Skin on Skin
10 Burning Bed.
Notas iniciais
Talvez Emma estivesse afetada não apenas pelas doses de Tequila Sunrise. No fundo, quatorze anos de ódio reprimido ainda faziam efeito em seu organismo.
Depois de se livrar das próprias vestes, Swan arrebentou-lhe os botões da blusa, a fim de enfiar-se entre os seios fartos da ex com língua e dentes. A boca trabalhava com volúpia, descendo e subindo no meio do busto, afobada e igualmente quente as peles em atrito. As mãos não foram nem um pouco delicadas; iam maldosas pela cintura e lateral da morena, castigando sua pele de veludo.
E Regina arfava sofridamente escondendo a ardência da sensação que percorría-lhe.
Ainda no mesmo lugar, Emma beliscou-lhe o seio direito por cima do sutiã fazendo-o cair pelas alças que puxou para baixo, sendo direta em roçar a língua inquieta no bico enrijecido. A outra mão ocupou-se encaixando do lado esquerdo, apertando a montanha de pele. Era como se os seios de Regina fossem feitos na medida de sua palma. E ali a loira ficou por tempo suficiente até se fartar de sugá-los e mordê-los. Seguiria seu caminho pelo corpo de Mills distribuindo a força de suas unhas, tão iguais a garras naquele momento, obrigando Regina a tomar-lhe os cabelos com todos os dedos e puxá-los como se pudesse guiá-la por seu abdômen. Swan chegou ao seu umbigo derramando saliva da ponta da língua, deslizando pelo ventre em linha até arrancar-lhe num puxão a saia remexida.
Um arrepio cobriu a pele nua de Regina da cabeça aos pés, mas não durou muito.
Emma cravou as unhas nas ancas da mulher que abriu as coxas, vendo a loira se meter entre elas de forma bem apressada a pressionar o nariz e os lábios em seu meio úmido de excitação. Quando a língua encontrou a parte mais firme do sexo da parceira, Swan o lambeu insistentemente. Exagerou na pressão que fez. Não iria parar até que conseguisse o que queria. Regina a olhava sempre que sentia um espasmo. Arquejou querendo tocá-la, mas estava distante. Ela gemeu, com a voz aguçada. Iria sofrer mais com a urgência da loira em invadi-la com dedos e língua, um após o outro, perseguindo a recompensa que sairia dali mais cedo ou mais tarde.
Àquela altura, Regina vivia uma doce tortura: uma gama de dedos curvou-se dentro dela, insistindo num ardiloso vai e vem. Na hora em que aquilo tornou-se intenso demais para se suportar, arqueou as costas involuntariamente, perdendo controle dos movimentos ficando trêmula. Puxou os cabelos loiros entrelaçados aos dedos como se fossem suas rédeas e as pernas travaram ao redor do rosto de Emma enquanto o resto de seu corpo convulsionava. Regina gritou tão alto que certamente foi escutada em algum quarto vizinho do quinto andar do hotel.
Mal teve tempo para desabar no macio do colchão... Feroz, Emma subiu, espalhando saliva com seu gosto por toda sua barriga e seios. Tampou os suspiros da morena, beijando-a na boca, entregando seu próprio sabor de prazer na mistura de salivas. Foi o beijo mais erótico que trocaram na vida.
Regina deixou sua marca pelos ombros e braços que a prendiam.
Emma voltava a se afogar em seu pescoço, erguendo-se de súbito, a colocar as pernas de cada lado de Mills, puxando-a para um abraço e um novo beijo. As mesmas pernas entrelaçaram-se na cintura da engenheira, em um convite, forçando os quadris contra as coxas. Regina entendeu o que precisava fazer. Os apertões e afagos desesperados se misturaram na vez da morena descer a boca pelo busto de Emma. Começaram a se esfregar, especialmente lá embaixo, molhado com molhado. Podia-se ouvir o barulho que causavam; Swan a cavalgar no colo de Mills.
