Skin on Skin

2 I didn't mean to hurt you but I know.


Notas iniciais
Olá, meninas e meninos fans de SQ. Que fandom maravilhoso esse, não? Eu não me arrependo de escrever para vocês e confesso que a cada dia que passa estou mais envolvida com isso. Acho que é um bom sinal. O capítulo a seguir gira em torno do casamento de Belle e Gold, Regina encontrará Emma em certo ponto e vocês poderão ter noção do tamanho da mágoa da loira. Eu espero que agrade, apesar do excesso de detalhes e minha preocupação em deixá-lo coerente. Para quem quiser, aqui vai a música citada no capítulo: http://www.tunnel.ru/userfiles/ck/files/2621/01._Wishing_On_A_Star.mp3 Façam boa leitura!

Logo hoje. Logo hoje essa mulher reaparece na minha vida. E por mais que tenha sido apenas uma notícia, ela não sai da minha cabeça. E eu que pensava que jamais veria Emma Swan outra vez.” Pensava Regina Mills enquanto seu carro cruzava uma estrada aos arredores de Boston, com destino à luxuosa propriedade Gold.

Robert e Belle se conheceram em um jantar oferecido pelo governador do estado do Massachussetts, dois anos antes daquela data. Diziam ambos que fora amor à primeira vista. O pai de Belle permitiu o relacionamento entre sua filha e um homem mais velho, por este ser seu grande amigo e confidente. Estavam noivos desde a última primavera, quando Gold prometera a moça, construir um reduto cheio de pompa num distrito fora do agitado centro de Boston.

E o homem não havia mentido. A construção mais parecia um castelo de duas torres vista de longe no alto de uma colina cercada por vegetação. O casarão tinha ao seu redor um verdadeiro muro de árvores caducifólias, que naquela época do ano em especial, estavam recheadas de cores, dando a qualquer fim de tarde ali um toque romântico.

O carro de Regina cruzou os portões para seguir pela alameda de carvalhos que enquadravam a entrada principal da propriedade. Era a primeira vez que seus olhos se encantavam com aquele tipo de visão. Do vidro do seu Lexus negro, percebia o lugar crescer diante de si conforme aproximava-se.

Quando parou na porta principal do casarão, desceu do veículo, revelando aos olhos de quem estivesse por perto, um vestido longo dourado a cintilar com os detalhes no tecido texturizado, com mangas médias. Tinha consigo uma bolsa de mão da mesma cor fazendo o par, enquanto o louboutin, tão brilhante quanto, tornava seu andar de poucos passos até a porta, tão charmoso quanto os de uma realeza. O rosto estava coberto por uma camada de base, os olhos sempre destacados em delineador e sombra escura e o clássico batom vermelho sangue. Todo o conjunto fez a pele de Regina parecer um tecido de veludo. E de quebra os cabelos presos no alto, a deixar duas mechas caírem na frente a tornavam ainda mais perfeita, mais do que a altura para o evento daquela noite.

Deixou a chave do automóvel com o motorista a serviço na entrada e por outro funcionário, muito bem vestido como um maitre, foi direcionada ao interior da mansão, que já se via agitada de convidados por todos os lados. Ali dentro cada objeto remetia a elegância e bom gosto do seu dono. Luxo exposto nos móveis – poucos para abrir o espaço para a cerimônia — , pinturas à mão e lustres de cristal em cascata no alto.

Regina viu rostos bem conhecidos e outros nem tanto. Sabia que os convidados em sua maioria não pertenciam a família Gold. Daquela maneira, enquanto seguia o homem de smoking, olhava de canto as rodinhas de conversa, os vestidos, os ternos e sentia até o cheiro dos perfumes que tanto diferiam uns dos outros.

Senhor, a Madame Mills. — anunciou o homem para então mostrar-lhe Robert Gold, o noivo. Ele já esperava por ela.

