Sk8er Boi
9 Brand New Day
Notas iniciais
GIUGUADAGINI!!! oooi minha linda (e única) leitora e deixadora de reviews, haha! Lembrei que você um dia desses pediu para eu mostrar uma foto ou dizer mais ou menos como o Bryan Underwood é. Bem, você já viu The OC? Pois é, o personagem Bryan, é totalmente inspirado no personagem da série Ryan Atwood, que namora a Marissa Cooper. Porém, nesta história, a nossa Marissa não se parece com a Marissa da série, só tem o mesmo nome. Por isso, vou te mostrar algumas fotos do Bryan e algumas ele está com ela, mas isso não é importante.
weheartit.com/entry/2516343 (Ryan e Marissa verdadeira)
weheartit.com/entry/5090256 (Ryan)
weheartit.com/entry/7152526 (Ryan)
http://weheartit.com/entry/5090679/via/sheisp (Ryan e seu amigo na série, Seth)
http://a6.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc7/301981_198947326849946_100002040393228_449975_103998451_n.jpg (Este desenho eu peguei na internet e fiquei chocada, pois é um garoto loiro, igualzinho o Bryan e da Corvinal mesmo)
Espero que minhas fotos tenham lhe ajudado a saber mais como ele é. Se quiser ver mais fotos, é só procurar por "Ryan Atwood" ou "Ben Mckenzie", que é o nome do ator. Se você quiser assistir a série, eu recomendo =) é muito boa, mas o Ryan não tem absolutamente nada haver com o Bryan.
Lizz Longbottom do Fred Weasley xx
Estávamos Summer, Marissa, Jorge, Bryan, Luna, Lizz e eu sentados no Salão Principal, no nosso típico “stop” para o almoço. O sábado estava lindo, dando valor ao melhor dia da semana, contando que não se tem aula e o papo corria interessante pela mesa da Grifinória, enquanto a mesa da Corvinal trocava cochichos e por algum motivo não explicativo, a da Sonserina também.
- Sua piranha, nojenta, mau-caráter, inútil, mestiça imunda! – ouvi alguém dizer atrás de mim, e virei, com o coração pulando da órbita.
- Pansy? O que eu fiz? – perguntei assustada.
- Não banque a idiota. Toda a escola já sabe do seu beijo com o Draco. Como você pode ter roubado um beijo dele? Ele não quer nada com você, ele pertence a mim. – ela disse com os olhos cheios de água, apontando para si mesma.
- Mas... Pansy, eu...
- Cala a boca! Nunca mais olhe na minha cara, OK?
Ela virou as costas e foi embora. Virei-me novamente para a mesa e encarei os demais.
- O que foi isso? – perguntou Summer com os olhos arregalados.
- Não faço a mínima idéia. – disse, balançando a cabeça negativamente enquanto encarava Jorge.
- Esse pessoal tá ficando tudo é doido. – disse Jorge mexendo as mãos, fazendo todos rirem.
- É... – disse, respirando. – Mas mesmo assim, to preocupada com isso.
- Não fique. Afinal, é só a Pansy Parkison. – Lizz deu de ombros.
- Não é com a Pansy que estou preocupada, é com o Draco. Porque ele contou, sabe? Ele era o que menos queria que as pessoas soubessem, creio. – eu disse pensativa.
- Draco, Draco, Draco... mexendo com a cabeça da minha irmã desde então. – disse Bryan, botando o braço envolta do meu pescoço.
- Há, há, seu engraçadinho – disse, agora abraçando-o, de um jeito que eu pudesse dizer em seu ouvido -, você pensa que eu não sei o que tá rolando entre você e a Marissa? – sussurrei.
- Espera... Como você sabe? – ele respondeu, sussurrando também.
Deixei-o na dúvida, largando-o e comendo meu pudim.
Eu estava comendo meu pudim, quieta, observando Lizz conversar com Luna, o qual parecia ser algo realmente engraçado, quando Lizz fazia cara de que estava entendendo tudo quando na verdade não entendia nada, quando alguém me assustou.
- Bu! – gritou a pessoa atrás de mim.
