Skin on Skin

25 Another sad song.


Notas iniciais
Olá, meninas. O capítulo 25 acaba de sair do forno diretamente para vocês com o intrometido do Robin se metendo onde não deve. Bem, há coisas a se considerar nessa etapa da história em que entramos, Regina e Emma estão colocando os problemas a limpo e não sei se isso tornou os diálogos ou momentos entre elas muito maçantes nos últimos capítulos. Me digam onde estou errando nessa trama se isso de fato estiver acontecendo com vocês. Sem importuná-las mais, façam uma boa leitura.


A cara que Regina fez para Robin também não foi das melhores. Bufou visivelmente impaciente para ele. Como se fosse o dono da casa, ele entrou sem ser convidado, não perderia mais tempo.

— Robin, qual é o problema dessa vez? — ela perguntou.

— Regina, eu quero ver o meu filho. — Antes de aparecer ali, Robin bebeu uma generosa dose de Whisky, apesar disso, sabia o que estava fazendo ali. Suas bochechas e pescoço coravam conforme encarava a ex-mulher.

— Roland está dormindo a essa hora, já é bem tarde se você não sabe. — disse a morena.

— Não interessa, eu quero levar o meu filho daqui. — ele disse

— Robin, eu prometi que o levaria amanhã na sua casa, você não poderia esperar?

Ele piscava muito, respirava fundo. Não conseguia olhar para ela sem se lembrar do que ouviu do filho. Passou a mão na barba mal feita, olhou na direção do corredor, depois para Regina novamente.

— O meu filho não vai ficar mais aqui com você.

Mills o olhou franzindo a cara.

— Robin, você bebeu? — ela percebeu o cheiro do álcool. Chegou perto dele confirmando. — O que foi que deu em você?

— Você não sabe? Vai me dizer que você não sabe? — perguntou um tanto exaltado. — Tem se encontrado com uma mulher na presença do meu filho e acha que vou tolerar isso?

A cara de Regina esquentou de repente. Tomou um susto. Como ele sabia de Emma?

— Que que isso? Que mulher?

— Pode dizer, não precisa me esconder que você anda trazendo uma mulher para cá. — ele disse calmo até onde podia. — Por que não confiou em mim? Poderíamos conversar sobre isso a hora que quisesse. Se você desejava começar tudo do zero por que não me disse? Eu teria feito tudo como antes, lá no início... Eu estava esperando você me pedir para voltarmos. Mas você fazer isso, trazer uma mulher para cá e pior ainda, obrigar o meu filho a lidar com isso...

— Robin, você ficou louco?

Do corredor, escondida, Emma tentava escutar a conversa.

— Por um acaso tem noção do que você fez? — Robin estreitou os olhos. Regina e ele estavam bem próximos. — Não adianta negar. O que você está fazendo comigo e com o nosso filho é um absurdo.

— Espera aí, eu não estou fazendo nada de errado com você ou com ele, Robin.

— Admita logo, não esconda mais nada de mim. Nosso filho viu, Regina. Ele me contou.

— O que foi que ele te contou? — Regina pôs as mãos na cintura.

O homem ergueu as sobrancelhas para ela, engoliu em seco.

— Você... e essa mulher... — era difícil falar naquele momento. — Essa... Emma. — ele assentia feito um louco.

Regina travou a princípio encolhendo os ombros. Até o nome dela ele sabia. Ficou encarando ele por um bom tempo, nervosa. Meneava a cabeça. Houve um momento em que desviou dos olhos dele, passou a mão pelos cabelos.

— Não... isso não é...

— Tá vendo? Eu sabia, você nem consegue responder. — os olhos dele começavam a ficar marejados.

Regina bufou outra vez. Se virou andando na direção oposta.

— Não, Robin isso não é verdade.

— Você está fazendo uma coisa muito errada... — Robin falou entre os dentes. — Então era isso que você queria? Viver com outra pessoa?!

Quando Regina percebeu, já estava encurralada por ele na parede perto do corredor.

— Eu não sei do que você está falando.

Robin ficou tão irado que estreitou a proximidade entre eles. A pegou no braço e apertou.

— Sabe sim, sabe muito bem. Você e a sua namorada... Você se separou de mim para isso? — perguntava a intimidando.

— Me solta, Robin, está me machucando. — pedia Regina tentando se desvencilhar dele.

— Você não tem vergonha nessa sua cara?!

