Skin on Skin
21 Neither all problems are over.
Notas iniciais
Era quase Agosto quando as obras da ilha entraram em fase de conclusão.
O projeto de Regina apoiado aos desenhos de Emma, ia de vento em polpa. As construções já tomavam um terço da ilha, sendo acompanhadas de perto, passo a passo pela equipe encarregada. Em teoria tudo estava no lugar e cumpria prazos, até mais depressa do que se esperava. Seria mais um recorde da Gold & Mills que lucraria cerca de milhares de dólares pelo empreendimento e Robert Gold não poderia estar menos satisfeito com o resultado. Com as ações duplicando a cada trimestre, toda reunião era motivo de comemoração, algo que, por sinal, estava sendo discutido na sala de conferências naquela tarde em especial.
— Eu acho que nada mais justo do que fecharmos esse mês com uma bela gratificação para todos e uma nota dez. Com isso, temos a melhor média do ano até agora. — dizia Gold na cabeceira da mesa de reuniões.
Os que estavam sentados ao seu lado na mesa, anuiram entre eles, concordando com a opinião do chefe.
— Se nossa média no próximo mês for onze, imagino o que vamos ganhar. — brincou Archie de seu lugar.
— Bem, infelizmente não temos como passar de dez, meu caro Archie, e mesmo com um dez eu já penso em recompensar toda a empresa.
A mesa se agitou, todos se olharam com surpresa e empolgação de repente.
— E desde quando você vai nos dar algo pelo bom trabalho, Robert? — perguntou Regina, irônica, enquanto ajeitava os óculos de leitura na cara.
O chefe corou um pouco, limpou a garganta. Tinha fama de ser exigente e não muito generoso quando o assunto era trabalho, ou seja, não aliviava. Mas, de uns anos para cá o homem parecia outro; há quem dizia que Belle era a responsável pelo milagre.
Gold sorriu e se levantou, arrastando a poltrona de couro em que estava sentado.
— Desde agora, pois esse é o nosso maior empreendimento e vejo que todos vocês estão se superando, é justo que recebam gratificações, mas além disso, quando essas obras estiverem concluídas, haverá um grande evento. — anunciou o chefe.
— Uma festa? — perguntou Jones, praticamente afirmando. Ergueu uma sobrancelha.
— Exatamente, Jones. Uma festa.
A mesa que já havia se agitado antes, agora era puro burburinho entre quem estava ali.
— É agora que ninguém vai sossegar enquanto essas obras não acabarem. — completou Jones.
— Se for uma festa como a do seu casamento, pode ter certeza de que vamos entrar pro Guinness. — Emma também brincou. Estava sentada ao lado de Regina. Vez ou outra procurava seus dedos embaixo da mesa, para se roçarem sem que ninguém percebesse enquanto a conversa ficava chata. Já era comum fazerem aquilo durante as reuniões desde quando voltaram a namorar.
O comentário de Emma arrancou algumas risadas.
— Pois bem, já podem começar a sonhar com a comemoração. — voltou a dizer Robert, sacudindo a manga do terno para ver as horas em seu relógio de pulso. — Agora creio que todos aqui estejam cansados de falar de números por hoje. Nós continuamos na semana que vem.
Todos se levantaram por fim, saindo aos poucos da sala. Jones esperou todos passarem para chegar em Emma e dar-lhe um atrevido beliscão nas nádegas. Na mesma hora Swan parou e se virou. Regina que vinha logo atrás, viu aquilo e lançou um olhar furioso para cima dele, tomando as dores.
— Qual é o seu problema? — perguntou a morena, indo encará-lo. Emma precisou contê-la com um braço.
— Mas olha, parece que você tem uma guarda-costas agora, Emma. — ironizou Jones.
— Eu queria ver se você ia gostar se alguém apertasse a bunda da sua mulher. — falou Gina entre os dentes, baixo o suficiente para que só os três escutassem.
— Ah pois é... Esse é o problema Regina, eu não tenho mulher e nem Emma um marido, então eu posso me dar ao luxo.