- Ai, cacete, mas quem f... f, f de quê? Mas é claro, Fred né, só pode. GRRR, não faz isso seu estrupício. – eu disse dando-lhe vários tapas consecutivos enquanto ele agarrava um lado de minha bochecha e outro dava um beijo molhado e chupado.
- Bom dia, sua linda. – ele disse sorrindo.
- Bom dia, seu nojento. – respondi, revirando os olhos.
- Bom dia galerinha, bom dia Lizz. – ele disse descabelando-a.
- Pára. – ela riu, corada. Só sendo muito Lovegood pra não ver a paixão nos olhos dela.
- Ei, quero conversar contigo. – disse Fred, me cutucando.
- OK, mas não me cutuca, não sou um facebook. – disse, empurrando seu dedo.
- Um o quê? – perguntou Fred, com cara de ponto de interrogação.
Eu e Lizz rimos até não agüentarmos mais.
- Aaaah, não é nada importante. – eu disse, ainda não recuperada da risada. – Venha, vamos pra Sala Comunal.
Puxei-o pela mão e fomos conversando pelo caminho.
- Então, acho que sei sobre o quê você quer conversar. Fale logo. – disse, com um leve entusiasmo pela conversa enquanto passávamos pela porta do Salão Principal.
- O que realmente tá acontecendo entre você e o Draco? – ele falou rápido, me pegando de surpresa.
Eu realmente fiquei surpresa com a pergunta. Eu sabia que ele queria falar sobre isso, eu tinha certeza, mas não sabia que ele seria tão direto.
- Nossa, direto. – respondi, risonha.
- Tem que ser né. Bora Emma, eu vejo o jeito que você olha pra ele, e ele pra você. A história do bicho-papão... – ele disse, pegando em minha mão. – Você é minha melhor amiga, eu sou seu melhor amigo, por favor.
Olhei nos olhos verdes de Fred. Eu não podia mentir pra ele, eu não conseguia. Abaixei a cabeça e abri a boca pra falar várias vezes, mas nem sabia por onde começar. Estávamos parados num corredor onde não havia ninguém, era o momento perfeito para admitir para ele que sim, eu realmente gostava do Draco.
A quem eu irei enganar? Eu gosto dele. Depois que nos beijamos, eu não tenho parado de pensar nele um segundo. Estou ficando apaixonada por ele, e se eu contasse para o Fred, ele iria abrir o jogo com a Lizz, era a minha chance de ouro.
- Pra ser sincera? Eu meio que acho que to gostando dele. – disse mordendo o lábio inferior. Fred me encarou decepcionado.
- É, eu suspeitei. – ouve uma pausa dramática. – Eu só quero que você saiba que eu te amo, você é como uma irmã pra mim, não que eu não esteja feliz com a Gina, mas eu realmente considero você uma irmã, minha melhor amiga, e eu quero que você saiba que eu apoio. Eu não gosto, mas eu aceito que você goste dele. Afinal, no seu coração não sou eu que vou mandar né? – ele disse, sorrindo sem dentes, com os lábios imprensados.
Corri e o abracei. Não foi um simples abraço, eu pulei em cima dele e quase caímos no chão.
- Eu te amo, Fred. Obrigada, mesmo. – disse.
Senti seu sorriso em minha orelha, e então ele me soltou. Pousou as mãos sobre meus ombros e ficou me fitando.
- E você, Fred Weasley? Quando vai terminar com a Angelina pra ficar com a Lizz?
Ele arregalou os olhos. HÁ, me vinguei. Ele me pegou de surpresa, eu o peguei de surpresa, estávamos quites.
- O que tem a Lizz? – ele perguntou, desviando o assunto.
- Ah, mas tá na cara que você gosta dela. – eu disse, meio irônica. Fui irônica não pelo fato de que era mentira, mas pelo fato de que eu sabia que Fred entendia a ironia.
- Tá tão na cara assim, é? – ele perguntou corando, olhando para os próprios pés.
Bingo. Eu falei que ele entendia a ironia. Me contive em não dar vários pulinhos... porém bati palmas e soltei gritinhos histéricos.
- Eu sabia, eu sabia, eu sabia. – eu ria, apontando pra ele. Parecia que eu tinha ganhado na loteria. – Você não sabe nem fingir. – disse com repulsa.