Ele a apertou ainda mais, quando...

— Larga ela — chamou uma voz. Robin olhou para o lado. — Eu disse, larga ela.

Emma chegou de repente, se aproximou depressa.

— Você? — disse o homem afrouxando a mão no braço da morena. Ela correu para o lado da loira. — Não acredito. — ele a olhou da cabeça aos pés. Viu a mulher loira, bonita o olhar firme. Só podia ser ela a tal da Emma. — Então é mesmo verdade.

— É melhor você sair daqui antes que eu te tire à força. — falou Swan, ríspida.

Ele olhava para Emma de um jeito irado.

— Você gosta dela, Regina? O que ela tem que eu não tenho? — falava meio embolado.

— Eu não gosto dela, eu a amo o que é muito diferente. — Regina disse por impulso se aproveitando da proteção da namorada.

— Eu vou levar o meu filho comigo. — disse Robin, apontando para o próprio peito. Já havia se recuperado. Swan foi mais rápida e se pôs na frente da passagem.

— Você não vai levar o Roland daqui. — falou Regina.

— Ele é o meu filho! — a voz de Robin voltou a crescer.

— E muito mais meu. — retrucou a morena.

— Parem! Os dois. — Swan disse. — Fique quieta, Regina, e você — olhou para Robin. — É melhor sair, se não for para conversar direito é melhor ir embora.

— Quem você pensa que é para me impedir de ver o meu filho, saia da minha frente!

— Só vai passar por aqui se for por cima do meu cadáver. — Emma o encarava de igual para igual.

— Eu não tenho medo de você!

— Nem eu de você, amigo. — ironizou Swan

— Vai me bater? É tão valente a esse ponto? Pois tente. Sabe o que você está fazendo? Você está acabando com um casamento, o meu casamento. — Robin enchia o peito de ar. Emma cerrou os punhos, fechou a cara. — Você costuma fazer isso sempre? Seduzir a esposa dos outros?

— Robin, pare já com isso. — Regina tentava conter Emma para não avançar.

— Tem mesmo cara de gostar mulher... E foi escolher logo a minha...

Trocavam olhares pesados, Mills sentia medo do que podia acontecer.

— Para, Robin, vai embora...

Emma disparou impulsiva:

— Ela foi minha muito antes de você aparecer.

O rosto de Robin se acendeu em fúria. Ele avançou para cima dela mas parou no meio do caminho, não era tão covarde assim.

Regina se agarrou na namorada tentando afastá-la. Ele percebeu que estava indo longe demais com aquilo. Tampou os olhos com uma mão e se afastou um pouco a fim de respirar, fazia que não com a cabeça incessantemente.

Percebendo a reação dele, Gina achou melhor abrir o jogo.

— Robin, você nunca soube mas eu e Emma já nos conhecíamos quando comecei a namorar você. Eu a amo e agora que me reencontrei com ela não quero perder a chance.

— Você vai ter coragem? — ele perguntou completamente desolado. — É por isso que quer o divórcio?

— Não apenas pela Emma. Nosso casamento jamais daria certo. Eu nunca amei você. — disse a morena tensa. — Você tem que se conformar que acabou. Não temos nada além de Roland para dividirmos. Minha vida é outra agora, eu sinto muito, Robin.

Ele baixou a cabeça, sofria com cada coisa que ouvira. Havia mesmo perdido a batalha. Quando pôde ergueu a cabeça, se aproximou.

— Você a ama tanto assim? — perguntou diretamente para a morena.

— Amo. — Regina respondeu prontamente. — E não há nada no mundo que me convença o contrário.

As duas mulheres trocaram olhares. O jeito como se viram naquele momento o deixou mal. Sua ficha caiu.

Assentiu por fim, limpando a cara com a mão. Decidiu ir embora e caminhou lento até a porta. Antes de puxar a maçaneta as olhou juntas. Regina parecia tão firme, tão convicta e Emma ao seu lado disposta a protege-la a qualquer custo. Nesse embate Robin foi nocauteado, não tinha mais volta. Bateu a porta sem esconder a vergonha.

Regina soltou um suspiro aliviado. Tremia quando Emma a abraçou.

— Passou, pronto. Ele não vai mais voltar.

Era difícil convencer Mills que estava completamente livre dele, mas queria tanto aquilo que acreditou em Emma. A apertou de um jeito desesperado.



