Sistema de Castas: Um novo futuro
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Acelerei o carro e sai igual louca indo na direção da casa dos Pierre. As lágrimas de ódio rolavam por minhas bochechas, como Bryan poderia aceitar aquela loucura?
Chegando na enorme mansão, passei pelos guardas de segurança que me conheciam e estacionei bem em frente a escadaria, descendo do carro e indo em direção a porta, batendo a mesma freneticamente.
– Vinícius! — berrava.
Logo, surgiu uma sombra abrindo a portinha de identificação. Era uma das criadas, seus olhos eram verdes e alguns fios loiros de seu cabelo estavam para fora da toca. A mesma então, fechou de volta a portinha e ouvia ela destrancando a porta. Fiz questão de girar a maçaneta, estava apressada demais.
– Cadê o Pierre filho? — disse.
– Está nos aposentos dele. — respondeu a criada.
– Me leve até lá, agora! — ordenei.
A moça tentou argumentar algo, mas logo desistiu e subiu as escadas seguindo por um enorme corredor e parando diante uma enorme porta branca com uma placa "Pierre filho" e logo bateu.
– Não quero ser incomodado! — gritou Vinícius.
Abri a porta enfurecida e fechei a mesma atrás de mim com toda minha força. Vinícius estava deitado com uma samba canção e o notebook em cima de seu colo.
– Mas eu resolvi te incomodar. — disse, enfurecida.
– O que você está fazendo aqui, Carina? — questionou ele.
– Meu irmão enlouqueceu, seu primo está no meio desta história e mais algumas pessoas. — desabafei — Você precisa me ajudar!
– Enlouqueceu como? Porque? — novamente, ele questionou, agora com um ar de ironia.
– Vinícius, eles são de castas boas e irão fazer o mesmo que os oitos fazem. — disse — Eles querem mudança e serão capazes de ter o mesmo fim que aquele garoto.
Ele levantou-se da cama e parou em minha frente.
– E vamos ajudar. — cochichou.
– O que? Não, você está louco? Que porra que você quer fazer? — interroguei.
Ele segurou em meus ombros e me olhou firme nos olhos, me balançou um pouco e começou rir de mim.
– Sempre somos classificados por números, chega disso. Acorda Carina, esse é o melhor que podemos ter. — disse ele, na maior calmaria.
– Mas isso custará nossas vidas, será que você não percebe isso? — indaguei.
– Mas se for pra nossa mudança, vale a pena e nossas vidas. — disse ele, tentando me acalmar — Pense melhor nisso, e depois, me ligue.
Fiquei pensativa e fui sendo enxotada para fora do quarto. Conformada e confusa com o que tinha acabado de ouvir, desci as escadas e sai daquela mansão, indo para meu carro e voltando para casa.
(POV's Vinícius)
– Quem era? — disse Beatrice, parada na porta do quarto com uma camisola acima dos joelhos um pouco transparente.
– Carina. A irmã do Bryan. — respondi.
– Ah, nada demais. — disse ela, se aproximando e sentando na beirada da cama.
– O que você quer? — questionei.
– Nada. — respondeu ela — Estava pensando, como é a vida de um casal dentro de casa e em quatro paredes? — ela olhou para mim.
– Posso te mostrar, irmãzinha. — respondi, deixando o notebook de lado e me aproximando dela.
Segurei suas bochechas que estavam coradas e aproximei meus lábios do dela. Logo, ia beijando ela e sentia ela retribuindo, pouco, mas retribuía. Passei minhas mãos por sua cintura, e logo estava subindo sua camisola, deixando suas pernas e calcinha amostra.
– Para. Vinícius, isso não é certo. — disse ela, interrompendo o beijo. — Nós somos irmãos.
– Deus perdoa a paz entre irmãos. — ironizei, continuando o beijo.
A puxei para meu colo e a deitei na cama. Parei em frente as pernas dela e abri, retirando sua calcinha devagar. Logo, comecei uma oral nela e sentia meu pênis pulsando por dentro da samba canção. Terminei a oral e retirei meu pênis para fora, e a deixei totalmente pelada e a fiz ela fazer uma oral em mim.
Depois, desci dando chupadas no corpo dela e a penetrei. Ela gritava de dor, nojo e ódio e arranhava minhas costas. Ouviu ela reclamar, falando pra parar ou que estava doendo.