- O que eu posso fazer? Eu gosto da Lizz desde quando ela chegou nesse colégio. – ele disse.
- Por. Que. Você. Não. Me. Disse. Isso. Antes? Você é um idiota. – disse lhe dando um forte tapa no braço. Continuei enquanto ele reclamava da dor. – Ela sempre gostou de você também. E em vez de você estar lá com ela, está com a Angelina, só fazendo a Lizz sofrer. Seu tonto, seu Quico. – eu disse, lhe empurrando.
- Quico? – ele respondeu, com a mesma cara de ponto de interrogação.
- Ai Merlin, por que eu ainda tento?
Seguimos conversando sobre sua relação patética com Angelina e fomos para a Sala Comunal. No meio do caminho, Fred foi raptado por um monstro horrendo, grande, feioso, o qual rugia e soltava fogo pelas narinas (lê-se Angelina), enquanto eu ia encontrando Lizz e Neville na frente da passagem pela Mulher Gorda.
- O meu primo idiota e perturbado esqueceu a senha. – disse Lizz, fuzilando-o com os olhos enquanto cruzava os braços.
- Por acaso você sabe? – defendeu-se Neville.
- Eu nunca nem fiz questão de saber qual é. – riu Lizz pra mim, e eu a acompanhei.
Saibam vocês, que é a mais pura verdade. Lizz nunca deu muita bola para os estudos, o que não é diferente de mim. A diferença é que eu ainda tento, e a Lizz, bem... Ela realmente não consegue e dificilmente tenta.
Revirei os olhos para os dois e disse a senha. A passagem se abriu e entramos em seguida. Neville foi direto para perto de Simas e Dino, enquanto Lizz se sentava no sofá, induzindo que eu devia me sentar-se com ela.
- O que o ruivo sardento mais lindo do mundo queria com você? – ela sorriu com seus olhos brilhantes de mel.
- Não é da sua conta. – eu disse com um sorriso desdenhoso.
- Sobre o Fred, sempre é da minha conta, OK? – ela disse, empinando o nariz. Após a encenação do egocentrismo, ela se virou preocupada. – Ele tá bem?
- Tá ótimo. – respondi simplesmente.
- Por favor, me conta Ems! – ela implorou, fingindo um choro.
- Ems? O que é isso? Não é um apelido não, né? – eu ri.
- É sério Emma, o que aconteceu? – ela perguntou, deitando a cabeça no sofá.
- Ah, quer saber o que aconteceu? O “Frizz” aconteceu. – eu disse, fazendo aspas no Frizz. – Fred admitiu que sempre gostou de você, isso mesmo Lizzabeth Clarice Longbottom, você sempre teve o amor de seu querido Fred. Satisfeita? – eu contei finalmente, jogando as mãos pro alto.
Me levantei rapidamente e segui pra fora da Sala Comunal, deixando uma Lizz de boca aberta e totalmente confusa. Ao sair, me deparei com uma pequena correria e algumas pessoas entrando aonde eu sai e voltando com mais amigos. Vi que tinha cheiro de confusão no ar, e segui-os.
- Emma, espere. – senti minha voz favorita chamar meu nome. Enquanto meu coração batia delirando, virei e sorri.
- Draco, oi. – disse, colocando uma mecha de cabelo atrás da minha orelha.
- Você sabe o que é isso? – ele apontou para a grande quantidade de alunos indo em direção ao jardim.
- Não, e você? – perguntei nervosa. Pensem em um coração batendo que nem um louco.
- Se eu soubesse não teria perguntando né. – ele disse arrogante e eu o olhei ofendida. Ele abaixou a cabeça, balançando-se e murmurando “idiota”. – Desculpe-me. Não faço idéia para onde eles vão.
Revirei os olhos e apressei os passos, para me distanciar dele, mas ele puxou meu punho.
- Olha, eu sinto muito mesmo. É que é difícil não ser rude com você, estou acostumado com isso há três anos. – ele disse olhando-me nos olhos, ainda com as mãos em meu punho.
- Já deveria ter se acostumado. Não sou do tipo de garota que você beija e depois responde torto. – disse, olhando do meu punho para seus olhos.