No dia seguinte, conversando com Regina, em seu consultório, Zelena contava à prima sobre a estranha visita que recebeu de Robin dias antes. Emma foi junto da morena e não parecia tão surpresa com o que ouvia. Assustada ao saber da conversa entre o ex-marido e a prima, Mills só sabia se preocupar, todavia, era tarde para sentir um ódio igualmente. Regina contou do episódio ocorrido na noite anterior. Aquela situação estava irritante.

Felizmente, Zelena tinha sua teoria.

— Robin é o tipo de homem possessivo cheio de limitações. Ele é muito dependente, ele é carente. Eu sabia que seria difícil para você se livrar dele, Gina. Por enquanto acredito que ele não vai querer dar as caras.

— Se não fosse por Emma eu não sei o que ele teria feito comigo. — disse a engenheira.

— Ele gosta de intimidar, apenas isso. Você nunca ouviu aquele ditado? Cão que ladra não morde.

— Eu não iria pensar nisso naquele momento, Zel. — suspirou Mills.

— Se Robin fosse meu paciente ele jamais teria ido ao seu apartamento ontem.

Regina riu-se de leve olhando a prima.

— É provável você costuma curar corações partidos.

A ruiva fez que não brevemente, recolhendo os papéis de cima de sua mesa.

— Não curo corações partidos, eu mostro que há novas chances às pessoas. Tudo o que ele precisa enxergar é que existe uma forma dele ser feliz sem você. Mas isso também não é da noite para o dia.

Emma entrou na conversa pela primeira vez:

— Para um cara como ele, isso parece que nunca vai acontecer.

— Não podemos pensar dessa forma. Já foi um enorme passo ele ter visto você ontem, Emma. Agora ele vai começar a acreditar que acabou, que não tem mais volta. Ele não queria enxergar por bem, acabou enxergando por mal. Percebem, pelo o que me contaram, que ele estava bêbado? Ele é covarde, jamais teria ido se não tivesse bebido, da mesma forma.

— Mas ele procurou você sóbrio. — falou Regina.

— Ele veio até mim achando que eu sabia de alguma coisa sobre vocês. Eu menti, mas mesmo assim ele pegou no ar, estava muito convicto do que o Roland havia contado. Aliás, você precisa conversar com seu filho, prima.

Gina coçou a nuca pensativa, olhou Emma de relance ao seu lado.

— Me arrisquei muito levando Emma lá em casa. Eu não queria deixa-lo sozinho, não temos culpa.

— Não, vocês não têm mesmo, o que ele deve estar pensando é que vocês duas são amigas. Nessa idade ele ainda não consegue idealizar um casal de mulheres. — completou a psicóloga.

— Eu vou explicar a situação para ele, eu só acho que ele deve crescer mais um pouco.

— Regina, se você explicar algo para uma criança do jeito que ela é, a criança vai entender em algum momento. Faça a abordagem com calma.

Gina fez que sim. Emma tocou na mão da namorada a fim de confortá-la.

— Quando isso acontecer eu vou estar com você. — disse a loira.

— Eu sei que vai. — a morena sorriu se encostando nela.

Zel vendo as duas sorriu doce.

— Quando é que vai ser o casamento?

As duas se olharam.

— O nosso? — perguntou Emma sem entender por um momento.

— É o de vocês. Só alguém muito tonto para não perceber que foram feitas uma para a outra.

Gina riu feito criança escondendo a cara no ombro da loira por cima de seu terno.

— Ahm... — Emma ficou tão vermelha quanto um pimentão. — É um pouco cedo para falar de casamento, não é?

— Talvez. Vocês esperaram muito tempo para ficarem juntas de novo. — Zel falava como se fosse brincadeira, mas sabia que tinha toda razão.

Aquilo fez as duas se olharem com carinho e pensarem nas questões que ainda pendiam naquele relacionamento. A última barreira, o passado, parecia abatido, mas estaria ele vencido completamente?



No final da semana Regina conversou com seu advogado dando entrada por fim no processo de divórcio litigioso. Sabendo que se encontraria com Robin no tribunal no mês seguinte, Mills, após uma breve conversa por telefone onde ele pediu desculpas pelo transtorno, deixou que Roland passasse mais tempo com o pai durante a semana além do tempo que ele já dispunha do garoto aos sábados e domingos.

Após o ocorrido, Robin não estava disposto a discutir com a ex-mulher, nem fazia mais questão de subir para buscar o garoto na casa de Mills. O esperava na portaria. O fato era que ele também não fazia questão de vê-la mais. Para ela, aquele era um bom sinal. Robin estava tomando jeito como previu Zelena.

