Sk8er Boi

8 The Perfect Boggart


Notas iniciais
nem demorei né? que emoção *-* UAHAUHAUHAUHAAUHAUH espero que vocês gostem lindos leitores, porque eu escrevi com muito sono auahuah

- Bom dia! – exclamou uma Hermione entusiasmada, toda pronta, quando eu me levantei.

- Bom dia. – respondi sem emoção, enfiando novamente a cara no travesseiro.

- Eu não faria isso se fosse você. – ela disse em tom de desafio. – Lizz ainda não acordou, então, se não for eu, ninguém irá lhe acordar.

Eu não respondi. Fiquei uns 10 segundos com a cabeça no travesseiro quando meu instinto me fez levantar. Eu estava acordada, mas meu espírito ainda adormecia, o que é normal.

- Ótimo. Não posso esperar você, preciso estudar. Encontro você e Lizz no Salão Principal. Acorde-a.

Foi a última coisa que Hermione disse antes de se retirar do nosso dormitório. Olhei para Lizz que dormia tranquilamente. Como eu posso acordá-la? Não dá, não desejo isso pra ninguém... Obviamente porque eu acabara de acordar e daria tudo para estar na minha cama dormindo. Em um dia qualquer eu a acordaria com mil pedras e não teria nenhum remorso.

- Não seja frouxa, Emma. – sussurrei para mim mesma ainda com os olhos meio-fechados.

Abri os olhos lentamente e a olhei suspirar enquanto dormia.

- Lizz.

Eu a cutuquei e ela contraiu o lábio. Cutuquei-a mais uma vez e suas pálpebras se mexeram.

- Lizz... LIZZ CACETE!

- Já ouvi Emma. – ela disse baixinho.

- Então levanta.

- Vai tomar banho e deixa comigo. – ela disse, se virando para o outro lado.

Eu a fuzilei com os olhos, mesmo que ela não pudesse me ver. Apertei os punhos.

- OK.

Fui para o banho. Me senti mais disposta quando a água gelada desceu de minha cabeça ao meu corpo. Hoje era um daqueles dias em que se eu não lavar a cabeça, eu to ferrada. Então, estava lavando o cabelo e tentando lembrar quais aulas eu tinha hoje.

Quando sai do banheiro, encontrei Lizz já pronta, vestida, os cabelos loiros, lisos e longos, soltos e com as pontas onduladas. Ela usava uma travessa vermelha e o uniforme da Grifinória sempre lhe caiu bem.

- Onde você tomou banho? – perguntei.

- Como eu sou uma pessoa muito legal, cheia de amigos e sei me comunicar – ela disse pomposa como se fosse verdade -, eu pedi para usar o banheiro do dormitório da Gina.

Soltei uma gargalhada e a abracei. Logo ela estava me empurrando, pois eu estava molhando-a.

- Você não tem jeito. – disse.

Lizz já tinha separado meu uniforme, então rapidamente eu o coloquei. Penteei meu cabelo rapidamente, e tentei secá-lo com a toalha, porém ele ainda estava molhado.

- Cabelo molhado e uniforme da Grifinória não é uma boa combinação. – comentei e Lizz sorriu.

- Você sempre vai achar um defeito no uniforme da Grifinória. – ela disse, pegando sua mochila.

- Não é verdade, eu estou muito contente com a minha casa tá? – disse, pegando a minha mochila.

- Mas queria estar na Sonserina. Porém veio pra cá, pra ficar pertinho de mim. – ela disse abrindo a porta. – A parte ruim de ficar perto de mim, é que você não pode ficar na Sonserina, onde tem o Draco.- ela disse em sussurro.

Eu a ignorei e seguimos para o Salão Principal.

Chegando no mesmo, estavam Jorge, Summer, Marissa, Bryan, Neville e Luna conversando na mesa da Grifinória. Procurei por Fred no mesmo momento e o achei, sentado mais afastado do grupo, com Angelina. Franzi o cenho e olhei para Lizz.

Ela disfarçava com um sorriso que tremia no rosto, como se quisesse se desfazer. Inspirei profundamente e segui para perto de meu irmão.

- Bom dia, cabeçudo. – disse, enquanto Lizz dava bom dia aos outros. – Bom dia Marissa.

- Bom dia. – ela respondeu.

- Bom dia, nanica. – ele disse e eu lhe mandei língua.

- Bom dia galera. – disse para Summer, Jorge, Luna e Neville.

- Bom dia. – responderam todos calorosos.

