Skin on Skin

29 Not ready to start a war.


Notas iniciais
Olá, pessoal. De volta com SoS pra vocês que com certeza estavam ansiosas por esse capítulo. Pois bem, acho que o começo dele pode surpreendê-las então espero que agrade. E fiquem tranquilas que até o final de semana eu lanço mais um capítulo, ok? Façam uma boa leitura.


O ano novo chegou sem grandes novidades. As coisas entre Regina e Robin não andavam bem desde a abertura do processo pela guarda de Roland. Evitavam se falar ou se ver. Regina permitiu que o filho visse o pai nos últimos dias do ano, mas foi por pouco. Até o dia da audiência, Roland ficaria com ela que visivelmente andava perturbada com a aproximação da data.

Regina ficou com Emma no trinta e um de dezembro. Passaram a noite de réveillon em uma festa com os colegas da construtora na casa de Archie, mas a engenheira pouco aproveitou, não tinha motivos para se animar demais. Apesar do apoio da namorada, não conseguia evitar de pensar que poderia perder a guarda do filho nos próximos dias. Por um lado que o relacionamento com Emma estivesse melhorando a cada dia, por outro, Robin não a permitiu se sentir em paz.

Pensando nisso, Emma tentava mudar o foco de sua namorada. Logo no primeiro dia do ano, Swan aproveitou que o filho estava com seus pais numa pescaria, e chamou Mills para passar o feriado em seu apartamento. Com Cora em casa e Roland ainda com o pai, a morena, sem ter o que fazer, aceitou o convite.

Acordaram cedo no dia seguinte e ficaram namorando na cama de Emma por algumas horas. Regina parecia carente ao ponto de marcar sua namorada muitas vezes com as unhas enquanto faziam amor. Não que Emma estivesse reclamando, mas ela percebeu a necessidade de fazer aquilo da namorada.

Depois de tirarem as roupas de dormir do corpo por debaixo do edredom, se uniram enganchando as pernas e se roçando. Gina, por baixo, mordia o queixo de Emma, afastava seus cabelos e descia a boca pelo pescoço da loira prestes a deixar sua marca de dentes ali. Fez com tanta força que Swan chiou com a ligeira dor.

— Hey, isso doeu. — sussurrou.

Regina não respondeu. Continuou a marca-la com língua e dentes até que Emma cedeu outra vez mas continuou por cima.

Emma, mais carinhosa, a beijava, alisava com as mãos descendo por seus seios e barriga depressa, porém, aquela posição não era a que Regina queria. Afoita, ela puxou Swan de volta e a jogou, montando em sua cintura como se quisesse dizer quem mandava ali. Parou, prendeu as mãos da loira antes de fita-la nos olhos e roubar um breve beijo cheio de desejo. Swan podia jurar que ficaria por baixo desta vez, e ficaria mas de outra forma.

Regina libertou suas mãos das dela e as apoiou na armação de madeira da cama. Emma sabia o que ela iria fazer, já havia visto aquilo em algum filme. Então segurou a cintura da namorada, escorregou por baixo e viu a morena montar em seu rosto com uma coxa de cada lado e o sexo sobre sua boca.

Mills respirou fundo quando sentiu Emma beijar e roçar a língua em seu meio. Jogou a cabeça e o os cabelos curtos para trás se movendo contra a boca dela que ficava cada segundo mais feroz ali. Estava presa pelos braços da loira em sua coxa para mantê-la firme, mesmo assim preferiu segurar-se nos cabelos embaraçados dela quando sentiu a onda de prazer dominar seu corpo.

Tremeu sobre a boca de Emma e relaxou em seguida caindo bem ao lado no colchão. Swan a abraçou, voltando para cima dela. Ainda lambia os beiços quando Regina se recuperou do orgasmo.

— Adorei isso. — disse Swan selando várias vezes sua boca.

— Eu sabia que iria gostar. — respondeu Regina com um suspiro. — Já fazia algum tempo que não fazíamos amor desse jeito. Quando fico muito tempo sem vir pra cama com você eu me sinto louca. — dizia enchendo a boca de Emma com selinhos.

