Skin on Skin

32 The marks that never were gone.


Notas iniciais
Olá, amigas leitoras. Sejam bem-vindas ao capítulo 32 de SoS que será um capítulo dedicado à Emma. Antes, quero agradecer a Dream Girl, sua linda! Obrigada pela recomendação, eu simplesmente amei e nem sei como agradecer mais. Fico muito feliz quando uma leitora como você sente-se tão bem com uma história minha. Um beijo enorme pra você. No último flashback da história, vamos ver como ficou nossa Swan após o fim do namoro no passado. Preparem o lenço que é de fazer chorar. Façam uma boa leitura.


Desde que Regina rompera o relacionamento, Emma vinha procurando em sua mente uma forma de consertar tudo. Seus dias, de repente, voltaram a ser os mesmos de quando retornou a Boston com o filho, para mudar de vida. Tão igual a época em que perdera o marido, Neal, sentia a mesma sensação de vazio, e definitivamente não conseguia disfarçar.

Emma compreendia que Regina tomou a decisão de deixa-la por causa de Roland, mesmo assim não conseguia se sentir menos triste. Pensou muito nas coisas que sua namorada disse. Lembrou de como ela a olhou quando disse que havia acabado. Emma tinha aceitado, mas uma parte dela suspeitava de algo errado com o ponto final que Mills colocou entre elas. A verdade era que Emma esperava mais de Regina. A mulher que amava não era a mesma que decidiu terminar, era uma outra mulher, bem mais vulnerável do que conhecia.

Era uma tarde fria de sábado quando seu filho, Henry, entrou no escritório do apartamento notando a mãe cabisbaixa enquanto olhava para um papel. Estava sentada entre as caixas que sobraram da mudança e ainda não haviam sido arrumadas. O garoto se aproximou com seu vídeo game portátil na mão, indo se sentar bem ao lado dela, com certa curiosidade que nunca lhe faltou. Mas ele sabia que Emma tinha algum problema. Ela mal falava nos últimos dias, passava a maior parte do tempo enfurnada naquele escritório e sempre com uma cara melancólica. Ele nunca a viu desse jeito.

— Mãe? — chamou o menino. — Você não vai comer alguma coisa?

— Estou sem fome. — murmurou Emma. Ela continuava a olhar para o papel. Henry viu que era um desenho.

— Você não tem comido nada nos últimos três dias, só tem feito meu almoço e nada para você. Não pode se alimentar tão mal, mãe. — disse Henry, chegando mais para o lado dela. Tocou o rosto da loira na altura da testa e afastou-lhe alguns cabelos. Emma nem moveu os olhos. Henry começou a pensar que a mãe estava doente. — O que você tem, mãe? — ele perguntou, realmente preocupado.

— Não é nada, filho. — respondeu. — Eu só ando entediada.

Henry não acreditou na mãe.

— Você não está entediada. Você parece triste.

— Não se preocupa comigo, Henry. Eu vou ficar bem. — disse ela, depois de algum momento em silêncio.

Swan largou o que segurava no chão e voltou a fuçar nas caixas. Henry bem depressa pegou o que a mãe havia largado e olhou bem.

— Esse aqui é o Roland, não é? Já sei, você está triste por causa da Regina. — Henry tirou a conclusão.

— Ahm? — disse Emma, finalmente erguendo os olhos, se assustou. Olhou para ele que estava bastante convicto do que disse. — Regina? O que tem a Regina?

— É por causa dela que você está assim com essa cara de peixe morto há três dias, né, mãe?

Emma ficou vagamente pálida, embora ainda tenha tentado disfarçar indiferença.

— Por que acha que é por causa dela? — perguntou Emma.

— Porque o Roland não mora mais com a Regina. Eu sei que é isso, mãe, você mesma me contou.

Swan suspirou aliviada. Por pouco desconfiou da esperteza do filho, que por sorte não desconfiava que sua apatia era por coisa maior.

— É. É por isso sim, meu filho. — suspirou Emma novamente, retirando de dentro de uma caixa um caderno seu dos tempos de faculdade.

— Não fica assim. Você tem que pensar positivo, que o Roland vai voltar a viver com a Regina logo. Lembra quando você me disse que a gente tem que sempre pensar positivo e nunca duvidar que vai dar certo? Então, mãe? Se você, todo mundo e a Regina acreditarem, vai dar certo.

