Skin on Skin

20 After the storm always comes the calm.


Notas iniciais
Alô, alô, lindas leitoras de SOS. Tudo bem? Capítulo 20 acaba de sair do forno e eu não poderia esperar para postá-lo logo. Que tal a gente saber o que Regina e Emma fizeram depois da confusão do último capítulo, acho que é a curiosidade de todas. Façam uma boa leitura.


Da porta do quarto de hóspedes, Emma fitava Regina dormir um sono profundo e cansado.

No dia anterior tinham passado maus bocados por conta do sequestro de Roland, que com muita sorte terminou bem. Regina devia estar cansada, talvez assustada. Custou a dormir naquela noite e só conseguiu depois de receber os carinhos de Emma. Swan, muito atenciosa, ficou ao lado dela todo o restante da noite, logo após seu filho e Roland pegarem no sono. Estava certa de que passaria uns dias hospedando Mills em seu apartamento e não iria permitir que sua namorada fosse embora até estar completamente recuperada do abalo emocional que teve.

Regina custou a acordar, mas quando o fez, despertou como um susto. Se sentou na cama de repente, assustada, tentando se lembrar de onde estava. Franzia muito as sobrancelhas enquanto olhava todo o quarto, sem reconhecê-lo, até que viu Emma sorrir da porta.

— Emma... — falou, estreitando os olhos para ter certeza de que não estava sonhando — Onde eu estou?

— No meu apartamento, no quarto de hóspedes mais precisamente. — Swan entrou, trazendo nas mãos uma bandeja com tantas coisas que Regina precisou limpar os olhos para enxergar. Era o café da manhã.

— Eu me esqueci que viemos para cá depois do hospital. — dizia coçando a testa. — Mas o que é isso? — perguntou ao ver a bandeja que Emma pousou na cama, se sentando ao seu lado logo em seguida.

— É o seu café da manhã.

— Isso tudo? Pra mim?

— Sim. Você não comeu nada ontem, precisa repor as energias.

— Foi você que fez tudo isso? — indagou Mills, surpreendida.

— Uhum. — respondeu Emma. — Enquanto estiver na minha casa, eu faço questão de te tratar bem.

Regina se aproximou da bandeja na cama, pegando o que mais gostava primeiro: Rosquinhas. Encheu a mão delas e as saboreou com certa pressa. Tinha se dado conta do tempo que passou sem comer naquele momento. A tensão em resgatar Roland fez com que seu apetite desaparecesse por dois dias.

— Vai acabar me deixando mal acostumada. — falou Regina, quase que de boca cheia.

Emma riu de leve.

— Mas é mesmo para você ficar mal acostumada, desse jeito você não vai embora.

— E você vai aguentar me trazer comida na cama todos os dias e me fazer cafuné todas as noites antes de eu dormir?

— Na verdade eu já faço isso com o Henry.

Se olharam e riram juntas.

Após comer mais meia dúzia de rosquinhas, um misto quente, um pedaço de torta de maça, e praticamente engolir um copo grande de suco de laranja inteiro de uma vez, Regina parou para pensar em tudo o que aconteceu.

— Se eu não tivesse conseguido meu filho de volta ontem, não sei o que seria de mim hoje. — disse em tom de lamento.

— Você não precisa mais pensar nisso. — Emma chegou mais perto e a abraçou de lado. — Foi um grande susto, eu sei, mas não se torture mais com isso. Quero que esqueça disso, está bem?

Regina encostou sua cabeça no ombro da amada, dando um suspiro longo e pesado.

— Se você não estivesse lá... Foi tão bom saber que esteve comigo e meu filho até o fim.

— Eu sempre vou estar. Ninguém disse o contrário.

— Eu te amo, Emma.

— Tá tudo bem, só esquece o que houve. — sorriu, entrelaçado os dedos de uma das mãos com os dela.

— E os meninos? Já acordaram? — indagou, voltando a fita-la lado a lado.

— Já, estão assistindo desenho na sala.

— Será que Roland dormiu bem? Na hora em que o coloquei no quarto com Henry ele não quis que eu saísse até dormir.

