Simply Complicated

21 You give love a bad name.


Notas iniciais
Hey, Ex Annabeth Chase falando. u_u Queremos reviews.

Me virei e encontrei olhos travessos me encarando. Drake. Não pude deixar de encara-lo, seus músculos estavam à mostra. Quando foi que ele tirou a camisa? Não que eu estivesse reclamando, ele era... uau.

Ele sorriu torto.

– Então quer dizer que a menina mais gata do Alasca está na minha casa? E solteira? Okay, eu estou sonhando?

Eu ri levemente. O Drake podia ser canalha, mas ele me fazia bem. Me fazia muito bem.

– Acho que a gente tem que aproveitar.- Ele continuou chegando mais perto. Perto demais.

Seus braços fortes abraçaram minha cintura me puxando para mais perto. Seus lábios se encostaram com os meus. Sua língua pediu passagem. Eu cedi. Ele explorava minha boca em um beijo calmo, como se a muito tempo esperasse por isso. Se bem que ele esperava mesmo.

Nossos pulmões clamaram por ar. Droga de oxigênio necessário. Seus lábios desceram pelo meu pescoço. Ele distribuiu mordidas e chupões naquela região. Aquilo ia ficar roxo.

– Wow! Wow! Vamos com calma, sim?

– Qual é Annie, vamos logo com isso.

Isso era para ser uma voz sedutora?

– Ok, isso não vai acontecer.

Ele se separa de mim e levanta uma sobrancelha.

– E o que te impede agora?

Eu pensei um pouco. Ele tinha razão nada me impedia, tá, talvez eu gostasse do Percy, mas idai? Okay ele tinha acabado de fazer uma declaração maravilhosa, mas era apenas palavras. Apenas palavras. Isso não basta. Queria provas. Eu queria ter certeza dos seus sentimentos. Mas como? Eu não tinha certeza nem dos meus. Olhei para o Drake que me olhava curioso.

Eu me decidi no mesmo instante.

– Drake me ajuda?- Falei meio hesitante.

–O que posso fazer por você?

– Esperava que você me desse um ideia.

Ele sorriu torto e falou ao meu ouvido.

– Eu sei de muitas coisas que podem te ajudar.

Ok, minha decisão já era. Senti uma vontade imensa de vomitar.

– Tá bom senhor eu sei de muitas coisas que podem te ajudar eu não vou transar com você.

–Direta. Adoro isso. Não se preocupe, até a noite acabar você vai mudar de ideia sobre isso.

– É uma pena que eu não vou poder ficar para ver esse milagre acontecer.

– Magoou. E você não vai embora.

Ri pelo nariz.

–E quem vai me impedir? Você? Poupe-me desse circo e sai da minha frente.

– Tsc tsc. Eu já disse que não vai sair.

Revirei os olhos. Eu já tinha perdido a paciência. Dei um murro no nariz dele. Sempre fui muito forte. Adoro isso. Sempre ajuda em situações como essa. Ele caiu no chão. Okay agora estou orgulhosa de mim mesma. Contemplem minha força. Eu sou Annabeth Chase e o meu murro derrubou um cara com o dobro do meu tamanho.

–Isso é para você aprender que se eu digo que eu vou sair, é porque eu vou sair. Até a próxima Drake. Espero que seja no seu enterro.

Eu ignorei os xingamentos nada gentis de um Drake com o nariz sangrando e saí andando pelas ruas do Alasca pensando no que fazer a seguir.

Fiquei andando por uns vinte minutos. Ainda pensando. Eu estava perdida. Não sabia onde estava e muito menos para onde eu iria. Estava perdida em todos os possíveis sentidos dessa palavra. Não podia voltar para a casa e bater de frente com o Percy. Minha mente não estava pronta ainda. Eu não estava pronta ainda. Eu não queria. Não podia. Não ia.

Droga, eu tenho que esquecer Perseu Jackson.

Quando finalmente parei, minhas pernas reclamavam. Ah qual é, eu nem tinha andado tanto assim. Olhei ao redor pela primeira vez desde que saí da casa do Drake.

O dia parece que compartilhava de minhas emoções. O céu estava escuro, nublado e cinzento. Meus olhos poderiam se camuflar neles. O clima estava exageradamente frio, as ruas, antes lotadas estavam semi-desertas. Algumas pessoas tentavam se aquecer com a cafeína oferecida pelos cafés que estavam em abundancia naquela rua.

Uma tempestade estava vindo.

Eu estaria no meio dela.

Sem Percy, sem ninguém.

Apenas eu.

Sozinha.

De novo.

Minhas pernas continuaram reclamando. Odiei isso.

Eu não queria encarar o Percy. Acho que ninguém ia querer na minha situação. Mas eu tinha que crescer porra. Encarar os problemas de frente.

Peguei um táxi e o motorista se assustou quando eu disse aonde queria ir.

Talvez eu não tivesse andado só vinte minutos.

