Skin on Skin

9 The curse of drinks.


Notas iniciais
Olá meus queridos leitores! Eu disse para alguns de vocês que ainda aconteceriam coisas, e sim, a cena do elevador surpreendeu, tomara que não me batam no final desse capítulo... Façam uma boa leitura.


Beijo molhado, braços fortes, mãos pesadas e dedos... Os dedos de Emma. Regina via os pelos de sua pele eriçarem-se toda vez que revivia mentalmente os 10 minutos de guerra com Emma Swan no elevador. Não se arrependeu nem um pouco de ter calado a boca da loira do jeito que calou.

Ainda podia sentir Swan empurrá-la contra a parede e erguê-la no colo, sentir o desejo dos dedos estocando-a e de repente voltar a ver uma desconhecida na sua frente. Naqueles minutos tensos e luxuriosos, teve certeza de que a Emma da adolescência tinha regressado, mas longe disso, a que estava ali era a mulher que um dia foi magoada por uma Regina mentirosa e confusa. Mills tinha consciência disso. Na sua concepção, não acreditava que alguém com tanta raiva e magoa resolvesse descarregar justamente da forma como fez. Era mais do que raiva, ainda existia um sentimento forte, intenso, e isso a deixava radiante por dentro.

Encolhida em sua cama Queen Size, a morena agarrava-se a um travesseiro, vendo as horas do fim de sábado passarem. Tão pouco Emma saía da sua cabeça. Apertou a almofada, desejando que fosse sua loira em seus braços. Estava imaginando mil e uma situações com ela; podia ocorrer de novo em outro elevador, no banheiro da empresa, em seu escritório ou no dela. Só queria que houvesse uma segunda vez.

Roland interrompeu seus devaneios ao entrar no quarto todo contente com algo nas mãos para mostrar a mãe.

— Mãe, olha o que eu fiz. — disse ele entregando-lhe um papel.

A mãe virou-se, largando o travesseiro de lado.

— O que foi, meu amor? O que é isso? — perguntou Regina, pegando a folha de papel toda colorida. O menino havia desenhado quatro pessoas: ele, a mãe, Henry e Emma. — Que lindo, querido, e quem são essas pessoas?

Ele ajeitou-se bem do lado dela, apontando cada um no papel.

— Esse sou eu, essa é você, esse é o Henry e essa é a mãe do Henry.

Regina fitou o desenho e depois o filho.

— Somos nós no parque ontem?

— Isso, mamãe. Gostou?

— Está lindo. — Mills virou o rosto para o lado a fim de suspirar. O filho percebeu, preocupando-se.

— Está triste, mamãe?

— Não, meu amor. Não é nada.

— Você ficou triste por que eu desenhei o Henry a tia Emma? — ele perguntou, montando no colo da mãe.

— Não, claro que não. — Regina foi obrigada a encarar Roland. — Pelo contrário, estou feliz. Isso quer dizer que você gostou muito do Henry e da mãe dele, não é?

O menino fez que sim.

— Quando eles vem aqui em casa? — perguntou o pequeno.

— Não sei, meu amor. Não sei te dizer. A tia Emma é uma pessoa ocupada. Assim como eu, tem pouco tempo, e quando tem, ela fica com o Henry.

Roland entendeu. Pegou na mão de Regina sobre a cama apertando-a o mais forte que pôde.

— Então no dia que ela puder, chama ela e pede pra trazer o Henry.

Ela assentiu com um novo sorriso e o abraçou.

Tentando espairecer um pouco, Regina propôs ao menino:

— Que tal o senhor dormir aqui na cama da mamãe hoje?

— Eu posso?

— Pode sim.

— E você vai me contar uma história e me fazer cafuné?

— Vou, agora corre no seu quarto e pega aquele seu livro de histórias preferido.

— Tá. — assentiu Roland que desvencilhou-se da mãe, pulou da cama e correu para fora do quarto, deixando Regina alguns segundos a mais sozinha.

Pegando uma segunda vez o desenho que ficara jogado na cama, a morena o olhou pensando se um dia estariam os quatro de mãos dadas como no papel, iguais a uma família de verdade.