— Olhe, Henry, o que acontece é que não é tão simples assim. Algumas coisas não se resolvem apenas com pensamento positivo.

Henry ficou murcho de repente.

— Então você mentiu.

Emma tentou sorrir para o menino e o chamou para um abraço.

— Hey, garoto, venha aqui. — Emma tocou o rosto do filho um uma mão e o olhou firme nos olhos. — Às vezes, só o pensamento positivo não é o bastante. Nós temos que tomar algumas atitudes para que as coisas funcionem e com isso fazemos escolhas. E às vezes essas escolhas não são o que queremos de verdade. — ela dizia pensando em Regina, como se tivesse entendido sua atitude.

Henry via a mãe, interessado nesse ponto, embora ainda tenha permanecido confuso com aquela resposta.

— Então você podia tomar uma atitude, pelo menos ajudaria a Regina a se sentir melhor. Ela deve estar sofrendo muito. — ele disse.

— Mas o que eu poderia fazer?

Henry sorriu.

— Ficar perto dela. Por que você não chama ela para vir aqui ou simplesmente não vai até a casa dela para ela desabafar com você, mãe? Eu sei que vocês são amigas, ela vai gostar de ter companhia.

— Eu não posso, meu filho.

— Por que não?

— Porque Regina já fez uma escolha. — respondeu Emma.



(...)

Quando Emma acordou naquela manhã, sua cabeça já não doía mais, a febre havia baixado e os delírios com Regina passaram.

Faltava um dia para embarcar para Michigan, onde seu pai conseguira uma vaga em outra universidade. Se dissesse que estava ansiosa para ir estava mentindo. Seu coração ficaria inteiro em Boston com os pais e a saudade imensa que sentiria de Regina. A última conversa que tiveram decretou o fim do namoro, mas não o fim do amor. Se Regina não tivesse errado, elas estariam juntas como sempre fora, Emma lamentava. Não era bem assim. A realidade era como uma faca enfiada no peito que a fazia sangrar toda vez que tentasse tirá-la de dentro. A faca permaneceu em seu peito por muito tempo.

Emma tinha o dia livre para organizar o que restava de suas coisas para viajar, só que já havia feito tudo muito tempo antes. Resolveu tirar aquele dia frio para se despedir de casa.

Boston era uma cidade com uma infinidade de lugares para se ver e visitar dos quais ela gostava muito, mas Emma sabia exatamente onde ir naquela ocasião. O parque. O lugar onde vivenciou muitos momentos com a namorada e que agora eram lembranças amargas a cada passo que ela desse na grama da beira do lago.

O frio havia espantado as flores das árvores, sobrando apenas os rastros de pétalas jogados pela raiz. Emma se sentou numa dessas raízes de árvore e olhou desapontada para o chão que mais parecia um mar lilás e verde, com a quantidade de rosinhas perdidas por ali. Nesse momento ela pensou em como as rosas se pareciam consigo... sozinha, despedaçada, jogada, esquecida, frágil. A vida parecia injusta até para as rosas que tanto amava.

Lutando contra as lágrimas, Emma encheu a mão com uma quantidade generosa de pétalas e as guardou no bolso do casaco. Não sabia por que estava fazendo aquilo, mas algo pediu que ela fizesse para um dia se lembrar. Depois de algum tempo batendo o queixo de frio, a vontade de chorar passou. O frio havia conseguido congelar suas lágrimas, agora congelaria seu coração, pensou ela. Estava na hora de se despedir daquele lugar, viveu tantas coisas ali. Emma passou pelo túnel do amor, pelo lado do lago onde perdeu as contas de quantas flores havia roubado dali para oferecer à Regina, pelos bancos na praça e pelos brinquedos. Se lembrou de tudo; cada sorriso, cada gracejo com os cabelos, cada olhar de Regina. Por que custava tanto esquecer dela? Se fosse apenas um romance adolescente a dor já teria passado. Todavia, Emma descobria naquele instante que o que sentiu todo o tempo pela namorada era amor, amor de verdade e que amar era bom demais mas doía demais sentir.



De noite, em seu quarto, prestes a ir se deitar, Emma guardou uma última coisa em suas malas e, quando se virou, viu o pai sentado na beira de sua cama. Ele esperava para ter com ela uma última conversa antes de sua partida. Estava vestido com a farda da polícia o que indicava que ele havia acabado de chegar em casa.

