Skin on Skin

31 I choose the right for we both.


Notas iniciais
Olá, amigas leitoras. Sejam bem-vindas ao capítulo trinta e um, talvez o segundo capítulo mais doloroso dessa história e vocês vão entender no fim dele. Antes de começar, quero mandar um beijo gigante pra letsxx, essa moça linda que fez uma recomendação que eu amei receber, que surpresa! E obrigada, querida. Espero que esse capítulo e os que estão por vir continuem te surpreendendo. O de hoje vai dedicado pra você, ok? Nas notas finais nos encontramos novamente. Façam uma boa leitura.


Regina estava arrasada. Sabia que aquela era uma decisão da juíza, mas isso não a impedia de estar mal. Era óbvio que ficara. Chorou por um longo tempo nos braços de Emma, depois de ver o filho ir embora com a assistente social e o oficial de justiça. Se recusava a acreditar que Robin jogara tão baixo.

Emma, roçava as mãos depressa em suas costas tentando acalmá-la, enquanto Cora meneava a cabeça, ainda incrédula. A mãe olhou para Emma de relance algumas vezes como se procurasse uma solução para o problema, mas talvez a solução fosse justamente esperarem, por mais ruim que fosse a demora.

Swan fez Regina se sentar no sofá ao lado dela, por sorte Mills conseguiu se acalmar e tomar ar. Estava desesperada para fazer alguma coisa.

— Preciso fazer alguma coisa... Tenho que ligar para o Whale. — disse quase soluçando.

— Calma, Regina. Agora você tem que ter calma. Mesmo que ele consiga alguma coisa isso só vai se resolver amanhã. — disse Cora.

— Sua mãe tem razão, Regina. — Emma enxugava as lágrimas do rosto da namorada. — Fica calma, ainda dá tempo de reverter essa situação.

Regina se desvencilhou de Emma por um momento.

— É claro que há solução, é claro que tem de haver alguma solução. Robin fez isso. Robin com certeza fez alguma coisa para a juíza ter mudado de ideia tão depressa. — esbravejou. — Por isso mesmo vou falar com o meu advogado agora. — disse e, em seguida, sem esperar, pegou o telefone celular do bolso procurando o número do Dr. Whale.

Emma ao seu lado deu um grande suspiro, parecendo constrangida. Começou a pensar na noite de sábado no restaurante quando se encontraram com o ex-marido de Regina. Se tivesse controlado sua ira contra aquele homem talvez Roland estivesse ali com elas agora.

A engenheira discou para o advogado e esperou pouco para ele atende-la. Explicou rápido o que havia acontecido e, para sua surpresa, até ele já sabia da história do restaurante, o que fez Emma se sentir péssima após confirmar isso ouvindo a conversa. O advogado lamentou e disse que falaria pessoalmente com a juíza ainda naquela noite, para o mínimo de alívio da morena. De qualquer maneira teria de esperar, pois uma nova decisão, se houvesse, só sairia no dia seguinte ou na nova audiência marcada para o mês seguinte(o que era mais provável) e isso era tempo demais para ela esperar. Não podia aceitar. Mesmo assim, Whale a mandou seguir o que dizia o documento que recebeu do oficial de justiça.

Um pouco mais tarde e mais calma, Regina se sentou com Emma em seu quarto, tentando não se sentir pior. Swan tentava ser firme e tranquila com a namorada, mas por dentro estava tão péssima quanto Mills.

Gina havia se deitado em sua cama, cheia de dor de cabeça, ainda com as vestes que usava para ir trabalhar, com Emma sentada na beirada ao seu lado dando-lhe conforto. Estavam estudando as possibilidades de conseguir Roland de volta.

— Talvez se provássemos que Robin está colocando coisas na cabeça de Roland, nós tenhamos alguma chance. — disse ela, com uma mão na testa. Olhava para Emma.