Àquela altura Regina se aproveitava da ausência de Roland para trabalhar até mais tarde na empresa, cumprindo os prazos nas obras da ilha e aceitando novos projetos para a cidade. Estava tão mergulhada em tarefas que mal tinha tempo para Emma, mas com a arquiteta as coisas não andavam tão diferentes. Se viam todos os dias na empresa, tiravam casquinhas uma vez ou outra na ausência dos colegas, mesmo assim, sentiam falta de namorar até tarde da noite. Então, Emma não quis esperar muito, já estavam duas semanas sem terem um encontro decente, sentia falta dela.

No final do expediente de sexta desciam pelo elevador sozinhas, cada uma em um lado da parede, se olhando, exaustas de passarem tanto tempo sentadas no escritório. Emma sorriu, viu o marcador do elevador de relance e mudou de lado com sua pasta portfólio a mão. Gina enroscou um braço no dela, além do nariz que roçou em seu terninho cinza.

Não resistiu se lembrando do que haviam feito naquele mesmo elevador meses atrás.

— Se lembra? Esse elevador...

— Lembro. E como lembro. — Swan respondeu com um riso.

— Como é que você sabe do que estou falando? — Gina largou sua pasta no chão e se enroscou com as mãos no pescoço de Emma.

— Até hoje só entrei nesse elevador com você duas vezes e uma delas foi aquela. — Swan beijou-lhe a ponta do nariz. — Escuta, queria te encontrar logo mais.

— Hum... — Gina gemeu. — eu também, tenho sentido sua falta, tanto. Vamos lá para casa?

— Eu pensei no hotel.

— Você tem medo de dormir lá em casa? — Regina perguntou curiosa. A tocava nos ombros, os alisando.

— Não, é que tem o Roland, não devemos arriscar.

— Roland está com o Robin. Pensei em fazermos algo diferente hoje. Vamos dançar?

— Dançar? Hum... Não é má ideia. Te busco às nove. Fique bem bonita para mim. — Swan lançou um sorriso galanteador.

Gina não queria, mas precisava se soltar dela. Teria tempo para ficar com Emma mais tarde, então não reclamou quando ela se despediu andando de costas e saiu do elevador.

...


Então, não foi problema encontrar um lugar onde podiam dançar agarradinhas ao som de uma música romântica. Estavam ali já fazia uma hora, bailando lentas. Emma se lembrava de quando fizeram aquilo no restaurante italiano, era meio acanhada a não ser que estivessem sozinhas, mas naquela noite, ali na boate do porto, tinham muitas pessoas em volta. Já Regina só queria que o tempo parasse. Percebendo a trava da namorada, Mills a olhou, afastando seus cabelos do rosto, tratando de acalmá-la.

— Você é tão tímida para algumas coisas, sabia? Nunca mudou.

— É, eu acho que não sou muito boa na dança. — Swan disse olhando para baixo. — Não danço desde a faculdade.

— Você dançou muito bem no seu aniversário, está mentindo. — Regina a lembrou.

— Não é como se fosse fácil, Regina. — Emma olhou para os lados com ar preocupado. — Tem muita gente aqui, não acha?

A morena abriu um sorriso largo, encantado. Os olhos fixos nela também brilhavam.

— Nenhuma delas vai nos atrapalhar. — se agarrou na loira e a guiou enquanto uma nova música começava.


The world was on fire and
No one could save me but you
It's strange what desire make foolish people do
I never dreamed that I'd meet somebody like you
I never dreamed that I'd lose somebody like you

Regina se roçava com o rosto no dela. A música soava triste, um nó subiu a garganta. Isso fez com que se apertasse mais em sua loira.

— Que foi? — perguntou Emma tentando a olhar e quando conseguiu a viu emocionada. — Hey, o que é isso? Você está chorando.

Regina se soltou um pouco dela para limpar as lágrimas que escorreram por cima das bochechas. Tentou esconder o rosto.

— Não, já passou, eu só me recordei de uma coisa. — sua voz também estava afetada.

Emma pegou em seus dedos os tirando da frente querendo limpar com os seus a tristeza repentina da amada.

— Que que foi que você lembrou?