Uma mão de Regina enfiou-se sem ser convidada no meio delas, alcançando o mar pegajoso de Emma. Não tinha nenhuma intensão de ser boazinha, tanto que entrou na intimidade da ex-namorada do jeito que fora invadida por sua língua minutos antes. Deu para ouvir a parceira resmungar alguma coisa, mas de que importava? Faria o mesmo ou ainda pior com ela.
Os seios se encontraram, batendo um no outro a provocar-lhes uma sensação mutua. Estavam começando a suar.
Gina mergulhou os dedos no estreito buraco de Swan, esforçando-se para explorá-lo – estava apertado demais ali dentro.
A loira envolveu os ombros com os braços e encostou o rosto ao da morena ao ser penetrada.
A cena lembrou a do elevador, só que agora estavam em posições diferentes.
— Eu te amo — sussurrou Swan numa voz vacilante. Mordeu-lhe o queixo, no momento da euforia e, quando rebolou sobre os dedos, seu orgasmo escapou e escorreu por suas coxas e nas de Regina.
Desabaram sobre o macio. Gina agora estava por cima. Só tirou os dedos de dentro dela ao ter certeza de que tinha acabado. Limpou-os na boca da arquiteta, deixando um pouco para si. Indo beijá-la de novo, foi pega pela insaciável vontade de Emma de continuar. Ficou por baixo outra vez, sendo dominada tão bruscamente quanto antes. Em sua cabeça, voltaram à estaca zero.
O efeito de álcool misturado à raiva só passou horas depois. Regina percebeu sua amada ressonar baixinho sobre seus seios. E no tempo que se seguiu, foram mudando de posição, indo parar uma do lado da outra, completamente largadas. Regina não se lembraria qual delas puxara os lençóis.
Dormiram muito. Quase metade do dia seguinte.
Já havia passado das duas da tarde quando Emma acordou do sono exausto. Seus olhos se abriram devagar, grudentos e pesados. A cabeça latejava, estranhamente incomodada pelo zumbido de silêncio que pairava no ar. Viu a claridade do dia brilhar nas cortinas da suíte com grande dificuldade, precisando esfregar os olhos mais de uma vez, perguntando para si por que sentia o corpo tão cansado. De bruços, começou a se ajeitar na cama, virando aos poucos. Custou para perceber que estava completamente nua embaixo do lençol e, no susto ao puxá-lo, descobriu Regina, encontrando-a como veio ao mundo, também de bruços com um dos braços largado para fora do colchão.
Emma deu um pulo da cama, carregando os lençóis consigo. Não gritou por pouco, o fez em pensamento. O que ela está fazendo aqui?, perguntou-se. Deu uma olhada na morena, boquiaberta, sem entender absolutamente nada.
Com frio, Regina procurou o que lhe cobria antes, puxando o vazio. Acordou, mexendo as pernas, virando a posição se espreguiçando. Bocejou e viu Emma de pé.
— Emma! — disse sentando, procurando imediatamente alguma coisa para cobrir seu corpo. Apelou para os travesseiros.
Gina e Swan se olhavam pasmas, observando os cabelos desgrenhados de ambas, as marcas vermelhas nos pescoços e os vergões nos braços.
A loira segurava os lençóis na altura dos seios, demorando muito para falar:
— Que que você tá fazendo aqui? Que que isso?! — franzia a cara ao mesmo tempo que tentava recordar de alguma coisa.
Regina segurava os travesseiros na frente e no lado.
— Você me trouxe para cá. — Mills com certeza lembrava. — Ontem... Depois do bar...
— O quê?! — Swan pareceu indignada. — Não! Eu não trouxe você para cá!
— Trouxe sim. — Regina afirmou. — Eu não estou mentindo.
Emma parou e pensou, olhou nos olhos de Regina e pensou de novo. A cabeça doeu-lhe do esforço.
— Não! Impossível! — disse alto. Parece ter lembrado de alguma coisa. — Impossível! — tudo o que sobrou da noite passada foram flashes. Não eram como memórias apenas, eram convincentes demais. — Não, meu Deus do céu!!