Olhei para Fred, que como sempre, ouvia Angelina tagarelar. Ele tinha uma triste expressão no rosto, e suspirava como se não agüentasse mais. Os olhos pesados como se a qualquer momento fosse dormir, até que me avistou. Deu um grande sorriso para mim e acenou. Angelina se virou para olhar, e quando me viu, bufou. Ele se levantou e lhe deu um selinho, correndo para onde eu estava.

- Bom dia. – ele disse, me abraçando por trás e me dando um beijo na bochecha.

- Bom dia, bobo da corte. Vejo que voltou a falar com a palhaça né. – eu disse sem emoção olhando diretamente para Angelina.

- É... Voltei. – ele disse, sem se importar com como eu a havia chamado.

- Então, pode ir. Vá lá com a sua namorada, estamos bem. – eu falei, bebendo o suco, deixando minha decepção amostra.

- Mas... Emma, é que...

- Tchau, Fred. – disse com autoridade.

Ele me olhou e fez uma cara de culpado.

- Desculpe-me. Até mais. – ele disse, finalizando a conversa e voltou para o seu lugar.

- Você foi rude demais com ele. – sussurrou Lizz inquieta. – Eu mesma não estou ligando se ele está com Angelina ou não.

Não respondi. Senti uma angústia profunda, como se me arrependesse de ter sido tão grossa com ele e enterrei meu rosto nas mãos. “Agora deixa pra lá” disse Lizz, voltando a comer uma torta.

- Qual a nossa aula agora? – perguntou Marissa, passando a mão nos cabelos.

- Herbologia. – disse Luna checando o horário.

Bryan revirou os olhos, suspirando amargamente. Neville fez uma cara de felicidade.

- Hum. – disse Summer infeliz.

-Ah, Herbologia não é tão ruim assim. – disse.

- Poderia ser pior, como, ter aula de Poções. – disse Lizz, fazendo uma cara de desagrado engraçada.

- Herbologia é demais, sério. – disse Neville.

- Qual a aula de vocês, Grifinórios? – perguntou Bryan.

- Para mim, é Feitiços. – disse Jorge.

- Defesa Contra as Artes das Trevas. – respondeu Neville, Lizz e eu ao mesmo tempo.

- Ah, qual é. – disse Summer, levantando os braços rapidamente.

- Vocês irão ter aula com o Lupin, cara. Como vocês podem dizer que Herbologia é legal? – disse Bryan e logo depois, falou um palavrão.

- Bryan! – o repreendi, porém ele me ignorou.

- Não dissemos que Herbologia é legal, além do meu primo maluco, só não é tão ruim. – disse Lizz.

- Herbologia continua sendo legal. – defendeu-se Neville, e Lizz empurrou seu rosto para o lado.

- Eu sei que a aula do Lupin é legal, mas hoje vocês não tem aula com ele? – perguntei.

- Duas aulas. – respondeu Luna, novamente checando o horário.

- Então... – eu disse por fim, revirando os olhos.

Continuei comendo monotonamente, quando olhei para a mesa da Sonserina. Draco conversava com os amigos animadamente. Senti meu coração acelerar um pouco, e depois voltar ao normal. Nossa, como ele era lindo.

O sinal tocou. Levantamos-nos e nos espalhamos. Jorge foi para um lado, dando um leve beijo em Summer. Esta, Bryan, Marissa e Luna foram para outro lado e Lizz, Neville e eu seguimos direto.

Quando chegamos na sala, o professor não estava lá. Neville foi para perto de Dino, Simas, Rony e Harry. Eu procurei Hermione pela sala, mas ela definitivamente também não estava lá.

- Não vejo a Mione. – disse Lizz, e arregalou os olhos. – Hermione... Atrasada... O que tá acontecendo hein?

Gargalhei. Vi que Draco estava lá. Ele me olhava, porém quando viu que eu o observava, virou o rosto. Ri para mim mesma.

- Vem. – a puxei pelo braço e fui até Harry e Rony. – Bom dia ruivo mais feio da família, bom dia menino-que-sobreviveu.

Rony sorriu e Harry revirou os olhos.

- Bom dia, mestiça maluca. – ele disse sem emoção, como se o sono ainda o controlasse.

- Você também é mestiço, seu débil. – eu disse, botando a mão em seu ombro.

- Eu sei. – ele disse, com um sorriso sem dentes.

Eu mandei um beijinho pra ele de longe, e me virei para Lizz, que conversava entusiasmada com Rony.

- Eu queria ser uma Weasley. Queria ser ruiva. – ela disse, mostrando os longos cabelos loiros e Rony levantava uma sobrancelha, desconfiado.

- Sem querer me intrometer, já me intrometendo, Lizz, eu sei que você adora seu cabelo loiro. E se você quer ser uma Weasley, é só porque quer casar com um, que eu não preciso nem dizer o nome, pela cara do Ronald, ele já sabe quem é. – eu disse, estragando o seu filme.