Ele respirou profundamente. E então, me puxou para o corredor ao lado, onde não havia ninguém. Desconfiada, olhei pra ele tentando achar uma explicação, e ele me empurrou contra a parede. Déja vu.
- Seu braço ainda está enfaixado, portanto, ainda deve doer. Eu posso muito bem...
- Eu posso ouvir seu coração bater daqui. – ele disse e eu congelei.
Surpresa. Hoje o dia estava cheio de surpresas. Se ele já podia ouvir meu coração antes, deveria ouvir com certeza agora.
- O que você quer? – perguntei, cheia de tudo aquilo que eu sentia por ele. – O que você quer de mim?
- Antes de responder sua pergunta, quero que você saiba que seu coração não é o único batendo tão rápido assim, o meu também, tanto que parecem só um. – ele disse rindo.
Não agüentei. Segurei seu rosto com as duas mãos e lhe deu um beijo. Um selinho, apenas um selinho demorado. Ele posicionou o braço engessado por detrás da minha costa, localizado como minha cintura, enquanto o braço bom estava na parede.
Quando ele me soltou, juntou nossas testas e respiramos fundo. Abrimos os olhos e ficamos nos observando, naquela mesma posição.
- Respondendo sua pergunta: eu só quero você. – ele disse ainda me olhando. Deu-me um beijo na testa e saiu, enquanto eu, uma boba apaixonada, ficou ali parada, apenas respirando.
Lindo, lindo, lindo, lindo, lindo... Nossa, como ele era lindo e proibido. Eu o queria tanto, mas sabia que era um tanto errado.
Mas melhor não pensar nisso agora. Voltei para o corredor que levava ao jardim, já vendo a multidão espalhada fingindo não ver nada e estar conversando, porém, observando alguma coisa. Me aproximei e arregalei os olhos.
Fred falava algo rapidamente, seu rosto vermelho de fúria. Angelina chorando, o rosto vermelho também. Ouvi passos apressados atrás de mim, vire-me e vi Summer.
- Hey, você já soube? – ela perguntou, com a mão em uma coluna tentando recuperar o fôlego. Ela correra.
- Além do que eu estou vendo, não. – disse, olhando da confusão para ela.
- Fred está terminando com Angelina. Jorge foi chamar Lizz na Sala Comunal, é lá que ela está?
- Sim. – respondi.
- Ótimo. – ela disse por fim e correu para perto de Marissa e Luna.
Eu estava juntando os fatos de hoje. Fred e Angelina? Terminando? Eu estou sonhando?
Corri para perto de Summer com as meninas e fiquei ali, assistindo.
- Você sempre só quis saber de você, nunca pensou em mim, nos meus sentimentos. – Fred dizia, farto.
- Eu tinha medo de perder amor, pra aquela loira, aquela...
- Não fale dela. Não ouse a falar uma palavra contra ela. Ela tem coração, se importa comigo, diferente de você. – ele disse, agora respirando profundamente. – Acabou, Ange. Acabou.
Ele saiu andando apressado para fora do jardim, quando Lizz e Jorge chegaram.
- O que tá acontecendo? – perguntou Lizz, com as mãos estendidas, como se perguntasse um “por quê?”.
- Menos papo, mais ação. – ele falou, puxou-a pelo pulso e lhe deu um beijo.
Fred e Lizz se beijavam novamente na minha frente e eu senti um sorriso largam se abrir em meu rosto. Marissa e Summer pulavam ao meu lado e Luna abriu um simples sorrisinho. Olhei para Neville que parecia um tanto preocupado e Jorge que fazia uma dança esquisita ao lado do casal.
Todos os olhavam confusos, mas então começaram a bater palmas e gritar feitos loucos. Eu também o fiz, então o casal se soltou, rindo.
Ouvi um grito agudo de raiva de Angelina, e quando ia me virar para ela, Draco apareceu na minha frente e me abraçou.
- Parabéns pelo seu casal, cúpido. – ele disse e meu se abriu no meio de seu pescoço e orelha.
- Você percebeu que a gritadeira parou, né? – ri e ele riu também.
- Não faz isso, faz cócegas. – ele disse, se afastando de mim.
