Skin on Skin

30 The price of defend you.


Notas iniciais
Olá, meninas, como prometido mais um capítulo. E acho que hoje vai acontecer uma coisa bem inusitada mas que todo mundo queria que acontecesse, porém isso não terá boas consequências. Preparem-se para se surpreender. O capítulo está sem correção, então qualquer erro me perdoem, mas amanhã mesmo eu trato de revisá-lo, ok? Só não queria deixá-las sem atualização. Façam uma boa leitura.


Mais tarde, naquele dia, Belle foi visitar a melhor amiga em seu apartamento. Com as festas de final de ano e Emma gastando a maior parte do tempo com o filho e o namoro com Regina, as duas andavam se falando pouco. A senhora Gold queria botar as conversas em dia.

Emma serviu café para elas mas a bebida acabou ficando fria com o tanto de tempo que gastaram falando. Emma contou-lhe bastante do que havia acontecido depois daquela festa de natal na mansão dos Gold, quando se viram pela última vez. Especialmente sobre Regina e seus problemas. Belle pôde notar o tom preocupado na voz da amiga, mas também estava curiosa.

— Mas e como ficou a situação da Regina e do filho dela? — perguntou Belle.

— Na mesma. A juíza estabeleceu uma nova data para definir a guarda do Roland, e nesse intervalo parece que vão enviar uma assistente social para checar se está tudo bem com ele. — respondeu Swan.

— Minha nossa, que situação. Eu não fazia ideia de que a Regina estava passando por isso. Mas e você, minha amiga? Como se sente?

— Olha, eu gosto do garoto, ele é lindo, é muito doce, mas acho que essa coisa toda de ficar indo para lá e para cá entre a casa dos pais deve estar confundindo ele. Regina é boa mãe, não é justo com ela também. Ela não tem nem conseguido relaxar direito.

— Com certeza está. Mas o que importa é que você está dando todo o apoio para ela, isso significa muito, Emma.

— E não pretendo sair do lado dela enquanto isso não acabar, ela precisa de mim. — Emma disse apertando a xícara de café entre os dedos.

— Oh, meu Deus, Emma — Belle falou prestando a atenção na amiga.

— O que foi? — Swan olhou para ela.

— Você está tão apaixonada. — completou Belle, encantada.

Emma ergueu uma sobrancelha, fez uma careta depois.

— Eu?!

— É. — a amiga começou a rir. — Você sim. Está defendendo a Regina como se defendesse seu filho.

Swan corou, ficou tímida de repente.

— Bem, é que agora ela faz parte da minha vida, é difícil não me envolver no que acontece com ela também.

— Você me disse que vocês duas têm uma história no passado. Não vai me contar não? — Belle andava curiosa para saber disso inclusive. Cobrava Emma todas as vezes em que se encontravam desde quando ela assumiu o romance com a engenheira. Havia coisas sobre sua vida que Swan nunca contou à Belle. Ela sabia que Emma era uma pessoa reservada, mas na qualidade de melhor amiga se sentia no direito de conhece-la já que de sua parte a loira sabia absolutamente tudo.

— Eu prometo pra você que vou contar tudo qualquer dia desses. Deixa só eu falar com o Henry primeiro. Ele gosta muito da Regina e não acho justo esconder algo que no futuro vai ficar maior. Regina está pretendendo se casar comigo. — Emma colocou uma mão nos cabelos afastando-os do rosto.

Ao ouvir aquilo, Belle quase deu um salto da cadeira.

— O quê? Você jura?

Swan deu um riso da reação da amiga.

— É, isso foi uma ideia que ela teve. — Emma sorria lembrando da ocasião em que Regina a avisou.

— Vocês duas são rápidas, hein?

— Regina não quer mais esperar, foram muitos anos distante, ela acha que não devemos mais adiar.

— Foi tanto tempo assim em que ficaram separadas?

— Quinze anos... — Emma disse como um sussurro. — Quinze anos desde quando eu me mudei para Michigan. — Emma de repente assumiu um olhar melancólico.

Belle ficou sem jeito mas precisava perguntar:

— Emma, eu sei que não é da minha conta, mas toda vez que você toca nesse assunto você fica desse jeito, acho que nessa história tem muito mais coisa do que eu estou pensando. — comentou.

— Pode ter certeza que tem. — Emma respondeu a amiga tentando esquecer o lado negro do relacionamento com Regina. Podia ter progredido muito ao se lembrar daquilo porém, às vezes, não sabia se havia se perdoado completamente pelo o que aconteceu. Vez ou outra se perguntava se a culpa era mais de Regina ou dela naquele assunto e isso definitivamente não era bom.