— Pronta para a viagem? — perguntou ele.

— Sim. — respondeu Emma, parada na frente dele, encostada na escrivaninha.

— Sua mãe e eu sentiremos sua falta.

— Eu sei. Eu queria que vocês me desculpassem. — disse ela, desviando o olhar.

David sorriu de forma terna.

— Pelo que, querida?

— Por precisar partir.

— Ouça, Emma, nós entendemos que você esteja triste, decepcionada. Foi uma ideia que tive para resolver o seu problema, e você aceitou. Há tempo de desistir, você ainda pode ficar em Boston.

— Não, pai. Eu vou, eu preciso ir porque se eu ficar aqui eu não vou conseguir viver. — os lábios dela tremiam numa ameaça eminente de choro.

— Você está muito magoada, é compreensivo. Tudo passa, até isso uma hora vai passar. A gente só quer que você entenda que estaremos aqui para você, sempre. Se você não gostar de lá e quiser voltar por alguma razão, a gente vai esperar. — David se levantou e andou até a filha.

— Eu sei e também sei que vocês são as únicas duas pessoas que importam na minha vida. — Emma abraçou o pai, fechou os olhos deixando uma lagrima intrusa escorrer sobre a bochecha direita. — Eu amo vocês. Obrigada por me entenderem.

David afagava os cabelos de sua filha com o sorriso mais gentil que Emma conhecia.

— Nós preferimos ver você sorrir a chorar. — ele a afastou pouca coisa para ver seus olhos, secou suas lágrimas e pousou-lhe delicado beijo na testa.

— Eu vou tentar, pai. — Emma forçou um sorriso para ele.

— Promete?

— Eu juro que vou.

Emma estava convicta de que Michigan era a solução para sua vida. Seus pais eram os únicos que não achavam sua fuga um exagero, apesar de estarem tristes com a situação. Mary culpava Regina por isso, mas como David disse, eles preferiam tudo menos ver a filha chorar.

Finalmente o dia chegou e Emma se despediu dos pais na rodoviária. Um abraço forte no pai e outro ainda maior na mãe, que colocou em sua cabeça uma touca de lã cinza para ela não sentir frio nas orelhas na viagem. Emma pegou a passagem, e subiu os degraus do ônibus acenando para os pais. Sabia que ficaria um longo tempo sem vê-los então não olhou mais para trás quando o ônibus partiu.

Ao chegar na cidade onde viveria a partir de então, Lasing, Emma tinha um novo desafio além de se acostumar com o novo ambiente, os novos amigos que faria e a nova vida, porém, teve sorte ao chegar em sua nova casa, a universidade.

— Quarto três nove sete, é aqui que você vai ficar, Emma. — disse o reitor que a guiou até o dormitório. Dentro do quarto alguém já a esperava, uma moça de olhos azuis, cabelos castanhos e muito sorridente.

— Seja bem-vinda, eu me chamo Belle, serei sua colega de quarto a partir de hoje. — disse a moça estendendo a mão para ela.

Emma logo de cara gostou da moça. Estendeu a mão para ela e apertou firme, chegou a sorrir.

— Prazer, me chamo Emma, Emma Swan.

E então foi ali que Emma decidiu começar sua nova vida. Tinha muitos planos, e de súbito sentiu-se animada para cumpri-los. Em sua cabeça, iria esquecer Regina de qualquer jeito, ao menos batalharia para isso com toda vontade, porém, ela estava esquecendo que Regina era uma marca dentro de si, uma marca que estaria nela para sempre.



Emma estava aliviada de não precisar ir trabalhar na construtora nos últimos dias. A licença acabara caindo como uma luva, mesmo que Regina também estivesse dispensada pelo chefe, até seus problemas com o ex-marido se resolverem.

Para não ficar parada, a arquiteta preferiu adiantar boa parte dos projetos que precisava rascunhar em casa. Havia organizado seu escritório no apartamento no tempo livre e começado a trabalhar por conta própria. Henry não mais a incomodava questionando sobre sua apatia aparente e a amiga, Belle, estava constantemente vindo visita-la. Belle, a propósito, já estava sabendo que Emma e Regina não estavam mais juntas, mas não soube pela boca da amiga. Conhecia Emma tão bem quanto Mary Margaret ou Henry. Havia algo que Swan não escondia no olhar esverdeado.