— Aconteceu Emma. Você estava descontrolada...
— Não! — Swan gritou, irritada. — Isso não pode ter acontecido! Como é que você faz uma coisa dessas comigo?
— Eu?!
Emma ficou irada. Começou a andar de uma lado para o outro da suíte.
— Você mesma!! — exclamou. — Vai negar outra vez? Como sempre faz quando apronta? Você não tem juízo nenhum. Eu não devia ter aceitado viajar sozinha com você.
A engenheira ajoelhou-se, largando as almofadas. Seguiu Swan com os olhos. Alterou sua voz para se defender.
— Você está me culpando de uma coisa que eu não fiz. Você não se lembra, mas bebeu um bocado ontem à noite, eu estava tentando te ajudar quando você me puxou e me obrigou a fazer tudo o que fizemos.
— Eu jamais obrigaria alguém a fazer qualquer coisa! — Emma parou de frente para a cama, largando os o punhado de pano que cobria sua frente.
— Mas você fez, Emma! Você fez. — Regina se levantou para mostrar-lhe as marcas em seu pescoço. — Tá vendo? Foi você.
Emma não quis admitir. Empalideceu ao ver o que fez de perto. Ficou nauseada e a cabeça voltou a doer. Olhava para Regina apavorada. Depois, viu as roupas espalhadas pelo chão... Pareciam farrapos. Engoliu seco. Meneou a cabeça.
— Não pode ser verdade. Onde é que eu estava com a cabeça? — perguntou-se.
— Ah, eu posso te mostrar onde você estava com a cabeça ontem à noite, querida. — disse Regina a sua frente.
— E você não fez nada para impedir? Você se aproveitou! — Emma esbravejou.
— Eu também tinha bebido demais. Eu não consegui escapar de você.
Havia um fundo de verdade no que Regina dizia; Apesar de ter se aproveitado da situação, Emma era muito mais forte que ela.
Arrependida, Mills tentou tocar seu rosto, mas a loira se afastou.
— Não, não... Sai. Vai embora. Me deixa sozinha...
— Emma... Fica calma. Não tem problema...
— Não podia, Regina, isso não podia ter acontecido! — disse Emma com a voz chorosa. Afastou-se mais ainda. Correu até o banheiro e bateu a porta, trancando-se lá dentro.
Regina ficou só. Lamentou. Sabia que aquilo acabaria mal. Mas que culpa tinha? Podia até mesmo imaginar o que aconteceria dali para frente. Estava começando a se arrepender de ter deixado acontecer. Como não deixar depois do que ouviu dos lábios de Swan? Foi uma questão que remoeu o resto do dia toda vez que olhava para sua pele e via as marcas de paixão espalhadas.
No banheiro, a arquiteta esperava atrás da porta. E repetia baixinho: “Não!” como se fosse impossível acreditar na verdade. Seu queixo tremia e não conseguia reter as lágrimas intrusas que apareceram em seguida. Alguns minutos depois, saiu do toalete enrolada em uma toalha. Tinha tomado banho para tentar se livrar do cheiro do perfume de Regina que ficara impregnado em sua pele.
Gina, por sua vez, já havia deixado o quarto.
Deviam voltar juntas para Boston na manhã de quinta. Contudo, Emma dera um jeito de retornar ainda naquele dia.
Quando Regina soube, não se espantou, voltou sozinha para o Massachusetts, prometendo tirar toda a confusão da cabeça. Chegou na manhã de quinta, indo direto do aeroporto para a construtora com o contrato da distribuidora de materiais salvo numa pasta exclusiva que ficara consigo.
Robert ficou maravilhado quando recebeu das mãos da melhor funcionária que tinha as folhas assinadas e minutas igualmente resolvidas.
