acho que te encontro daqui a pouco na construtora.
— Sim. Eu vou deixar o Henry na aula de karatê, logo estou aparecendo por lá.
— Certo. — Regina assentiu em seguida. Chamou Roland, Henry veio junto e se despediu da amiga.
Emma não deixou de agradecer o singelo presente de Roland, agachou na frente dele para beijar seu rosto, deixando uma marca bem visível de seu batom cor de rosa na bochecha.
Depois dos acenos de despedida e Henry cumprimentar Roland com as mãos fechadas, como os garotos da idade deles faziam, Regina deixou escapar um sorriso satisfeito. Caminharam para seus respectivos lados. E ambas quiseram muito virar os rostos para ver se uma estava olhando a outra, como das vezes em que estiveram juntas naquele mesmo lugar, mas a teimosia que tinham em comum não permitiu.
Na construtora, só se cruzaram no final do dia. Regina passou o restante da tarde fazendo ligações e cuidado de tantos cálculos, que sua cabeça doía ligeiramente quando saiu de sua sala.
Não havia mais praticamente ninguém na empresa. Cruzou a recepção e tomou o corredor dos elevadores. Nem um dos dois que serviam aquele andar estavam disponíveis. Ela precisou apertar o botão e esperar.
Com a pasta na outra mão e uma aparência exausta, suspirou. Atrás dela, ouviu alguém falado ao telefone.
— ... Estou sabendo que você vai voltar... Pois é... Diga a ele que estou muito bem. Não se incomode, Belle. Aproveite seus últimos dias aí. Eu invejo você... Tchau. — desligou.
A mulher loira deparou-se com Regina, mas não tomou um susto, diferente da morena.
— Achei que já tivesse ido embora. — falou a engenheira.
— Eu não fui, ainda. Estava cuidando de uma maquete, isso toma muito tempo.
Estavam paradas uma do lado da outra. Se olharam pouco.
— É. Eu sei como é montar uma. — Regina segurou-se até onde pôde para não perguntar, não conseguiu: — Era Belle no telefone?
— Sim. Ela estava me ligando para saber como iam as coisas.
— Sei. — disse Regina, travando os lábios em seguida.
Ouviram o suave toque do elevador. Quando a porta se abriu, Emma deu passagem a morena que se encostou no canto esquerdo da parede, bem no fundo. A loira apertou o botão ‘G’ de garagem sabendo que Regina iria para lá também. Foi para o outro canto da parede, segurando sua enorme pasta portfólio com as duas mãos. Olhou de canto para Regina, lembrando-se do que viu no restaurante; uma esposa recusando um beijo do marido.
A porta do elevador se fechou.
Swan estava curiosa, o que custava perguntar?
— Então... Aquele no restaurante... Era seu marido?
Regina percebeu a repentina pergunta, quase pulando de susto.
— Sim... Sim. Eu estava almoçando com ele e o Roland. Por quê?
— Por nada. Você havia me falado dele uma vez.
— Era ele sim. Ele não ficou muito tempo pois precisava voltar à Nova York ainda hoje. Advoga lá, é complicado ficar indo e vindo. Por isso deixo Roland passar alguns dias com ele de tempos em tempos.
Emma assentiu, fitando-a de certa distância.
— Eu entendo. Sei como é criar um filho com um pai ausente.
— Pois é. Complicado. Roland vive me fazendo perguntas. Nós tivemos uma conversa com ele hoje, acho que agora ele entende que estamos separados de vez.
A arquiteta deixou sua curiosidade levar a conversa adiante mais uma vez.
— Então vocês estão separados em definitivo?
— Posso dizer que sim.
O que Regina acabara de dizer, deixou Emma aérea. Talvez porque ocorreu-lhe uma teoria estranha na cabeça.
Emma sabia que não era boa ideia manter aquele tipo de questão na mente. Não podia se permitir pois era muito teimosa e orgulhosa. Nesse sentido era bem parecida com Regina.
De repente, sentiram um tranco. As luzes se apagaram dentro do cubículo. O elevador parou.
— O que foi isso? — perguntou Emma, assim que as luzes de emergência se acenderam.
— Acho que faltou energia. — concluiu Regina.
— Estamos presas?! — Swan tratou de andar até os botões e chamou no interfone mas ninguém respondeu. — Mas que droga! Eu não acredito! — Bateu na porta do elevador por três vezes seguidas com o lado dos punhos. Não tinham noção de onde pararam.
— Sim, estamos presas. Vamos precisar esperar a luz voltar. — Regina pegou o celular do bolso, não havia nem um ponto de sinal. Aquilo começou a preocupar. — Pelo visto não dá para pedirmos socorro pelo celular. Está sem sinal.
Emma olhou o dela rapidamente, também estava sem serviço.
— Será que isso vai demorar demais?