— Você e a Regina brigaram, mas isso não é o fim do mundo, Emma. — disse a moça se levantando da cadeira de escritório para caminhar pelo recinto.

Swan parou o que estava fazendo para fitar a amiga. Largou o lápis 2B desleixadamente sobre a mesa e colocou as duas mãos para trás de sua cabeça, respirando fundo. Estava farta daquele assunto, de pensar em Regina e em tudo o que remetia a ela. Sem considerar que a coisa que mais a incomodava era o fato de que Regina ter desistido do relacionamento que jurou que faria dar certo.

— Não é o fim do mundo, Belle. Eu estou vivendo, você está vendo, estou trabalhando, cuidando do meu filho, saindo de casa... Eu só me sinto frustrada. Tenho o direito, não tenho? — Emma disse de uma vez.

— Claro que tem. E eu imagino o quanto isso esteja afetando você, minha amiga, nem o anel que a Regina te deu você usa mais. E olha que você gostava tanto desse anel que a marca dele está aí até hoje.

Emma olhou para o dedo onde o anel ficava e viu a marca. Realmente não o tirava para nada desde que o ganhou. Só o fez na noite em que Regina apareceu e lhe disse que tudo estava acabado, depois de chorar muito.

— É, eu achei que ia funcionar dessa vez. — desabafou.

— O namoro? — Belle parou perto de uma estante de livros e se virou para olhar Emma. — Eu não sei o que houve com vocês no passado, mas deve ter sido alguma coisa muito forte.

— Foi algo muito forte e importante para nós. Mas isso não tem a ver com o que estávamos vivendo hoje.

— Você tem certeza que não? Parece que quando você fala tem alguma coisa engasgada na sua garganta que você não consegue por pra fora, Emma. Assim como também parece que você é completamente apaixonada pela Regina. Você não sabe mas eu percebi todas as vezes em que falou dela, desde o começo. Seus olhos brilhavam de um jeito, você ficava vermelha, na verdade ainda fica, olhe para você agora. E não é só isso. Você ficou muito mais aberta depois que vocês duas voltaram, nunca foi assim com o Neal, eu sei, eu te conheço.

Emma procurou um espelho na gaveta da mesa e se viu de fato corada. Ficou ainda mais se dando conta disso. Engoliu em seco.

— E do que adianta eu sentir alguma coisa se ela sempre me decepciona? — cruzou os braços, fitando a amiga. — Se acabou pra ela, acabou pra mim também.

— Você está perdida, Emma. ‘Tá se fazendo de forte, mas aí dentro você está destruída. — Belle deitou à amiga um olhar de pena. — Se pra você essa história está mal contada, tá na hora de pôr tudo o que está preso aí dentro pra fora, hum?

— Eu não vou procurar a Regina. — disse Emma se levantando da poltrona. Não estava mais disposta a falar sobre a engenheira. Tudo o que desejava era que outro assunto ocupasse sua cabeça, só que Belle estava certa. Emma não conseguia se sentir pior, tinha dúvidas e talvez desabafar seria o melhor. A hipótese era atraente, contudo, Swan era muito teimosa para correr atrás de Regina Mills. — Eu vou buscar o Henry no colégio. Quer uma carona até a empresa? — perguntou a amiga, colocando um casaco grosso sobre as costas.

Belle aceitou a carona da amiga, que a deixou na porta do edifício da Gold & Mills. De lá a senhora Gold iria voltar para casa com o marido, e só saiu do carro de Emma depois de pedir que ela ligasse caso precisasse de qualquer coisa. Emma se despediu da melhor amiga e seguiu até o colégio do filho. Havia prometido ao garoto que o buscaria no fim da tarde, e na verdade já vinha fazendo isso há alguns dias, aproveitando a folga. Quando deu quinze para as cinco Emma o esperava na saída, distraída, olhando para uma foto de Regina em seu celular.

— Mãe! — chamou Henry, trazendo sua mochila cheia as costas e alguém pelo braço. Emma quase tomou um susto.

— Hey, garoto. — disse guardando o celular no bolso do casaco, rapidamente. — Como foi a aula hoje?

— Muito boa. — ele respondeu abrindo seu melhor sorriso. Emma notou que havia alguém do tamanho dele ali ao lado. — Mãe, esta aqui é a Paige. — Henry puxou a menina pela mão. — Ela é minha melhor amiga na classe.