Olhei em volta e adivinhem? Todo o mundo nos olhava. Ou seja, vários pontos de interrogação olhando pra mim. Me senti tão pequena.
- Bom, vou voltar para os meus amigos. Eles já estão fazendo gestos idiotas. – ele me deu um beijo na bochecha e foi embora.
Fechei o olho forçadamente e abri-o. Virei-me para trás e Crabbe e Goyle olharam para o céu assobiando, fingindo que não estavam fazendo nada. Ri para mim mesma.
- Meus lindinhos. – corri, abraçando Lizz e Fred ao mesmo tempo.
Os dois não falaram nada, apenas riram então os soltei. Sorri e segui em frente.
Fui para a Sala Comunal. Chegando lá, me sentei em uma poltrona e respirei fundo, com o sorriso bobo no rosto.
De repente, vi Rony, Harry e Hermione correndo em minha direção. Pensem em como eu fiquei com TRÊS olhares furiosos em cima de mim.
- OK, já sabemos. – disse Hermione, cruzando os braços em minha frente.
- É, sabemos que você é culpada. – disse Rony, imitando.
Eu os olhei confusa, enquanto Harry se sentava no sofá em minha frente, crispando os lábios. As mãos dadas, com os cotovelos nos joelhos, pensativo.
- Culpada de quê? – perguntei, balançando a cabeça, olhando-os repulsivamente como se fossem loucos.
- Que você e Malfoy são mais que amigos. Que deram um grande beijo, sem falar do abraço agora no jardim. – disse Harry, sem emoção.
- E daí? – perguntei, fingindo desinteresse.
- E daí? E daí que ele é o inimigo. – disse Rony.
- Tá, eu sei por que vocês dizem que ele é o inimigo. Mas eu conheci ele esses dias, e ele é uma pessoa maravilhosa. É, eu sei, eu sei Hermione... – disse rapidamente, olhando a cara chocada-de-nojo (??) dela. – Mas é sim, ele até que é legal.
- Bom... — começou Hermione. – Você parcialmente está certa, não o conhecemos. Mas sabemos que ele e a família dele, bem, não são pessoas confiáveis. Só queremos que você...
- Tenha cuidado. – continuou Harry. – Não queremos que você se decepcione, então vá com calma.
Sorri para eles, joguei Hermione e Rony no sofá, sentei no colo de Harry e abracei os três. É, eu adoro abraços coletivos.
- Obrigado por se importarem. Porém, acreditem, eu estou indo com calma. – disse, terminando a conversa.
Semana de Natal. Jingle Bell Rock tocava direto na minha cabeça e pelo jeito na da Lizz também, pois ela cantava animadamente a música – normal eu pensar em uma música e a Lizz vir com a linda voz dela e começar a cantar a mesma música. – Eu estava terminando de arrumar minhas coisas.
Eu e Bryan normalmente íamos pra casa no Natal, mas apenas uma vez eu queria ficar em Hogwarts. Fred sempre ficara e Lizz também (porque né), queria ficar aqui com eles e aproveitar o Natal. Mas como não podemos ter tudo na vida, eu estava lá quando alguém bateu na porta.
- Quem é? – perguntou Lizz.
- Eu. – gritou alguém do lado da porta. Revirei os olhos.
- Eu quem? – perguntei aborrecida.
- Eu, ora. Eu, eu, eu. – a pessoa disse e eu me aborreci mais ainda.
- Entra Fred. – disse Lizz rindo.
Por que será que eu não adivinhei? Tinha que ser o Fred Weasley.
Ele abriu a porta e mergulhou o rosto pra dentro do quarto. Fiz um sinal com a mão para que ele viesse, então ele entrou.
- Bom dia. – ele disse, indo até Lizz e lhe dando um selinho.
- Bom dia. – ela respondeu, mordendo o lábio inferior. O sorriso apaixonado indo de ponta a ponta. Enterrei o rosto nas mãos.
- Vão para um quarto. – disse, balançando a cabeça negativamente e me jogando na cama.
- Opa! – Fred riu malicioso e Lizz lhe deu um tapa no ombro. – Ouch!
