Skin on Skin

22 Mary's mother's heart.


Notas iniciais
Olá, meninas! O capítulo de hoje não é inteiramente sobre a Mary como o título sugere, mas vamos conhecer um episódio da história que até então nem Emma sabe. Façam uma boa leitura.


Era como se estivesse vivendo uma cena do passado. Mary Margaret a investigava com um claro olhar de desdém. Por um momento havia se esquecido que uma hora ou outra, namorando com Emma, encontraria aquela pessoa outra vez. Uma pessoa que a odiava, e com grande razão.

Regina não queria parecer desconcertada, por isso, segurava as mãos atrás do corpo, mantendo-se firme.

— Eu sabia que era você. – disse a mãe de Emma analisando Regina da cabeça aos pés – Desde que Henry comentou que Emma tinha uma amiga chamada Regina e, ainda mais do jeito que ele descreveu, eu suspeitei que fosse mesmo você.

— Você já conhece a Regina, vovó? — Henry perguntou.

— Conheço, há bastante tempo. — respondeu a mulher nem um pouco contente. A boca de Mary Margaret se contorceu insatisfeita.

— Como vai, Regina? — perguntou David Swan muito educadamente, tão surpreso quanto em rever a morena. Diferente da esposa não reagiu tão mal ao vê-la, ele sabia que Emma acabaria explicando qualquer coisa depois.

— Bem, obrigada. — disse Regina erguendo a cabeça e queixo para encará-los escondendo o receio.

— Poxa, então vamos todos sair juntos! Meus avós podem ir também, Regina? — perguntou Henry.

— Na verdade eu não sei se vou mais, Henry. — Gina tomou ar, depois o fitou. — Deixa para um outro dia, ‘tá bem?

— Ah, mas por quê? — o garoto a olhou sem entender.

— Eu preciso voltar para casa. — ela roçou os dedos no rosto do menino brevemente. — Prometo que vamos sair juntos da próxima vez, querido.

— Está indo embora por que chegamos? — Mary interrompeu.

Regina não teve tempo de responder. Para sua própria sorte, Emma entrou na sala, toda arrumada para saírem, dando de cara com a cena.

— Mãe? Pai? — se aproximou, franzindo o cenho. — Algum problema? — ela olhou de relance para Henry e Regina, percebeu a namorada tensa.

— Nenhum. Viemos visitar vocês mas parece que alguém chegou antes de nós. — falou Mary, referindo-se à Mills. — Que bela surpresa. Há quanto tempo. — o tom da voz da mulher se tornou irônico.

David de braços cruzados bem atrás da esposa comentou:

— Eu pensava que você nem estivesse mais na cidade.

— Eu nunca saí de Boston na verdade. — disse a engenheira.

Emma chegou junto, um tanto temerosa ao ver os olhares trocados entre a mãe e Mills.

— De onde vocês se conhecem, hein? — indagou Henry intrigado.

Emma interveio:

— Isso é uma longa história, filho... Bem, vocês não querem se sentar um pouco? — Emma olhou Regina novamente de relance. A morena não estava muito à vontade.

— Não é preciso, Emma, eu e seu pai não pretendemos demorar.

— Mas vocês acabaram de chegar. — falou Henry. O garoto parecia tão confuso quanto a mãe com aquela situação.

— Chegamos na hora errada, eu acho. Como eu poderia imaginar que encontraria essa pessoa no apartamento da minha filha? — Mary lançou um novo olhar ameaçador a ela. — Eu estou sem palavras, bestificada para dizer a verdade.

— Também é uma grande surpresa para mim. — rebateu Gina.

— O que você está fazendo aqui? — indagou Mary dando um passo à frente.

A morena tentou segurar mas acabou soltando a resposta:

— O mesmo que você veio fazer.

— E ainda teve coragem? Mesmo depois do que você fez para Emma... — Mary estava indignada. Balançava a cabeça negativamente. — Não dá para acreditar.

Swan segurou nos ombros do filho afastando-o dali.

— O que aconteceu é passado. — Regina disse na tentativa de se defender.

Mary estreitou os olhos como se estivesse ouvindo um absurdo.

— Um passado que você não deve ter orgulho algum. — disse, numa voz fria e afiada.

Emma decidiu parar a troca de farpas antes que o filho escutasse algo que não devia, se meteu entre Mary e Regina, dando um breve alerta:

— Vocês poderiam falar de outro assunto, sim?

Regina não estava disposta a encarar a senhora Swan e muito menos confrontá-la com seu orgulho. Pensou em Henry também, o menino nunca entenderia se começassem a discutir.