— Oh, Regina! — disse ele com muito gosto em vê-la, logo apertando-lhe a mão no meio de um bolo de desconhecidos. — Você finalmente chegou. Está belíssima! — era natural que estivesse feliz. Vestia um fraque tradicionalíssimo com direito a cravo branco na lapela. — Venha, quero que conheça esses amigos que vieram especialmente do Maine...— Regina mal teve tempo para responder, mal sacudiu a mão do noivo, já estava infiltrada na conversa comercial entre quem estivesse ali. Em todo o evento era a mesma coisa. Não poderia evitar. Gold a puxava para falar de negócios com investidores e potenciais novos sócios da construtora. Regina podia ser uma profissional muito competente, mas gostava de priorizar suas horas fora do escritório com outras coisas na cabeça.

Algum tempo mais tarde, muito próximo das seis da tarde, quando a cerimônia começaria, Regina pediu licença para ir ao toalete. Procurando por conta própria, misturou-se aos convidados, indo até um corredor afastado duas salas depois da principal. Completamente sozinha, e perdida, parou quando escutou uma voz familiar soar abafada. Até entender que a mansão tinha de seus esconderijos, sub salas e quartos, levou um tempo. Ouviu outra vez, duas pessoas conversavam bem ao lado daquele recinto. A morena encostou um ouvido na parede por pura curiosidade. Com paredes finas, ouviu-se bem o que falavam o que pareceu-lhe duas mulheres ao fundo.

— ... Não sou a mais indicada para te dizer como é, Belle. Mas Robert saberá como tratá-la, ele é experiente. — disse a primeira voz.

— Será? Eu morro de medo de não agradá-lo. — Regina reconheceu a voz de Belle.

— Vai por mim. Se ele esperou esse tempo todo sem forçá-la a nada, isso quer dizer que ele irá respeitar o seu momento.

Alguém bateu na porta...

Já estamos no horário, senhorita Belle, podemos começar. — disse uma voz feminina.

Regina encostou o corpo na parede cobrindo o ouvido pelos lados para captar mais alguma frase que fosse.

— Bem, então aqui vamos nós. — falou Belle.

— Sim. Venha cá, amiga, deixa eu te olhar... Você está maravilhosa! É a noiva mais bonita que eu já vi.

— Não seja tola, Emma. Quando você se casar, será essa noiva.

Emma. Regina largou da parede no mesmo instante. Ficou abismada.

— Emma? Então você veio! — disse para si mesma e saiu dali com pressa. O coração vinha na boca. Desistiu de retocar a maquiagem. Tudo o que importava agora era se misturar aos outros para que Emma não a visse.

No meio do salão, um corredor se formou ao lado do tapete vermelho estendido ao chão. Gold esperava ao fim do caminho que Belle percorreria, na companhia das madrinhas e padrinhos e do padre ao fundo. O momento tão esperado chegava.

A cerimônia iniciou-se com o sol a se pôr no lado de fora. Seria uma noite bonita para a festa em seguida.

Belle surgiu com o pai ao longo do tapete. Fazia jus a beleza do nome e da noiva que faria o caminho até Gold. Magnífica, num vestido branco rendado do busto aos pés e detalhado por pérolas legítimas desenhando-lhe a cintura. Uma tiara cravejada de joias enfeitava os seus longos cabelos castanhos, presos em trança. Mas nada se comparava com o brilho dos olhos azuis acinzentados que tinha, e sua atenção estava toda voltada para o futuro marido.

Os violinos soaram alto a marcha nupcial. Enquanto a noiva juntou-se ao pai e caminhava aos passos medidos no tapete, todos assistiam a cena muito concentrados. Emma era uma das madrinhas e apareceu ao lado de outras três mulheres trajadas quase que da mesma forma; Vestidos longos vermelhos com um decote na perna digno das damas do cinema. A loira destacava-se entre elas, os cabelos soltos que lhe vinham até o começo das costas, a maquiagem realçando os olhos claros e expressivos e a pele branca contrastando com a vermelhidão do traje, algo bonito de se ver.

E então, noivo e noiva estavam juntos no tablado decorado, de mãos dadas a receber as primeiras palavras do padre. A música cessou dos violinos. Os convidados respeitaram o silêncio deixando as palavras óbvias serem ditas pelo homem de branco como mandava a tradição.

