Skin on Skin
4 It was fine for us.
Notas iniciais
Sonhou com Emma pela terceira vez naquela noite.
Os acontecimentos na sala de reuniões surgiram em sua cabeça cada vez de uma forma. Regina despertou com o susto da última coisa que ouviu no sonho: um pedido de perdão. Assustada, sentou-se na cama de súbito. Estava ofegante, por pouco não soava frio. Logo sua cabeça balançou para os lados como se aquilo a fizesse espanar o assunto Emma da mente. Tampouco adiantou.
Seu despertador relógio tocou, numa cômoda ao lado da cama, um minuto depois. Vinha acordando antes do horário desde que soube do retorno de sua ex-namorada. Nos dias seguintes ao casamento de Gold foi ainda pior. Por mais que seus sonhos não fossem ruins, eles perturbavam-lhe a paz, não importava o que acontecia.
Regina levou cinco minutos nos seus devaneios e lençóis, respirou fundo e decidiu se levantar. Arrumou-se seguindo sua rotina diária; um banho quente e cheio de vapor, vestiu uma meia calça, um dos blazers da coleção que possuía, colocou os sapatos scarpin, arrumou os cabelos curtos e fez a maquiagem. Impecável.
Na mesa de café da manhã, preparada por sua mãe, Cora a esperava lendo o jornal do dia, degustando um dos brioches de uma pilha num prato a sua frente. Uma refeição digna de cinema estava exposta sobre a mesa de uma sala reservada para refeições, de onde Regina precisaria atravessar o apartamento luxuoso para chegar. Sentou-se como se o mundo estivesse desabando junto na cadeira que rangeu no chão ao ser empurrada.
— Outro pesadelo, querida? — perguntou Cora, que tinha sua cabeça escondida atrás das folhas abertas do jornal. Conhecia a filha tão bem que sabia dizer se havia dormido bem ou mal pela maneira como deixava a chave na porta ou como fazia barulho com objetos como era o caso da cadeira naquele momento.
— Sim, mamãe. Três na verdade.
Cora desceu o papel ilustrado da face e a fitou com curiosidade.
— Isso pode ser estresse. Na minha opinião você tem trabalhado demais.
— Eu sempre trabalhei muito desde que pude, mamãe. — Regina disse, roubando do prato da mãe um brioche. Serviu-se de suco de laranja também.
— E não parou, não é? — Cora largou o jornal de lado, estava elegante, mesmo vestida nas cedas do seu pijama. — Nem seu pai que gostava do que fazia trabalhava tanto. Ele tirava férias uma vez por ano, eu acredito que se lembre bem quando viajávamos. Fomos a bons lugares e quem sempre fazia questão era ele.
— Eu sei, mamãe, mas a construtora precisa de mim, muito mais agora com as obras do hotel na ilha, férias nem pensar. O que me aborrece é outra coisa. Não sei se aborrecer é a palavra certa também, acho que estou, digamos, abalada.
A mãe franziu as sobrancelhas.
— O que aconteceu?
Regina terminou de mastigar para falar:
— Você se lembra daquela moça que namorei, antes de conhecer o Robin? A Emma.
— Emma? — Cora fez um esforço para recordar. — Emma, aquela que estudava arquitetura?
— Sim. Essa.
— O que tem ela?
— Eu a reencontrei. No casamento do Gold. — Regina bebericou do suco.
— Mas essa moça não havia se mudado para o Maine?
— Michigan, mãe.
— Hum... — Gemeu Cora, pensativa, olhando a filha.
Na época em que namoraram, Emma e Regina tiveram empecilhos quanto ao quesito família. Cora e Henry não foram nada solícitos ao romance da filha com uma completa desconhecida. Além de Emma não ter um nome de peso que encaixasse nos padrões impostos pelo patriarca Mills, na concepção do velho pai de Regina, era também a responsável por ter desvirtuado sua filha. Cora Mills passou o período dividida em apoiar a opinião do marido ou a felicidade de Gina. No final, foi quem ajudou a pôr na cabeça de Henry que sua filha estaria mais feliz relacionando-se com uma pessoa do mesmo sexo. De nada adiantou, após a aceitação as duas romperam.