— Eu também sinto falta, mas com tudo o que houve eu não sabia se você ficaria à vontade vindo aqui antes.

Regina parou para olhar Emma.

— Por que as coisas precisam ser assim? Você e eu estamos tão bem, mas não consigo ficar completamente tranquila.

— Isso é uma fase, Regina, vai passar. Eu prometo que logo, em breve tudo vai ficar bem novamente.

— Só você para me prometer coisas que não pode fazer. — Regina riu de leve, afastava os cabelos da namorada para o lado.

Emma sorriu para ela.

— Não importa se é algo difícil ou imprevisível, eu vou ficar do seu lado e só saio dele se você quiser.

Regina a olhou de um jeito todo apaixonado.

— Quando essa confusão toda acabar, eu juro que vou te pedir em casamento e te levar pra minha casa.

— Regina, é muito feio iludir uma mulher solteira com uma promessa dessas. — disse Emma brincando.

— Não estou iludindo você, Emma. — Regina se ajeitou por baixo dela. — É mais sério do que você pensa. Eu disse que agora, dessa vez, eu não iria errar. Nada mais justo do que me casar com você, a única pessoa que consegue me fazer feliz, a única que me ama e sempre me amou, não é? Acho que por todo o tempo que perdemos nesses anos nós merecemos isso. Para que adiar? Vou falar com Roland, explicar tudo para ele e ganhando o processo de Robin não tenho o que temer. Eu quero ficar com você, Emma. — olhava para ela com grande seriedade. — E eu sei que você também quer ficar comigo.

A loira não tinha bem certeza do que pensava da ideia de casamento, mas Regina estava certa quando dizia que queria ficar com ela.

— Então isso significa que eu acabei de ser pedida em casamento?

Regina assentiu.

— Está vendo esse anel no seu dedo? — Gina pegou a mão de Swan e ergueu mostrando-lhe o anel que havia dado de aniversário à ela. — O que acha que significa?

Emma ficou envergonhada de repente, embora seus olhos verdes brilhassem.

— Muita coisa. — disse ela.

— Quando tudo se resolver eu quero que você aceite a minha proposta, porque eu não quero ser apenas a sua namorada, eu quero ser sua mulher.

Emma sorriu novamente, agora mais doce do que acanhada.

— Eu só acho que você não precisa esperar que tudo se resolva para me ouvir aceitar. — respondeu Emma.

E isso só fez com as duas gastassem mais tempo na cama naquela manhã.



No final da tarde, Emma foi buscar Henry na casa dos pais. Conversando com a mãe na cozinha enquanto o filho terminava de arrumar sua mochila, a arquiteta não pôde deixar de comentar das intenções de Regina e no potencial casamento em vista.

Mary Margaret sabia que não poderia mudar o rumo daquele relacionamento, mas nem por isso era a favor dele. Quando Emma lhe contou, ficou quieta, de braços cruzados só ouvindo. Na cabeça dela, sua filha iria se decepcionar novamente com a engenheira. Não adiantava, era muito cabeça dura para concordar com aquilo.

— Você não vai dizer nada? — perguntou a loira procurando o apoio da mãe.

— Emma, minha filha, você sabe o que penso a respeito dessa mulher. — Mary disse.

— Ela mudou, mãe, ela é outra pessoa. Eu sei que é difícil pra você entender mas eu confio nela. A Regina está tentando me provar desde quando nos encontramos de novo que tudo mudou. O que aconteceu no passado ficou no passado. Eu também demorei a perceber, me odiei por querer entender ela, mas eu não pude segurar o que eu sinto.

— Você sempre foi muito sensível, Emma, você é assim até hoje, caiu na conversa dela perfeitamente por conta disso. Tudo bem que você a ame, isso está na sua cara, o problema é que uma hora ela vai enganar você outra vez.

— Como você pode ter tanta certeza disso? — perguntou Emma, invocada.

