Sindrome do Papel em Branco
1 Capítulo 1
Tão trsite é uma alma
Que dá luz de um depravado amanhecer
Percebe sua trágica perda
Não pode mais escrever
Nem ler
Ou cantar
Tudo o que mais amou
Acabou
De acabar
Tão triste é a existencia dos fracos
Tão indiferente é a dos justos
Os que prevalecem são os fortes
Bem vindo a selva de pédra
O sangue rubro
Brotando de uma ferida
A pobre alma do protetor
Que por sua justiça
Já está de partida
Mais uma vítima
E a chacina continua
Fraco cordeiro que perdeu sua paixão
Que vive nas sombras
desde então
Tão lámentavel existência
Se debate contra o destino
Das temidas Moiras nada vem
Nada podes fazer
Só aguardar
E no momento certo
As Moiras
A ti vem buscar
Bem vindo a selva de pedra
Tão cruel é o mundo
Mas alguem sobrevive
Tua coragem explorada a fundo
Só o forte vive
É o fim dos tempos
Nada sobrou
Tudo destruido
A morte avassadoramente
Presente
Seifados a todos
Chacinados, multilados
De Brasília à Pontevedra
Bem vindo a selva de pedra
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