— Parece que sim, caso contrário o Henry teria me dito quando acordaram. Ele está bem. Acho que nem se lembra do que houve. O susto que tomou já passou.

A loira alisava o braço da morena enquanto falava, queria lhe passar segurança. Beijou o alto de sua cabeça e encostou o queixo ali por cima, oferecendo o colo novamente.

— É... Agora é resolver o problema com a minha mãe. — suspirou Regina.

— Pensa nisso com calma, ‘tá?

— Emma, minha mãe tem um problema sério, se eu não tomar uma providência pode acontecer coisas ainda piores do que o sequestro. Eu vou interna-la, é a melhor alternativa.

— E se ela conversasse com alguém, um psicólogo, um especialista? Será que não ajudaria?

Regina fez que não.

— Minha prima Zelena é psicóloga ela já conversou com minha mãe, mas não pôde ajudar muito por se tratar de um familiar. Eu sugeri muitas vezes para que ela saísse de casa, se divertisse e olha no que deu. Me arrependo de ter insistido tanto.

— Não é culpa sua, Regina. Sua mãe se viciou sozinha, não porque você disse para ela se viciar. — Emma tinha a voz suave. — Se você acha que interna-la é a melhor alternativa, converse com ela.

— Talvez com o susto de ontem ela tenha se convencido do quanto esse vício é ruim na vida dela, na vida da família dela.

— Pode ser.

Regina inclinou a cabeça.

— Que horas são agora? — mudou de assunto de súbito.

— Dez e quinze. — respondeu Swan, olhando-a de cima.

— Meu Deus, eu dormi isso tudo?

— Dormiu sim. Estava muito linda dormindo, por sinal. — Emma provocou.

— Por quanto tempo ficou me olhando dormir? — Gina perguntou erguendo as sobrancelhas.

— Bem, se for contar da hora em que você pegou no sono e agora quando vim te trazer o café da manhã... Hum... não faço ideia.

Regina corou, se afastando um pouco dela. Emma abriu um sorriso meigo e infantil que fez Regina se lembrar de sua juventude. Lembrou-se quando foram namoradas pela primeira vez, mas não diria nada para não quebrar a promessa de não falar do passado.

Swan se levantou para afastar as cortinas e olhar pela janela. Resmungando, Gina deixou o cobertor de lado e se levantou chegando às costas da loira, envolvendo-a em um abraço por trás.

— Apesar de tudo, me sinto tão bem estando ao seu lado. — disse a morena com voz penetrante. — Ficar assim, perto de você, te abraçar — Regina a apertou. — , te sentir. Eu tenho um vício também, sabe? Um vício chamado Emma Swan. E esse vício eu duvido que tenha cura.

Emma gostou do que ouviu. Segurou suas mãos em torno de seu corpo, fazendo-as deslizar por seu abdômen e cintura.

— Pois não tem cura mesmo, ainda mais agora que você vai ter uma overdose de Emma Swan. — disse, logo se virando para a engenheira.

Regina sorriu, maliciosa.

— Estou começando a gostar da ideia. — Gina se agarrou em seu pescoço e a puxou para um beijo. Suas mãos se embrenharam nos cabelos dourados, guiando-a no contato. Depois de muito roçarem os narizes enquanto iam de um lado para o outro no beijo, Emma parou a olhando de baixo para cima. Deu um riso. Regina não entendeu o porquê. — Do que está rindo? — ela perguntou.

— É que você ficou uma gracinha com o meu pijama.

A morena se olhou e só então se deu conta do que estava vestindo; calça de algodão vermelha e camisa cinza, um número maior que o seu. Precisou rir também.

— Apesar dessa roupa ser um pouco grande para mim, é bem confortável mesmo. — falou, entre risos, ainda mais corada do que antes.