— Você é louco ou o quê? — Mills quase o pegou pelo colarinho, Emma precisou segurá-la de novo, mas dessa vez com mais força.
— Não sinta ciúmes, Regina, se você fosse menos turrona a gente podia conversar mais vezes, sabia? — ele falou, escapando pelo canto. Deu uma leve risada enquanto olhava para elas e saía de perto. — Tchauzinho! — acenou, sumindo no fim do corredor.
Gina queria ir atrás dele, ficou irritadíssima com aquilo. Jones era muito atrevido. Por sorte foram os últimos a sair, ninguém os viu.
— Hey, calma! — dizia Emma puxando-a. — Deixa ele, Regina.
— Mas ele é muito cara de pau! Quando eu pegá-lo de jeito ele vai se arrepender...
— Não, você não vai pegar ninguém. Fica quieta. — Emma a virou e segurou seus ombros. — Hunf. — disse a olhando séria. — Calma, Regina. O que ele vai pensar da gente?
— Ele não vai pensar nada. Ele é muito bobo para pensar em qualquer coisa sobre nós. É que ele é muito abusado e você quase nunca reage.
— Costumo espantar ele com uma cara de reprovação. — Emma soltou as mãos dela.
Regina mais calma a olhou de lado, meneando a cabeça.
— Você é muito calma, não dá para entender.
— Ficou com ciúmes? — Swan se aproximou sorrindo.
— Só um pouco. — disse, virando o rosto para provocar. Emma sorria bem perto dela. Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, o celular da morena soou no bolso da calça. Assim que o pegou e viu quem a chamava, revirou os olhos. — Ah... Robin.
— Seu ex-marido?
— Sim. Ele está na cidade. Deixei que buscasse Roland no colégio e combinamos de virem até aqui. Já chegaram. Ele quer conversar comigo.
— Você quer que eu te acompanhe? — perguntou Emma preocupada.
— Não, tá tudo bem. Eu me viro com ele, estou acostumada com as conversas, provavelmente vai falar da minha mãe, do sequestro e o quanto ficou preocupado, aquela coisa de sempre. — Regina afastou os cabelos para trás com os dedos e bufou pensativa.
— Tem certeza?
— Tenho, meu amor. Eu vou ficar bem. Vamos nos ver hoje à noite? — perguntou antes de sair dali.
— Sim, no hotel, a suíte de sempre.
Mills assentiu e selou um canto da boca de Emma.
— Combinado.
Saiu pelo corredor indo até a recepção onde o ex-marido e o filho a esperavam.
Roland saltou do lugar onde estava sentado e correu ao ver a mãe cruzar a porta de vidro da recepção. Regina o segurou com um abraço apertado. O menino adorava fazer aquilo. Era muito apegado a ela. Depois de sorrir e beijá-lo nas bochechas, se aproximou de Robin, cumprimentando o homem que parecia contente por alguma razão.
— Regina — ele disse se levantando de pronto.
Nesse momento as secretárias atrás do balcão de informações se cutucaram para olhar para ele; havia um burburinho na empresa a respeito do ex-marido de Regina; Alguns diziam que o casamento havia acabado por conta do temperamento difícil da engenheira, outros diziam que Regina pediu a separação porque o usou para engravidar, o que não estava muito longe da verdade.
— Robin — ela deu um meio sorriso. — Podemos conversar no meu escritório. É por aqui.
Então, ele a seguiu com o filho.
Já na sala, Regina fez sinal para ele se sentar mas Robin não queria demorar.
— Não vou demorar muito, Regina, ainda vamos pegar transito até o South Boston e era sobre isso que vim falar com você.
Gina também não se sentou, ficou de pé perto de sua mesa. Roland tomava suco de uma lata que pegou na máquina de vendas no corredor, estava sentado como um menino muito comportado no pequeno sofá que havia ali dentro.
— A estação... vocês vão pegar o trem das seis? — ela perguntou inocentemente, sem imaginar o que ouviria.
— Não. Não vamos mais pegar trem, eu facilitei as coisas. — disse ele. — Eu estive planejando e achei que seria melhor fazer isso.
— Fazer o que, Robin? Não entendi.
