Skin on Skin
17 The second part of a new story.
Notas iniciais
Depois de terem se amado intensamente durante toda a tarde, a chuva se foi. As roupas já não estavam completamente molhadas quando decidiram voltar para a mansão dos Gold, tudo graças ao calor da lareira que havia no casebre. Passaram um bom tempo a fitar o trepidar do fogo, confidenciando seus desejos aos sussurros, então, quando se levantaram, quase anoitecia. A única peça de roupa que não havia se molhado demais era o casaco de Regina que por sinal, vestia Emma em retribuição ao que a loira fizera na noite em que foram ao cinema.
Agora, tinham de contar uma história muito convincente para os donos da propriedade. De qualquer maneira, deixaram o casebre para trás depois de rearrumarem o cenário como estava no primeiro momento em que entraram ali.
Belle estava se roendo de preocupação quando elas apareceram como duas crianças perdidas na sala do casarão.
— Graças a Deus vocês voltaram! — disse Belle assim que as viu e novamente na mansão. — Onde vocês estavam esse tempo todo? Eu quase fui atrás de vocês. — a moça correu na direção de ambas que se olharam rapidamente atrás de uma resposta.
— Ahm... Estávamos esperando a chuva passar na casa de pedra. — Emma decidiu falar a verdade (em partes). — A gente se perdeu um pouco, é... Andamos demais.
— Meu Deus, e não se molharam?
— Não! — responderam em uníssono.
— Quero dizer, um pouco porque a chuva pegou a gente no meio do caminho. — completou Regina.
— É, isso mesmo, a chuva pegou a gente no meio do caminho. — Swan falou agitada.
— Ah, eu sabia que alguém ainda usaria a casa de pedra antes de nós, Belle. — Robert apareceu, vindo na direção da esposa. — Viu só? Elas estavam bem, eu não disse?
— Pelo menos vocês estão bem? Vocês precisam comer alguma coisa... De quem foi a ideia de sair andando por aí? Poderiam ter me esperado... Da próxima vez não saiam sem mim... — a moça tagarelava sem parar, sua melhor amiga e Regina não evitaram a bronca nem um risinho. Sentiam-se bem demais para não achar graça do que ouviam. Óbvio que se acontecesse uma próxima vez, Belle não estaria junto delas.
Ficaram para o jantar e certamente comeram muito. Sexo dava fome, mesmo que Regina tivesse prometido à Emma que o amor as alimentaria.
Foram embora algum tempo mais tarde, no mesmo momento, cada uma em seu respectivo carro. Foi estranho terem de se separar. Tudo havia se resolvido.
Foi um alívio tão grande para Regina, que agora a morena pensava apenas em como seria a vida junto de Emma. Saiu da propriedade vendo o carro de Emma passar o seu na estrada e relembrou tudo o que precisou fazer para pedir uma nova chance com ela. Já a loira opinou não negar mais seus sentimentos. Sabia que precisava dar uma nova chance para Regina e principalmente para si, porque a amava com todo o coração e não conseguiria evitar mesmo marcada pelo passado. Se iria sofrer de novo ou não, pouco importava, tinha de viver um romance outra vez na vida antes que fosse tarde.
Regina sentia um delicioso frio na barriga quando chegou em casa. Os beijos trocados com Emma não saiam de sua cabeça nem que tentasse muito. Ainda sentia sua pele, seu rosto, seus olhos nos dela e não desejava sair desses pensamentos tão cedo. Finalmente havia conseguido. Emma era sua de novo. Só não gritava de alegria pois supunha que a mãe estava dormindo. Preferia fazê-lo por dentro, transparecendo o sorriso de satisfação por fora enquanto se apoiava atrás da porta do apartamento, e ali ficou longos segundos, com os olhos fechados se lembrando de tudo e do quão maravilhosa fora aquela tarde. Já pensava em ligar para Swan para ouvir sua voz uma última vez antes de dormir, e pela exaustão que sentia por tudo o que fizeram dentro do casebre de pedra, iria gastar muitas horas repousando.
Ainda encostada na porta, tomou ar profundamente e abriu seus olhos; foi quando tomou um susto ao ver a mãe olhando-a do portal da sala de jantar.
— Posso saber onde é que você esteve? — perguntou Cora, muito séria, com os braços cruzados e as mãos enfiadas nas mangas do robe de seda que vestia.
— Não é da sua conta. — Gina respondeu azeda, perdendo toda a alegria da face.
— Pela sua cara andou se divertindo.