Na sala, Roland e Henry riam de um desenho que assistiam na TV e que em comum gostavam muito. As mães chegaram, observando aos dois de um canto, gostando de ver como se deram bem juntos. Apesar de Henry ter três anos a mais que o menino Roland, não houveram problemas desde a primeira vez em que se viram no parque. No café da manhã, Henry deu-lhe um pouco do seu cereal matinal favorito, depois combinaram de assistir aos desenhos, jogar vídeo game e mais tarde decidiriam mais o que fazer. Eram dois meninos solitários, não tinham irmãos e as mães viviam ocupadas, com tempo para ambos apenas à noite em muitas das vezes. Foi uma boa ideia juntar os dois, pensava Regina. Emma por sua vez, achava curioso o fato de Roland ser filho da mulher que um dia a fez muito infeliz e agora era sua namorada outra vez. Seria o destino agindo em prol delas até nessa questão dos meninos? Se perguntava.

Depois do almoço, enquanto os filhos se distraíam com jogos, Regina foi conhecer o quarto de Emma, elogiando o conforto de sua cama. Chegou a dizer que sempre se imaginou dormindo ali ao lado dela, de uma forma bem sugestiva, o que fez Emma sorrir. Como haviam saído do hospital direto para o apartamento de Swan no dia anterior, Mills e o filho não trouxeram nada além do que tinham nas mãos. A arquiteta emprestou-lhe uma roupa para não ficar de pijama o tempo inteiro.

Mais tarde, fizeram pizzas para comerem no jantar, aproveitando vários momentos de descontração; vez ou outra se esbarravam quando Emma soprava farinha bem nas fuças de Regina e, para dar o troco, Mills sujava de propósito a roupa da parceira com as mãos melecadas de branco da mesma farinha. Riram muito, o que chamou os meninos que acabaram entrando na bagunça; Henry pegou molho de tomate, sujando mais ainda a cara da morena. Já Roland, subiu numa cadeira e terminou com a farinha bem nos cabelos de Emma, deixando-a tão branca quanto um fantasma. Foi uma alegria só, mas no final, todo mundo ajudou a limpar a baderna que fizeram na cozinha.

Após o banho, jantaram, assistiram à TV, jogaram cartas com os meninos e os colocaram para dormir. Não era muito tarde. Podiam aproveitar o tempo que sobrou para namorarem. Durante todo o dia foram cuidadosas de não demonstrarem nada na frente dos garotos, porém, trocaram muitos olhares. Por enquanto, para todos os efeitos, eram apenas boas amigas.

Em seu quarto com a porta fechada, Emma se sentou na cama, colocando Gina nos braços para acariciar seus cabelos enquanto ouviam músicas. Conversavam baixinho, de olhos fechados, bem calmas. Logo Emma puxou um edredom sobre elas aninhando mais a amada em si e foi só então que percebeu lágrimas nos olhos de Regina.

— Que houve? — perguntou aflita. — Quer me falar?

— Não... É que de repente senti uma coisa.

— Medo do que houve ontem?

— Não mais disso. Acho que estou sensível demais ultimamente.

— Por quê?

— Estou amando, Emma. Estou amando alguém que me corresponde. E antes disso parecia tão difícil. Achei que viveria uma guerra contra você. De repente eu te digo coisas, mando flores, te convenço e agora estamos aqui assim.

Emma ficou pensativa por alguns segundos e depois acrescentou:

— E eu não poderia estar mais feliz.

Swan limitou a conversa àquilo. Sabia que se falasse muito, acabariam tocando em assuntos penosos para ela e para a própria Regina. Sentia-se bem estando com ela ali em seus braços novamente, mas estava convencida de que aquela era outra chance em sua vida. O passado não podia de maneira nenhuma interferir. Era a última coisa que gostaria de pensar. Queria lhe dizer muitas coisas também, mas ainda se sentia receosa. Seus gestos e toques falavam por si, ainda não diria nada enquanto não estivesse completamente segura na relação. Estavam juntas à apenas algumas semanas e por mais que se amassem muito, devia ir com calma.

— Posso dormir com você aqui hoje? — perguntou Regina.

— Mas você vai dormir comigo hoje, por que acha que tranquei a porta?

Regina sorriu, sentindo sua face ser inundada de beijos. Emma limpou os resquícios de lágrimas por ali, puxando-a para cima de si com alguma ternura. Se amaram até tarde daquela noite, pegando no sono muito tempo depois.