— Eu acho melhor ir embora, eu não devia estar aqui. — fez um trejeito com a mão e pegou sua bolsa no sofá saindo de perto na direção da porta, mas a mãe de Emma não tinha terminado.

— Não devia mesmo. — ela disse alto para Regina escutar. — Você não devia e nem deve vir aqui.

Gina nervosa, abriu a porta, saindo apressada do apartamento. Emma veio atrás, a puxando no corredor antes que alcançasse as escadas.

— Regina, espera!

— Emma, eu tenho que ir. — não tinha nem coragem de olhar para ela direito. — Me desculpa, eu não devia ter vindo.

— Desculpa pelo o que minha mãe disse, ela não entende.

— E talvez nunca entenda. — disse Regina, baixo. — Olha, eu tenho que ir, me liga amanhã.

Emma fez que sim. Olhou rápido por cima do ombro vendo a porta do apartamento encostada. Tocou o rosto de Regina e a selou na boca.

— Eu ligo.

Mills assentiu e se desvencilhou da loira devagar, virando as costas na mesma hora. Emma esperou um pouco até voltar para dentro e falar novamente com os pais.

Mary e David estavam sentados quando Swan chegou com as mãos nos bolsos do jeans colado que vestia junto de uma jaqueta azul marinho. Viu Henry no canto da sala, confuso e assustado. Ele fitou Swan que fez um sinal com a cabeça, sabia o que significava. Batendo pés, o garoto entrou. Depois que Emma ouviu a porta do quarto do filho bater, deu atenção ao casal.

— Por que não me contou que você havia se encontrado com essa mulher outra vez, Emma? — perguntou Mary com decepção na fala. — Não pode ser o que eu estou pensando.

— É o que você está pensando sim, mãe. Não preciso negar e não fale comigo como se eu fosse uma criança. Eu iria contar, no momento certo, mas iria. — respondeu Swan.

A mãe de Emma não deixou barato.

— É, estou vendo o momento certo... Você estava esperando se casar com ela para nos dizer alguma coisa? Meu Deus, Emma, até seu filho está envolvido nisso, ele já a chama de amiga.

— Não exagere, Mary. — tentou aliviar o pai. — Emma deve ter suas razões.

— Fique quieto, David, você não sabe de nada. Emma, depois de tudo o que essa mulher te fez, você ainda teve coragem?

Emma baixou os olhos, enfiou as mãos ainda mais fundo nos bolsos da calça.

— Fala baixo. Não quero que o Henry escute. Eu e ela estamos juntas, você já pode imaginar que isso vem acontecendo há algum tempo, mas por enquanto Henry e o filho dela não sabem de nada.

— Ah, ela tem um filho também?

— Sim. Ele é pequeno ainda, já esteve aqui também... Não é algo recente.

Foi então que Mary Margaret pareceu compreender que a situação era maior do que pensava. Fitava a filha, se lembrando do tempo em que a viu partir de casa por conta do amor destruído por Regina Mills. Foram breves os segundos em que se reencontrou com a garota que se dizia namorada de sua filha, num pequeno filme vindo à mente.

(...)

Naquele tempo, Mary Margaret trabalhava como professora para uma escola primária perto da casa onde vivia com o marido e a filha num simplório bairro de Boston. Quando soube do relacionamento de Emma com outra moça, não se espantou demais por sempre ter desconfiado do comportamento da filha. Apesar de David pensar que a situação da filha fosse algo passageiro, com os meses, Emma mostrava-se perdidamente apaixonada pela jovem Mills que conhecera no campus da faculdade.

Emma dividia o tempo com os estudos e o namoro. Toda vez que conversava com a mãe, falava de Regina e de como se sentia. Aquilo começava a preocupar Mary de certa forma. Como toda mãe, Mary tinha pressentimentos e um deles sentiu na primeira vez em que recebeu Regina em casa num dos aniversários de Emma. Pensando ser apenas um equívoco de sua cabeça, disse a filha que havia gostado da moça, mas que deviam ser cuidadosas. Naqueles tempos, assumir um relacionamento desse tipo custava caro e, de acordo com o que sabia, o outro lado da moeda, os Mills, não concordavam com sua única herdeira se relacionando com uma outra jovem e ainda mais sendo de origem simples como Emma.

