Simply Complicated
29 You
Notas iniciais
Para inicio de conversa, Percy não era tão santinho assim. Ele e Jason foram criados praticamente juntos. Mas quando Percy fez quatorze anos, ele e Jason se distanciaram muito, e só depois voltaram a e falar. Justamente porque o garoto de olhos verdes pelo qual me apaixonei, fez outras amizades.
Perseu Jackson começou com quatorze anos a beber. Fora isso, outras coisas que não é muito bom citar. Ele era sinônimo de problema. Era expulso da aula, mais do que de costume.
Sim, ele reclama de sobre minha personalidade, mas a dele era bem pior. Bebia na sala de aula, banhava com vodka e wisky nos alunos indefesos na hora da saída, e às vezes vandalizava algumas coisas, como por exemplo: Pichar a escola.
Talvez o modo que Percy agia que me fez se sentir atraída por ele. E mais a sua beleza e seus músculos definidos, claro.
E seus três amigos do passado estavam na nossa frente. Era Octavian, Ethan e Dylan.
Quem nos reconheceu foi o Octavian. Esse era um loiro com uma cara maléfica.
– E ai, Percy! – Octavian disse, vindo para nossa direção. Quando estava junto de nós, seus colegas também se aproximaram. – Hm. Estou vendo que ainda está com a Chase. – Ele me olhou de cima para baixo. – Olá.
– Olá, Octavian. – Eu disse gentilmente, embora não soasse como eu esperava.
– Oi, gente. – Falou Percy olhando o chão. – O que vocês estão fazendo aqui? – Ele encarou Octavian. – Não me digam que estão aqui para comer hambúrguer.
Dylan, outro loiro com uma cara macabra, riu.
– Percy, não se faça de desentendido. Você sabe que aqui é nossa área.
Eu olhei surpresa para Percy, com um olhar “Você sabia disso?”, mas ele me encarou por um momento e depois fugiu o olhar.
– Eu só vim levar a Annabeth para comer um lanche, mas seremos breve. – Anunciou Perseu.
Octavian nos olhou friamente.
– Que não seja por isso. Vamos comer alguma coisa, então. – Octavian se autoconvidou.
Percy suspirou e assentiu, feito isso, entramos todos na lanchonete.
Só de estar com Percy, os outros já me olhavam, como: “Uma garota delicada andando com um cara desse”. Não que Percy tivesse algo de errado, ele era perfeito, mas ao mesmo tempo, ele tinha cara de que era um garoto que se metia em confusão.
Agora com Octavian, Ethan e Dylan... Ok, que eles não eram fortes, e com abdômen definido de Percy, mas eles tinham cara de maus.
Sentamos em uma mesa perto da janela. E assim chegou a garçonete, uma coisa nada comum no Burger King, e anotou nossos pedidos.
– Então, Perseu Jackson. Por onde anda? – Perguntou Ethan, o cara estranho que usava um tapa olho.
– Por aí, Ethan. E vocês? — Disse Percy.
– Na nossa área. – Respondeu Dylan. – Por que nunca mais manteve contato?
Eu ri.
– Porque ele não é idiota para andar com um bando de ignorantes que não tem o que fazer da vida. – Eu respondi.
Octavian ergueu a sobrancelha.
– Como é? Annabeth. – Falou entre dentes.
– Além de idiota tem problema de audição?
– Annabeth, fique quieta. – Sussurrou Percy. Eu o olhei incrédula.
Dylan riu.
– Annabeth, é bom saber que continua bem. Vocês dois, pelo visto, ainda estão namorando. Correto?
– Não. – Disse Percy. Eu o olhei novamente. – Quer dizer... É complicado. Um relacionamento aberto.
– Aberto? – Falei um pouco alto demais. – Não foi isso que você deixou transmitir com o Valdez, hoje.
Percy passou um olhar de bronca em mim.
– Estou vendo que vocês ainda estão juntos. – Falou Octavian.
Então começaram a conversar como se continuasse melhores amigos. E cada vez mais eu me sentia excluída, tanto é que fui embora sem comer o meu lanche e Percy nem se importou.
Peguei um taxi e informei ao motorista a localização da casa de Percy. Ele me levou lá e eu o paguei. Chegando lá, vi Sage e Sally discutindo.
– Calma gente! O que aconteceu? – Perguntei.
– A MÃE DO PERCY NÃO QUER MÚSICAS DA TAYLOR SWIFT NO BAILE DELA! – Sagyn gritou.
– Sage, não é que eu não quero, mas não vai ter balada no meu aniversário. Vai ser um baile clássico, querida. Onde vai ter poucos jovens. Não é que não gosto de Taylor Swift, ou One Direction, mas entenda que essas músicas não são de minha época! – Gritou Sally.