— E desde quando você se importa com isso, Cora?
— Desde sempre, sou sua mãe. Poderia ao menos me dar satisfações, não acha? — a mulher se aproximou da filha.
Regina revirou os olhos. Não estava com paciência para aturar a crise de preocupação da mãe.
— É mesmo, Cora? Você não merece satisfação alguma depois do que fez.
— O que foi que eu fiz? — perguntou a mulher com fingida inocência.
— Saiu sem minha permissão. Você me desobedeceu.
Cora riu-se de leve.
— Ah, querida, por favor, não vá me cobrar por conta disso.
— Vou sim, porque eu deixei bem claro para você que não a queria mais se envolvendo com as coisas sujas que anda fazendo.
— Regina, desde quando jogar é uma coisa suja?
— Desde quando você começou a perder dinheiro por conta disso. E não só o dinheiro, mamãe, convenhamos que você está perdendo até mais do que isso.
— Eu não entendo você. Uma hora me disse que eu devia me distrair e sair com as minhas amigas porque passava muito tempo trancada neste apartamento e quando eu resolvo me divertir um pouco você reclama.
— Pois a sua diversão, mamãe, anda exagerada de mais, não acha? Quanto você tem gastado toda noite no bingo? Quanto você já perdeu no cassino desde que começou a frequentar? Já está na hora de parar. Chega. A que ponto você vai precisar chegar para ver que isso está te fazendo mal? — Mills ficou cara a cara com sua mãe. Fechou o cenho.
— Eu prometo para você que essa foi a última vez...
— Não adianta me prometer, você já fez isso muitas vezes.
— Regina, você me trata como se eu fosse uma viciada.
— Mas você é uma viciada, reconheça. Sabe o que estou começando a pensar? Que devo te colocar em uma reabilitação.
A mulher mais velha gargalhou. Pôs uma mão sobre o peito se fazendo de coitada.
— Minha filha, mas o que é isso? Que absurdo pensar uma coisa dessas.
— Estou pensando no seu bem. Então agora, comece a refletir antes que você me obrigue a fazer algo que não quero. — Gina deu as costas para sair de perto dela.
Cora veio atrás.
— Regina, você tem que entender sua pobre e velha mãe...
Regina parou, virou-se para olhá-la uma última vez antes de entrar.
— Pois é, mamãe... Velha você é, e pobre você vai ficar se não parar com o vício. — disse, irônica e se afastou deixando Cora boquiaberta no meio da sala.
Tinha momentos em que Regina conseguia ser um mar de sarcasmo. A ironia vinha de família, mas rendeu-lhe má fama. Muito de sua “solidão” devia-se àquilo. Todavia, quando precisava usar seu humor negro, não poupava a língua como acabara de fazer com a própria mãe. Felizmente não deixou que aquilo fosse motivo para esquecer de Emma.
Chegou ao quarto, trancando-se bem depressa para pular em sua cama e ir pegar o telefone sem fio para chama-la. Voltou a sorrir assim que discou o número já decorado da amada. Esperava que Emma a atendesse logo.
Swan secava os cabelos numa toalha, estava vestindo sua calça e camiseta de dormir, acabara de sair do banho quando ouviu o telefone tocar. Correu até o aparelho, tropeçando no que estava no caminho.
— Alô? — perguntou assim que atendeu.
— Emma? — disse Regina.
— Oi, Regina. — a loira falou abrindo um sorriso largo.
— Não vou incomodar. Eu só liguei para saber se chegou bem e te dizer boa noite.
— Boa noite, Regina. — Emma sentou-se na cama, corando de leve, o sorriso bobo continuava na cara.
— É... Posso dizer uma coisa?
— Pode, pode sim.
— Eu acho que não vou conseguir esquecer tudo o que aconteceu conosco hoje.
Swan passou alguns minutos em silêncio, na verdade, também não esqueceria tão depressa.
— Você quer saber outra coisa? — a arquiteta perguntou.
— Claro.
— Não vou conseguir dormir direito hoje.
Gina se surpreendeu. Resolveu se sentar na cama para ouvir melhor.
— Você está falando a verdade?
— Acho que nunca fui tão sincera na minha vida.
— Que bom. Então me promete que vai pensar em mim?
— Já estou pensando em você. — Emma respondeu mansa.
Houve um breve silêncio entre elas...
— Me liga amanhã? Eu gostaria de te encontrar, mas o Robin vai trazer o Roland, vou precisar estar aqui.
— É, eu também vou precisar buscar o Henry. Eu te ligo à noite.