- Isso, fique quieto você. E Emma, qual é, ele não fez nada. – ela disse, enfiando um casaco lilás em sua mala.
- Viu, agora bate nela. – disse Fred apontando pra mim.
Lizz lhe deu um tapa no ombro de novo. Fred a olhou chocado. Abriu a boca pra falar várias vezes e não saia nada. Comecei a rir.
- Mas que injustiça isso, por que você... Ah, esquece! – ele resmungou, jogando as mãos pro alto. Eu e Lizz gargalhamos.
- Que bom que você fez a Emma rir. Estou tentando há horas e não consigo. – ela disse preocupada.
— Ah, é? O que aconteceu, Ems? – ele perguntou, se sentando ao meu lado na cama. Por que o mundo resolveu me chamar de Ems agora, hein?
- Nada, sabe. – eu disse levantando as sobrancelhas, de modo que ele entendesse. Assentiu. – Só queria ficar aqui no Natal com vocês. – eu o abracei.
- Ué, fica! – ele exclamou. – Podemos convencer o Bryan a ficar também, só que acho que ele não vai aceitar, pois a Marissa não vai ficar. – ele soltou outra risada maliciosa.
- Então eu não sou a única que acho que o meu irmão está de papo com ela? – perguntei.
- Eu não acho, eu tenho certeza. Eu já vi andando por ai, de mãos dadas, às vezes param e se beijam. – ele disse e o olhei assustada. Não era muito normal pra eu saber dessas coisas. – Na verdade, eles eram namorados antes dele ir para Durmstrang, porém o Bryan se foi sem dar explicações a ela, então ela não respondia nem suas cartas. Queria saber o que ele fez pra ganhar o perdão dela.
- Meu irmão é meio sem noção mesmo. Mas enfim, você veio aqui só pra paparicar a gente mesmo? – eu perguntei me levantando da cama.
- Sim e vim avisar que hoje o seu namorado veio falar comigo e foi muito nojento. – ele disse e quando eu ouvi “seu namorado”, abri um grande sorriso. – Ele falou que quer falar com você antes de ir embora.
- Você sabe que ele não é meu namorado. Enfim, vamos lá Lizz. – disse e ela levantou os olhos para mim.
- Primeiro, o namorado é seu e não meu. Segundo, não quero ser uma vela. E terceiro, por que eu tenho que ir? – ela perguntou com uma na cintura e a outra levantada, como se mostrasse algo.
- Primeiro, quantas vezes eu devo falar que ele não é, de jeito nenhum, absolutamente não é meu namorado, hã? E segundo, não posso deixar você e Fred em um dormitório, juntos e sozinhos. – disse indo até onde ela estava e puxando-a pelo braço. – E você também Fred, venha.
Saímos do dormitório e fomos a Sala Comunal, onde estava Jorge e Summer conversando animadamente, quando nos avistaram e correram até nós.
- Adivinha quem vai ficar em Hogwarts no Natal? – ela perguntou dando pulinhos.
- Eu é que não sou. – resmunguei mais para mim mesma do que para ela.
- Eba, Sums. Pelo menos eu não vou ter que agüentar os meus selinhos sendo roubados o tempo todo. – Lizz disse, abraçando-a.
- Claro que vai, esqueceu que ela namora o meu irmão Jorge? Enquanto eu roubo os seus, ele rouba os dela e assim ninguém pára. – Fred disse, abraçando-a por trás enquanto Jorge segurava a mão de Summer. Isso mesmo pessoal, e eu sobrando aqui.
Fomos conversando até o Salão Principal, e quando chegamos, notamos que como todo o ano, nesta época ele ficava mais energizado. Todos conversando, rindo, andando e falando ao mesmo tempo. O barulho reconfortante daquela manhã.
- Emma. – Lizz lhe deu uma leve cotovelada no braço, e apontou para uma extremidade do Grande Salão.
Draco, estava sentado na mesa da Sonserina, conversando com Crabbe e Goyle. Ele parecia animado. Me despedi de meu grupo e quando ia caminhando para perto dele, Pansy apareceu. Ela andou até ele, como sempre, tentando aparecer. Vi Manuella, sentada próxima a ele e pensei em uma idéia.