O final de semana inteiro passaram como o primeiro dia. Se divertiram muito, mas Regina devia voltar para casa e definir o que faria com a mãe.


Na segunda-feira, bem cedo, Regina pediu a ajuda da prima para contatar uma clínica especializada no tratamento de Cora. Zelena muito solicita se ofereceu para conversar com a tia novamente, mas a decisão da prima já estava tomada e não poderia interferir.

Chegaram no apartamento no meio da manhã, procurando pela matriarca. Quando viu Regina e o neto, Cora veio ao seu encontro chorosa, sorrindo com falsa alegria.

— Meu querido! Graças a Deus você está bem. — disse ela ao abraçar o neto. Roland resmungou no colo da avô.

— Filho, vai para o seu quarto só um pouquinho. — pediu Regina, fitando a mãe com olhar severo. Zelena, logo atrás cruzou os braços com o mesmo olhar.

Cora colocou o neto no chão, que disparou pelo apartamento feito lebre. A matriarca ergueu a cabeça, limpou o canto dos olhos e olhou para a filha depois para a sobrinha com certo cinismo.

— Você poderia ter me avisado, Regina. — comentou a mulher mais velha. — Fiquei esperando notícias de vocês dois aquele dia inteiro e depois me disseram que você havia sido baleada e levada ao hospital. Onde você estava?

— Mamãe, não importa onde eu estava. Importa que seu neto e eu estamos bem.

— E você? — mirou em Zelena. — Nem para me dizer em qual hospital Regina ficou.

— Zelena não sabia, mamãe. E foi apenas um tiro de raspão. — respondeu Regina pela prima. — Olha. — Gina mostrou os pontos na barriga. — Não foi nada.

Cora colocou uma mão na boca, assustada.

— Eles atiraram em Roland também?

— Não, Roland está bem, está ótimo, você acabou de ver como ele está... Precisamos conversar, muito sério.

A mãe de Regina pareceu pouco confortável. Engoliu em seco.

— Eu acho que já sei do que quer falar.

— Então pelo jeito vamos poupar bastante conversa, não é, tia? — Zelena não aguentou.

— Calma, Zel. — pediu Regina. — Vamos ter calma... — Gina tomou ar. — Eu pensei muito, mesmo que você não acredite. Eu deixei claro o que faria se algo acontecesse com meu filho ou comigo, e aconteceu. Você sabe que tem culpa do que houve.

— Minha filha, eu estou muito arrependida de ter me envolvido tanto com aquele tipo de gente em tão pouco tempo. Eu sinto muito que tenha acontecido isso tudo. Eu a entendo, mas não seria melhor que simplesmente esquecêssemos isso? Vamos voltar a nossa vidinha de cinco anos atrás. Você não acredita em mim, eu sei, acontece que não havia controle, estava além de mim. Me perdoe. Me mandar para um lugar desses não é uma ideia agradável, concorda comigo? Você sabe o que fazem nesses lugares? Eu posso lhe contar.

Regina balançou a cabeça negativamente.

— Não, Cora. Não se engane. Eu não posso acreditar numa mulher que me fez muitas promessas de que ia parar com um vício. Um vício! Você não parou, mamãe. Você só piorou. — Regina suspirou, olhou para baixo, depois voltou a olhar para ela muito séria. — Eu sinto muito. Não posso mais permitir que isso aconteça de novo. Não quero ver você degradada aos poucos por causa dos jogos. Eu vou fazer isso sim, mas quero que entenda que é para o seu bem.

A mãe de Regina sabia que não tinha mais volta. Ficou séria, baixou o olhar. Não adiantaria argumentar, estava perdida e a filha tinha razão.

— Para onde vai me mandar? — quis saber.

— Para uma clínica em Springfield. — respondeu Zelena. — E não se preocupe, vão trata-la muito bem. É uma das melhores do país.

Cora, tentou esconder a vergonha. Com voz embargada disse:

— Eu sinto muito, minha filha. Não queria chegar a esse ponto.

Regina sentiu pena da mãe. Quis ir até ela, abraça-la, mas devia se manter firme.

— Eu também sinto muito, mamãe. — completou, prendendo os lábios.