Na segunda-feira, todos na construtora estavam avisados do retorno de Robert.

Depois de duas semanas ausente, em lua de mel, o presidente da empresa retornara com boas expectativas e algumas novidades. Apesar de deixar seu cargo nas mãos de Regina Mills e confiar nesta cegamente, fez questão de conferir o progresso das principais obras em andamento no nome da Gold & Mills enquanto esteve fora.

O dossiê apresentado por Archie relatou bem tudo o que precisava saber. O homem esperava na sala de reuniões, lendo papel por papel, enquanto seus funcionários chegavam aos poucos.

— Muito bom, acho que se continuarmos nesse ritmo as obras da ilha terminam em dois semestres. — disse ele ao administrador sentado ao seu lado.

Foi quando Regina chegou.

— Ah, é mesmo? Mas tão depressa? Você não sabe o quanto é divertido viajar de helicóptero três vezes por semana. — ela disse bem humorada, tratando de cumprimentá-lo. Gold levantou-se de sua cadeira na cabeceira da mesa especialmente para dar-lhe dois beijos no rosto.

— Regina! Terminará depressa porque você tem trabalhado muito bem. Como você está? Ficou bem no meu lugar? — perguntou ele.

— Muito bem. Melhor do que eu imaginava que ficaria depois de quase um mês sentando na sua cadeira todos os dias.

— Ficou mal acostumada? — ele disse, apontando-lhe um lugar ao seu lado esquerdo.

— Não, na verdade eu sou mais humilde do que pensam, querido. A presidência não subiu minha cabeça.

Archie quis falar.

— É verdade. Só acho que você deixou pouca coisa para Regina resolver, Robert. Ela nem se importou em mandar na gente. — óbvio que ele brincava.

— Não sou a megera que todos pensam, Archie. — Regina ajeitou-se na cadeira.

Emma Swan chegou ao mesmo tempo do restante que faltava entrar para a reunião. Do contrário dos que se espalhavam em lugares pela mesa, parou para cumprimentar o marido de sua melhor amiga com alguma intimidade que tinha.

— Robert! Uau! Como você está diferente! — ela apertou a mão dele.

— Ora, são os milagres do casamento. — Robert riu enquanto a olhava. — Belle sentiu sua falta. Temos um presente das Bahamas para você. Quando for lá em casa, entregaremos. E o menino Henry? — assim como Belle, Robert sabia muito da vida de Emma. Sempre perguntava.

— Ele está ótimo, obrigada por perguntar.

— E como foram as coisas por aqui? Está à vontade? Trataram bem você? Regina tem te explorado demais? — ele perguntou com muita curiosidade.

A pergunta soou ambígua.

Regina em seu lugar observou a cena, sentindo o rosto queimar de vergonha. Corou tanto que tinha a cor de um tomate. Agarrou-se nos braços da cadeira e encolheu-se.

Emma meneou a cabeça.

— Não há problema algum, todos tem sido ótimos comigo. Estamos trabalhando muito bem juntos, inclusive a Regina. Ela tem muita paciência comigo, sabe?

— Poxa, não me diga.

Robert e Emma direcionaram seus olhos a engenheira que abriu um sorriso sem graça e fez um trejeito com a mão como se o que dissesse fosse exagero.

Acabou comentando:

— Sim, Emma agora tira de letra o medo que tem de helicópteros.

Gold gargalhou.

— Eu tinha me esquecido desse detalhe, Swan. Você tem medo de altura.

A loira bufou, mas depois, acabou caindo na risada para disfarçar.

Terminados os cumprimentos, Emma foi obrigada a se sentar no único lugar disponível na mesa de reuniões, ao lado de Regina.

A morena a acompanhou com os olhos, sentindo um bocado do perfume da arquiteta pairar no ar quando se aproximou. Lembrou-se daquele cheiro misturado ao seu suor. Começou a sentir calor. Disfarçou abrindo um botão da gola de sua blusa social que trajava por baixo do blazer. Emma a olhou de canto, tal como fazia sempre que estavam perto demais.

Robert deu início a reunião, sentando-se e falando abertamente com os que estavam presentes na sala, e nem uma das duas conseguiu prestar a atenção no que foi dito dali em diante.