— Voltar para cá. Ficar perto do Roland. — ele viu o menino de relance e depois continuou: — Comprei um apartamento em South Boston.
— O quê?! — indagou Gina espantada.
— Eu venho planejando isso há meses, fechei negócio faz algumas semanas mas só ontem terminei de trazer tudo o que tinha em Nova York para cá. — ele dizia animado. — Roland não vai mais precisar viajar, vamos poupar muito tempo. Agora ele pode ir para minha casa a hora que quiser.
Gina esfregou o próprio rosto, não estava acreditando.
— Não me diga. — ela colocou a mão na boca.
— Eu tinha lhe dito que seria melhor que eu voltasse. Tudo bem que você não concordou muito, mas eu tenho clientes aqui, eu tenho base para recomeçar a trabalhar em Boston também. Vez ou outra irei à Nova York, mas por hora estarei aqui, mais perto do Roland.
Gina tentou se controlar. Passou a mão pelo rosto novamente e o olhava sem entender. Era só o que lhe faltava, o marido de volta na mesma cidade que ela. Quando pensava que tudo estava resolvido em sua vida, parecia tornar a piorar.
— Então você fez o que queria. — ela falou em tom amargo.
— Fiz para estar mais perto do meu filho. — Robin rebateu, percebendo o jeito insatisfeito da ex-esposa. — Sei que não vai ficar satisfeita com isso, mas pense no garoto, ele ainda é pequeno e mesmo com a separação estará perto dos dois.
— Você está certo. — ela suspirou pesado, cruzou os braços. — Não quero brigar com você, Robin, até porque não tenho direito nenhum de reclamar. Você faz o que você quiser e se isso é bom para o nosso filho, eu tenho que concordar, não é?
Robin abriu um novo sorriso.
— É. Muito melhor assim. Bem, se você quiser, também pode ir ao meu apartamento, será seu segundo lar. Vá lá a hora que quiser.
— Agradeço a gentileza, mas não pretendo me mudar para o seu apartamento, principalmente agora que tenho o meu só para mim e Roland, desde que minha mãe foi internada.
— Nem acreditei quando me contou tudo o que aconteceu por causa dela. A melhor coisa que você fez foi tê-la internado. Eu sempre disse que era um perigo muito grande mantê-la morando com vocês.
Ela novamente bufou.
— Pois é, eu devia ter feito isso há mais tempo.
— Papai, nós já podemos ir? — perguntou o pequeno do sofá.
— Já, filhão. — ele respondeu. — Então nós já vamos, tem algumas coisas encaixotadas que preciso arrumar ainda. — colocou a mochila do filho nas costas e olhou para Regina antes que ela abraçasse Roland enquanto se despediam. — Deixa que segunda eu levo ele no colégio e você pode buscar depois, o.k?
— Tudo bem, faça isso. — ela assentiu, soltando do filho. — Robin, qualquer coisa você me liga, você tem meu telefone.
— Tenho, pode ficar tranquila. Até mais. — ele piscou para ela antes de deixar a sala dando a mão para o garoto.
Regina jogou beijos para o filho, vendo-o sair com o pai pela porta, ficou vendo eles se afastarem, pensando se estava ou não gostando da ideia de ter seu ex-marido por perto outra vez. Aquilo lhe dava dor de cabeça só de imaginar, nesse momento era um fato. Do jeito que o homem estava, muito amistoso e contente, talvez a deixasse tranquila e tivesse se convencido de certas coisas que haviam conversado antes sobre o relacionamento. Talvez ele tenha se convencido, não devia se preocupar tanto, ou devia?
Bem mais tarde, no hotel, Regina escorregava suas mãos nas costas nuas de Emma enquanto se amavam fazia algum tempo. A medida que se afagavam, confundiam as pernas num delicioso e erótico roçar. A loira levou uma mão entre as coxas da namorada, tocando onde lhe era sensível. Regina arfou. Mesmo assim a beijava com paixão, como se precisasse muito senti-la.