Mary temia pela felicidade da filha, algo lhe dizia que tudo acabaria mal para a loira e foi o que aconteceu; dois anos mais tarde, Emma chegou em casa aos prantos e lhe contou tudo. Mary teve certeza de suas suspeitas. Apesar de todo o consolo da mãe e a imensa pena que o pai sentia também, a moça entrara em profunda tristeza. Não saiu do quarto, da cama, não comia, não bebia, havia perdido o gosto de viver. Mary não sabia mais como reagir para trazer a alegria de Emma de volta, pois tudo resumia-se em Regina. No auge do desespero, David sugeriu que a filha deixasse Boston, mas aquela ideia era demais para Mary; não queria sua única filha distante e além do mais por conta algo tão banal. Emma era seu tesouro, sua vida, como Regina ousara maltratá-la daquela forma? Não era justo ver Emma se descabelar por um amor não correspondido.

Vendo a filha sofrer, sentiu raiva da jovem Mills, devia fazer alguma coisa. Buscou o endereço da família de Regina. Iria vingar de alguma forma o que ela havia feito a sua filha.

Chegou na hora do jantar. Tocou a sineta e esperou que abrissem a porta. Não se anunciou. Empurrou a criada para o lado e entrou apressada. Na sala de jantar, a família estava reunida em volta da mesa, e Mary esbravejou:

— Ainda consegue comer? Cínica!

Regina, tomou um susto, de onde estava não respondeu. O pai fez por ela:

— Mas o que está acontecendo aqui? — disse o homem, largando o guardanapo para olhar de onde vinha a voz.

— Sua... sua... — apontou Mary com dedo trêmulo para Regina. — Sua cínica! Você não tinha o direito de fazer o que fez com a minha filha!

— Como ousa entrar dessa forma na nossa casa? — disse Cora espantadíssima, chegou a se levantar. — Quem é essa mulher? Quem a deixou entrar?

— Eu sabia que você ia aprontar, eu tinha certeza que você ia fazer alguma coisa pra minha Emma. Você não tinha direito nenhum. — choramingou Mary tomada pela emoção.

— Senhora, por favor, o que está acontecendo aqui? — perguntou Henry Mills se erguendo de uma vez por todas.

— Emma? Você é mãe da Emma? — perguntou Cora estupefata.

Mary assentiu. Olhava para Regina que em seu canto tinha os olhos tão arregalados que mal conseguia esconder o choro que estava por vir. Henry olhou para a moça de súbito e fechou a cara ao saber daquilo.

— Você não tem vergonha? Nem um pouco? Minha filha está sofrendo, ela quer morrer por sua culpa, ela vai embora porque você a traiu! — disse Mary tentando se aproximar, mas a governanta a puxava pelo outro braço.

— Emma vai embora? — Gina finalmente falou.

— Lamento o que aconteceu com sua filha, senhora, mas garanto que não foi Regina que tenha provocado qualquer problema. — falou Henry tentando amenizar a situação.

Mary largou os braços da governanta, ajeitou a bolsa no ombro e empinou a face atrás do controle que precisava.

— Emma vai embora e a culpa é sua. — tornou a dizer Mary Margaret. — Você foi ingrata, Regina, você humilhou a Emma, uma pessoa que te amava, alguém que faria qualquer coisa por você. Como você teve coragem? — a voz de Mary era pura angustia. — Sabe por que eu vim até aqui? Para deixar claro uma coisa... Você perdeu a melhor oportunidade da sua vida. Você vai se arrepender amargamente de ter enganado alguém que te amou como a Emma fez, está ouvindo? Amargamente, Regina. Você jamais vai encontrar alguém que te faça feliz. Sua vida nunca mais será a mesma porque você não merece, você jamais será feliz!

O recado estava dado. Mary Margaret olhou para a morena uma última vez e se virou para ir embora antes que sua raiva a fizesse pular no pescoço da moça.

Apavorada e literalmente arrependida, a jovem Mills quis correr atrás da sogra e implorar perdão, no entanto, devia ir atrás de Emma. Mas aquilo só aconteceu dias mais tarde.

Mary Margaret jamais contou a filha o que fez naquela noite. Quando voltou para casa Emma havia acabado de tomar uma decisão, iria embora, para longe, como o pai sugeriu. Pelo menos, veria a filha indo embora com uma certeza, Regina nunca seria feliz se dependesse do que desejou e disse.

(...)

— Quem somos nós para dizer qualquer coisa, Mary? — falou David. — Emma faz o que quiser da vida dela.