— Não faço ideia.
A verdade era que a cidade inteira sofria com o blackout. Regina e Emma foram obrigadas a dividir o espaço do elevador na espera. E não seria uma espera qualquer.
Sem ter saída, Swan bufou. Regina por sua vez, encolheu-se mais ainda no canto, segurando sua pasta na altura do colo.
Passaram-se cinco minutos, e nada aconteceu. Começava a fazer calor ali dentro.
— Era só o que faltava. — resmungou Swan.
— O quê? — Regina ergueu a cabeça.
— Nada.
Mesmo a luz de emergência sendo muito fraca, Regina pôde ver na cara de Emma, uma insatisfação completa. Teve a impressão de que era por sua causa.
— Tenha calma, Emma. Não creio que vá demorar demais para para alguém nos tirar daqui.
— Eu espero que não demore mesmo, daqui a pouco essa luz de emergência pode acabar. — só de imaginar, Emma se arrepiou e fez uma expressão de espanto que certamente ganharia um prêmio em um concurso de caretas.
— Não me diga que agora você tem medo de escuro? — Regina perguntou meio abismada.
— Não, eu não tenho medo de escuro, eu só não gosto de ficar no escuro dentro de um elevador com... alguém. — a loira respondeu rígida.
— Com alguém?! Emma, você está comigo! Qual é o seu problema? — a engenheira não gostou de como a ex-namorada se referiu a ela.
— É esse o problema, exatamente você! — Swan invocou-se.
— E eu posso saber por quê?
— Por que você me deixa muito nervosa! — a loira virou o rosto em seguida.
— Eu?! — Regina riu como deboche. — Eu realmente não entendo, Emma. O que está pensando que eu vou fazer?
Mills largou suas coisas no chão por pura rebeldia.
— Você está aproveitando todas essas situações para ficar perto de mim. E eu não duvido nada que tenha armado isso aqui para vir com a mesma conversa fiada!
— Mas que pretensiosa! Como ousa pensar uma coisa dessas de mim? — Regina enfezada, andou até a loira e a encarou bem de perto, tinha as mãos na cintura, encurralando-a na parede. — Eu não admito que fale assim de mim!
— Vamos, confesse logo de uma vez que você armou isso aqui e todos os nossos encontros desde que voltei.
A discussão estava quente, mais do que a temperatura no cubículo.
— Eu não vou assumir uma coisa que eu não fiz!
— Pode admitir, tá na cara que foi você. E a boba aqui achando que era coisa do destino. Mas eu sou muito tonta mesmo... — Emma fez uma vozinha sarcástica. Respirava bem nas fuças da morena, irritando-a mais ainda.
— É mentira! Cala a sua boca! Agora!
— Não, Regina! Não vou me calar até que você fale a verdade... — foi a última coisa que disse antes de ter a boca tomada pela da morena. Tentou empurrá-la, mas Regina não permitiu, segurando seus braços.
Começaram a lutar; Emma para afastá-la e Regina para continuar. Foram parar do outro lado da parede. Swan acabou cedendo depois de sentir Mills subir-lhe os dedos por seu busto, ombros e pescoço. A partir dali, tomou as rédeas da situação. O beijo enlouquecido ficou manso. Que saudade sentiu daquela boca.
Dominando Regina, a loira não parou. Desceu suas mãos ousadamente pelas nádegas da engenheira e apertou o macio para depois subir sua saia e erguê-la no colo, envolvendo suas pernas em torno da sua cintura. Mills agarrou-se no corpo da amada, presa a parede e, Swan sem cerimônia alguma, enfiou uma mão por dentro da peça íntima que ela vestia.
Regina arfou, roçando o lado de seu rosto nos cabelos de Emma. Logo sentiu seu interior ser invadido muito facilmente por um dedo da arquiteta, não demorando para receber o segundo. A umidade quente no meio das pernas lhe causou uma sensação de triunfo. Seus gemidos denunciaram que Swan estava no lugar certo. Não havia esquecido.
Se beijaram enquanto acontecia. Os movimentos dentro de Regina também não pararam até Emma senti-la estremecer contra seu corpo e gemer mais forte, diferente das outras vezes.
A luz voltou tão de súbito que deram por si como um estalo. Olharam-se pasmas, confusas e coradas.
A morena tornou com os pés ao chão depressa. Olhou para Emma vendo seu rosto derreter-se em suor. Não tinham noção alguma do que dizer uma para a outra naquele momento. Acabaram se ajudando com as roupas amarrotadas da excitação.
Pegaram suas pastas. Foi o tempo do elevador chegar no subsolo do edifício e Emma sair correndo assim que as portas se abriram.
Regina ainda procurava ar, no fundo do elevador. Em sua face uma mescla de abalo e alegria, se é que aquilo existia.
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