Regina sentiu suas mãos suarem, o primeiro sinal de que estava nervosa. Emma, batia a ponta de um dos pés no chão repetidas vezes, no seu habitual tique de ansiedade. Em dado momento, Gold rasgou elogios as suas principais funcionárias, pelo desempenho que tiveram em sua ausência, sugerindo aplausos dos colegas. O resultado foi levarem um susto ao mesmo tempo com o barulho das palmas. Quase pularam da cadeira. Emma chegou a pôr a mão no peito, suspirando pesadamente. Agradeceram aos colegas em seguida com acenos, disfarçando também com sorrisos. Quando acabou, elas se olharam de relance, acalmando-se aos poucos.

Depois da ideia de elogiá-las, Gold tinha uma missão a designar.

— Para não nos atrasarmos demais na questão da infraestrutura dos hotéis, eu encomendei antes de viajar uma grande remessa de material da Geórgia. — explicou Robert. — Agora temos de fechar esse contrato para que a empresa continue nos fornecendo pelo tempo necessário, que eu acredito que gire em torno de oito meses. — ele entregou uma folha a Regina, era o contrato em questão. — Regina, você conhece bem todo o projeto, acho que pode conferir pessoalmente a quantidade que encomendamos, você só precisaria ir para Atlanta amanhã.

— Como? — Regina foi pega de surpresa. — Eu? Mas Robert...

— Você é a pessoa ideal para conferir, além de trazer o contrato assinado. — ele lhe disse muito seguro.

— Mas... Você precisa de mim aqui, tomando conta da ilha, eu não posso ir para Atlanta!

— Claro que pode, tem a minha autorização. E para ajudá-la, vou permitir também que a senhorita Swan vá com você.

Emma arregalou os olhos.

— Eu?! — perguntou a loira com ênfase, mexendo-se na cadeira, apontando para si.

Mills pareceu levar uma pancada na cabeça.

— Emma?! — ela precisou por as mãos no tampo da mesa. — Gold, você tem certeza do que está dizendo? — perguntou a morena, baqueada da ideia que seu chefe sugeria.

— Absoluta. Emma é a arquiteta responsável pelas obras dos hotéis, será de grande ajuda se for junto com você. — disse ele. — Vocês duas vão à Atlanta amanhã. Terão dois dias para trazer o contrato assinado.

Elas se olharam novamente. A ideia não era ruim, podia-se dizer que era até perfeita, especialmente para Regina, tanto que aceitou.

— Por mim tudo bem, eu posso ir.

Emma, mordeu o lábio inferior, coçou a nuca, levou um tempo pensando.

— Não se preocupe com Henry, ele pode ficar lá em casa se você não tiver com quem deixá-lo. — assegurou-lhe Gold.

— Isso não é problema, meus pais podem ficar com ele, eu só... — Emma não sabia se tinha gostado daquilo. Resfolegou e por fim decidiu-se. — Se faz questão que eu vá, eu acompanho a Regina sim. — assim que disse, baixou o rosto.

— Que ótimo! Maravilha! — falou o chefe. — Vou mandar Ruby reservar as passagens de vocês.

Ao final do expediente, depois de passar o dia inteiro a fugir de Regina dentro da empresa, Emma ainda não havia saído de seu escritório quando a engenheira bateu na porta e chamou seu nome.

— Emma? Está aí? Posso entrar?

A loira ergueu a cabeça para Regina. Estava cuidando de uma cartografia. Tinha diversos lápis, réguas e outros instrumentos espalhados a sua volta na mesa.

Pode. — permitiu Swan.

Tímida, Mills andou até onde viu a loira, percebendo a trabalheira que a arquiteta resolvia. Quase desistiu de falar o que queria.

— Minha nossa, estou te atrapalhando. Desculpa...

Emma interrompeu:

— Não, tudo bem. Pode falar. — e engoliu seco ao vê-la de pé na sua frente. — Na verdade eu já acabei, eu só estava dando uns retoques.

Regina juntou as mãos atrás de si em seguida, começando com o assunto.