— Bem, então boa noite, meu amor.
— Boa noite. Descanse bem.
Antes de Swan desligar, Regina a chamou no outro lado da linha:
— Emma! Espera...
— Oi, que foi?
E disse uma última coisa antes de desligar:
— Amo você. — soou intensa, calorosa.
Emma assentiu como se Mills pudesse vê-la. A ligação acabou, guardou o telefone ao lado da cama e de dentro da gaveta tirou o desenho que havia feito da morena no passado. Seus dedos roçaram no papel enquanto o “amo você” ressoava na mente. A mulher que amava certamente não era mais a traidora de outros tempos, mostrou que havia mudado em várias circunstâncias desde que se viram novamente. Emma sempre a amou, porém, dessa vez, sentia que estava se apaixonando por outra mulher, era como se apaixonar por uma pessoa completamente diferente. Por que não viver um amor como o que ela oferecia? Estava passando da hora de se entregar e entendeu que não se resumiria ao amor que fizeram ardentemente naquela tarde. Teria de repetir mais vezes, necessitava viver novos momentos.
No dia seguinte, assim que voltou para casa com o filho, ligou para Regina e conversaram por algumas horas. Não foi uma conversa cem por cento romântica, pareciam falar como amigas antes de tudo. A engenheira contou novamente do quanto estava frustrada com o vício da mãe e a insistência do ex-marido em reconquistá-la toda vez que se viam. Conversariam muitas vezes mais com o passar do tempo, mas antes disso, Emma quis passar segurança à ela.
Aquela foi uma semana agitada; mal chegavam à construtora e já deviam constar nas reuniões de pauta. Com muito trabalho para fazerem, Emma desenvolvendo novos projetos e Regina supervisionando obras e mais obras, mal trocaram olhares no pouco tempo que cruzavam entre uma conferência e outra. Sobre o que sentiam, o que acontecera no passado ficaria guardado para ser esquecido e evitar aborrecimentos futuros, mas se um dia tivessem de assumir o que sentiam uma pela outra para quem quer que fosse, seria como se acabassem de se apaixonar. Mesmo assim, não queriam estragar a paixão que voltara, então, esse detalhe também estaria guardado até quando pudessem escondê-lo.
Em uma tarde em que Emma não aguentava mais vê-la pouco e limitar as conversas ao telefone durante a noite, foi até a sala da engenheira e a esperou do jeito que Regina fazia para conquista-la: sentada sobre a mesa, com as mãos ao lado no tampo, as pernas cruzadas. Não era muito do seu feitio fazer aquela pose de mulher sensual, por isso se esforçou. Assim que Gina abriu a porta vendo a loira, ouriçou-se inteira. Sorriu para ela, trancou o escritório de propósito e caminhou até a mesa.
— Sabe que pensei em fazer isso hoje de manhã na sua sala? Eu estava sentindo falta das suas caras de medo quando me via te esperando. — disse a morena, bem de frente para ela.
— Não eram caras de medo, eram caras de pavor.
Elas riram. Mills tocou nos ombros da parceira.
— Tinha tanto medo assim de mim?
— Muito.
— Não devia.
— Eu entendi que não devia à força. — Swan deu um meio sorriso.
— Não forcei você a nada.
— Eu mesma me forcei. — Swan tocou-lhe o queixo com o polegar e o indicador.
Regina pegou os dedos da loira e entrelaçou nos seus. Procurou beijá-la e se enfurnar entre suas pernas, Emma tocava seu rosto com a outra mão.
— Essa semana foi tão difícil... Lá em casa, aqui na empresa. Nem pude te ver direito.
— É verdade.
— Sentiu minha falta?
— Se pergunta se senti falta de entrar na minha sala e ver você sentada na minha mesa com algum presente pra mim nas mãos, eu posso dizer que sim.
E sorriram juntas da mesma forma, em seguida Mills mordeu o próprio lábio inferior.
— É por isso que está aqui agora? Sentada na minha mesa como eu fazia? Quer dar o troco pelos dias perdidos? — falava baixo, mas provocante.
— Também. Eu na verdade vim te fazer um convite.
— Ah é? — perguntou a morena, erguendo as sobrancelhas.
— Uhum. — gemeu Emma. — Tem algum compromisso para hoje?
— Não que eu saiba.
— Agora tem. — entregou-lhe um cartão.
Regina o pegou, olhou o que estava escrito. Voltou a fitar Emma e depois o cartão de novo.
— No plaza?