Regina gemeu abafada, e tremeu num ritmo tenso como os dedos de Emma dentro dela. Quando acabou, Swan a abraçou rolando com ela na cama até que se aninhassem e pudesse colocar Regina por cima de seus seios onde ela gostava de se deitar. Mais calada do que de costume, a morena se agarrou no corpo da amada, recebendo um carinho manso. Swan gostava daquele momento que havia sempre depois que se amavam, tinha certeza de que Regina também gostava e às vezes terminavam de ter as conversas do dia ali, na cama daquele quarto de hotel.
Hoje partiram logo para os lençóis, sem nem mesmo pedirem a jantar. Mas ambas talvez nem estivessem com tanta fome.
— Onde você quer jantar? — perguntou Emma, suave.
— Eu falei pra você que devíamos ter feito isso antes. — Regina respondeu entrelaçando seus dedos nos de Emma.
— Eu não resisti. Mas se você não quiser sair agora, a gente pode jantar aqui, eu peço pra trazerem.
— Não, eu de verdade não sinto fome agora. — disse Gina calmamente.
— Não? Ainda por conta daquilo que me contou do Robin?
— Tenho que confessar que estou me sentindo incomodada com essa história.
— Você me disse que ele voltou com a intenção de ficar mais perto do Roland, e se for mesmo isso? E se ele veio apenas para estar mais perto do filho que é dele também? Ponha-se no lugar dele, se você estivesse longe do Roland, seria complicado passar algum tempo sem poder vê-lo por causa da distância, hum? Não sei, Regina, você devia relaxar, nem tudo é por sua causa. — Emma usou uma frase que Robin já havia usado uma vez com a morena.
Gina franziu a cara, desfez o laço do abraço de Emma e rolou de cima dela, se encolheu no canto da cama apertando o lençol contra si.
— Você agora falou igual a ele.
— Desculpa... Desculpa. — Swan tentou explicar. — É que você parece sentir medo dele. Vocês já estão separados, ele sabe disso. Não devia ficar tão preocupada.
— Sim, mas não me sinto segura ainda. Ele pode ser um ótimo pai para o Roland, disso eu tenho certeza, mesmo assim não sei se posso deixar de me preocupar. Você não entende, nós fomos casados, eu o conheço. Pode ser implicância minha ou outra coisa, mas algo me diz que ele voltou para Boston por outra razão, não simplesmente para ficar perto do Roland.
— Tem medo que ele faça alguma coisa contra você? — Emma perguntou se ajeitando na cama.
— Pior... Use Roland contra mim. — murmurou Regina. — Ainda mais estando perto agora. Ele insinua muitas coisas, não sossegou enquanto não internei minha mãe. Acredita que uma vez ele me disse que eu iria me arrepender se continuasse o tratando mal? Pois é. Não me sinto à vontade com ele por perto, definitivamente.
Emma parou para refletir um pouco.
— Você fez uma má escolha ao se casar com o Robin, você nunca gostou dele. Não sei como conseguiu ter um filho com esse cara.
— O que eu fiz para merecer? Eu devo ser muito tonta mesmo para precisar passar por isso.
Swan não disse, mas pensou justamente no que Regina teria feito para merecer tal problema. Poderia ser um belo castigo pelo o que fez na época em que eram namoradas, contudo, seria maldoso pensar assim, e toda vez que o fazia se repreendia. Tirando Roland, Regina não teve muitas felicidades na vida, suas escolhas atrapalharam. Agora, a única pessoa no mundo com qual podia contar era Emma, um fato que acabava sendo um tanto irônico.
Mas não deviam estragar a noite falando de outra pessoa. Pensando nisso, Emma se virou abraçando-a pelas costas, subindo e descendo uma mão por sua pele. Mudou de assunto:
— Já que a gente não vai jantar, que tal voltarmos de onde paramos? — a loira perguntou maliciosamente. Já avançava com a mão pela barriga de Regina, subindo no vão entre seus seios. A morena pegou fôlego.
— E onde foi que paramos? — indagou Regina preparando-se para surpreendê-la. Quando Emma inspirou dizer-lhe, pegou sua mão e como num golpe rolou com ela, ficando por cima.