— Eu sei que você viu o que aconteceu hoje, entendeu bem o que Gold queria... Só quero que saiba que não tenha nada a ver com isso. Foi uma coisa da cabeça dele.

Emma sorriu inocente.

— Eu não pensei nada.

— Mas ficou incomodada.

— Impressão sua.

Se olhavam menos receosas. Demorou um minuto até que Regina falasse de novo.

— Bem, era só isso que eu tinha para dizer. — disse balançando a cabeça negativamente.

— Ficou com medo que eu pensasse o que, Regina? — perguntou Emma.

— Nada. Não tenho medo de nada. Eu só não queria que pensasse que inventei mais isso para ficarmos... — não queria dizer a palavra.

Emma tratou de ajudá-la.

— Sozinhas?

— Oi?! — Mills franziu o cenho. — Sozinhas?!

— E não era isso que você queria? Acabou conseguindo. — Emma levantou-se. — Sabe o que você devia fazer, Regina? Parar de tentar se explicar toda vez.

— Você também não colabora. Me deixa confusa.

— Você é uma pessoa confusa. — Emma foi enfática.

Regina quase fraquejou, mas manteve-se em postura para encará-la.

— Bastante, eu sei. — assumiu. — Mas eu não vim aqui para discutir sobre isso. Aliás, não vim discutir com você, nem quero. Eu espero que amanhã você esteja menos estressada e que a viagem seja breve. Eu prometo que não vou te importunar, até porque é uma viagem de negócios.

Saindo de trás de sua mesa, Emma sentiu necessidade de se aproximar.

— Uma viagem de negócios. É. — Swan suspirou. Refletiu, demorou-se, olhava bem nos olhos de Regina. — Você havia me pedido para que não voltássemos a falar de coisas do passado há uns dias atrás. Eu acho que é um bom momento para isso acontecer.

A morena conseguiu esboçar alguma graça no rosto.

— Sim, apesar de nas minhas confusões eu ter me esquecido disso uma ou duas vezes. Acho que seria melhor mesmo deixarmos isso de lado, começar do zero, como se nada daquilo existiu. — de repente, o tom da voz de Regina ficou ameno. — Como se tudo o que um dia nós fomos tivesse sido apagado.

— Uhum. — Emma gemeu em replica. Antes que amolecesse desviou o olhar para algum canto da sala, só que Regina tinha uma última coisa a dizer.

— Emma, só me deixa dizer uma coisa e eu prometo que não comento mais nada de nós duas. — Swan a olhou novamente. — Aquilo no elevador... Não consigo tirar da cabeça.

Mills afastou-se devagar.

Virou-se saindo da sala, deixando a loira ali, solitária e pensativa sobre algo que também não tirou da cabeça o final de semana inteiro, e a incomodaria por muito mais tempo a partir dali.



No dia seguinte, Regina e Emma embarcaram para Atlanta como o planejado por Gold.

A arquiteta deixara o filho na casa dos pais em Bay Village na noite anterior, e a engenheira deixara Roland com sua mãe, Cora, sendo até bom de certa forma, pois assim, a senhora Mills não iria para o Bingo à noite como gostava de fazer durante a semana.

Foram no primeiro voo da manhã, cada uma com uma bagagem pequena, só com o que fosse necessário para dois dias. Chegaram perto da hora do almoço na capital do estado da Geórgia, sob o clima consideravelmente morno do sudeste do país.

O táxi que pegaram no aeroporto, as levou para um hotel muito bem localizado no centro da cidade. Lugar até luxuoso demais para apenas dois dias de hospedagem que teriam.

O trajeto até o lugar não demorou, assim como o check-in e cada uma ir para seus respectivos quartos no mesmo andar, combinando de se encontrar no saguão às duas da tarde e dali cumprirem a missão de irem à fábrica de materiais de construção saindo de lá apenas quando tivessem o contrato assinado.

Estavam exageradamente comportadas uma com a outra. Falavam apenas o essencial ou o profissional. Foi assim desde que saíram de Boston. E muito daquele comportamento devia-se a promessa feita por Regina de não falar mais sobre elas duas. Emma sentia-se mais à vontade naquela circunstância.