Na semana seguinte, os funcionários da Gold & Mills estavam em polvorosa. Os acionistas do projeto da ilha ficaram tão satisfeitos com os resultados das obras, que fizeram questão em oferecer um grande jantar num caro restaurante da cidade em comemoração ao empreendimento, e todos os envolvidos no trabalho foram convidados.

O jantar seria no sábado e Emma combinou de buscar e levar Regina. Já começavam a sair e chegar juntas nos eventos da empresa sem se importar com os comentários que andava circulando a respeito das duas. Não era mais novidade para alguns que estavam se relacionando. E, por enquanto, aquilo não parecia perturbar ninguém além da curiosidade, é claro. Apesar disso, mesmo estando tão óbvio, Robert Gold era o único que não suspeitava de nada. Belle não quis contar nada ao marido em respeito à melhor amiga.

As duas chegaram um pouco depois das oito da noite no restaurante, encontrando toda a turma que frequentemente viam na sala de reuniões toda semana. Estavam todos em uma enorme mesa reservada em um canto mais amplo do estabelecimento que era um velho conhecido de Regina e Emma. Elas jantaram ali uma vez em que tinham que se reunir com outros acionistas, e estes faltaram sobrando apenas elas duas e uma situação nada confortável para Emma no final, entre outras vezes.

Ruby, Jones, Archie, Gold e Belle, que também foi convidada por ser esposa do presidente da construtora, foram os primeiros a cumprimenta-las. Se sentaram bem ao lado deles depois de falarem com o restante da mesa. Ao que parecia seria uma noite bem agradável, com as mesmas pessoas que viam todos os dias, mas sem as conversas sobre negócios e trabalho.

Depois de alguns elogios e uma óbvia puxação de saco para o lado da engenheira por parte dos acionistas, o que deixou Emma um pouco enciumada mesmo que não demonstrasse, Gold começou a contar algumas histórias sobre sua juventude para descontrair o grupo. Belle revirava os olhos por saber de cór e salteado o que ele estava contando. Mesmo assim Gold fez a mesa inteira rir enquanto Emma ria das caretas da amiga. Jones aproveitou o embalo da conversa e contou de suas experiências como calouro na faculdade arrancando mais meia dúzia de risadas. Ao que parecia o jovem arquiteto havia se convencido sobre Emma não ser para o seu bico e deu-lhe um sossego desde o natal. Nem andava falando com ela dentro da empresa, mas também não espalhou nada sobre Regina e ela estarem juntas mesmo que a língua coçasse às vezes. Emma havia notado Ruby ao lado dele e também havia notado a aproximação da secretária e ele na construtora. Talvez por conta disso ele tenha resolvido deixa-la em paz, afinal, era um homem galanteador, e admiradoras era o que não faltavam dentro daquela empresa.

Emma estava em seu terceiro chopp de vinho e pretendia pedir mais quando Regina a cutucou no braço meneando a cabeça para que ela não fizesse aquilo. Mills conhecia bem a namorada e sabia o quanto ela era fraca para bebidas.

— Espere o jantar chegar e depois eu te deixo beber mais um copo. — disse Regina depois de tomar o copo de chopp da mão da loira.

— Mas isso está ótimo, você já provou? — perguntou Emma com as bochechas coradas.

— Já e sei o quanto isso pode te deixar alta rápido. Você não está acostumada com bebidas, Emma, dê um tempo. — sussurrava para a loira.

Belle ao lado delas riu-se de leve.

— Ah, melhor parar por aí mesmo. Emma bêbada fica mais falante que o Robert. — comentou.

— Está vendo? Até sua amiga sabe como você fica. — disse Regina.

— Isso é uma grande injustiça. Vocês são duas chatas, eu só... — Emma não terminou a frase.

Ela não podia acreditar no que estava vendo.

Do outro lado do restaurante, em uma mesa para dois, Robin estava sentado de frente para uma mulher ruiva. Os dois estavam conversando e rindo, também bebiam e jantavam.

Emma emudeceu boquiaberta.

— O quê? — disse Regina, seguindo com os olhos na direção para onde a loira olhava. — Ah, não! — disse ela quando viu o ex-marido. Na mesma hora sentiu o estômago embrulhar. — Não pode ser... Não, eu não acredito que ele está aqui!

— Eu não acredito que ele está com a sua prima. — falou Emma, franzindo a testa.

— Zelena? — Regina esfregou os olhos e viu bem a acompanhante de Robin. — Não pode ser ela. Mas se parece muito com ela.