— Gente como ela não tem jeito. Alguém que engana, trai uma vez pode muito bem enganar de novo.

Emma perdia a paciência com a mãe com facilidade.

— O que que a Regina vai precisar fazer pra você acreditar nela? — perguntou desfazendo o nó dos braços tal como a mãe fazia.

— Se você estivesse no meu lugar, Emma, você me entenderia. Eu só tenho medo que você volte a sofrer por causa dessa mulher.

A filha parou para pensar um pouco. Ficou mexendo uma colher dentro da xícara de café que estava tomando. Mary percebeu o anel no dedo anelar da mão direita de Emma. Sabia que havia sido dado por Regina, e pela forma como Emma o fitava vez ou outra, tinha certeza de que por mais que ela sofresse, se sofresse novamente, nada mataria o que ela sentia por aquela mulher.

Um momento antes de Mary dizer mais alguma coisa para a filha, Henry chegou com sua mochila nas costas chamando a mãe para irem embora.

— Estou pronto, podemos ir. — disse o garoto com uma máquina fotográfica digital na mão.

— Nós já vamos, garoto. — falou Emma se virando na cadeira da mesa para brincar com os cabelos do filho. — Se divertiu bastante?

— Muito! — ele respondeu. — Olha essa foto, eu havia prometido à Regina que pescaria um peixe para ela. — Henry mostrou uma foto em que segurava um peixe tão grande quanto ele nos braços. Certamente o avô havia o ajudado a pegá-lo. O garoto estava muito feliz com o feito. — Ela vai adorar ver essa foto, não acha?

— Oh, com certeza vai. — Emma sorriu e beijou-lhe a cabeça. Achava bonito como o filho gostava de Regina. Já começava a imaginar como seria quando fossem uma família só. Suspirou ao se lembrar que teria de sentar com ele para conversarem sobre isso.

Mary Margaret revirou os olhos e se levantou da mesa. Até o neto morria de encantos por Regina, e isso estava a deixando louca, mesmo que não admitisse.



A audiência estava marcada para a segunda semana de janeiro, logo após o recesso. Na quarta-feira Regina chegou cedo na construtora para adiantar seus trabalhos antes de precisar sair no meio da manhã.

Assim que se sentou em sua cadeira no escritório próprio, Ruby chegou com os avisos que costumeiramente precisava dar já que era a secretária principal da empresa.

A moça colocou algumas pastas sobre a mesa de Regina e lhe disse:

— Bom dia, Regina. Esses são os relatórios finais das obras no lado leste da ilha, só faltam a sua assinatura. Gold pediu que os entregasse até amanhã. Ele pediu também que desse uma olhada nisso, — ela mostrou-lhe um papel dentro de uma das pastas. — é sobre aquele projeto da nova galeria de arte que ele pediu para você e Emma fazerem juntas.

— Tudo bem, eu vejo tudo isso agora mesmo. Mais alguma coisa? — perguntou Regina.

— Você havia me pedido para lembra-la de que às dez e meia precisa sair para ir ao fórum.

— É, eu sei. Eu não me esqueci. — disse a engenheira de forma cansada, encostando totalmente as costas em sua poltrona. — Ruby, me faça um favor, quando Emma chegar peça à ela para passar aqui, sim?

A secretária assentiu e não falou mais nada, deu as costas e saiu da sala.

Uma hora mais tarde, Regina tentava se concentrar nos relatórios quando Emma chegou em sua sala parecendo preocupada.

— Regina? — disse ela da porta, fechando-a com calma. Andou até a mesa de sua namorada que tomou um susto quando ela apareceu de tão desligada que estava.

— Ah, oi, meu amor — Regina se levantou e a abraçou com força. — Que bom que você chegou.

— Ruby me disse que você queria falar comigo. — disse Emma deixando de abraça-la para tocar com as duas mãos em seu rosto. Olhou bem para a morena. — É hoje, não é?

— Sim, é hoje. Droga! Estou tão ansiosa. — Regina baixou os olhos.