Regina ao fundo enfiou-se no aglomerado, buscando ver quem almejava. E finalmente a encontrou, no alto, mais perfeita e fiel como nunca. Ela sentiu dificuldade em desviar o olhar da loira. Meu Deus! É ela! Pensou consigo mesma uma segunda vez.

Foram longos quinze minutos de paciência. Uma cerimônia de casamento poderia sem dúvida alguma ser esplêndida mas o que cansava eram os discursos feitos pelo sacerdote. O padre que regia a união de Belle e Gold não poupou no discurso também.

... Viestes aqui, Belle e Robert para unir vosso matrimônio, por isso vos pergunto... É de livre e espontânea vontade que o fazeis?

— Sim. — responderam os noivos ao mesmo tempo, lado a lado.

Estais dispostos a receber com amor os filhos que Deus vos confiar, educando-os nas leis de cristo e da igreja?

— Sim. — mais uma vez responderam juntos.

Regina ouvindo tudo aquilo, com olhos voltados ao altar onde Emma sorria, lembrou-se das alianças de prata que dividiam nos tempos de namoro. Seu nome e o dela estavam gravados na parte de dentro. Era uma aliança diferente da primeira que ganhara dela, e a de Emma ficara com a morena depois da última discussão que tiveram, quando Swan tirou do dedo e a jogou em suas fuças. Regina tinha o par até os dias atuais. Por mais que quisesse acompanhar o discurso dos noivos, antes da troca de alianças, seus devaneios a levaram para longe por tempo suficiente a deixá-la ouvir apenas a última frase de cada um:

— Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias de nossas vidas.

Eles trocaram as alianças e beijaram-se como marido e mulher, arrancando aplausos dos convidados. Não demoraram a desfilarem pelo tapete, seguidos pelos padrinhos e madrinhas. Os três primeiros casais se juntaram rapidamente de braços dados. Emma foi a última a descer do tablado e unir-se a um homem que Regina não reconheceu, mas aparentava ter a mesma idade. Enquanto ela passava pelo corredor de pessoas ao lado do tal homem, Mills a seguiu com o olhar, vendo-a balançar os cabelos dourados com o ritmo dos passos.

Seus olhos ardiam. Regina os esfregaria se não tivesse sentido três cutuques em seu ombro.

— Poxa, até que enfim achei você! — Archie sorria. Regina virou-se, encontrando-o bastante elegante como a maioria na cerimônia. — Quando chegou?

— Bastante tempo antes da Belle entrar. Eu é que pergunto, onde estava? Eu precisei de você quando Gold me empurrou para ter aquela conversa fiada sobre a minha carreira com meia dúzia de homens que eu nunca ouvi falar na vida.

— Parece até que você não sabe que é de lei ele fazer isso com você. — Archie arrumou o óculos no rosto, logo depois passou uma mão sobre o pouco cabelo que tinha penteado para trás.

— Onde está Ruby? E os outros?

— Ruby não veio porque a avó se acidentou hoje de manhã. Quem eu vi foi o Jones.

— O Jones? Ele mal entrou para empresa, como Gold o convidou?

— Ele tem a simpatia do chefe por alguma razão, não me pergunte qual porque não sei. Mas que ele veio, ele veio e já arranjou companhia.

— Gold só pode estar caducando. Pobre Belle. — Regina debochou.

— A propósito, eu me lembro que você foi chamada para ser madrinha. O que houve? — perguntou o amigo.

— Você sabe que odeio estar vestida igual a outra pessoa. Imagine se me vestir exatamente como outras três... — aquela era uma boa desculpa para não ser uma madrinha de casamento. Regina agora convencia-se de que a ideia de ter recusado o convite foi ótima, ainda mais com Emma sendo uma delas.