— Essa era uma alegação que ele tentou fazer contra você antes do processo começar, lembra? — Emma a recordou. — Eu realmente acredito que ele vai influenciar o Roland de certa forma. Isso tem que se resolver depressa antes que o menino decida ficar com ele em definitivo.

— Eu não sei se suporto ouvir o Roland dizer que prefere ficar com o pai. — os olhos de Regina chegaram a arder novamente. — Seria doloroso demais. Ele sempre foi tão apegado a mim. Está vendo, Emma? Era por isso que queria evitar que o Robin o levasse desse jeito. Isso não é justo.

A loira se aproximou mais um pouco dela.

— Eu sei que não, e sei que tudo isso está acontecendo por minha culpa. — desabafou. — Eu fiz errado em ter aceitado a provocação do Robin.

— Não, meu amor, não é culpa sua. — Regina se ajeitou na cama e se sentou ficando de frente para Emma. — Foi uma infelicidade. Fui eu que decidi dar ouvidos a ele. Você só tentou me defender...

— E isso custou a guarda do Roland.

— Sim, mas nós não sabíamos que a notícia chegaria tão rápido nas mãos da juíza.

— Estou convicta de que Robin tem dedo nisso.

— Ontem eu estava justamente pensando se não foi uma armação dele para nos prejudicar. — Gina mordeu o lábio inferior, pensativa.

— Pode ter sido. Você mesma me disse que com ele todo o cuidado é pouco, e eu idiota fui cair nessa. — Swan desviou o olhar, envergonhada.

A morena tocou seu queixo e a fez se virar para vê-la outra vez.

— Meu amor, eu me sentiria ainda pior se você se culpasse assim.

Emma prendeu os lábios desconfortavelmente e assentiu, depois disse:

— Eu vou tentar não pensar tanto nisso.

— Emma, por favor. — Regina se esticou para tocar o rosto da namorada com as duas mãos. — Eu preciso de você comigo, agora, sempre... Ninguém sabe me passar segurança como você.

— E só vou deixar se você me pedir. — completou Swan, voltando a olhar firme para ela.

Regina conseguiu sorrir doce para a namorada, logo a beijou nos lábios e a abraçou, pedindo conforto dos braços da loira.

Se não fosse pelo respeito que tinha por Cora, Emma passaria a noite no apartamento de Regina, porém, preferiu voltar para sua casa e ficar com seu filho.

Regina e Emma teriam oportunidades de se encontrar com mais frequência fora da empresa, já que não precisavam ir trabalhar por conta de suas licenças. Mas estavam fazendo isso pouco. Emma havia prometido não pensar demais, porém, se sentia de fato culpada pela perda da namorada.

O resto da semana foi terrível para Regina; Whale não havia conseguido nada com a juíza Maleficent. O recado no dia da audiência tinha sido claro para ambas as partes e o advogado de Mills teria de esperar pelo menos um mês para recorrer. Robin estava ganhando a guerra à essa altura. Sem alternativas, Regina podia ir visitar o filho nos finais de semana e passar algumas horas com ele se quisesse e foi o que fez. Em todas as vezes foi sem Emma.



Ainda naquela semana, a mãe de Emma, Mary Margaret, ficou chocada quando alguém em seu trabalho comentou da notícia sobre sua filha no jornal de segunda. Mary confirmou a história, todavia, sabia que não adiantaria ligar para conversar com Emma sobre o assunto, uma vez que a conhecia como a palma de sua mão. Precisava tomar uma outra atitude que julgava a mais correta. Emma estava indo longe demais no relacionamento com Mills, ela pensava.

No dia em que Roland completou seis anos, Robin levou o garoto para um passeio em um parque fora do estado, impossibilitando a mãe de vê-lo. Regina mal pôde dar parabéns para o filho e estava se sentindo péssima por conta disso. Para completar, Emma também havia se distanciado naquele dia para ficar com Henry e combinaram de se verem só de noite. Mais tarde, naquele dia, Zelena foi visita-la com a desculpa de que precisava conversar algo muito sério com a prima. Gina sabia do que se tratava, era sobre Robin.