— Vai dar tudo certo, eu vou com você.

— Não acho que seja uma boa ideia, Emma. Se Robin ver você eu nem sei o que ele faria. — Gina voltou a olhar para ela.

— Ele não vai fazer nada, ele não iria arriscar. Eu vou com você para o fórum, vou falar com o Robert e nós vamos juntas.

— Está bem. — disse Regina. — Eu só quero ver o que aquele perdedor vai inventar para tirar Roland de mim.

Um pouco mais tarde Regina e Emma foram para o fórum como haviam combinado. Faltava meia hora para a audiência começar, precisaram esperar. O advogado da família Mills, o senhor Victor Whale, apareceu logo depois cumprimentando a cliente e Emma da mesma forma.

Whale era um dos advogados que atuava pelos funcionários da construtora. Trabalhou para o pai de Regina em uma ação anos antes dele falecer, e por ter se saído brilhantemente bem, o jovem advogado recebeu a confiança de Mills e da filha que ultimamente andava solicitando regularmente seus serviços. Além de ter cuidado da separação de Regina e Robin há algum tempo atrás, agora se empenhava no divórcio dos dois e o problema em questão hoje era a guarda de Roland.

Ele não conhecia Emma, mas pôde notar pela forma como as duas se olhavam que ambas eram mais que amigas como Regina havia apresentado. Preferiu não dizer nada.

Whale olhou em seu relógio de pulso, faltava pouco para o horário marcado.

— Eu disse para o Robin não se atrasar, essa juíza do caso de vocês não é nada tolerante. — disse ele.

Regina e Emma se olharam de relance.

— E o que acontece se ele não aparecer, Whale? — questionou Regina.

— Bom, ela poderá marcar outra data, pode ser daqui a vinte dias ou até um mês.

— Ah, não. — reclamou Mills. — Essa não. — se levantou de onde estava sentada e andou pela sala, colocando uma mão na cintura e outra na testa. — Eu juro que se ele não vier...

— Calma, Regina, deve ser o transito. — interrompeu Emma.

— E eu avisei ele para sair do escritório pelo menos uma hora antes por causa dos engarrafamentos no East Boston. — completou Whale.

Regina passou a mão na testa, já estava sentindo enxaqueca.

Robin demorou mas apareceu justamente quando chamaram ele e Regina para entrarem na sala de audiências. Assim que o viu, Regina bufou.

— Até que enfim. Parece que faz de propósito.

Ele chegou se aproximando com sua pasta em uma das mãos, ia advogar por si no processo. Olhou a ex-mulher da cabeça aos pés. Estava diferente; Havia feito a barba e cortado o cabelo mais rente do que sempre esteve.

— Como de propósito? Eu me atrasei. — deu de ombros. — Todo mundo se atrasa nessa cidade. — sorriu de um jeito debochado para ela. Não demorou a notar Emma no recinto.

Swan lançou-lhe um olhar estranho de onde estava. Ele praticamente a fuzilou e saiu de perto delas para não perder a calma.

Regina foi até a namorada e tocou em seus dedos de forma discreta.

— Vai dar tudo certo. — sussurrou Swan.

Regina fez que sim e tentou sorrir para a loira.

— Bem, vamos, Regina. — chamou Whale, segurando a porta para ela.

Mills deixou Emma na sala de espera, arrumou seu terninho, engoliu em seco e entrou na sala de audiência como se estivesse indo para uma guerra.

Sentou-se na mesa disposta na frente da bancada onde a juíza já os esperava. A juíza era uma mulher de meia idade aparentemente, tinha cabelos loiros, olhos azuis e lábios grossos. Estava muito bem vestida. Regina viu rapidamente a placa com seu nome em cima da bancada: Audreen Maleficent.

Regina ficou de frente para Robin e ao lado de Whale. Era extremamente desagradável ter de olhar para a cara daquele homem. Nem acreditava que um dia foi casada com ele. Robin parecia muito seguro em seu lugar, não tirou os olhos dela a deixando ainda mais desconfortável.