Emma a olhou surpresa, depois abrindo um sorriso. Abraçou o corpo sedoso da namorada tocando sempre onde sabia agradar.
— Você não se lembra? — perguntou enchendo-a de suaves beijos pela face.
— Não. — Gina mentiu de propósito. Recolheu as mãos de Emma colocando ambas de lado para sossegarem enquanto descia pelo corpo da amada, aprontando excita-la, mas a loira preferiu enterrar os dedos nos seus cabelos negros a fim de bagunça-los. — Não faço a mínima ideia e sabe o que isso significa?
— O quê?
— Que devemos começar a fazer outra coisa. — dizia, descendo com a boca pela barriga da mulher.
— O que por exemplo? — Swan falava num fio de voz.
Gina desceu mais um pouco, beijando o umbigo de Emma. A loira se retesou em sinal. Ali era um ponto sensível de seu corpo. Com um dedo, deslizou por toda a extensão do busto até o sexo dela. Aquilo tirou o fôlego de Emma.
— Isso responde a sua pergunta?
Swan a olhou de cima.
— Sim — sussurrou ao mesmo tempo em que pegou seu pulso e a fez introduzir aquele dedo dentro de si.
Para não ficar sozinha no sábado à noite, Regina havia ido visitar Emma e Henry e programou saírem juntos para jantarem quando fosse a melhor hora.
Após assistirem à reprise de Jeannie é um Gênio na TV enquanto Emma se aprontava, Henry e a amiga mais velha folheavam um livro de histórias, o predileto do garoto Swan. Gina contou três histórias para o rapazinho que ouvia atentamente e se animava a cada cena mais divertida que conseguia imaginar da história. Perguntava muito para Regina sobre palavras que não entendia, e a morena prontamente respondia.
— Metamorfose significa transformação. Você já viu uma borboleta? Ela antes de ser uma borboleta passa por uma metamorfose. — explicava.
— Ah, então quer dizer que as borboletas se transformam? Mas como, Regina?
— Antes de serem borboletas elas são lagartas e depois constroem um casulo, algum tempo depois quando estão mais fortes e prontas, grandes demais para o casulo, elas saem dele...
— Como borboletas!
— Exatamente.
— Ah, agora entendi. — o menino abriu um sorriso doce. Quando ia perguntar mais alguma coisa a campainha do apartamento soou. — Deixa que eu atendo.
Ele levantou do sofá apressado. Pegou uma cadeira e subiu para olhar pelo olho mágico fazendo o que a mãe dizia sempre. Riu ao ver quem estava do lado de fora. Regina ficou à espreita.
— Henry! — disse uma voz feminina.
— Vovó! — disse o garoto.
No sofá, Regina ficou sobressaltada. Como? Era isso mesmo que havia escutado? Vovó?
— Hey garotão — falou mais uma voz, mas agora era de homem.
— Oi, vovô! — Henry os abraçou, os deixando passar em seguida. — Que bom que vocês vieram, a gente vai sair para comer já, já, e eu queria apresentar uma amiga a vocês — dizia ele, puxando a avó pela mão para o meio da sala, bem onde Mills estava. A morena se levantou do sofá, deixando o livro que segurava jogado por ali e viu bem quem eram as pessoas que chegaram. Engoliu seco ao perceber que eram mesmo Mary Margaret e David Nolan Swan, os pais de Emma. — Sabem a Regina que eu sempre falo? Essa é ela. Regina essa é minha avó Mary Margaret e esse o meu avô David. — apresentou Henry todo contente.
A cara que Mary fez não foi das melhores. Reconheceu Regina parada bem na frente dela. Mary tinha fama de ser uma mulher doce. Sua forma e rosto haviam mudado desde a última vez em que viu Regina. Agora era uma mulher de cabelos escuros curtos e rosto mais cheio. Seus olhos lembravam os de Emma um pouco, porém, naquela ocasião, pareciam idênticos aos da filha ao reencontrar Regina na noite do casamento de Robert Gold, lembrou a engenheira. Olhos incrédulos com o que viu. Mais precisamente, quem via.
Fale com o autor