— Conversamos e não foi bom, definitivamente. — lamentou Regina.
— Eu imagino. É por isso que você está assim?
— Também. Mas o pior de tudo é que agora vamos trabalhar juntas. Gold precisou admiti-la na empresa por conta de um acordo com o empreendedor das obras da ilha. A minha cabeça está girando com isso. — Regina apoiou o cotovelo na mesa.
— Isso não é coincidência demais? — Cora olhava a filha com estranheza.
— É, e muita.
As duas ficaram sem palavras perante o assunto. Cora conhecia bem a filha para deduzir que a mesma ainda sentia algo muito forte por Emma Swan. Olhando naqueles olhos escuros e perdidos, a matriarca soube que se o abalo da filha não passasse, ela tomaria uma providência. Faria qualquer coisas para ter o que queria como sempre foi. Aquela era a ambição herdada da família da mãe.
Do outro lado da cidade, Emma deixava Henry no colégio, despedindo-se do garoto que rolou do banco de trás do carro tirando o cinto e deixando um beijo na mãe antes que saísse.
— Vai vir me buscar hoje? — perguntou ele, já batendo a porta.
— Eu prometi, não prometi? — Emma respondeu, piscando para ele que sorriu e virou-se a seguir para a porta do lugar. A mãe o viu sumir entre os colegas de turma, prédio a dentro, e se foi no seu new beetle amarelo.
Quando parou em um sinal e o carro morreu na troca de marchas, sofreu para dar a partida novamente. Uma tentativa... duas... três... a quarta e nada. Desceu do veículo irritada. Toda arrumada e nada contente em ouvir as buzinas dos outros veículos que vinham atrás.
— Mas que droga! — disse ela chutando a roda. — Tinha que quebrar logo agora?!
Emma fitou em todas as direções. Estava pensando no que fazer. Voltou para virar a chave mais uma centena de vezes na esperança de pegar, nenhuma delas resolveu. Se demorasse demais ali, perderia o horário do trabalho e logo hoje visitaria com Regina a ilha.
O new beetle de Emma já vinha dando trabalho para pegar no tranco há dias. Não era um veículo antigo, tinha 4 anos e jamais apresentou problemas. Emma gostava tanto do carro que o apelidou de Cassidy, o sobrenome do falecido marido.
Debruçada no capô, ligou para um mecânico que conhecia. A bateria de seu telefone celular estava limitada. Ele era sua única esperança de chegar a tempo para trabalhar, mas não seria bem assim.
Na Gold & Mills, Ruby ligava com insistência para o número de Emma. Não teve retorno algum. Regina, que chegara pontualmente, já andava inquieta pela recepção, chamando a atenção de todas as secretárias que ali constavam. Só faltava Mills roer as unhas de tanta preocupação. Emma estava atrasada vinte minutos, e o helicóptero que levaria as duas à ilha já esperava no heliporto do edifício.
— Mas o que será que aconteceu? Meu Deus, ela não se atrasaria assim! — disse Regina, colocando as mãos na cintura. Continuava a andar de um lado para o outro.
Ruby parou de tentar, fitou Regina sem entender.
— Como?
— Nada! — Regina tratou de se calar. As outras funcionárias a olhavam de canto, aquilo perturbou. — O que estão olhando? Voltem a trabalhar. — e elas obedeceram depois de corar por terem sido percebidas.
— Eu vou dizer ao comandante para esperar mais um pouco. Vê se para de andar como uma perua tonta, Regina. — disse Ruby com liberdade ao passar por ela. As secretárias riram baixo da piada.