Conforme o dia seguiu, fizeram como o combinado. Foram juntas á fabrica; checaram os materiais; formalizaram o contrato. Tudo antes do previsto. Emma estava contente, pois voltaria para casa mais cedo, já que não tinham mais nenhum assunto para tratar em Atlanta.

Ao voltarem para o hotel, anoitecia. Elas se separaram uma segunda vez.

Regina tomou um banho e colocou uma roupa mais casual para descer, querendo distrair-se com alguma coisa que não fosse a TV de sua suíte. Foi para o bar do hotel. Um lugarzinho aconchegante para hóspedes solitários: alguns sofás, mesas, um palco onde qualquer artista amador se apresentaria e uma enorme janela com vista para a avenida. Ficou ali um bom tempo, sentada ao lado do balcão, numa daquelas cadeiras altas sem apoio ou braços. Olhava para a janela, mexendo na taça com um Sweet Martini que pediu, esperando o apetite chegar sabe-se lá de onde.

Emma desceu até o andar térreo também vestindo trajes mais leves, imaginando o que comeria, mesmo que estivesse sem apetite.

Indo para o restaurante, passou seus olhos de relance pelo bar, avistando a morena de longe. Pensou em passar direto, depois pensou em ir até ela e depois acabou fazendo o que seu coração mandou, o contrário da razão.

— Você aqui? Sozinha? — perguntou Swan, chegando, sentando-se em uma das cadeiras do balcão, pulando uma antes de Regina.

Mills reconheceu a voz de imediato e virou o rosto.

— Parece que sim. Acho que sou a única pessoa que quer beber um pouco hoje. — respondeu.

A loira percebeu o drink que Regina tomava. Já que não tinha fome, achou interessante pedir algo para acompanhar a ex-namorada.

— Um Tequila Sunrise — disse Swan ao barman. — Forte. Bem forte, por favor. — completou e fitou Regina, falando-lhe: — Ahm... Acho que fizemos tudo muito rápido hoje.

— Batemos um recorde. Gold não faria melhor. — Regina disse, retribuindo o olhar.

— Tem razão. — a loira coçou a nuca. — Pensei que te veria no restaurante a uma hora dessas.

— Na verdade eu queria estar com fome, mas não tenho apetite algum. Por isso vim beber um pouco. Também vim me distrair, sair do quarto...

— Compreendo. — o drink de Emma chegou. Mais do que rápido a loira tomou um gole que quase revirou seus olhos. Há muito tempo não bebia algo como um Tequila Sunrise. — Oh boy! Isso está muito bom! — disse ela, olhando o copo, sem demorar para beber mais um pouco na taça colorida de amarelo e laranja.

Regina riu de leve do jeito de Emma e ofereceu sua taça para brindarem.

— Um brinde?

— A o quê? — perguntou a loira, desvencilhando-o copo dos lábios.

— Nossa rapidez nos negócios.

Swan gostou. Assentiu e encostou sua taça na de Mills.

— A nossa rapidez, então.

O tintilar aconteceu e ambas viraram as taças para mais um gole. Acabaram tomando tudo de uma vez.

Emma pediu por mais uma dose de Tequila, assim como Regina repetiu a sua de Martini. E repetiram outra três vezes.

Do jeito que a loira era com bebidas, ficou falante e inquieta no final da segunda taça. O efeito dos drinks fez com que se sentisse alta e não dissesse coisa com coisa. Minutos depois, encarava Regina de um jeito completamente diferente de quando chegou.

Suas bochechas ficaram rosadas, os olhos levemente cerrados de desalento. Suas risadas também eram exageradas. Começou a contar piadas, e mesmo que elas fossem sem sentido ou sem graça, Regina fingia um sorriso para agradar.

— Regina, me diz uma coisa... Quem inventou o homem? O arquiteto ou o engenheiro?

— Não sei. — Regina arqueou uma sobrancelha.

— O arquiteto, pois se fosse o engenheiro não deixaria um cano para fora. — Emma gargalhou alto assim que falou. Dessa vez, Regina riu de verdade. Mais uma vez, Swan pediu outro drink. — Hey, amigo, traz mais um desse e já vai preparando o outro para depois. — articulava muito com as mãos toda vez que falava.