— Eu sabia! Eu sabia que você faria tudo certo. — disse ele muito animado, com a pasta na mão. Estava sentado sobre uma luxuosa cadeira de presidente feita de couro, atrás da mesa em sua sala privada. — Duvido muito que outra pessoa trouxesse tudo do jeito que eu pedi. Até os relatórios estão aqui. Muito bom! — foleou duas páginas. — A propósito, onde está Emma? Ela não veio com você?
A pergunta fez Regina respirar fundo.
— Não. — respondeu Regina. — Ela voltou antes de mim.
— O que aconteceu?
Gina não sabia explicar. Inventou qualquer coisa.
— Acho que teve um problema. Mas ressalto que estava comigo a todo tempo, sem a ajuda dela eu não teria conseguido tão depressa.
O homem assentiu.
— Certo. Assim que ela chegar darei meus cumprimentos.
Emma não se atrasou, mas também não foi direto ao encontro do chefe. A primeira coisa que fez foi entrar em seu escritório e descarregar a pasta portfólio. Não sabia qual rumo tomaria dali para frente. Pensava se ficaria na Gold & Mills ou se pediria demissão, muito por conta do ocorrido com Regina em Atlanta. Sentia que mais tempo perto dela acabaria em perigo certo. Isso se não a matasse. Ficou tão aborrecida que ainda não caía-lhe a ficha de que tinha dormido com ela.
Alguém que não foi convidado, apareceu na porta do escritório, com as mãos dentro do bolso da calça, pigarreando.
— O que você quer? — perguntou Emma, vendo Jones entrar com muita liberdade.
— Já estou sabendo do seu sucesso em Atlanta. Você e Regina fizeram tudo como manda o figurino. — ele foi se chegando.
— Para você ver que mulheres também sabem fazer negócios. — comentou ela, portando uma ligeira impaciência na voz.
Ele parou ao seu lado.
— Já faz algum tempo que não conversamos. Eu estava pensando... Quando será que vamos dançar de novo?
A arquiteta largou suas coisas sobre a mesa e o encarou.
— E eu me pergunto quando irei te dar outra joelhada?
— Uau! Cadê aquela gentileza da festa do casamento? — Jones sorriu debochado. Parecia gostar de provocá-la. Aproximou-se mais ainda.
Emma não queria papo.
— É melhor você me dar licença, eu preciso falar com o Robert. — Emma o empurrou de leve para trás.
Jones a segurou pelo braço.
— Não se eu não quiser! — Ele estava insistente. Seu rosto aproximou-se do de Emma aos poucos. Ela demorou para reagir.
A porta aberta do escritório convidava quem quer que passasse por ali a olhar para o lado e ver o que acontecia dentro do recinto. Regina foi a vítima da cena, passando apressada no corredor. Precisou frear os passos com o susto que tomou do que pensou ver. Não pensou duas vezes em voltar devagar andando de costas. E da distância onde estava, espiou os dois muito próximos um do outro se olharem firmemente.
Aos olhos de Regina, pareceu-lhe logo o pior: Eles estavam flertando.
Gina não ficou para ver o que aconteceria depois.
Emma soltou-se da mão dele com brusquidão, prestes a chutá-lo entre as pernas uma segunda vez, mas se controlou.
— Sai da minha sala, Jones. — pediu Swan, depois de se conter.
— Tá legal. — ele resmungou. Botou as mãos de novo nos bolsos, torceu os lábios insatisfeito e foi embora.
Swan o viu sair e suspirou de alívio.
Mal sabia a loira que agora, Regina pensava que o que viu, era uma cena armada para lhe fazer ciúmes.
(...)
Deitadas sobre uma cama de solteiro num dormitório vazio da universidade, as namoradas fitavam o nada, abraçadas sob um cobertor. Falavam de uma vida que desejavam ter fora de Boston, suas profissões no futuro e em como fariam aquilo tudo. A conversa chegou no ponto que Emma precisava para ampliar sua ideia de fuga.