Preocupada de verdade, Regina olhava seu relógio de pulso a cada cinco minutos. Se bem conhecia Emma Swan, ela não se atrasaria tanto, e logo nos seus primeiros dias de trabalho na construtora, pensou.
Levou mais um tempo para Ruby retornar e tentar contatar a arquiteta. Por algum milagre, Emma surgiu do elevador. Estava esbaforida e desengonçada. Pelo visto havia corrido bastante.
— Estava tentando falar com você, Emma. — disse Ruby.
— Mas graças a Deus! — Regina ergueu-se de onde sentou. — Eu achei que não viria mais.
— Eu sei que eu me atrasei, desculpa. O meu carro quebrou no meio do caminho. Precisei chamar alguém para tirá-lo da rua. Ainda por cima, meu celular descarregou. — Emma recuperou o fôlego. — Eu estou bem, não houve nada. — percebeu o alívio no olhar da morena. Mills tentou disfarçar.
— Muito bem, vamos? — Regina perguntou, enchendo o peito de ar e empinando seu nariz.
— Vamos para onde? — disse Emma totalmente aérea.
— Visitar a ilha de helicóptero. Nós marcamos isso para hoje. — falou firme a engenheira.
— Ah! Claro. Eu já estava me esquecendo. Com toda essa confusão do carro...
Swan gostaria de evitar a aproximação de Regina, mas não podia recusar. Dizer que não pensou na missão daquela manhã de ir com ela à ilha, seria mentira.
— Ande, temos que olhar tudo aquilo e voltar a tempo de revisar o projeto. — foi quando Regina a pegou pelo braço. Swan não tinha muita alternativa a não ser largar suas pastas com Ruby e ser literalmente arrastada pela outra mulher.
Marcaram o passo até o elevador. Enquanto subiam, Emma se lembrou de não gostar de altura. Se sofria com viagens de avião, poderia ser muito pior com a de helicóptero. Já estava sentindo náuseas antecipadas. Regina percebeu.
— Você está bem? — perguntou, olhando para ela de lado.
— Não sei. É que tenho medo de altura. — respondeu Emma.
Regina havia esquecido desse fato e viu a ex-namorada suar frio, e elas nem tinham chegado ao heliporto ainda.
— Fique calma. — engoliu seco e quis dizer algo, mas a razão a impediu. Regina fechou bem os olhos, respirou fundo.
Emma a olhou de lado da mesma forma.
— Não me diga que você também tem medo?
— Na verdade não. Já me acostumei.
Ficaram ambas secas dentro do elevador. Emma pelo receio do helicóptero e Regina pela vontade que teve. Chegaram no último andar do edifício, sendo recebidas pelo comandante que as dirigiu a aeronave. Foram vestidas com um cinto de segurança cada uma. Enquanto o homem ajustava os últimos detalhes para o início do voo, elas prestaram a atenção uma na outra. A loira fez uma cara desconfiada, tremilicou os lábios de medo. Regina tocou seus dedos nos dela involuntariamente por cima do banco que dividiam, não deixou de aproveitar da situação para ousar e apertar de uma vez a mão fria de Emma.
— Vai ficar tudo bem, eu estou aqui. — ela disse, novamente com firmeza.
Emma não recolheu a mão. Acabou acalmando-se para sua própria surpresa.
E elas levantaram voo.
Apesar do momento das mãos antes de decolarem, o restante da conversa foi sobre negócios. Regina explicou todo o projeto, mostrou-lhe o território no meio do mar, que de cima mais parecia uma selva com tanta mata em volta. Tomou a liberdade de se aproximar dela ainda mais, e apontar-lhe de perto as posições no mapa vivo que tinham da janela do helicóptero.
Voltaram. Aquilo havia durado a manhã inteira, e elas precisariam correr para entregar as conclusões na reunião de depois do almoço. Estavam se entendendo pelo bem do trabalho. Não aconteceu outro momento desagradável. Emma até havia se esquecido de que estava em um helicóptero.