– FODA-SE! – Eu gritei me intrometendo. – Sage, senta. – Ela obedeceu. – É o aniversário da Sally, ela seleciona as músicas que ela quer, e além do mais... Sagyn Chase, isso não é música que agrade muito os adultos. Tem que ser mais... Clair De Lune, Debussy. Entende? Mais clássico. Para dançar agarradinho.
Sage bufou.
– Só vai ter velhos? – Perguntou Sage a Sally.
– Eu não diria que pessoas da faixa etária de quarenta anos são velhas. – Disse Sally.
– Não são. – Eu concordei.
– Para gostar de música velha, tem que ser velho. – Ela disse.
– Então para gostar de música nova, tem que ser novo? – Perguntei. – Me poupe Sage. Por que você não vai para casa, fazer seus trabalhos de escola?
– Sim. Eu vou. Pelo menos, eu me importo com o meu futuro. – Ela disse, tirou seu notebook da mesa e saiu.
Eu olhei para Sally que parecia entediada.
– Ainda bem que você apareceu, Poseidon já estava de saco cheio. Estava ameaçando a trazer uma serra elétrica e cortar a cabeça da menina. – Ela disse.
– Até que não seria má ideia. – Eu disse e ela riu. – Mas Sally, eu queria um conselho.
– O que? – Ela perguntou.
– Percy reencontrou Dylan, Octavian e Ethan.
Ela suspirou tristemente.
– Daqui a uns dias é aniversário de dezoito anos do Percy, Annabeth. Se for isto que ele quer para a vida dele, que seja. Sinceramente eu preferia que ele namorasse você, ao invés da sua irmã. Veja vocês dois. Estão tendo um caso...
– Mas isso é só passageiro. Percy vai terminar com ela antes do seu baile. – Eu disse.
– Sim, mas... Por que ele foi arrumar justo essa menina? Ela é metida demais, ela quebrou o aquário de Poseidon esses dias e ele quase enfiou os cacos de vidro nos olhos dela... Annabeth, eu não sei. Sério.
Eu ri. A ideia de Poseidon torturar Sage não era ruim.
– Eu vou para o quarto dele, não fale nada para ele que eu estou aqui. Ok? – Perguntei.
Sally ergueu a sobrancelha, estava na cara dela que ela estava confusa.
– Mas... Porque ele não pode saber? – Ela perguntou.
– Eu quero saber que horas ele vai chegar, e em que estado. – Falei.
Ela ia protestar, mas acho que com a minha razão, ela acabou concordando e eu subi pra o quarto dele.
Como sempre, o quarto de Percy estava bem arrumado, e como sempre, seu estoque de bebidas de baixo da cama estava cheio, o que me deu a segurança que eu podia pegar uma lata de cerveja sem nenhum adulto me policiar.
Já era mais de três horas da tarde, eu ainda não tinha comido nada, e havia quatro horas que eu tinha deixado Percy sozinho com Octavian, Ethan e Dylan. E eu já estava preocupada. Não era nada demais, Perseu estava para fazer dezoito anos, ele sabia se cuidar, mas com a má companhia, a mesma, na qual aproximadamente quatro anos atrás e andava, me deixava insegura. Será que Percy seria capaz de me trair ficando com uma garota qualquer? Nessas festas que ele frequentava com esses idiotas?
O resultado de tanto pensar, foi que eu acabei dormindo na poltrona que tem ao lado da cômoda de Percy. Acordei faminta, observei a janela e já estava escuro. Olhei o relógio e já marcava uma hora da manhã.
Céus, eu havia dormido demais, e de mau jeito. E cadê aquele bosta do Percy?
Foi só eu pensar nele, que o mesmo entrou no quarto.
– Hã... Annabeth? – Falou meio alterado. – O que você está fazendo aqui?
Eu andei até ele para beijá-lo, mas me detive pelo cheiro de bebida impregnado nele.
– Que cheiro é esse? – Perguntei.
Ele desviou os olhos.
– Ah, não é nada, é que uma das garotas esbarrou um copo de bebida em mim...
– Garotas? – Perguntei entre dentes.
– Fica tranquila, eu não te traí.
Eu suspirei e me controlei para não gritar. Enquanto isso Percy tirava a roupa, o que deixava mais difícil de ficar brava com ele.
– Ok, você não me traiu. Mas você fumou. – Eu me aproximei dele e cheirei seu pescoço.
Ele deu de ombros, e deitou em sua cama, de barriga para cima e só de cueca.
Não que eu não goste da vista, Percy era mais lindo e mais sexy do que nunca, mas eu ainda precisava tirar satisfações.
– Então você bebeu e fumou? – Perguntei.
– E bebi muito e mais algumas coisas. – Falou cansado
Eu arregalei os olhos.
– Percy, você sabe do meu irmão...
– Annabeth, cale a boca. – Foi a ultima palavra dele antes de dormir.
Parece que velhos hábitos sempre voltam.
Fale com o autor