— Isso. Que tal? — Emma sabia que ela não iria recusar, já preparava-se para descer da mesa e se despedir para ir se preparar.
Olhando de novo para Swan, Regina confirmou:
— Estarei lá. — assentiu, roubando da amada um selinho.
— Às oito então? — perguntou, descendo da mesa, ajeitando a roupa social que vestia.
— Às oito. Pode me esperar.
Antes que deixasse Emma sair, fez questão de se enroscar em seu pescoço com os braços a fim de dar-lhe aquele beijo cinematográfico de tirar o fôlego. Estavam carentes daquilo, isso era evidente em cada vez que acontecia. E uma coisa era certa, se entendiam bem quando o assunto era esse.
Se largaram antes que ficassem animadas demais, teriam tempo para fazerem muito mais durante a noite.
Emma se despediu com um piscar de olho deixando Regina a suspirar de amores. Quando ela saiu, as pernas da engenheira estavam bambas. Era um vulcão prestes a explodir de felicidade. Agora devia ir para casa se aprontar. Ao que tudo indicava, a noite seria longa.
Não era a primeira vez que Regina Mills visitava o Boston Park Plaza. O requintado hotel, era conhecido pela arquitetura exótica construída no centro da cidade, dava para perceber porquê Emma o escolheu para passar a noite com ela. O enorme lugar era abastado de luxo desde a entrada, onde o salão principal muito suntuoso dava uma amostra do bom gosto. Mills já conseguia imaginar como seria a suíte que Emma escolhera para elas, por pouco não acertou enquanto andava atrás do funcionário que a levou até o quarto 212 de um dos primeiros andares do lugar.
Emma esperava sozinha na suíte privada, trajando um vestido azul royal de mangas compridas. Seus cabelos longos caíam-lhe soltos sobre os ombros e pelas costas, ainda que no rosto a maquiagem leve chamasse mais a atenção. Estava linda como Regina nunca a viu antes, simples, mas elegante. Swan fez questão de caprichar dessa vez. Pronta, foi até a porta do quarto e abriu, logo vendo Regina chegar talvez tão bonita quanto. A morena vestia-se toda de negro, também num vestido decotado bem aos seios, evidenciando uma das partes mais bonitas que a mulher tinha. Seus olhos delineados da mesma cor, realçando a beleza da mirada que Emma tanto amava, Gina sempre foi a mulher mais bonita aos seus olhos.
Quando Swan a checou da cabeça aos pés, não escondeu o sorriso. Assentiu ao empregado que fez o mesmo e se retirou, fechando a porta em seguida.
Regina encantou-se com o ar romântico da suíte escolhida por Emma, decorado com tudo que havia de melhor e imaginável aos seus olhos. Havia móveis, rosas espalhadas pelos cantos em jarros, uma ante sala de onde por trás de um portal uma cama de casal bem arrumada convidava a experimentá-la. Sem contar a mesa de jantar para duas pessoas onde por cima uma garrafa de vinho fora mergulhada num balde de gelo. Tudo preparado para satisfazê-la. Swan pensou em tudo.
— Então? O que acha? — perguntou Emma, chegando por trás da morena.
— Lindo. Você pensou em tudo. — respondeu.
— Eu ainda sei como agradar. — Swan fez ela se virar em sua direção.
— Você sempre soube, bastava você existir. — e suas bocas se aproximaram desfrutando de mais um daqueles beijos inebriantes. Mas deviam se controlar, a janta estava prestes a chegar.
— Hey... — disse Emma, pausando o beijo. — Não seja ansiosa.
— Eu não sou ansiosa. — reclamou Regina num sussurro.
Swan riu de leve.
— Mas parece agora. — a loira também sussurrava.
— É muito tempo esperando por isso... — Mills sorriu a envolvendo novamente.
Swan confirmou com a cabeça, e alguém bateu na porta interrompendo-as.
— Deve ser o jantar. — disse Emma.
Regina viu Emma abrir a porta para os garçons que trouxeram comida afrodisíaca e doces para a sobremesa. Assim que se foram, Swan pôs música boa para tocar de fundo, puxou a cadeira para ela, e em seguida se sentou bem à sua frente. Com as taças de vinho repletas, fizeram um brinde e saborearam o que tinham a disposição.
Conversavam entre uma garfada e outra, sobre os filhos, o trabalho e com cuidado sobre o futuro. Naquela etapa da vida, perderam a pressa. Eram muito parecidas em alguns aspectos.