As portas envidraçadas que davam para o lado oposto da casa foram abertas. Haviam inúmeras mesas decoradas espalhadas pelo jardim, no fundo coberto das mesmas árvores que Regina viu ao chegar. Em toda parte, bancadas de petiscos, doces, latas de gelo e champagne estavam presentes, além da bancada do bolo onde ele enorme era o centro e três buquês de rosas chá foram erguidos em pedestais. O céu estava limpo de nuvens na noite estrelada, só faltou a passagem de uma estrela cadente. Os músicos que já estavam a postos quando os convidados tomaram seus lugares, e os garçons iniciaram os serviços de mesa em mesa. A festa prometia.

Regina e Archie encontraram um lugar com os velhos amigos da construtora, afastada significativamente das outras. Regina sabia que precisava tomar cuidado para não ser vista por Emma, apesar da ideia contraditória de querer aquilo.

Mais aplausos aconteceram quando o casal principal reapareceu para cumprimentar seus convidados. A mesa onde Mills estava pouco se mexeu e continuou o papo. As músicas distraíam a morena. Desde o foxtrote de Glenn Miller e Herb Alpert às mais tradicionais canções de grupos como The Temptations ou The Drifters. Para quem reclamasse do começo nostálgico e clichê, as canções na boca e instrumentos dos músicos ganharam suas versões mais modernas.

I’m wishing on a star
To follow where you are
I'm wishing on a dream
To follow what it means

And I wish on all the rainbows that I see
I wish on all the people who really dream
And I'm wishing on tomorrow praying never comes
And I'm wishing on all the loving we've never done

Havia momentos em que Regina realmente divertia-se a bebericar do champagne e vinho branco que mesclava. Os risos e gracejos estavam mais comuns, mas por dentro sentia um receio imenso de ser percebida, por isso, quando dava-se conta de que não podia chamar atenção demais, encolhia-se com alguma taça na mão. Gold e a agora esposa chegaram à mesa de seus funcionários e a engenheira fez questão de falar-lhe.

— Que cerimônia maravilhosa! Este lugar é lindíssimo! Meus parabéns vocês dois.

— Obrigada, Regina. Eu senti sua falta no altar conosco, você ficaria tão bem de vermelho. — Belle comentou.

— Ah, minha querida, eu não quero ofender, mas sou melhor com projetos do que como madrinha, acredite.

Gold riu e precisou concordar:

— Pois é, Regina, querida. Às vezes esqueço que você é uma mulher por ser tão competente.

Mills arqueou uma sobrancelha, e todos na mesa riram.

I never thought I'd see
A time when you would be
So far away from home
So far away from me

Just think of all the moments that we'd spent
I just can't let you go from me you were meant
And I didn't mean to hurt you but I know
That in the game of love you reap what you sow

Algumas taças de vinho depois e muita conversa jogada fora na mesa. Regina saiu de seu lugar para daquela vez sim ir ao toalete. Sabendo o caminho dessa vez, o fez corretamente e aproveitou para retocar o batom que estava quase sumido dos seus lábios avantajados. Ficou satisfeita quando o viu cintilar na boca. Pensou em Emma mais uma vez. Havia a visto em uma mesa bem distante da sua no outro lado do jardim. Perguntou-se até onde aquela fuga daria, pelo menos, estava indo bem. Esteve a ponto de rezar para que Robert não inventasse de apresentá-la à arquiteta amiga de sua noiva. O pensamento fez seu estômago esfriar.

Regina saiu do toalete feminino checando o corredor livre. Quando caminhou até o fim, ouviu a voz familiar outra vez:

— ... Tá bem, eu sei. Vamos resolver isso na segunda. Darei seus cumprimentos aos noivos, ok. Tchau, tchau. — Emma adentrava a casa falando ao celular, provavelmente com Maurice.

A morena travou no meio do corredor e ao sentir a aproximação da loira precisou pensar rápido. Entrou pela primeira porta que viu.

Da fresta que abriu, viu Emma passar no corredor. Quando ouviu os passos cessarem. Estava certa que poderia sair, porém ao fazê-lo tombou justamente com quem não devia: Emma.

O celular de Swan e a bolsa de Regina despencaram com o baque.

— Ah, me desculpe. Eu não te vi saindo, me desculpe pela indelicadeza... — Emma pegou os objetos e levantou-se, subindo também os olhos. Quando viu quem estava de frente para ela, quase derrubou o telefone outra vez.