— Você não está entendendo, David. Por culpa dessa moça, digo, mulher, nós vivemos aquele inferno com Emma, ou você não se lembra mais? — Mary se pôs de pé, caminhando até a loira. Tinham avançado muito na conversa, Emma havia contado tudo, desde o reencontro com a engenheira e de como acreditava na mudança e arrependimento dela. A mulher parou na frente da filha. Era mais baixa que ela. Mary sempre teve a impressão de que Emma não perdoaria Regina, só não contava com outra suspeita que acabara de concluir. A olhou com preocupação. — Emma, abra o seu olho, tenha em mente que qualquer coisa que essa mulher queira com você, não pode ser boa coisa.

— Eu também pensava assim, mãe. — Emma cruzou os braços, tal como o pai fazia.

— Você ainda a ama, não é isso? Você nunca conseguiu deixar de amar a Regina. — indagou a mãe. Foi quando Emma corou demais, rangeu os dentes e não respondeu. Mary sabia que sim. Sorriu singela, abanando a cabeça outra vez. — Está nos seus olhos, minha filha. Não precisa esconder. — disse se virando. — Peça desculpas ao Henry por termos estragado o programa de vocês. Se nada disso tivesse acontecido eu teria chamado vocês dois para sairmos todos juntos, é uma pena. Vamos deixar para outro dia.

— Eu falo com ele. — Emma desfez o laço dos braços e fitou o pai que já se levantava do sofá. — Só uma coisa — chamou ela. — Da próxima vez que resolverem aparecer aqui, liguem avisando.

Eles assentiram e após um abraço na loira saíram do apartamento fechando a porta por fora. Emma estava se sentindo mal. Voltar a falar de coisas que viveu a desgastava de mais. A mãe tinha razão ao se indignar, mas como evitar que havia se permitido viver uma história com Regina de novo porque ainda a amava? Agora Emma pensava em como lutou para afasta-la, não conseguiu, não com os galanteios, os beijos e olhares trocados. Era fraca. Por Regina sempre seria, não havia jeito.



Naquela mesma noite, Robin colocava seu filho para dormir na cama do novo quarto do menino, em seu apartamento no South Boston. Como todo bom pai, fez o pequeno escovar os dentes, colocar o pijama e se deitar para lhe contar uma história.

Robin suspendeu o edredom até o pescoço do filho enquanto terminava de contar sua versão do conto dos três porquinhos, sentado ao lado da cama. O menino deu boas risadas, mas bocejava muito.

— Então vou soprar e soprar até sua casa cair. — ele contava fazendo voz de mal. — Mas por mais que ele soprasse a casa não caía, porque era feita de tijolos, então ele subiu no telhado pulou pela chaminé e adivinhe onde ele caiu? Na panela de sopa que o porquinho estava cozinhando e estava tão quente que ele chorou e jurou nunca mais incomodar os porquinhos.

— E ele nunca mais voltou, papai? — perguntou o menininho de baixo do edredom.

— Nunca mais. — terminou Robin, se esticando para beijar a testa do filho. — Agora é melhor o senhor dormir porque amanhã nós vamos ao jogo dos Sox.

— O meu amigo Henry também gosta de assistir os Sox, ele tem até um boné que a tia Emma deu para ele. — comentou o menino quando o pai se afastou.

— Seu amigo Henry? — Robin fez a pergunta tentando se lembrar de quem era. Não conhecia nenhum Henry. — É aquele menino ruivo que estudava na sua turma?

— Não, pai. O Henry é o filho da Emma, amiga da mamãe. — respondeu o menino.

— Emma... Sua mãe tem uma amiga chamada Emma?

— Uhum. — assentiu Roland. — Quando eu vou na casa do Henry a gente joga no Xbox dele. Eu posso ter um Xbox de natal, papai?

— Você pode ter o que quiser, filho. Mas conta pra mim uma coisa, você vai muito na casa desse menino Henry? Sua mãe vai junto?

— Uhum. A tia Emma faz pizza sempre que a gente vai.

— E sua mãe costuma sair muito?

— Não. Ela só sai se for para ir trabalhar ou se a Emma chama. Às vezes a Emma também visita a gente, ela gosta muito da minha mãe.

— É mesmo? — Robin ficou curioso. — Elas são muito amigas? De onde sua mãe conhece a Emma?

— Sim, elas trabalham juntas lá na empresa.

— Hum... E o seu amigo? O Henry? Ele vai visitar vocês também?

— Não, a tia Emma nunca leva o Henry quando visita a gente.

— Por que não?

— Eu acho que é porque a mamãe e ela sempre tem segredos para contar e o Henry não pode ouvir.

— Por que acha isso, filho? — ele franziu as sobrancelhas.

— Porque elas vivem sussurrando na sala quando estão sentadas no sofá. Um dia eu vi a Emma abraçar a mamãe, bem forte.