Swan olhou bem para a garota. Já tinha escutado o filho falar dela; uma mocinha de cabelos e olhos castanhos que estudava em sua classe e sentava-se na carteira ao lado da dele.

— Oi. — disse.

— Oi. — ela respondeu. — Você é a mãe do Henry?

Emma ficou olhando para ela, de olhos arregalados. Estendeu a mão.

— Sim, eu mesma.

A menina apertou-lhe os dedos e sorriu de uma forma meiga. Henry não perdeu tempo e logo disse o que estava ansioso para pedir a mãe:

— Mãe, eu convidei a Paige para ir lá em casa no sábado. Vou ensiná-la a jogar xadrez, você se importa?

— Eu? Ahm, não. — disse Emma, hesitante. — É claro que não. Tudo bem.

No fundo Emma gostava quando o filho tinha com quem brincar. Não se importava que ele levasse seus amiguinhos para visita-lo, vez ou outra. Aquilo acabaria sendo uma distração para ela também que andava distraída e entediada quando cansava de trabalhar, ainda mais no final de semana, e isso acabava fazendo com que pensasse em Regina.

A resposta pareceu agradar as crianças. Henry deu um abraço na amiga e confirmou tudo:

— Bem, eu te vejo no sábado então, o endereço é esse aqui — ele entregou um papel à menina.

— ‘Tá bem, eu vou falar com o meu pai para me levar. — respondeu a mocinha.

— Levar você onde, filha? — uma voz perguntou, vinda de trás deles.

Emma e Henry se viraram para ver.

— Papai! — disse a menina correndo e saltando no colo do homem de pronto.

Emma olhou. Um homem com rosto familiar, alto, bonito e vestido como um detetive de polícia, até o distintivo ele tinha na cintura. Ele apertava a garotinha nos braços com certo carinho.

— Já estava sentindo falta da minha menina. Foi bem na aula hoje?

— Muito bem. Olha, pai... — Paige escorregou do colo dele e o puxou pela mão, levando-o até Henry e a mãe. — Esse é o Henry e a mãe dele, Emma.

Swan pôde vê-lo melhor de perto. Sabia quem era e ficou bastante surpresa.

— Jefferson.

Ele também a reconheceu. Não foi difícil sorrir, tão surpreso quanto ela.

— Emma. Como vai?

— Vocês já se conhecem? Poxa, todo mundo se conhece nessa cidade. — falou Henry de uma forma engraçada

A loira tocou nos ombros do filho e se mostrou bem simpática para o conhecido.

— Já conheço o Jefferson sim, mas não sabia que ele era o pai da Paige. Eu vou muito bem, e você? Ainda trabalhando na polícia?

— É, ainda, é o que eu gosto de fazer, você sabe. — Jefferson respondeu. — Então você é o Henry? — perguntou para o menino. — A Paige fala de você todos os dias.

— Poxa, que bom! — disse Henry. — Eu estava agora mesmo dando nosso endereço.

— Sim, pai. Henry me convidou para ir na casa dele no sábado. — Paige puxou o braço do pai. — Você me leva?

Jefferson fez que sim.

— Se estiver tudo bem para Emma, não há problema, eu levo você.

— Não é problema, eu já disse que ela pode ir. — respondeu Swan.

— Certo, então nos veremos todos no sábado. — completou Henry.

Estava combinado, Jefferson levaria a filha para brincar com Henry no final de semana. Aquilo não seria tão surpreendente se ele soubesse que o melhor amigo da filha fosse filho de Emma. Logo uma mulher com quem esteve um dia, ou melhor, uma noite. Eles já se conheciam, até mais do que as crianças podiam imaginar.

Notas finais
O que o flashback faz vocês pensarem? Belle está certa quando diz que Emma tem coisas engasgadas para falar e não consegue? E Jefferson? Será que a aparição dele será para trazer algo bom, ou ruim? Eu disse que a história podia surpreender, aguardem o próximo capítulo que vai estar imperdível, eu garanto. Beijo gigante pra quem comentou no último capítulo, vocês me inspiram. Convido todo mundo para comentar novamente. Fiquem à vontade para descer a lenha ou me dar uma força. Muito obrigada pela leitura, um beijo enorme e boa semana. ;)