Para ser sincera, Regina não se importava se Zelena estava ou não saindo com ele, tinha esquecido que ela esteve no restaurante na companhia do seu ex-marido.

— Então você veio para me explicar alguma coisa, Zel? — perguntou Regina olhando a prima com calma. Sentaram-se para conversar no escritório. — Eu não acho que você precise me explicar qualquer coisa.

— Me sinto na obrigação de dizer que o que você viu não é exatamente o que estava pensando. — respondeu a ruiva, engolindo em seco em seguida. — Robin e eu saímos juntos naquele dia porque ele insistiu. Eu não sei se deveria contar, mas ele está se tratando comigo. — revelou Zelena.

Regina pareceu surpresa ao saber disso.

— Poxa, é mesmo? Que bom pra ele. Mas quem deve saber se é ético ou não sair com um paciente é você, não é, prima?

— Ele não me chamou para sair como paciente, Regina. Na verdade, a primeira consulta aconteceu antes de ontem. Ele pediu a minha ajuda naquele jantar e agora sim temos uma relação de paciente e psicóloga.

— Então ele convidou você para jantar para marcar uma consulta com você?

— Sim. E também porque ele queria uma companhia para jantar e eu não vi problemas em acompanha-lo.

— Hum... Está certo. — Regina disse indiferente.

— Gina, eu sinto muito pelo o que houve entre você e ele e espero que resolvam isso depressa. Eu não sabia que as coisas andavam tão graves assim.

Regina olhava para os próprios dedos.

— Sim, você não poderia imaginar mesmo. Depois daquele dia em que mamãe voltou não te vimos mais e foi quando ele me processou. Mesmo que tudo estivesse no lugar você não precisa se sentir culpada por ter saído com Robin.

Zelena assentiu.

— Não sei se culpada é a melhor palavra. Talvez eu esteja arrependida.

— Não precisa. Tratando dele você vai perceber o tipo de pessoa que ele é.

Zelena fez que não com a cabeça dessa vez, mas não disse nada para a prima. Não podia, já que via o comportamento de Robin com outros olhos sendo uma psicóloga. Não podia nem comentar que na noite do jantar, depois de ajudá-lo a se recuperar da pancada de Emma, o ouviu dizer certas coisas desagradáveis sobre Regina que não concordava, e isso a fez perder o encanto por ele. Aceitou trata-lo, mas seria algo estritamente profissional dali para frente, longe de envolvimentos amorosos.

— Bem, eu preciso ir. Se você me prometer que vai ficar bem até a tia Cora voltar eu te deixo em paz. — falou Zel se levantando da cadeira na frente da mesa de Regina.

— Eu vou ficar bem sim. Você não atrapalha em nada Zelena, se quiser pode jantar daqui a pouco aqui, eu não sei se vou ter apetite para comer qualquer coisa hoje — Regina disse, fazendo o mesmo que a prima.

— Você está triste por causa do Roland, não é?

— É, hoje é aniversário dele e nem pude falar direito com ele ao telefone.

Zel colocou a mão sobre o ombro da prima e deu-lhe um afago.

— Eu espero que esses problemas se resolvam da melhor maneira possível, prima. Chame Emma para ficar um pouco com você. Querendo ou não estar com ela é uma distração para quando se sentir triste.

— É. Eu vou ver o que posso fazer...

Depois que Zelena foi embora, Regina foi ao quarto do filho e ficou por ali algum tempo arrumando as roupas do pequeno, procurando uma forma de matar a saudade que estava sentindo. Lutava para conter o nó na garganta toda vez que sentia o cheirinho bom da colônia que gostava de fazê-lo usar, nas roupas. Aqueles dias seriam os mais difíceis. Sentia que faltava algo, era Roland.

