“E tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meus pensamentos

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive)

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure”

Dói dizer que toda vez que eu lembro de você dói. Dói dizer que as memórias que tenho de você machucam... Machucam como punhais cravados nos pulsos, como ver seu coração quebrando-se em milhões de pedaços à sua frente...

E dói, sempre dói. As tardes que ficávamos lá, envolvidos na cama quente e abraçados como se nada pudesse nos atingir. Eu me sentia protegida, protegida daquilo que a vida me reservara... E eu sempre achei que seria assim.

As lembranças doem, os momentos doem. Tudo me lembra você, e você dói! Seu sorriso dói, seu olhar dói e suas palavras machucam... Cortam os tímpanos e fazem à alma sangrar. E dói! E você não sabe como isso, dói.