— É ela sim.

Foi quando a tal ruiva se levantou da mesa, se virou na direção do toalete e Emma e Regina viram quem era. Realmente diferente de como sempre a viam, com um vestido escuro muito bonito e os cabelos encaracolados soltos.

— Meu Deus, é a Zelena. — aquela era a situação mais inusitada que Gina havia visto ou imaginado. — O que ela está fazendo com o Robin?

— Estão jantando. — Belle respondeu para ela.

Enquanto Zelena estava fora, Robin olhou em seu relógio de pulso e bebia um drink. De longe Gina notou que ele também estava bem vestido. Aquilo era um encontro por mais estranho que parecesse.

Regina tentou ignorar o fato do pai de seu filho estar ali. Se encolheu para que ele não a visse mas as risadas do pessoal de sua mesa chamaram a atenção e Robin acabou a vendo. Quando viu ela não fez uma cara agradável.

— Mas que droga. — disse a morena. — Ele me viu. — lançou um olhar furtivo na direção dele. Aquela guerra entre os dois não dava trégua. — Esse homem me persegue. — esbravejou.

— Calma, Regina, é só ignorar. — falou Swan.

Regina tentou fazer isso. Jantou e voltou a prestar a atenção nas conversas em sua mesa, do contrário de Robin que não tirava os olhos do outro lado do salão. Chegou até a pedir outra bebida para ele e Zelena assim que ela voltou.

Mills sentia o desconforto apesar de ignorá-lo e quis ir embora. Pediu a Emma para irem e então se despediu do pessoal da mesa pedindo desculpas por sair tão cedo. Ia passar ao lado da mesa deles inevitavelmente pois aquela era o único caminho para a saída. Robin, então percebeu que ela vinha e não perdeu a oportunidade.

— Os seus amigos estavam bem animados, não? Já está indo embora? Nem pude ir até lá para cumprimentar todo mundo. — disse ele se levantando da cadeira.

Zelena tomou um susto ao ver a prima logo ali.

— Regina?!

Mills foi obrigada a parar, engoliu em seco, torceu a boca.

— Robin. — disse ela entre os dentes. — Oi, Zelena. — cumprimentou ela com a cabeça.

A ruiva ficou tão sem jeito que nem respondeu a prima.

— Olha, que coisa curiosa, eu havia me esquecido que vocês duas são primas. — Robin ironizou. — Se isso estivesse combinado não seria tão cômico.

— Pois é, Robin, se eu soubesse com certeza não apareceria aqui para ter de dar de cara com você.

— O que eu posso fazer se eu tenho bom gosto e esse é meu restaurante favorito na cidade? Você sempre soube disso. Ainda mais com Zelena que aceitou meu convite.

— Se Zelena não estivesse com você eu juraria que você estava me perseguindo.

— Eu? Perseguindo você? — ele deu uma risada. — Não sou tão louco.

— É bom que não seja mesmo, porque depois da covardia que você aprontou comigo ter você atrás de mim é pesadelo demais.

Robin molhou os lábios com a língua e continuou:

— Quer saber? Nem se eu fosse louco eu faria algo desse tipo, até porque é muito desagradável ver você desfilando com a sua namorada por aí.

— Não fale da Emma. — Gina rangeu os dentes.

Swan apareceu atrás de Regina logo em seguida.

— O que esse cara quer? — perguntou a loira, o encarando séria.

— Falando no diabo... Agora vocês não têm nem mais vergonha de aparecer em público. — ele falou ajeitando as mãos no bolso do terno.

— E por que teríamos vergonha se não estamos fazendo nada de errado? — perguntou Mills.

— Tem certeza de que não estão fazendo nada de errado? Meu filho está sofrendo por causa de vocês.

— Não é o que parece. — replicou Emma de pronto.

Zelena, sentada, estava nervosa e com medo da discussão avançar.

— Isso só está acontecendo na sua cabeça, Robin. Roland adora Emma e gostando ou não você não pode fazer nada para mudar isso. — disse Regina.

— Vamos ver se não vou mudar, Regina. — Robin ergueu a voz. Algumas pessoas no restaurante notaram a confusão. — Vamos ver se é isso mesmo que o meu filho quer. E eu tenho certeza que não.

— Você não vai obrigar o meu filho a mentir. — Regina começou a se exaltar.

Zelena se levantou.

— Por favor, não discutam, vocês estão em um restaurante. — pediu a ruiva.