Rony rolou de rir e Lizz corara, depois me deu um tapa no ombro e eu a abracei.

- Eu te amo.

- Me solta, sua cachorra. – ela disse me empurrando. – Você nem queria ser uma Weasley né.

- Eu não quero ser, eu sou. Fred e Jorge são meus gêmeos, somos trigêmeos, você nunca percebeu? – eu disse a ela, pomposa.

- Claro. – disse Rony, balançando a cabeça sarcasticamente. – Porque você é igualzinha a eles, não é? – ele riu, quando ouvimos uma porta abrir atrás de nós.

Um homem, visivelmente jovem, porém, aparentava ser muito mais velho, entrara. Usava roupas surradas e sujas. Tinha alguns arranhões no rosto e estava descabelado.

- Bom tarde, turma. – ele disse.

- Bom tarde, professor Lupin. – a sala respondeu.

- Oh não, não. Guardem os livros e peguem as varinhas, teremos uma aula prática. – ele disse, botando sua maleta em cima de sua escrivaninha.

Eu e Lizz nos entreolhamos confusas, mas curiosas. Olhei para Harry, e ele demonstrava sentir o mesmo. Guardamos nossos livros. Tecnicamente, nunca tivemos uma aula prática.

- Não vamos ter aula aqui. Sigam-me.

Ele se retirou e nos conduziu por um corredor. Logo estávamos na sala dos professores. Snape estava ali, mas logo foi embora rudemente. Af, ele é muito sem-sal.

- Provavelmente ninguém o alertou, Lupin, mas essa turma tem Neville Longbottom. Eu o aconselharia a não confiar esse menino nada que apresente dificuldade. A não ser que a Srta. Granger se incumba de cochichar instruções ao ouvido dele.

Snape disse antes de se retirar. Neville ficou escarlate e Lizz segurou os punhos com força. Ela coçou o bolso onde se encontrava sua varinha e eu estremeci. Eu sim, sabia das loucuras que Lizz podia fazer para defender sua família.

- Pois eu pretendia chamar Neville para me ajudar na primeira etapa da operação, e tenho certeza de que ele vai fazer isso admiravelmente. – disse o professor Lupin.

Lizz sorrira animada e eu fiquei feliz por isso.

- Agora, então – ele chamou-nos para o fim da sala com um gesto.

Havia um armário ao final, aonde ele se postou ao lado e quando o fez, o armário se sacudiu. Alguns alunos, inclusive eu, pularam para trás.

– Não se preocupem. Há um bicho-papão aí dentro. – Neville e Lizz arregalaram os olhos e torceram as mãos. Família Longbottom, pensei. – Alguém aqui pode me explicar o que é um bicho-papão?

- O bicho-papão é um transformista. Ele assume a forma que acha que mais nos dá medo. – disse uma voz conhecida atrás de mim.

Me virei e deparei-me com Hermione. Arregalei os olhos. Como ela entrou despercebida? Harry e Rony a olhavam igualmente assustados. Ainda assustada, voltei a olhar o professor.

- Eu mesmo não teria dito melhor. – disse o professor e Hermione brilhou de orgulho. – O bicho-papão ai dentro ainda não assumiu nenhuma forma. Ele não sabe o que pode assustar a pessoa que está aqui fora. Ninguém sabe a aparência de um bicho-papão quando está sozinho, mas quando eu o deixar sair, ele imediatamente se transformará naquilo que cada um de nós mais teme. Isso significa que temos uma enorme vantagem sobre o bicho-papão para começar. Você já sabe qual é, Harry?

- Hum... porque somos muitos, assim ele não vai que forma tomar.

- Precisamente. É sempre melhor estarmos acompanhados quando enfrentarmos um. O feitiço que o repele é bem simples. Vamos tentar, sem as varinhas. Repitam... riddikulus!

- Riddikulus! – repetimos.

- Ótimo. – aprovou. – Essa é a parte fácil, mas só isso não basta, e é agora que você entra Neville.

Neville tremia mais que o guarda-roupa. Lizz demonstrava em seu sorriso o orgulho pelo primo, embora eu achar que ele não achasse que fosse algo para sentir orgulho.

- Certo, vamos lá, me diga a coisa que lhe dá mais medo Neville.

- ...

Neville murmurara alguma coisa, porém ninguém ouviu.

- Eu não entendi, pode repetir?

- O Prof. Snape.

Ele disse, arrancando gargalhadas da sala. Apenas eu, Lizz, Harry e Hermione não rimos.

- Hum, entendo. Você mora com a sua avó, sim? – perguntou o professor.