Sentia aquilo como pedir por mais, sabia que ela era virgem, que estava doendo mas eu estava gostando e a dor dela me deixava com mais prazer. Durou menos de vinte minutos para eu terminar, acabei gozando na barriga dela. Enfiei meu indicador na vagina dela e a masturbei até sentir ela gozar, e não demorou muito para sentir aquele liquido quente e gasoso entre meus dedos.
Retirei o dedo da vagina dela e o gozo dela escorreu, descendo para seu ânus. Limpei os dedos na camisola dela e vesti minha samba canção.
– É assim que um casal vive entre quatro paredes. — ironizei.
Fui para o banheiro do meu quarto, liguei a ducha e ouvi a porta do quarto batendo com a saída de Beatrice. Entrei no chuveiro e me banheiro, após aquela transa.
(POV's Carina)
Ao chegar em casa, joguei a bolsa e as chaves na cama e me deitei. Fiquei pensando muito no que Vinícius tinha me falado e preocupada com o que poderia estar acontecendo com meu irmão e com todos que estavam com ele — principalmente Nicholas. Me virei na cama, e vi o pequeno cartão da costureira.
Lembrei dos filhos dela. Gabe e Rhuan, dois garotos lindos e totalmente diferentes um do outros. Rhuan era branco, de cabelos lisos e olhos castanhos. Sua personalidade também era diferente, tinha um pensamento aberto sobre tudo, amava jogos e apesar de não poder ter todos jogos que quisesse, ele dava suas fugidas para conseguir jogar. Já Gabe, era branco também, cabelos lisos e negros e olhos pretos. Sua personalidade era calma, sofrida e mesmo assim, ainda sabia ser sarcástico e extrovertido.
Logo tive uma ideia, peguei o cartão e as chaves e desci as escadas. O toque de recolher já tinha passado, mas nessa altura eu estava pouco me fodendo para isso. Acelerei o carro e fui direto para a casa da costureira.
(POV's Rhuan)
Tinha acabado de me deitar novamente após terminar de beber um copo d'água. Vi que Gabe não estava em sua cama, mas não dei muita importância.
Comecei a cochilar e ouvi batidas frenéticas na porta, ainda bem que mamãe não estava em casa, ou logo iria subir sua pressão achando que era assalto ou uma nova guerra. Levantei-me e fui abrir a porta.
Me surpreendi. Era Carina, uma dois que estava na minha casa as dez e meia da noite.
– Preciso de sua ajuda. — disse ela, sem ao menos cumprimentar.
– Oi pra você também. — ironizei — E o que uma dois iria querer de um sete? — questionei.
– Você seria capaz de lutar para mudar esse sistema de castas? Capaz de perder sua vida só para ver um lugar de igualdade? — interrogou ela.
– Sim, seria capaz. — afirmei.
– Porra, todo mundo nesse lugar é assim?! — berrava ela com lágrimas de ódio nos olhos — Será que ninguém pensa como eu?
– Carina, para de berrar. — dizia, tentando acalmar ela — Eu sou um sete, tudo que eu quero é poder ser quem eu quiser sem ser classificado por um número.
– Foda-se! Você é capaz mesmo? — gritou ela — Então venha comigo!
Ela segurou meu braço destro e consegui fechar a porta com o braços livre. Entrei no carro dela sendo forçado e ela entrou, fechando a porta e ligando o carro, logo em seguida, acelerou e seguimos numa direção.
Os trilhos.
(POV's Gabe)
Estava chegando em casa e vi o carro saindo em alta velocidade de casa, pelo retrovisor, vi Rhuan mas não vi quem estava dirigindo o carro.
Dei uma última tragada no cigarro, joguei no chão e pisei. Peguei a bicicleta de Rhuan que estava encostada na parede casa e segui o carro, que mesmo em alta direção não dava para perder de vista já que o caminhos era os trilhos.
Chegando no local, desceu do carro Rhuan e para minha surpresa, Carina, da casta dois. Joguei a bicicleta em silêncio e olhando para um dos vagões, avistei um enorme guarda com sua arma em riste e um pouco bem em frente, um grupo de pessoas.
Olhei para baixo novamente, e Carina estava subindo as escadas do vagão, e Rhuan subindo logo atrás.
Ao chegar em cima, Carina parou atrás do enorme cara com a arma em riste e ficou ali, parada e sem fazer ou falar nada.
Realmente, aquela garota era louca.
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