— Não se preocupe eu não estou discutindo, Zelena, acontece que a Regina está um pouco nervosa. É que ela se esquece que eu tenho tantos direitos quanto ela, agora muito mais porque eu sim tenho a conduta certa para cuidar do Roland.

— O que está querendo dizer? — Regina perguntou. — O que está insinuando?

Robin olhou para Emma primeiro, depois para a ex e se aproximou falando em sua cara:

— Eu, do contrário de você, não obrigo o meu filho a ver duas mulheres se esfregando.

Emma não aguentou. Deu um passo rápido na frente de Regina, e, no susto, pegou Robin pelo colarinho.

— Cala a boca. — ela disse e o empurrou bruscamente contra a mesa.

Ele caiu com o impacto, derrubando tudo no chão. Emma usou tanta força que o fez bater na quina da mesa. Sentia uma dor muito forte na testa mas não desmaiou. Tocou o lugar com os dedos e viu sangue.

O restaurante inteiro viu a cena. De repente todos olhavam na direção de Swan, inclusive a mesa do pessoal da empresa, ficaram apavorados.

Zelena e Regina pularam para conter Emma antes que ela o pegasse de novo e fizesse pior.

Robin olhou para Emma mais uma vez, enquanto esfregava a testa.

Então, ofegante e confusa, Emma olhou para Regina.

— Me desculpa. — disse se tremendo inteira. — Eu não...

— Isso vai te custar caro — Robin falou cheio de raiva, se levantou. — Você vai se arrepender de ter feito isso.

Ele passou por elas saindo dali. Zelena resolveu ir atrás dele.

Gina colocou as mãos na boca e olhava para Emma sem saber o que dizer.



No dia seguinte logo pela manhã a notícia estava no principal jornal da cidade. O empurrão de Emma em Robin foi classificado como agressão e com tantas testemunhas o jornal havia conseguido até uma foto do momento em que Hood foi derrubado.

Cora olhava a notícia estupefata, mas não pela atitude de Emma e sim por aquilo ter parado tão depressa no jornal. Regina havia contado tudo para ela quando chegou em casa na noite anterior. Regina, inclusive, estava bastante assustada com a reação da namorada, mas o silêncio quando Emma a levou para casa depois da confusão no restaurante respondeu por ela.

Quando levantou encontrou a mãe na mesa da sala de jantar lendo o jornal. Cora ofereceu o papel à filha assim que ela se sentou na mesa, suspirando de uma forma preocupada.

— Ah, não... — disse Regina ao ver a manchete.

— Ah, sim, minha filha. — disse Cora. — Esses jornais são muito ligeiros.

— Mas quem fotografou? Quem colocou isso aqui? Não acredito! — Gina largou o jornal e esfregou a cara com as mãos.

— Não sei, mas se isso chegar nas mãos da juíza pode ser um problema para você. — comentou Cora.

Regina fechou os olhos e bufou.

— Era só o que faltava. Isso é um pesadelo, um pesadelo sem fim. — balbuciou.

— O que você vai fazer agora, minha filha? — perguntou a mãe colocando água num copo para oferecer à Regina.

— Não sei, não sei, mãe. O pior é que aquele desgraçado deve usar isso contra mim na próxima audiência. Meu Deus do céu, maldita hora em que resolvi ir embora daquele restaurante. Eu devia ter ficado até todo mundo sair. — disse Regina muito frustrada.

Cora tentou confortá-la mas estava tão chateada quanto só de pensar no pior.

— Se eu fosse Emma eu agiria da mesma forma.

Regina respirou fundo e olhou o jornal novamente. Apertou os lábios de um jeito aflito, tinha de falar com Emma.



Emma ficou o domingo inteiro em casa preocupada com o que havia feito. Sentia-se mal por poder prejudicar Regina e arrependida, mas ela não conseguiu se conter ouvindo as coisas que Robin disse para Regina. Agiu por impulso, mas ele mereceu.

Falou com a namorada por telefone e acharam melhor não se encontrarem naquele dia. Só se viram na manhã seguinte quando chegaram na construtora. Regina mostrou-lhe o jornal e Emma não pôde se sentir pior por toda a repercussão. Robert chamou as duas em sua sala antes da reunião de pauta para esclarecer o que havia acontecido.

— Eu sinto muito que isso tenha assustado todo mundo, mas não é algo que eu faço toda hora, eu me senti obrigada a agir. Regina estava sendo ofendida por esse homem. — explicava Swan.