- Bom dia, Manuella. – disse feliz, sentando-me ao seu lado, assustando-a.
- Hã, bom dia? – ela disse rindo, mas confusa.
- E ai, o que há de bom? – perguntei, desconversando.
- Bom, hoje estou voltando pra casa, para passar o Natal com meus pais, e depois vamos a Paris para comemorar lá, e então...
Tudo que ela disse depois eu não ouvi, fiquei me concentrando na conversa de Pansy e Draco. “Você não pode gostar tanto dela assim”, ela disse. “Acredite, eu gosto. E estou esperando-a, então se você me faz a gentileza de se retirar...”, ele respondeu e meu coração acelerou. Lindo, pensei.
- Bom, é isso. E você? – ela perguntou e eu engoli em seco. Não fazia idéia do que ela poderia estar falando.
- Eu... hã, eu... Eu gosto de torrada. – disse e ela levantou uma sobrancelha. – É, digo, estou com fome. – concordei nervosa.
- Não prestou atenção, não é? – ela perguntou e eu assenti envergonhada. – Tudo bem, entendo que você tenha vindo falar comigo só pra ouvir a conversa dos dois. Mas antes que você vá embora, quero que saiba que ele está olhando pra você.
Arregalei os olhos. Virei-me discretamente e lá estava ele, me observando.
“Oi”, sussurrou. Leve, sensual e romântico. Pude sentir o cheiro de menta do seu hálito fresco aonde eu estava. Acenei lentamente, e sorri.
- Vou lá com ele. – disse para Manuella, me levantando.
- Boa sorte. – fora a última coisa que ouvi ela dizer.
Andei lentamente até ele, contando de um a três, respirando e suspirando constantemente. Pansy vinha na minha direção e quando passou por mim, fingiu esbarrar em seu ombro com o meu. Revirei os olhos aborrecida, apressei o passo e fui até Draco.
- Bom dia, Malfoy. – sussurrei em seu ouvido. Olhei para o seu braço, com a manga levantada até o cotovelo, seus pelos estavam eriçados. Sorri para mim mesma, enquanto sentava ao seu lado.
- Bom dia. – ele disse em meu ouvido, e discretamente deu uma mordida. Arrepiou-me. – Dormiu bem? – ele disse oferecendo sua caneca com café.
- Dormi. – respondi, deitando minha cabeça em meu ombro. – Ah, não, obrigada, não tomo café puro.
- Não é puro. É café com leite, com muito açúcar. – ele fez uma cara de aprovação.
- Tentador, mas não acha que já é um passo muito grande me oferecer seu café? – perguntei, levantando uma sobrancelha.
- Eu vou correr o risco. – ele disse em tom de desafio e sorriu.
Não respondi. Retribui o sorriso e aceitei a caneca. Olhei-o por alguns segundos, enquanto ele mastigava seu sucrilhos. Provei o café lentamente.
- Uma delícia. – disse, devolvendo-lhe seu café.
- Quer alguma coisa? – perguntou. – Eu te dou... o que você quiser.
- Hum, será mesmo? – perguntei com o mesmo tom de desafio dele. – Então, vamos lá. Quando eu voltar, quero um café da manhã na cama, cheio de guloseimas, um presente e um buquê de flores.
Ele fez uma cara de desagrado e eu ri.
- É tão difícil assim agradar você? – ele perguntou.
- Não quando o assunto é você. – disse baixinho e ele sorriu.
- Posso fazer uma pergunta? – ele disse.
- Já fez. – sorri.
- Tá. – ele revirou os olhos. – O que exatamente, sabe, nós, digo, eu e você, somos? – ele perguntou e eu me toquei.
Não tinha parado pra pensar nisso. Estamos dando em cima um do outro há alguns minutos e tecnicamente não somos nada.
- Bom, eu não sei. O que você quer que sejamos? Eu aceito tudo, menos namorados. – disse.
- Poxa, por quê? Era isso que eu ia optar. – ele fez um biquinho.
- Por que você parece ser tão fofo conversando comigo? Saiba que seus amigos estão do seu lado. – eu falei, apontando para eles.