Robin fez uma cara feia.

— Ah, foi?

— Foi sim, depois beijou a mamãe, bem aqui. — o menino apontou para os lábios do pai. Robin ficou estarrecido.

— Como é que é, filho?

— A tia Emma beijou a mamãe na boca.

Robin se levantou da cama naquele exato minuto. Coçou o queixo, se virou, pensou no que acabara de ouvir.

— Poxa... — ele se virou para o filho. — Pelo visto a Emma gosta mesmo da sua mãe.

— Sim, papai, elas são as melhores amigas do mundo. — disse o garotinho, bocejando em seguida. Estava com muito sono para continuar conversando, então se virou na cama e fechou os olhos esquecendo tudo o que falou para o pai.

O homem ficou tão sobressaltado que mal conseguia sair do lugar. Regina e uma mulher, como seria possível? Ele pensava. Será que o filho dizia a verdade?



Swan e Mills só voltaram a se ver depois do final de semana.

Emma bateu na porta do escritório de Regina lá pelo final da tarde, quando a engenheira terminava de assinar uma pilha de relatórios das obras da ilha. Ruby estava parada ao seu lado perto da mesa quando a arquiteta entrou.

— Com licença, posso entrar?

— Pode. — respondeu Regina olhando-a por cima do óculos de leitura.

Emma esperou até que Regia assinasse todos os documentos e Ruby lhe dissesse mais algumas coisas. Quando a moça finalmente saiu do escritório, deixando-as a sós, se aproximou com jeito aflito.

— Desculpa pelo o que houve lá em casa. — disse com voz baixa.

Regina largou os óculos de leitura sobre a mesa e suspirou.

— Esquece, meu amor. Sua mãe tem todo o direito de se sentir mal. Você nem sabia que ela ia aparecer.

— É, se eu soubesse teria evitado.

— Não ia adiantar muito, ela não gosta de mim. Já era de se esperar.

Emma quis chegar perto porém, antes, Regina se levantou e andou até ela.

— Você está chateada?

— Não. — respondeu Regina depressa. — Nem posso.

Emma tomou as mãos dela entre as suas.

— Eu não queria que você se sentisse mal por isso. Prometo que vou conversar outra vez com eles dois, você não tem que dar ouvidos para o que ela disse.

— Não adianta, Emma. Sua mãe me odeia e com toda razão. — nesse momento ela se lembrou dos palavras que ouviu de Mary na juventude. — Você quer saber de uma coisa? Eu não me importo, meu problema não é com ela, eu não vou desistir de ficar perto de você porque ela me proibiu ou por todas as pragas que ela me rogou.

Swan a fitava nos olhos.

— Praga? — Emma não entendeu.

— É... Tudo o que ela me disse, mas não importa agora, ela estava errada, veja onde cheguei, veja o que tenho agora? Você.

— O que minha mãe te disse?

Regina não sabia se devia falar do episódio ocorrido no passado com Mary. Também não fazia ideia de que Emma nunca soube do assunto.

— Talvez seja melhor você perguntar para ela, eu prometi que não tocaria mais nesse assunto com você.

Swan concordou.

— Vem aqui. — e a puxou para um abraço. Regina envolvida em seu corpo fechou os olhos, encostou a cabeça em seu ombro e a apertou. — Eu quero que saiba que... — Emma tentou arranjar forças para dizer, mas aquilo era difícil. — Independente disso, eu... — fez uma nova pausa. Regina olhou para ela, esperando.

— Você...

— Eu... Quero estar com você. — ela puxou a morena para um novo abraço.

Obviamente Gina esperava ouvir outra coisa de Emma. Mesmo assim, as ações da loira diziam mais que algumas palavras.

Notas finais
Talvez não tenha sido o que muitos esperavam, mas vamos considerar alguns pontos: Será que as coisas que Mary disse para Regina significam alguma coisa hoje em dia? Será que muito do que a morena já viveu tem a ver com essa "praga". Como vocês esperavam e aconteceu, Robin perguntou muito para o pequeno Roland e agora sabe muito da ex-mulher, o que será que ele vai fazer daqui para frente com essa descoberta? E uma semelhança com a season finale do seriado, perceberam? Emma não consegue dizer "eu te amo" para Regina. Curioso, não? Gente, obrigada pelo carinho e atenção que me dão sempre, apesar de momentos chatos que andei passando, não desisto de escrever essa fanfic para vocês. Tem sido um prazer. A história não para, até o próximo capítulo. Fiquem bem ;*