Quando o dia de trabalho acabou, estavam exaustas. Porém sentiam que parte da missão estava sendo cumprida. Em sua sala, Swan arrumava suas pastas e desenhos quando ouviu dois toques de leve na porta, era Regina que estava ali. Levantou os olhos para ela.
— Você disse que seu carro enguiçou. Eu estava pensando se não seria útil dar uma carona a você.
Emma destravou os lábios para falar:
— Ahm... Não é preciso, eu pego um taxi, o carro fica pronto amanhã, eu me viro.
— É apenas uma carona Emma, não precisa pensar que eu vou sequestrar você. — Regina foi enfática. Foi entrando na sala da ex-namorada.
— Eu realmente te agradeço, acontece que preciso buscar meu filho no colégio.
— Você tem um filho?! — perguntou Regina, no susto.
Emma fez que sim enquanto terminava de arrumar sua pasta.
— Tenho. Henry, de nove anos.
A morena estava boquiaberta.
— Henry? Você deu o nome Henry para o seu filho?! — outra surpresa.
— Sim. — Swan parou de mexer na pasta pela segunda vez. — Henry. Meu marido e eu gostávamos desse nome.
Regina não mostrou-se muito feliz quando Emma citou o marido.
— Ele deve ser o orgulho de vocês.
— Quem? Henry?
— É. Henry.
A arquiteta abanou a cabeça, o rabo de cavalo a acompanhou para os lados.
— O Neal não teve muito tempo para ver o Henry crescer, não posso falar que ele deu algum orgulho quando pequeno.
Regina a observou.
— O que quer dizer?
— Meu marido faleceu há três anos.
Nesse momento, a morena sentiu uma pontada no estômago.
— Eu sinto muito.
Recebeu um meio sorriso de Emma.
— Tudo bem.
Com as pastas lacradas nas mãos, Swan deu a volta na mesa, se direcionou a porta. Regina disse-lhe para impedir que ela fosse de uma vez:
— Eu também tenho um filho. Roland. Ele tem cinco anos. Eu quase dei o nome dele de Henry.
— Sério? — questionou Emma prestes a sair.
— Uhum. — gemeu a morena positivamente. — Henry era o nome do meu pai.
Swan não queria mas rangeu os dentes ao se lembrar do ex-sogro.
— Eu sei. — disse em tom amargo.
Regina insistiu no outro plano.
— Olha, sei que você tem uma impressão muito ruim de mim, mas o dia de hoje, mesmo cansativo foi bastante agradável, trabalhamos muito bem juntas. Gold me pediu que eu a tratasse bem. Eu queria muito que aceitasse a minha carona. Não é problema levar você e o Henry para casa.
— Não, de jeito nenhum. O colégio do Henry é muito fora de mão, você perderia tempo.
— Eu já disse que não é problema levar você e o seu filho para casa. Vamos buscá-lo e eu levo os dois. É apenas uma carona, não se preocupe comigo.
Aquilo fez a loira bufar. Acabou cedendo.
— Tudo bem. Mas só hoje.
A morena sorriu como se tivesse acabado de ganhar um prêmio.
Elas desceram para a garagem do edifício comentando sobre os filhos. Tinham muito em comum por serem mães solteiras na idade em que estavam. Emma já se permitia sorrir de uma ou outra coisa dita por Regina, e foi assim quando saíram no lexus escuro da morena. Swan ensinou o caminho do colégio de Henry.
Ele só foi até o carro quando viu a mãe acenar de longe.
— Mãe? — o garoto veio correndo. — Esse não é o seu carro.
— Nosso fusca teve um problema, filho. Estou de carona hoje. — Regina saiu do veículo estacionado e andou até o rapazinho. Emma fez a apresentação. — Esta é Regina. Trabalha comigo na construtora.
O garoto a olhou da cabeça aos pés. Estendeu a mão depressa.