— Tudo bem, Emma. Eu conheço você e não duvido da sua palavra mas a notícia está no jornal, todo mundo que jantava viu o que aconteceu. Eu não sei se seria útil, mas dentro das circunstancias eu acho melhor você ficar em casa alguns dias. — sugeriu Robert.

Regina colocou a mão sobre o ombro de Emma.

— Ele tem razão, meu amor. Vamos deixar a poeira baixar e todo mundo esquecer essa história. Você viu como todo mundo te olhou desde que chegou aqui hoje. Fique alguns dias em casa.

Emma não estava convencida.

— Não posso, gente, tenho muito trabalho para fazer, e me ausentar assim pode adiar coisas que não posso deixar de lado, vocês vão perder dinheiro.

— A questão não é perder dinheiro com sua ausência Emma, nós só queremos poupar você e Regina de alguns aborrecimentos. Então nada melhor do que colocar as duas de licença até que o processo da Regina acabe. — disse Gold muito solicito.

Mills assentiu para o chefe.

— É melhor, meu amor, não será tanto tempo assim. — falou para Emma.

— Tá bem. — disse a loira. Mirou Regina. — Eu só não queria ficar com essa sensação de ter te prejudicado outra vez.

— Não irá. — Regina tentou sorrir para a namorada.

E seguindo o conselho do chefe elas aceitaram entrar de licença até que Regina resolvesse a sua situação com o Robin. Mas do contrário do que pensavam, o ocorrido no restaurante chegaria nas mãos da juíza mais rápido do que chegou aos jornais.

No fim da tarde, após trabalharem apenas naquele dia, Emma acompanhou Regina até o colégio de Roland para buscarem o garoto juntas e depois irem para o apartamento no centro.

Roland ficou muito feliz ao ver a loira ao lado da mãe na saída e deu um forte abraço na arquiteta após vir correndo com mochila e lancheira na mão.

Depois disso, foram para a casa de Regina, mas ao chegarem tinham visitas os esperando.

Um homem de terno e gravata e uma mulher com roupas bem formais se ergueram do sofá quando eles cruzaram a porta.

— Me desculpe, Regina, eu não pude impedir, eles têm um mandato. — disse Cora, se erguendo também, com os olhos vermelhos, alguma coisa não estava bem ali.

— O que houve? — perguntou a engenheira com as coisas do filho na mão, enquanto Emma veio com ele no colo.

O homem e a mulher se apresentaram:

— Senhora Regina Mills, sou a assistente social encarregada de buscar o filho do senhor Robin James. — disse a mulher.

— Temos aqui um mandato expedido pela juíza Audreen Maleficent, a guarda do menor passa a ser do pai a partir de hoje. — anunciou o homem.

Regina deixou as coisas que segurava caírem no chão.

— Espera, não, não, eu não estou entendendo...

— O menino deve ir conosco nesse momento. — a mulher frizou.

Regina imediatamente pegou o filho dos braços de Emma e o agarrou desesperada.

— Vocês não podem levar o meu filho. Não antes da próxima audiência. O que que isso? O que houve? A juíza não pode ter feito isso. — disse ela se apertando ao filho, já com os olhos cheios de água.

— Eu sinto muito senhora, mas é uma ordem judicial. — o oficial de justiça disse firmemente.

A assistente andou até Regina e pediu o menino. Roland não quis largar da mãe e nem Regina queria soltar o filho.

Foi uma cena triste.

Regina não tinha saída, entregou o garoto a muito custo para a mulher e recebeu o papel da ordem da mão do oficial. Estava chorando quando leu as palavras ditadas pela juíza. Emma precisou abraça-la quando Roland cruzou a porta com os dois.

— Mamãe... Para onde estão me levando? — o pequeno perguntou.

— Você vai ficar com o seu pai um pouquinho, meu amor, só um pouco, eu prometo. — ela disse tentando ir atrás dele.

Regina não teve nem tempo de arrumar uma mala para o filho, não podia na verdade. Quando viu o filho dar tchau não continha os prantos nos braços de Emma. Se agarrou firme a loira e chorou, chorou muito

Notas finais
De partir o coração esse final. Será que a juíza foi injusta tomando essa decisão só por conta da confusão no restaurante? Como será que Emma vai se sentir depois disso? Muitas perguntas, não é? Se vocês acharam que a história andava morna demais, acho que agora é o momento para pensarem o contrário pois fortes emoções acontecerão. Muito obrigada pelas mensagens e comentários no último capítulo. Vocês sabem que abro esse espaço para falarem mesmo o que pensam da história, então não fiquem tímidas, é realmente bom falar com todas. Até o próximo capítulo, fiquem bem. ;)