A juíza pigarreou, disse alguma coisa ao escrivão ao seu lado e começou:

— De acordo com a citação requerida pelo senhor Robin James Hood, o menor Roland James Mills, filho do casamento com a senhora Regina Mills, vive sobre guarda compartilhada a partir da separação de corpos pedida há dois anos em comum acordo. É de vontade do pai da criança ter a tutela definitiva do menor baseado em pormenores que comprovem a indisposição da senhora Regina Mills de continuar compartilhando a guarda efetivamente. — fitou os dois antes de continuar: — Em base em quais pormenores o senhor acusa a mãe da criança? — perguntou a Robin.

— Excelência, a mãe da criança não dispõe das devidas condições para criar o meu filho. A senhora Regina Mills coloca meu filho em grande perigo ao deixa-lo sobre os cuidados da avó que é uma mulher dependente em jogos de azar o que vem a influenciar o menino de cinco anos. — Robin falava com autoridade olhando pra a juíza, depois voltou a fitar Regina de propósito. — Além desse fato, a mãe da criança mantem um relacionamento homoafetivo, o que torna a convivência confusa para o menino.

Regina apertou as mãos nos braços da cadeira, quis saltar no pescoço dele quando ele terminou. Whale a puxou de volta pelo ombro.

— Eu sabia que você ia jogar baixo. — disse quase cuspindo.

— Isso não é jogo baixo, é apenas a verdade e você sabe disso. — Robin replicou.

— Essas informações procedem, senhora Mills? — perguntou a juíza.

— Não, excelência. — Gina olhou para a mulher. — O que este senhor está argumentando são inverdades. Minha mãe realmente foi dependente de jogos de azar, porém, eu mesma encomendei o tratamento em uma clínica em Springfield. E hoje inclusive ela está curada, teve alta recentemente.

— E o que garante que sua mãe não tenha uma recaída? — ele perguntou com um falso sorriso na face. Voltou a fitar a juíza. — Sabemos, excelência, que mesmo após tratamento, um dependente tem altas chances de recaída. A convivência do meu filho com essa mulher é um grande risco, até porque vale lembrar que, dias antes da internação da avó, o menino passou por um grande estresse ao ser sequestrado por um grupo a quem essa senhora devia dinheiro.

Regina rangeu os dentes, ficou ainda mais inquieta na cadeira.

— Um sequestro é uma ocorrência muito grave. — disse a juíza.

— O menino esteve na posse dos sequestradores por vinte e quatro horas, excelência. A polícia prendeu o grupo que atuava no Massachusetts extorquindo dinheiro de associados dos grupos em que eram ligados. A senhora Cora Mills era apenas uma dessas associadas. — tentou explicar Whale. — Não ocorreu nada com o garoto, ele foi resgatado em perfeito estado, nem precisou de acompanhamento psicológico.

Robin continuava a encarar Regina. Às vezes estreitava os olhos. De repente ela também o encarou de volta com todo o desdém que podia mostrar no olhar.

— Na verdade, Cora Mills devia dinheiro ao grupo, excelência. Eu afirmo com veemência que manter meu filho perto de uma mulher como essa é um grande risco.

— Mesmo que essa informação proceda, se essa senhora estiver comprometida com a alta do tratamento oferecido pela filha, o menino não estará correndo perigo ao conviver com ela. O que tem a me dizer sobre o relacionamento homoafetivo que Hood alega, senhora Mills? — falou Maleficent.

Regina baixou os olhos, pensou. Não podia mentir. Seu caso com Emma não poderia ser algo tão grave assim para tirar Roland dela, então disse:

— Sim, eu estou me relacionando com uma pessoa do mesmo sexo. — soou firme. — Mas em nenhum momento meu filho ficou exposto a esse fato. Eu e minha parceira tomamos todas as precauções quanto a isso.