— Acho que a única coisa com a qual devo me preocupar é a construtora. Robert coloca muita responsabilidade nos meus ombros. Não tenho medo de falhar, mas sabe quando você tem o receio de não conseguir fazer tudo o que te pedem? — dizia Regina, terminando o que tinha no prato.
— Eu sei, e imagino a sua cabeça sendo quase a vice-presidente da empresa. — respondeu Emma.
— Meu pai foi o fundador da construtora, devo a fama toda a ele. Eu gosto do que eu faço, mas me canso também.
— A fama que você tem não é por causa do seu pai, você é uma ótima profissional, muito dedicada. Eu no seu lugar reclamaria minha cadeira na vice-presidência, com todos os projetos, obras concluídas, é um currículo à altura do engenheiro que o seu pai foi.
— Não sei, acho que devo esperar mais algum tempo, alguns anos. Não me sinto madura para encarar aquela cadeira na cabeceira da mesa.
— E quando acha que estará madura para isso?
Gina refletiu por um momento.
— Talvez quando eu tiver uns cinquenta anos.
— Cinquenta anos?! — Emma ficou surpresa — Ainda falta muito. — limpava a boca no guardanapo, sem tirar os olhos da morena.
— Eu sei, acontece que estou feliz onde estou. Ganho bem, consigo dar uma vida boa para o meu filho e minha mãe. Eu me sinto bem.
— Pensando por esse lado você pode estar certa.
Regina esticou a mão na mesa, quis tocar no braço de Emma repousado no pé da taça de vinho.
— Ainda mais agora que você voltou pra mim.
A arquiteta pegou em seus dedos fazendo-os roçar entre os dela.
— Não voltei pra você. Eu estou começando com você. — disse suave.
— Uma nova história?
— Isso... Uma nova história.
Os olhos de ambas brilharam.
— O primeiro capítulo então foi na casa de pedra.
— E o segundo está acontecendo...
Muito vinho depois, uma dança ao som de The look of Love e mais beijos delicados e intensos, elas se deitaram, largando os vestidos com pressa para se amarem livres e nuas.
Emma tomou a amada em seus braços com todo o carinho e vontade, terminando a dança que faziam de pé, entre os lençóis de seda da cama. Agora bailariam de outra forma.
O primeiro momento de prazer foi rápido, mas houve um segundo e depois o terceiro. Não ficaram nem um pouco cansadas, poderiam passar a noite inteira se amando, se beijando até que os lábios sangrassem. O que por pouco não aconteceu.
Em incansáveis vezes Emma desceu pelo corpo da morena, calma e sorrateiramente, deslizando suas mãos fortes na pele pálida que ficava facilmente marcada a qualquer toque mais brusco, fazendo passar os dedos pelos seios fartos e enrugados. Regina estava tão excitada que o arrepio que sentia chegava a doer, mas, de algum modo, a dor tinha certa doçura. Emma colocava-se entre suas coxas, prendendo-a com os braços ao redor enquanto a lambia no pontinho molhado e inchado do meio. Mills estava “quase lá” quando pediu que Emma lhe introduzisse dois dedos, então, a língua da amada trabalhou como uma serpente deslizando na areia do deserto.
O corpo da morena ondulava-se, entregando mais uma vez o sabor de Regina aos lábios de Emma.
Swan chegou por cima dela tão subitamente que ainda a viu arfar da sensação de prazer proporcionado.
— Você disse que agora vivemos uma nova história — disse Regina, ofegante. — , eu posso pedir para que aconteça isso em todos os capítulos?
— Isso o que acabamos de fazer?
— O que já fizemos por três vezes nessa noite.
— Se depender de mim, acontecerá dentro e fora da história.
Gina riu levemente.
— Eu sabia que eu estava certa, eu tinha certeza...
— Do que está falando? — Emma perguntou roubando-lhe beijos no queixo.
— De você... Eu sabia que seria maravilhoso.
— Você sempre tem certeza de tudo, hum?
Falavam baixinho como sempre faziam nessas horas. Regina abriu os olhos, fitou sua parceira, acariciando seus cabelos e numa investida só, subiu em seu colo, ficando por cima.
— Porque eu sei o que eu quero, eu sei o que é o melhor para mim.
Ainda que estivesse entorpecida pelo prazer, Regina queria fazer Emma se sentir tão bem quanto. Foi aí que fez Emma segurar na armação da cama para senti-la descer por seu corpo. Iria fazer exatamente o mesmo, devora-la com ardor, e na brincadeira erótica ficariam a madrugada toda.
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