Quando Regina finalmente terminou de arrumar as roupas no armário, ouviu o telefone soar. Ficou sozinha em casa depois que a mãe saiu para se encontrar com Sidney Glass naquela tarde, então de pronto foi atender.

Era o porteiro do prédio a informando que alguém pedia para subir. Não podia acreditar quando ele a descreveu. E maior ainda foi seu susto quando olhou no olho mágico e viu mesmo a mãe de Emma por ele depois que deixou ela subir. O que Mary queria vido até sua casa numa tarde como aquela? Pensou. Não deveria ser coisa boa.

Abriu a porta, afinal, estava muito curiosa.

— Mary Margaret?! — disse de um jeito mais surpreso do que questionável.

— Tudo bem, Regina? — perguntou Mary. — Podemos conversar um pouco?

Na porta, Regina deu uma olhada para ela e disse:

— Conversar? Ahm... Não sei se é um bom momento agora...

— Não se preocupe, eu não pretendo demorar. — a mãe de Emma foi clara.

Regina relutou em deixa-la entrar a princípio, depois pensou que não havia motivos para temer a sogra, sabia que tinha Emma ao seu lado e Mary não mudaria isso. Era uma boa hora para colocarem tudo em pratos limpos e a mãe de sua namorada deixar o caminho livre para o relacionamento.

Deu espaço para ela entrar e fechou a porta em seguida.

— E então? — disse Mills mostrando o caminho do sofá para Mary poder se acomodar melhor. — Em que posso ajudá-la?

Mary não deixou de observar o apartamento por alguns segundos. Era o mesmo lugar que veio muitos anos atrás e apesar de algumas mudanças na decoração, era um lar impecável e muito bonito. Pelo menos os Mills tinham bom gosto desde aquela época, só não eram confiáveis aos olhos da senhora Swan.

— Oh, muito bem, veja isto — Mary não quis se sentar, entregou o pedaço de papel que segurava nas mãos para a nora.

— O que é isso? — perguntou Gina o desdobrando.

— Você sabe o que é. Não sabe?

Regina olhou bem para o que segurava, o pedaço de jornal com a foto de Emma empurrando Robin no restaurante. Até bufou ao ver a notícia de novo.

— Sei. Olha, Mary, eu não sei o que você entendeu dessa reportagem, mas...

— Não precisa explicar. — interrompeu Mary, erguendo os dedos em um gesto, inclusive. — Acho que o seu problema é justamente isso que está aí no papel, Regina, a sua influência sobre Emma. Está vendo como minha filha está cega por você? A que ponto esse relacionamento de vocês chegou? Acho que sim porque você sempre foi esperta.

— O que você está insinuando, Mary? Que eu mandei Emma fazer isso? — Regina sacudiu o jornal.

— Não sei o que você mandou ou se mandou ela fazer, mas que está claro que vai demorar pouco para Emma cair no seu truque de novo isso está evidente.

Regina ficou ofendida.

— Truque? O que está chamando de truque? Você está dizendo que eu vou enganá-la novamente, é isso?

— Você sabe o que eu quis dizer. Emma está comendo na sua mão outra vez e para você querer fazer alguma coisa vai demorar pouco. — disse Mary de forma debochada.

— O que você viu aqui nessa folha de jornal foi na verdade Emma me defendendo do meu ex-marido que se você não sabe tomou o meu filho de mim. E por ele ter nos ofendido ela me defendeu, foi algo pouco pensado, eu sei, mas ela não podia engolir esse tipo de desaforo. — insistiu Gina.

— Eu sinto muito pelo seu filho, estou sabendo através da própria Emma o que tem acontecido. O que vim falar com você além disso serve justamente para as duas. — Mary pigarreou antes de continuar: — Deixe Emma em paz.

Mills sentiu a cabeça girar, franziu bem a cara para a sogra.

— Deixar a Emma? Você ficou louca?