Coloquei meus fones em uma rádio qualquer porque eu estava com preguiça de procurar uma música decente.

E de fato eu não achei uma música decente. Sei lá, eu acho que as rádios do Alasca têm algum problema com música boa.

Cheguei em casa depois de uns 10 minutos. Por aí. Porém já concluímos que perceber tempo não é meu forte então...

Respirei fundo uma, duas, três vezes antes de abrir a porta da frente. Quando finalmente juntei o resto de coragem que me restava e abri a maçaneta tive uma surpresa não muito muito agradável. Na verdade, nada agradável.

Encarei um Percy deitado no sofá abraçando uma Sage tranquila com os olhos arregalados. O que ela estava fazendo ali? Não era para ela estar no meio do nada morrendo de frio? Sim, porque eu me lembro que só ia busca-la daqui a dois dias.

– Annabeth, era com você que eu queria falar.- Percy disse.

– Falar? É... Hm... Fa falar o quê?

Ah Annabeth valeu, você ajudou muito. Retardada.

– Que tal o porquê de você ter feito isso comigo?- Revirei os olhos com a interrupção da Sage.

– Feito o quê? Eu não me lembro de ter feito nada.

Prazer, cinismo.

– Ah, deixa-me refrescar sua memória, você ia me deixar te esperando por três dias quando você podia ter ido me buscar naquela hora. Que tipo de irmã você é? Eu vou contar para a mamãe!

Não pude evitar de rir.

– Caralho! Sage você tem quantos anos? Cinco? Vai aprender a se defender antes de vim discutir comigo.

– É... Deixa de ser puta Annabeth.

Hã? O que isso tem a ver?

– Seja criativa Sage querida. Inove nos seus xingamentos.

–Hey! Meus xingamentos são melhores que os seus.

Eu ri de novo. Não conseguia acreditar. Eu tinha uma irmã que não sabia nem discutir direito.

– Sage, vai dormir vai. Já passou da sua hora.

– Pare de me tratar como bebê, Annabeth Chase! Eu não sou um bebê!

– Porra Sage então para de agir como um. Resolva seus problemas. Afinal quem foi o filho da puta que te tirou do fim do mundo em que você estava?

– O pessoal da trilha percebeu que eu não estava e voltou para me salvar. Falando nisso eles estão te procurando. Parece que a Clarisse estava preocupadinha com você.

– Depois eu ligo para ela. Ah... Sage, a mamãe ligou, ela disse que você fugiu de casa.

Era mentira, ela não tinha ligado, mas era óbvio que a Sage tinha fugido.

– Falando nisso, eu soube que agradeceram bastante a sua pequena doação.

A cara da Sage foi assustadora, ou era para ser. Eu comecei a rir loucamente. I'm bad.

– Annabeth, sua puta.

Ela veio para cima de mim, me derrubou e começou a me estapear com ''força''. Aquilo não doía nada. E eu apenas continuava a rir enquanto a raiva dela só crescia.

–Hey Sage linda, calma.- Percy tirou ela de cima de mim.- Calma gatinha, calma.

Aquilo me matou por dentro. Fiquei séria e eles me encararam confusos. Eu era a gatinha, não ela.

– Desculpa gatinho, mas ela me tira do serio, como você conseguiu aguentar ela por dois dias inteiros?

– Ah acredite a gente aproveitou.- Provoquei piscando sedutoramente para o Percy.

– VADIA!- Sage tentou me atacar mas Perseu a segurou.

– Calma Sage.

– Calma Perseu? Você quer calma?!

– Hey — Ele segurou o rosto dela.- Eu nunca fui e nunca vou ser dela. Igual ela nunca foi e nunca vai ser minha.- Quando ele falou isso passou um sentimento em seus olhos que eu nunca tinha visto estampando aquelas esmeraldas e nunca queria ver. Não soube identificar direito, será que era tristeza?- Eu sou seu. Apenas seu.

Ele a beijou. Beijou a ela, não a mim. Por um momento me perguntei se ele realmente gostava dela.

Subi correndo para meu quarto. Eu não conseguia mais. Ele não era mais meu. Eu o perdi. Alguns minutos depois uma Clarisse preocupada entrou no quarto.

Ela não falou nada. Simplesmente me abraçou.

Simplesmente foi minha amiga.

Eu quase nunca precisava do consolo da Clarisse para essas coisas, mas quando precisava ela não deixava a desejar.

Outra figura entrou no quarto. Ian.

Ele também não falou nada. Ele encostou minha cabeça em seu peito enquanto acariciava meus cabelos. Clarisse continuou me abraçando. Eles continuaram me apoiando.

E lá estava eu. Com o que eu considero minha família chorando por ele.

– Estamos aqui.

– Você não está sozinha.

Foram as palavras que ouvi. Não eram muitas, mas eram grandes, eu os amava. Os amava mais do que tudo e isso me consolava.

Eles são a minha família. Minha única e verdadeira família.

Notas finais
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