— Arrume suas malas, tia. Eu vou leva-la. — disse Zelena.

Cora fez que sim. Passou por Regina, envergonhada. A olhou uma última vez, mais de perto, e depois entrou para arrumar suas coisas. Regina sentiu o coração deixar o aperto que havia se formado por dentro. Quando a mãe voltou, pronta, com as malas feitas, a esperava perto da porta com os olhos enormes, cheios d’água, lutando para não derramar uma sequer.

— Eu estou fazendo isso pelo seu bem. — enfatizou Regina para a mãe.

A mulher nada disse, apenas a abraçou brevemente e deixou o apartamento com a sobrinha no encalço. Zelena assentiu para a prima enquanto passou pela porta. Gina retribuiu o gesto e fechou a porta logo que as viu descer pelo elevador.

De repente, refletiu no quanto aquele apartamento ficaria vazio sem a presença da mãe.



A partir daquele dia, passou a ser costume Regina convidar Emma para visita-la. Agora que estava sozinha com o filho em casa, tinha a liberdade de chamar a namorada.

Quase sempre Emma vinha nos finais de semana, quando Henry ia para casa dos avós ou quando sua vizinha do andar de baixo se dispunha a tomar conta do garoto à noite. Todas as vezes, assim que a cozinheira dos Mills saía, Emma estava prestes a chegar enquanto Regina colocava o filho para dormir.

Quando Emma chegava, corriam logo para namorar no sofá, às vezes na varanda do apartamento e depois bebiam algo, ou ouviam música. Virou rotina. Mas quase nunca Emma podia dormir com ela. O que andava fazendo falta para as duas. De qualquer forma, o namoro ia bem.

Numa dessas noites, após falarem sobre o trabalho, o novo colégio de Roland (pois Regina o tirou do antigo após a confusão com o porteiro) e do que pretendiam para o final do ano, as duas não aguentaram muito tempo sem se tocar. Aproveitando que haviam bebido um pouco além da conta, começaram a compartilhar carícias mais ousadas, no sofá.

Roland levantou e saiu de seu quarto com vontade de ir ao banheiro. Já era grandinho e sua mãe o ensinou a usar o banheiro que ficava no final do corredor. O pequeno passou lento por ali, de pijama, coçando os olhos, chegando na bifurcação entre a sala e os quartos. Antes de passar, parou por conta da meia luz que vinha da sala de estar. Ouviu algo.

Regina e Emma faziam um barulho abafado com os beijos e abraços e o atrito das roupas. Roland ficou ali, encostando no canto da parede, esquecendo da vontade de ir em frente para chegar ao banheiro, por pura curiosidade de saber o que sua mãe fazia na sala. Só podia ser sua mãe a fazer aqueles barulhos.

Ouviu gemidos, baixos, mas eram gemidos.

O pequeno acabou esticando a cabeça lentamente para fora da parede. Olhou para a sala.

No sofá, sua mãe e a mãe de Henry, trocavam carinhos pelas faces. Roland percebeu que se beijavam. Observou, assustado e de olhos esbugalhados. A loira segurava o rosto de sua mãe, descendo pelos ombros, a tomando em fortes apertões, e devia estar machucando, porque ela começou a gemer mais forte. O que estavam fazendo? Ele se perguntava. Sem a resposta, voltou quietinho pelo corredor e ao quarto, se enfiando na cobertas de novo.

Ele não diria nada, nem perguntaria nada. Sua mãe e a tia Emma deviam se gostar muito para fazer algo daquele tipo, pois ele achava que beijar na boca era algo nojento. Típico do que pensavam os meninos de sua idade.

Notas finais
O pequeno Roland nos surpreendeu hoje. Acreditem eu também me espantei HAHA Mas calma moças, ele não será problema enquanto não abrir a boca sobre o que viu. De qualquer maneira, vamos aguardar. Agradeço mais uma vez o retorno de vocês que é sempre muito bem-vindo e continuem dando esse feedback galera, é muito importante pra mim. Então deem um joinha aí nos comentários! Em breve temos mais, fiquem bem. ;)