— Emma, vá com calma! Você já bebeu demais. — tentou precaver Regina, tocando em seu ombro.

— Shh... Que nada! O que eu tomei foi só a entrada, ainda vamos começar. — ela resmungou bastante alterada.

— Não, Emma. Pare! É sério, pare! — Regina ainda estava sóbria. Fez um sinal para o barman encerrar. Deixou o dinheiro da conta sobre o balcão, levantou-se para puxar Emma dali. — Deixa de ser teimosa. Pare com isso agora.

Emma perdeu o equilíbrio quando foi puxada por Regina, quase caiu da cadeira para o susto da morena que não hesitou em dar um salto para segurá-la. As unhas de Swan fincaram-se nos ombros da engenheira por cima da blusa, como apoio. Sem mais nem menos, a bêbada olhou Mills, erguendo a face e desatou a rir.

— Ui! Tchibum! — disse entre os risos. — Não vai me deixar cair, hein, Regina?

— Mas é claro que não! Olha só pra você, Emma! Está bêbada!

— Não, não, não... Não inventa, Regina. Para de falar mentira.

Pensando rápido, Regina apoiou um de seus braços na cintura de Emma e andou com ela em direção aos elevadores.

— Eu vou levar você pro seu quarto e você vai tomar um banho gelado. — dizia Gina enquanto a carregava com alguma dificuldade.

— Regina, alguém já te disse que eu te odeio? Mas odeio muito! — Emma cambaleava ao lado da ex, de alguma forma conseguiu caminhar.

— Sim, você já me disse umas dez vezes na vida que me odeia. — entraram no elevador finalmente. — Agora colabore, vamos, fique direito. — ela dava tapinhas no rosto da arquiteta.

Para piorar, Swan perdera os limites de suas palavras e provocaria um bocado.

— Olha só esse elevador... Ele lembra tanto aquele elevador da construtora... E lembra você que me deixa muito braba. — quando ela disse, sentiu o sangue subir-lhe a cabeça. E não foi apenas aquilo: — Aí você me beijou e só piorou tudo. — Gina perdeu força e Emma aproveitou-se para apertar-lhe os ombros. Disse o que disse com os olhos arregalados, botando um medo sem igual na morena que chegava a se encolher nas mãos dela. — Eu odeio você, Regina!

Quando seus olhos já não podiam mais ficar maiores. O elevador chegou onde devia.

Swan teve uma ideia repentina da qual se arrependeria depois... Puxou Regina pelo braço, praticamente arrastando-a pelo corredor do quinto andar, até chegarem ao fim do corredor, em sua suíte. Assim que abriu e entrou no quarto com ela, varejou a engenheira sobre a cama, deixando a porta bater e trancá-las ali dentro.

— O que está fazendo, Emma? — perguntou a morena, caída de qualquer jeito ao pé da cama.

— Regina... — Emma aproximou-se de um jeito desesperado. Agarrou novamente seus braços e a ergueu muito perto do rosto. — Eu odeio você, mas eu te amo! Eu te amo! — a voz soou frágil. Regina foi empurrada para a cama. Sentia uma pontada de medo ao mesmo tempo que não reclamara daquilo. Viu Emma tirar a camisa de manga que vestia, subindo para abraçá-la e afundar a cabeça em seu pescoço, inundando-a de beijos naquela região. Foi ficando cada vez mais presa embaixo dela enquanto suas roupas eram literalmente arrancadas de seu corpo. — Ah, meu amor... Que saudade eu senti de você... Regina, meu amor, eu te amo tanto. Eu nunca deixei de amar você, nunquinha... — escutando aquilo, seu coração explodiu em felicidade. E incentivada pelos drinks que também bebeu, deixou-se levar pela a emoção, entregando-se a sua loira, apesar de saber que quando o efeito alcoólico de Emma passasse, estaria bem encrencada.

Notas finais
Que tal, moças e moços? Eu não vou nem comentar por agora, vou deixar com vocês. KKKK Mais uma vez agradeço o retorno e espero que não tenha decepcionado até aqui. Skin on Skin continua na próxima semana. Um beijo enorme para os que acompanham.