— Regina, você não quer prejudica-la, quer? Nem quer se prejudicar. Seu filho é mais importante agora. Se eu bem conheço minha filha, ela deve estar se culpando terrivelmente pelo o que houve com Roland. A sua história com Emma já acabou. Eu confesso que não confio em você nem um pouco porque só Deus sabe como vi Emma se descabelar por sua causa naquela época...

— As coisas mudaram, Mary, eu não sou mais aquela garota. — Gina tentou argumentar.

— Mesmo assim eu não consegui convencer e talvez eu nunca convença Emma sobre você. Então, faça algo pela minha filha que vai acabar ajudando vocês duas. Se afaste de Emma. É para o próprio bem dela.

Regina passou a mão pelos cabelos. O que Mary estava pedindo era um absurdo.

— Eu não posso. Eu não quero. — falou ela, nervosa.

— Pense, Regina. Você quer ter seu filho de volta e com Emma isso não vai acontecer. Emma está disposta a qualquer coisa por você. Emma está sofrendo por sua causa, se sentindo culpada. É isso que você realmente quer?

Gina começou a andar pela sala, pensativa. Não havia se colocado no lugar de Emma, mesmo sabendo que ela estava mal com o que havia ocorrido. E se Mary estivesse certa? E se assim fosse mais fácil conseguir a guarda de Roland de volta?

— Eu não sei... Eu... Eu só... amo sua filha, eu não posso fazer isso.

— Se você realmente a ama é claro que pode. — Mary sorriu de um jeito peculiar para Regina, começou a andar em direção a porta. — Pense, Regina. É pelo bem da Emma. Será melhor para ela.

Mary Margaret então abriu a porta por conta própria e foi embora sem dizer mais nada, nem precisava.

Regina estava com a cabeça flutuando. A sogra havia colocado muitas questões em jogo. Tudo o que Regina queria era chorar nos braços da amada, perguntar se era realmente aquilo que estava acontecendo. Mas Emma não dizia nada. Era sempre a mesma coisa, estava tudo bem com ela e ela estava ali para Regina, nunca uma reclamação ou lamentação. Emma estava mentindo e Regina sabia disso.



De noite, Regina chegou na casa de Emma de um jeito diferente. Quando Swan abriu a porta para ela logo a puxou para um abraço mas Mills não retribuiu.

Emma estranhou.

— O que foi? — perguntou a loira, fechando a porta atrás delas.

— O Henry já está dormindo? — disse Regina cruzando os braços enquanto ia entrando no apartamento da amada.

— Já. Por quê?

— Precisamos conversar. — ela disse de forma séria, isso assustou Emma.

Swan se aproximou, parando a sua frente.

— O que aconteceu, Regina?

A morena estava sem jeito para começar, mas precisava. Baixou a cabeça brevemente antes de conseguir olhar para os olhos dela.

— Sabe, eu venho pensado em você, nessa nossa situação e em como você deve estar se sentindo. — a voz estava um pouco alterada, porém sempre baixa.

— Você vem pensando em mim?

— É. Em você. — fez uma pausa, procurando as palavras certas. — Em como você é incrível, em como você tem se esforçado pra me tirar desse pesadelo.

Emma sentiu que havia algo de errado na forma como Regina falava. Começou a se preocupar.

— Regina, o que foi que houve? Me explica. Você está me deixando preocupada.

— Escuta, meu amor, só escuta... Me perdoa. Me perdoa pelo primeiro erro que eu cometi lá no começo, quando você confiava em mim e eu traí todas as suas expectativas. — Regina chegou até ela e a tocou nos ombros. — Me perdoa por ter recomeçado a nossa história e ter feito você acreditar em mim novamente, por ter feito você sentir medo e ter duvidado tanto, com direito. — riu levemente quando disse isso. — Me perdoa a insistência em te querer outra vez e não ter cumprido a promessa de deixar de falar em passado. Acontece que ele também me marcou e esse sentimento que eu sei que você sente aí dentro nunca deixou de existir desde aquela época. Eu quero que você o compreenda agora, que me entenda a partir do que vou dizer.