— Muito prazer, Regina.
— Mas veja só, que moço educado. — a morena estendeu sua mão para ele, apertando firmemente. — O prazer é todo meu. — ela sorriu e ele fez o mesmo.
— Você é bonita, Regina.
— Muito obrigada! Me acha mais bonita que a sua mãe?
A pergunta pegou Emma de surpresa mesmo que não fosse para ela.
— Não. Dela ninguém ganha. É que você é diferente.
A mãe do rapazinho o tocou nos ombros.
— Podemos ir agora? Você poderá conversar com ela no carro, vamos embora para não atrasar a Regina.
— Emma, eu disse que não seria um atraso levar vocês dois para casa. — Regina insistiu.
— Nós só não queremos incomodar.
— Não estão.
Regina abriu a porta de trás do veículo para Henry se acomodar e novamente abriu a do carona para Emma numa atitude "cavalheira", fez até um aceno com a cabeça. Swan entrou calada, fazendo que não para contrariá-la.
E lá foram elas e Henry. Agora a loira deixaria o caminho de casa a cargo do filho que não se intimidou em continuar a conversa com Regina.
Do banco de trás ele fez suas perguntas, típicas da curiosidade infantil.
— Onde você mora? Você é casada? Tem filhos?
— Eu moro no centro. Sou divorciada e tenho um filho. — respondeu a morena, muito solicita, no volante.
— Como se chama o seu filho?
— Roland.
— Que nome diferente!
— Era o nome do pai do meu ex-marido. Mas eu quase dei o nome dele de Henry, como você.
— Poxa! É mesmo?
— É sim. Henry era o nome do meu pai.
A loira ao lado deles ficou calada, ouvindo a interação entre os dois. Olhou Regina alguma vezes enquanto ela respondia, uma das respostas a pegou de súbito, não esperava que a morena estivesse separada.
— Ah, vira aqui Regina... — o garoto lembrou-se de guiar Mills pelas ruas dos bairros mais afastados de Boston, custou pouco para chegarem ao apartamento onde moravam.
— É aqui?
— Sim. Chegamos.
O carro parou perto da calçada para deixá-los.
— Bem, Regina, muito obrigada! Eu agradeço muito. — disse Emma recolhendo suas coisas.
— Tchau Regina, você é muito legal. Qualquer dia se você quiser, pode vir me visitar. — ele se esticou para sussurrar ao seu ouvido. — Vem qualquer dia de noite, é o horário que a minha mãe fica em casa também.
A morena piscou para ele que saltou depois de tirar o cinto de segurança, não precisava de muita ajuda com a porta.
Quando Emma ia fazer o mesmo, Regina a segurou pelo braço como pôde.
— Emma! Espere. — Swan virou o rosto para ela. — Eu gostaria de buscá-los amanhã de manhã. Vocês vão precisar.
— Regina, por favor. Não concordei muito com o que fiz aceitando que me trouxesse para casa, não é uma boa ideia.
— Você não precisa ter medo, eu disse que não faria nada e não fiz.
Emma desceu seus olhos pelo ombro e viu a mão dela a segurar. Um sensação percorreu-lhe a espinha. Regina era tão insistente, ela não mudou nem no jeito de tocar. Swan estava feliz por vestir um terno e não ser percebida com a pele ouriçada como ficou com o aperto no braço.
— Não precisa. É sério, Regina. Nós nos viramos bem.
Regina a soltou. Viu ela descer e bater a porta.
— Obrigada!
— Até amanhã, Emma. — a morena disse enquanto Emma andava para trás.
— Até amanhã, Regina.
Ela finalmente virou-se e entrou com Henry pela portaria, evitando de ver a morena novamente.
Henry subiu as escadas na frente e a mãe ficou atrás da porta, torcendo para que a sensação que estava sentindo não mudasse sua opinião sobre a mulher que mais amou na vida.
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