Tão trsite é uma alma

Que dá luz de um depravado amanhecer

Percebe sua trágica perda

Não pode mais escrever

Nem ler

Ou cantar

Tudo o que mais amou

Acabou

De acabar

Tão triste é a existencia dos fracos

Tão indiferente é a dos justos

Os que prevalecem são os fortes

Bem vindo a selva de pédra

O sangue rubro

Brotando de uma ferida

A pobre alma do protetor

Que por sua justiça

Já está de partida

Mais uma vítima

E a chacina continua

Fraco cordeiro que perdeu sua paixão

Que vive nas sombras

desde então

Tão lámentavel existência

Se debate contra o destino

Das temidas Moiras nada vem

Nada podes fazer

Só aguardar

E no momento certo

As Moiras

A ti vem buscar

Bem vindo a selva de pedra

Tão cruel é o mundo

Mas alguem sobrevive

Tua coragem explorada a fundo

Só o forte vive

É o fim dos tempos

Nada sobrou

Tudo destruido

A morte avassadoramente

Presente

Seifados a todos

Chacinados, multilados

De Brasília à Pontevedra

Bem vindo a selva de pedra