— Eu não estou entendendo o que você está falando, Regina. — Emma a olhava nos olhos, muito confusa.

— Você vai entender. — Regina disse. Sabia que tinha enrolado muito na fala, precisava de coragem para fazer. — Hoje eu parei e pensei em como essa volta foi boa para nós, mas infelizmente nem todo mundo pensa da mesma forma. Por isso me tiraram Roland. Eu sei como você está se culpando por aquela besteira com o Robin e não quer confessar porque me prometeu que não iria pensar nisso.

Emma começou a não gostar daquela conversa.

— Regina, a culpa é minha. Tiraram Roland de você por minha culpa... Como dizia no jornal. Uma mulher perigosa. Seu ex-marido foi muito inteligente se aproveitando disso.

— Foi, ele foi. Mas não é culpa sua. Foi culpa minha.

— O quê? — Emma franziu o cenho.

Regina decidiu terminar logo com aquilo.

— Eu preciso do meu filho de volta, Emma. E infelizmente se ficarmos juntas isso não vai acontecer.

A loira balançou a cabeça sem querer acreditar no que tinha ouvido.

— De onde tirou isso? Não, Regina. Há muitas maneiras de você ter Roland de volta, vamos resolver isso, é só esperar um pouco.

Gina fez que não, a voz começava a embargar.

— Não, Emma. Não dá. Você vai acabar se magoando, se aborrecendo. Eu não quero que você sofra, nem quero mais passar o aniversário do meu filho longe dele como hoje. A gente tem que se separar. Isso já deu o que tinha de dar. Não posso ficar com você.

Emma ficou transtornada, não queria aceitar.

— Por que está pensando nisso? Eu te disse que não sairia do seu lado enquanto não acabasse. Que ideia estúpida é essa?

— Eu abri meu olho, Emma. Eu percebi que ou uma coisa ou outra. — Regina a tocou no rosto. — Se eu tiver você, não terei Roland.

De repente, Swan não conteve as lágrimas. Fechou os olhos tentando impedi-las mas elas eram mais fortes. Prendeu os lábios e as sentiu descerem quentes olhos abaixo.

— Então é isso mesmo que você quer? — disse ela, de coração partido.

A morena sofria vendo Emma chorar. Tentou secar as lágrimas dela com os polegares. Tomou ar e disse:

— Sim. — assentiu muito. — Sim, é isso. Acabou.

Swan levou outra pancada com as palavras de Regina. Olhou nos olhos dela como se implorasse para que aquilo não fosse verdade.

Gina abraçou sua amada uma última vez com toda a força, tomou os lábios de Emma com extrema vontade e por fim, a soltou, deixando-a sozinha.

Quando fechou a porta do apartamento por fora para ir embora, segurou a boca com uma das mãos para que ninguém a ouvisse urrar de dor. Não sentia uma dor física, sentia como se estivesse morrendo de dor no fundo do coração.

Notas finais
Ok, meus anjos, tenham a calma, tenham a calma. Antes de nos desesperarmos vamos nos colocar no lugar da Regina que tomou essa decisão muito depressa. Vocês acham que por mais que Regina não quisesse magoar Emma outra vez, com esse rompimento ela acabou fazendo isso? Me digam o que está na cabeça de vocês nesse momento. Pois bem, com esse capítulo eu posso anunciar que chegamos na reta final da história, pois é, pessoal. Temos mais algumas semanas de fanfic apenas e a partir dos próximos capítulos a gente terá uma definição de toda a história. Um super beijo a todas que comentaram no capítulo trinta, obrigada! Aguardo vocês nesse aqui novamente e se você é nova/novo, descobriu agora a história e gostou também fique à vontade para acompanhar, favoritar, comentar ou recomendar, se você for tímida também pode me mandar uma MP que eu prometo manter sua identidade em sigilo kkkkk Fiquem bem, um beijo grande.