- Moro, mas não quero que o bicho-papão se transforme nela.

O professor sorriu.

- Você não entendeu. Você pode imaginar as roupas que ela usa? Claramente?

O menino confirmou com a cabeça.

- OK, então quero que faça o seguinte.

O professor sussurrou algo em seu ouvido, o qual eu não ouvi. Logo depois ele se aproximou da porta e a abriu. O Professor Snape saiu andando lentamente em direção a Neville, que congelou.

Ele ficou tanto tempo parado ali, sem dizer nada, que eu pensei que não iria conseguir nem por a varinha em mãos.

- Prepare a varinha, Nev. – disse o professor.

- R... r... riddikulus! – ele disse e um estalido aconteceu. Do nada, as roupas que avó de Neville e Lizz usava, se posicionou no corpo do Professor Snape e Lizz se jogou em meu ombro, chorando de tanto rir. Eu nem respirava.

O professor pediu para fazermos uma fila, e depois vieram aranhas gigantes, pela qual Rony sentia medo, criara patas com patins, cobras, espíritos agourentos, e palhaços, fora a minha vez.

- Vamos lá, Emma. Concentre-se. – disse o professor e eu engoli em seco.

Eu não tinha parado para pensar antes. Do que eu mais sentia medo?

Houve um estalido e então o bicho-papão ficou tentando assumir uma forma, e quando assumiu, meu coração deu um pulo.

Eu já vira aquilo antes e sim, tinha muito medo. Aquela menina vinha, se arrastando pelo chão, poças de água ela deixava para trás. Eu tremia de medo. Eu já havia visto ela em filmes. (N/A: sim leitores, é a Samara do Chamado)

O que eu poderia fazer com ela que a transformasse em algo engraçado? Não tinha como. Achei que era fácil transformar um bicho-papão, mas não tem como ter graça no seu maior medo.

Uma lâmpada ascendeu em cima de minha cabeça.

- Riddikulus! — eu disse, apontando a varinha para a menina.

Ela se levantou, e puxou um secador, e começou a secar o cabelo. Muitos alunos riram, mas o que chamou a minha atenção fora Draco gargalhando. Ele tinha estado tão sério na aula, e então na minha vez, estava rindo. Fiquei tão feliz.

- Excelente Emma, muito bom. Vem Draco.

Me posicionei ao lado de Rony e fiquei observando Draco ir até onde estava o bicho-papão. A menina o observou por um tempo, então o estalido aconteceu mais uma vez. Ela ficou procurando uma forma, até se dividir em duas pessoas.

O que? Perai... O que eu tava fazendo bem ali.

Uma outra eu, onde o bicho-papão deveria estar, estava olhando para Fred. Eu e ele nos encarávamos, até ele me beijar.

Todos os alunos olhavam de mim, para Draco e para o bicho-papão. Draco, congelado ali, ficava olhando indignado para a outra eu beijando outro garoto. Como assim o maior medo do Draco era me ver beijando outro garoto?

- R... r... r... riddikulus. – ele murmurou baixinho e o Fred se transformou em Rony.

- Tente de novo, Draco. – disse o professor sem emoção.

- Riddikulus!

Agora eu estava beijando Harry e um segundo Draco, atrás de nós dois, chorava inconsolado. Draco não agüentou e saiu de sala correndo.

- Draco, volte aqui... Oh Merlim... Ér, o próximo. – disse o professor com o rosto enterrado as mãos.

Lizz correu ao meu encontro.

- Que tudo amiga, o maior medo do Draco é...

- ... ver eu beijando outro garoto. – eu a completei.

- Não, perder você. Tá na cara. – ela disse e eu a olhei.

- O que eu faço? Acho que ele não vai me olhar mais na cara, fiquei que nem uma boba olhando tudo isso. – eu disse, balançando a cabeça negativamente.

- Corre atrás dele Emma, vai. – ela disse me empurrando e eu olhei para o professor Lupin.

Ele confirmou com a cabeça e eu fui atrás de Draco.

Eu olhei para um lado, olhei para o outro, e não o via. Fui reto, correndo, tentando saber por onde ele tinha ido, mas não tinha um sinal dele.

- Desisto. – murmurei baixinho para mim mesma.

Fui andando em direção a sala, pensando em tudo aquilo.

- Esperemos até Fred saber disso. – eu disse, abrindo um grande sorriso.

Notas finais
e aí, gostaram? HA HA, mandem reviews, porque vocês são leitores muito muito muito maus né, nem mandam umas reviews legais pra eu saber que vocês leem né e se estão gostando! mas tudo bem, eu amo vocês do mesmo jeito s2
ps. te amo muito emma linda, s2