No, I don't want to fall in love
(This love is only gonna break your heart)
No, I don't want to fall in love
(This love is only gonna break your heart)
With you

What a wicked game to play to make me feel this way
What a wicked thing to do to let me dream of you
What a wicked thing to say you never felt this way
What a wicked thing to do to make me dream of you

Uma nova onda de lágrimas. Era demais para Regina.

— É tanta coisa...

— Hey, calma, tá tudo bem. Não quer me falar?

Gina assentiu, engoliu o choro e a puxou dali.

Não foram muito longe, andaram para fora, pela margem do rio que cortava a cidade, ao lado da boate.

Emma não era a única a sofrer com recordações passadas. Regina também sentia muito, especialmente quando ouvia aquele tipo triste de música. Estava olhando para a água, os prédios mais adiante na vista. Ao lado dela Swan, muito paciente, a esperava se sentir melhor. Tinha uma mão em seu ombro a confortando enquanto caminhavam.

Mills quebrou o silêncio após um suspiro:

— Aquela música... Me deu uma angustia tão grande. Um vontade de chorar, colocar tudo para fora. Veio tanta coisa na minha cabeça, tanto medo.

— Medo de quê? — Swan parou bem atrás dela.

— De estar sonhando. De acordar e voltar pro pesadelo.

Emma tomou ar. Conseguia imaginar do que Regina falava.

— O pesadelo já acabou, Regina. Há muito tempo.

— O seu já acabou?

Emma pensou por um instante.

— Tenho certeza que sim.

— Às vezes me bate uma insegurança muito grande. Não sei se você um dia vai entender. Talvez você pense que toco sempre nesse assunto para me perdoar de uma vez.

— Regina, eu acho que quem deve perdoar primeiro é você. — disse Emma, com toda calma. — Se você não perdoar a si própria, não vai deixar de sofrer.

— E você já se perdoou pelo o que houve entre nós?

Emma fez que sim mesmo relutante.

— Estou tentando.

— Tudo o que eu desejei ali dançando com você era poder voltar no tempo e nunca ter ido naquela viagem. Foi o que eu sempre quis desde que perdi você. Eu sofria toda vez que escutava uma canção que você gostava, lia suas frases, seus poemas, via nossas fotos. E por muito tempo foi assim.

Swan a fitou de um jeito sofrido.

— E você não morreu por causa disso, assim como eu não morri todas as vezes que chorei por você. Acha que seríamos felizes se tivéssemos fugido juntas naquela época? Não, não seríamos.

A morena se virou para a namorada.

— Há pouco tempo você me disse que aquela Emma do passado havia morrido. Acho que nunca fiquei tão feliz por entender que era mentira.

Swan se aproximou mais um pouco.

— Há nove meses eu era muito orgulhosa para admitir qualquer coisa que sentisse por você. Me perdoa, Regina, eu não podia, eu estava muito ferida.

— Você não tem que pedir perdão. Se eu estivesse no seu lugar, acho que não seria diferente.

— Ou seria até pior.

Regina segurou na mão de Emma e lhe disse:

— Aprendi muita coisa enquanto estávamos separadas e uma delas foi esperar. — colocou a mão por cima de seu seio esquerdo na blusa, conseguia sentir o coração dela bater.

— Foi por isso que você não quis desistir, mesmo comigo sendo fria e insensível?

Gina assentiu.

— Eu sabia que uma hora você seria minha, desde o momento em que te reencontrei.

Se abraçaram inevitavelmente. E óbvio que aquilo não ficaria apenas ali. Foram para o hotel, no quarto preferido delas, onde terminaram a noite na cama.

Aos poucos se abriam em conversas. Caminhavam a passos lentos naquele relacionamento, mas se entendiam no final das contas. A cada dia que passava, nada mais era páreo para concorrer com elas. Algo que todos foram percebendo por mais que fossem discretas. Chegou uma hora que não dava mais para esconderem o que tinham.

Notas finais
Por que algo me diz que não devo confiar no Robin? Hum... Que que vocês acham dele? Um mala sem alça ou um louco que precisa se tratar? Acho que a Zel quer ser madrinha no casamento da prima com a Emma, mas que conviteira HAHA Não sei se foi só eu mas, essa música me fez chorar um pouco, é difícil escrever a história e não se sentir tocada com algumas cenas, acho que vocês me entendem. Se você gostou, acompanhe, favorite, comente, me dê o seu apoio nessa história que é muito importante pra mim. Agradeço desde já. Um beijo grande, fiquem bem.