— Você?! — sua voz soou como um suspiro.

— Olá. Quanto tempo. — Regina não conseguia disfarçar o desconforto, sorriu tão sem graça quanto uma flor desabrochada.

Emma a olhou por um longo tempo. Não disse absolutamente nada. Sua expressão pareceu congelar ao se fechar.

Sem alternativas, Mills decidiu amenizar a situação, confessando:

— Eu sabia que você estava aqui. Vi quando estava no altar e fiz todo o possível para que não me visse, para não encontrá-la, não assim, depois de tanto tempo. Mas parece que não foi possível, tinha que acontecer. — ela balançou a cabeça nervosamente.

— Eu preferia que não tivesse acontecido. — disse Emma de forma dura.

— Entendo. Entendo que não quisesse me ver.

— Era o que eu desejava, não encontrar você, nunca mais.

A morena engoliu seco, sentiu-se intimidada pelo o olhar de Swan.

— Claro. Depois de tudo o que aconteceu. Mas faz tanto tempo.

— Há coisas que não se esquecem com o tempo.

— Eu sei, mas eu não pude me explicar, eu não tive chances...

— Acha mesmo que você precisava se explicar? — Emma a fitou de cima a baixo por duas vezes, ainda de forma estranha. — Que o que você fez tem desculpa?

— Você fala comigo como se o que passou tivesse acontecido ontem, não a mais de quatorze anos.

— Para mim será sempre ontem. Porque a ferida ainda está aberta. Durante esse tempo todo eu quis que ela cicatrizasse, só que isso não aconteceu.

Regina encheu-se de orgulho para falar:

— Eu também saí ferida.

— Por você mesma, não por mim.

Emma segurou com a ponta de um dedo uma lágrima que quase escapou-lhe do canto do olho esquerdo.

— Eu não queria machucá-la. Eu sei que eu errei e sabia que iria machucá-la, mas não sabia que você ficaria tão mal por isso. Eu não queria te encontrar, mas ao mesmo tempo desejei vê-la outra vez. Talvez não tenha sido a melhor ideia.

— Acho mesmo que não foi a melhor ideia.

Elas foram interrompidas por um grupo de moças a passar pelo corredor onde estavam. Não tinham mais nada a dizer uma à outra. Emma a deixou, ali, sofrendo em silêncio pelo encontro.

Lá fora, a valsa dos noivos, caminhava para o fim, para dar lugar a pista de dança que muitos queriam estrear.

Swan parou em uma mesa, servindo-se de champagne que bebia num gole só na taça.

Jones, com seu par de olhos azuis e barba aparada surgiu ao lado da loira sussurrando-lhe alguma coisa no ouvido. Emma o analisou bem e largou sua taça, seguindo-o até o meio da pista improvisada. Dançaram juntos, praticamente agarrados. Olhos nos olhos. De onde se conhecem? Perguntou Regina em silêncio, assistindo àquilo de longe com uma fúria a ponto de ser incontida.

Regina perdeu as contas de quantos convites para dança recebeu enquanto estava parada no lugar que ficou, tendo uma vista privilegiada do casal improvável que viu dançar com muita sintonia.

Aceitou uma taça de vinho quando um garçom passou por ela, mas não a pegou para beber. Simplesmente a quebrou com a força que fez entre os dedos. E o vidro despedaçou-se cortando a palma de sua mão em diversos pontos. O líquido que jorrou misturou-se ao sangue de Regina e não se sabia o que era mais rubro. A dor que a morena sentiu ao ter sua mão cortada, nada se comparava ao arrependimento que sentiu por tudo naquele exato momento. Ela estava a ponto de desabar em lágrimas, só não o faria para manter a pose, enquanto a mistura de vermelhos descia pelos dedos.

Notas finais
Agradeço desde já os acompanhamentos e as pessoas que favoritaram. Deixem suas opiniões, vou responder vocês, um por um com muito carinho! Até semana que vêm. Fiquem bem ;*