— Não é verdade, excelência. — interrompeu Robin outra vez. — Meu filho afirmou para mim que a mãe e sua parceira tiveram momentos íntimos na frente dele.

— Claro que não! — disse Regina indignada. — Isso é mentira. Você está louco? De onde tirou isso?!

Whale tentou segurar Regina novamente.

— Você não pode afirmar isso, Robin. — disse o advogado.

— Eu não só posso como continuo afirmando. Excelência, meu filho me disse com todas as palavras. Se for necessário eu posso gravar o depoimento dele contando o que houve. — disse Hood.

— Não, não é verdade! O que aconteceu foi que Roland não tinha a intenção mas acabou me vendo com Emma enquanto eu e ela nos abraçávamos. Não houve mais que isso. — Regina falava alto.

A juíza bateu na mesa.

— Ordem. Vocês podem apresentar argumentos, mas não devem partir para agressões mesmo que verbais.

Regina se colocou no lugar novamente.

— Desculpa.

Robin continuou:

— Você não pode obrigar o meu filho a aceitar sua relação com uma mulher. Roland está claramente assustado, infeliz, acuado. O melhor para ele é ficar comigo a maior parte do tempo, só assim ele terá uma qualidade de vida melhor do que tem com você e sua mãe.

— Quem garante que você vai cuidar do meu filho como eu cuido? — Regina sentiu os olhos arderem.

— Excelência, minha cliente é uma engenheira muito respeitada em sua carreira, trabalha na maior construtora do estado. Oferece a família uma condição muito boa de moradia e conforto. Não deixa o filho sozinho quando está ausente e na maior parte de seu tempo livre dedica-se ao garoto. Os motivos que o senhor Hood quer alegar de nada servem para a alteração da guarda. — Whale falou.

A juíza prestou a atenção em tudo o que disseram. Decidiu encerrar com uma decisão:

— Por enquanto, não posso ratificar a alteração da guarda para o pai da criança sem ao menos verificar se suas afirmações são verdadeiras, senhor Hood. Vou designar uma assistente social para verificar se a criança vive nas devidas condições na residência da mãe e da mesma forma com o pai. Caso um dos senhores apresente alguma incapacidade, a guarda da criança será transferida permanentemente para apenas um de vocês. Ficou claro?

— Sim, excelência. — responderam os dois.

Logo que saíram da sala, Regina procurou por Emma que não havia saído de onde ficou. A enxaqueca tinha piorado com o aborrecimento do ex-marido.

Robin saiu logo depois de Whale e as viu. Parou olhando as duas juntas e fez que não com a cabeça como se achasse aquilo um absurdo.

— Você não vai tirar o meu filho de mim. — disse Mills muito irritada com ele.

— Vamos ver se não vou mesmo. — replicou ele, virando as costas para sair dali.

Whale viu ele ir embora e alertou Regina:

— Ele parece que não vai desistir fácil.

— O que ele quer nunca vai acontecer, eu não vou deixar. — falou ela. — Se ele tentar fazer alguma coisa ele vai se arrepender.

— Eu duvido que ele tente jogar sujo para conseguir a guarda do Roland, mas todo cuidado é pouco, fique em alerta, Regina.

Emma a abraçou de lado, esfregou a mão em seu ombro e esperaram um pouco para irem embora.

Notas finais
Wow, Regina já quer se casar com a Emma. De repente as coisas pareceram andar para elas, não acham? Mary Margaret e sua antipatia... Algo me diz que Emma vai ter trabalho por conta dessa mãe que tem. Robin sendo Robin, acreditem eu gostaria de bater nele como todas vocês me pedem mas como a juíza Maleficent disse, nada de agressões HAHA Muito obrigada aos comentários e acompanhamentos. Eu peço humildemente aquele joinha ali embaixo se você gostou ou não, ou quiser me perguntar alguma coisa, prometo responder com muito carinho. Quem não conhece a história e chegou agora fique à vontade para acompanhar, favoritar, compartilhar com seus amigos, isso me inspira muito. Tenham boa semana, fiquem bem. ;*