- Ah é, então eu devo lhe tratar muito mal. O que você quer, mestiça? Você não pode falar comigo, vai cansar minha beleza? – ele disse fingindo estar repudiado.
- Nossa. – disse séria. – Você pode ser mais nojento do que já é. – continuei sem emoção.
- Você que pediu. – ele riu e lhe dei um soquinho de leve no ombro. Ficamos nos encarando em silêncio por alguns segundos.
- Tenho que ir. Ainda não tomei café e daqui a pouco temos que ir pegar o trem. – respondi sem motivação. Só de pensar que meus amigos irão ficar aqui e eu vou pra casa.
- Quer que eu faça companhia pra você no vagão? – ele perguntou docemente.
- Se você puder, seria bom, porque meu irmão vai ficar com a namorada e bem, você sabe... – sorri tímida.
- É, entendo. – ele crispou os lábios.
- Até mais. – disse, lhe dando um beijo na bochecha. Me levantei e andei alguns passos.
- Espere. – ele disse e eu virei.
Ele se levantou. Ele vinha na minha direção devagar, olhando para os lados. Quando chegou perto de mim, colocou uma mão em minha cintura, a outra em minha bochecha esquerda e me deu um selinho, de que pelo qual pude contar, uns cinco segundos.
Quando nos soltamos, ele pigarreou e eu olhei pra baixo. Olhamos ao redor e tinham muitos olhares confusos novamente em cima de nós, mas o pior era o de Pansy que era assassino. Respirei fundo, sem graça, coloquei um macho de cabelo atrás da orelha e sorri envergonhada.
- Até mais. – ele disse, voltando para o seu lugar.
Dei meia volta, e andei até a mesa da Corvinal. Olhei para o meu grupo de amigos e pude ver que a maioria estavam abobalhados. Fred olhava-me tenso, não muito diferente de Jorge, porém pude ver um jeito sarcástico em seu sorrisinho de lado. Marissa fazia o dever de casa, e Summer e Luna conversavam entre si, portanto acho que essas últimas não viram. Bryan me olhava entediado porém chocado, Neville coçava a cabeça como se não entendesse nada e Lizz estava boquiaberta.
- E eu aqui, sentindo pena, achando que você era única do nosso grupo que estava solteira, mas vejo claramente que me enganei e que ninguém me conta. – ela disse cerrando os dentes. Ri e me sentei ao seu lado.
-Devo repetir mais uma vez que eu e Luna não somos um casal, porque... – começou Neville.
- Cala a boca. – Lizz interrompeu-o, jogando o garfo do prato, farta e eu soltei uma gargalhada. – E eu sou loira né.
- Quando devo lhe contar tudo sobre o Dremma? – sorri com malícia. Ela arregalou os olhos para mim de boca aberta.
- Merlin, já tem até um nome pra vocês dois. – intrometeu-se Fred.
- Quem te convidou hein? – perguntou Lizz, se contorcendo para olhá-lo.
— Eu sempre sou convidado para essas conversas tá. Então Emma, quando você tudo sobre o Demma? – ele imitou Lizz, alisando e jogando para os lados um cabelo inexistente.
Ela o fuzilou com o olhar e eu solteu uma gargalhada. Ele lhe deu um selinho rápido e bruto e ela o empurrou. Eu ri mais ainda e ele me acompanhou.
- Cartas, mando pra vocês por carta. – sorri. – E vocês me respondam também, falando do Frizz.
- Frizz? Fred + Lizz? Frizz? – perguntou Lizz. – Não achou algo melhor?
- Ah, claro, tipo como? Frebeth? Frizzabeth? – disse, fazendo uma cara de sonsa.
- Não faça cara de Emma, Emma. – Fred disse e eu o estrangulei com o poder dos meus olhos.
- Ainda prefiro shippar a Summer e o Jorge. – Lizz disse, observando os dois conversando abraçados.
- Sorge? Jummer? Eu sou o único normal aqui? – perguntou Fred repudiado.
- É melhor que Frizz. – respondi e os dois me lançaram olhares furtivos. – Eu hein, vocês são malucos.
- Ninguém te convidou pra esse júri, OK? – disse Lizz.
Ri e os abracei.
Notas finais
Um beijão pra cada um, Lizz.
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