— O que você acha de Wisconsin? Assim que se formar, nós damos um jeito de ir para lá. Podemos nos encontrar no meio do caminho. Não falta tanto tempo assim, Gina. A gente pode ir planejando desde já. — dizia Emma com o natural otimismo.
— Eu não sei, meu amor. Eu acho muito arriscado. Podem nos descobrir. — Regina nunca estava muito confiante.
— Gina, pense... É o seu último semestre. Corremos o risco de não nos encontrarmos mais aqui dentro. Se queremos ficar juntas, precisamos fugir.
— Acho essa ideia muito precipitada, Emma. Meu pai já conhece você, está quase aceitando nosso namoro. Estou contando com um empurrãozinho da minha mãe. Ela me prometeu.
— Mas e se isso não acontecer? Como ficamos?
— Eu não sei!
Emma bufou insatisfeita.
— Por que eu tenho a impressão de que você está desistindo da gente?
Regina levantou a cabeça do seio de Emma e a olhou confusa.
— Eu não estou desistindo da gente. Quem disse isso para você?
— Ninguém me disse. Dá pra ver, sentir. Você tem medo, por isso vai desistir.
— Eu tenho medo porque envolve muita coisa, Emma. Meus pais, meu nome, nossa reputação. Mas isso não quer dizer que eu queira desistir.
— Pois mesmo assim parece. Estou ficando cansada.
A jovem de cabelos escuros compridos acomodou-se outra vez sobre os seios da loira, apertando-a com toda a força que tinha.
— Me desculpa se é isso que parece. Mas eu estou confusa... É demais pra mim tudo o que vem acontecendo, ainda mais agora na reta final do curso. Estou me sentindo pressionada.
Emma a abraçou de novo. Beijou-lhe o alto da cabeça.
— Eu falo demais, te deixei assustada, eu sei. Mas a ideia de não estar perto me assusta muito.
Regina engoliu seco. Algo passou por sua mente. Mudou de assunto de repente.
— Emma... Na excursão da minha turma, semana que vêm, eu quero ir.
— Ahn? — perguntou Emma, franzindo a cara. — Você tinha me prometido que ia ficar.
— Acho que preciso ir... Preciso pensar
Aquilo bateu nos ouvidos de Emma, deixando-a tonta. Sua sorte era que estava deitada, mesmo assim, viu o quarto a sua volta girar.
— O que quer dizer com isso?
— Que preciso pensar. Preciso achar um jeito de resolver tudo isso. Não posso deixar tudo nas suas costas.
— Foi alguma coisa que eu disse, Regina? — Swan tinha a voz estranhamente calma. — Seja sincera. Você enjoou e não tem coragem de assumir.
Mills se arrastou até sua boca.
— Claro que não. Eu amo você. Mas nesse momento, há coisas demais para resolvermos juntas. Não quero importuná-la com tudo isso. Deixa essa poeira baixar.
— E duas semanas fora da cidade resolvem melhor que a sua namorada? — o tom de chateação apareceu em Swan.
— Você não entendeu. — Gina levantou-se. Emma fez o mesmo, desvencilhando-se do cobertor.
— Então me diz por quê? Por que isso agora?
Ela deu a volta na cama e a encontrou de cabeça baixa. A fez erguer os olhos muito escuros e fitá-la.
— Pra te proteger. Não quero brigar com você. Eu estou ficando ansiosa. Preciso pôr a cabeça no lugar. Por favor.
Houve um momento de silêncio. Por mais que quisesse, Swan não conseguiria ficar com raiva dela. Interpretou aquilo como uma fase.
— Eu não quero que você desista de mim. — disse Emma.
— Não irei. Eu não vou deixar você. Eu só quero viajar para te deixar um pouco em paz de mim.
— Mesmo que tente me deixar em paz, não vai conseguir. Você vai estar sempre na minha cabeça.
Gina sorriu, tocando-lhe o rosto.
Se abraçaram, de um jeito tão intenso que pareciam adivinhar o que aconteceria depois. Foi a última vez que se apertaram daquela forma.
(...)
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