Simply Complicated
37 When I'm Gone
Notas iniciais
Eu estava com meu irmão Ian. Nós estávamos deitados em minha cama olhando para o teto, e ainda estávamos em choque com o internamento de Sage. Pelo menos, eu estava.
– Nossa. – Ian disse com ironia. – Isso mudou meu dia.
Ele estava também olhando para o teto, mas com a mania irritante de ficar batendo os dedos, como se ele quisesse alguma coisa. Eu sabia que ele não estava bem.
– Ian, é sério! – Falei ao vê-lo com uma mini garrafa de vodka na mão.
– Annabeth! – Se aborreceu ao eu jogar a garrafinha pela janela e derrubar um pouco em mim.
– Ah, cale a boca, você acabou de sair do hospital, e ainda está tratando de seu pulmão. – Falei e me aproximei dele. – Ian, eu quero você vivo. Quero que se trate.
Ele começou a rir.
– Eu só estava querendo uma bebida.
– Antes fosse, Ian. Antes fosse.
– Olha, esqueça o que houve no Alasca. A Drew me deu um pocuo de bebida... – Falou sem jeito.
– E você aceitou?
Ele deu um sorriso torto.
– Você é tão hipócrita, Annabeth.
– Cale a boca. Quando a mamãe vai se mudar? – Perguntei.
Ele não soube responder. Nos últimos dias nossa mãe nem havia aparecido muito em casa. Ela não aguentou a pressão e ficou em um hotel. Só a vimos em uns dias anteriores para ela ver a Sage. Ela primeiro começou a gritar com a minha irmã, por ser uma irresponsável. Depois começou a gritar com Percy por deixar a minha irmã “impura” e por me levar ultimamente ao mau caminho. O que eu não entendi.
– Hoje é o baile da Sally. – Avisei.
– E?
– Você quer ir? – Perguntei.
– Com você?
– Não, seu babaca, eu vou com Percy, você pode chamar qualquer garota, menos a Drew, ou a irmã dela, ou...
– Ok, ok, já entendi. Nada de Drew. Nada de garotas loucas naquele baile.
– Exatamente. – Assenti.
– E o que você vai fazer lá?
Eu dei um tapa forte em seu ombro.
– Ba-ba-ca. – Bufei. – Você é ridículo, e sabe também que eu nunca fui uma garota má.
– Que seja.
Ficamos um tempo em silêncio. As coisas estavam estranhas entre nós desde o que ocorreu recentemente com ele. Eu sempre me divertia com Ian, continuava me divertindo. Mas eu sempre achava que ele poderia causar muitos problemas.
– Eu amo a Drew. — Ele falou de brincadeira, eu acho.
Sim, eu comecei a rir.
– Bem, você terá que deixar de amá-la. — Eu falei sério, relevando sua brincadeira.
Então, ouvimos alguns passos, vindo até meu quarto. Era apenas Percy. Usando uma bermuda, uma camiseta havaiana que por sinal era muito brega, e estava com uma sacola.
– Cheguei, Annabeth. – Disse jogando suas tralhas no chão. – Oi Ian.
Ian bufou. Ultimamente ele não estava tão fã do Percy. Mesmo depois do sacrifício de tirá-lo do hospital para passear com ele.
Meu irmão apenas levantou e saiu – provavelmente para seu quarto.
– Qual é a dessa roupa brega? – Perguntei sem me mover do lugar.
– Eu fui praticamente expulso de casa pelo meu pai. Já estão começando a arrumar a minha casa para a festa de hoje.
– Ah, coitado. – Falei com ironia, mas ele não pareceu reparar.
– Eu sei! – Disse. – E olhe só. São só dez horas da manhã!
Eu me levantei e o beijei suavemente.
– Então eu trouxe esta sacola aqui que está com a minha roupa de gala. – Ergueu-a. – E vou ficar na sua casa até o horário de irmos embora. – Ele franziu a testa e encarou o chão para o pedaço de cigarro que eu tinha pisado. – Você estava fumando?
– Ian.
– Deixe-o. Ainda é muito novo.
– Falou o velho.
– Já tenho dezoito. Sou adulto.
– Super adulto. Ainda mais com esta camiseta.
– Peguei do meu pai. – Respondeu. – E ai? O que vamos fazer?
– Hã...
– Sexo? Assistir um filme? Dormir? Que tal irmos à casa do Jason para nadar lá? Ou que tal comermos alguma coisa? Ou bebermos? Ou...
– Vamos ir à casa do Jason? – Perguntei, tentando o manter de boca calada. — Nadar?
Por fim ele concordou. Com muito esforço, aliás. Tive que arrumar uma bolsa com tudo que eu precisaria para nadar, e Percy deu um jeito de fazer a dele. Não me pergunte como foi.No caminho para a casa do Jason, resolvemos não falar com a Sage, já que no dia seguinte iríamos vê-la no manicômio.
Chegando lá, quem atendeu a porta foi Piper.
Eu ainda não suportava olhar para a cara dela.
– O que vocês querem?
– Esfolar sua cara. – Murmurei, mas ela não ouviu.
– Nadar. – Respondeu Percy.
Piper revirou os olhos e se voltou para dentro, e gesticulou para que nós à acompanhasse. Então pude perceber que ele estava apenas com a camisa de Jason e um short muito curto.
– Piper, com esse short eu consigo ver seu útero. — Provocou Percy.
Ela sorriu e ignorou. Continuamos a andar em direção à parte externa, em direção à piscina. Lá estava Jason, deitado no chão tomando sol e bebendo caipirinha de limão.
– Hm. Jay? — Ela chamou. — Eles querem nadar. Eu posso os autorizar?
Ele tirou os óculos e nos observou.
– Piper, gata, vem cá. — Chamou. Ela foi de encontro com ele e sentou em seu colo. — Percy é meu amigo é ele pode vir a qualquer hora nadar, e Annabeth. É claro que ela pode vir nadar. Tanto de biquíni ou não.
Eu ri e Percy riu de uma maneira estranha. Uma risada sarcástica misturada com maníaca.
E Piper apenas ignorou — como tudo que ela fazia. — e por fim, trocamos de roupa e fomos para piscina.
Era foda quando se tinha uma quantia razoável de dinheiro e não se tinha piscina em sua casa. Era o meu caso, por exemplo.
Percy passou muito tempo na água, e eu só fiquei alguns minutos, pois queria tomar um pouco de sol. Conversei muito com Jason e Piper — que pelo visto estavam namorando -, mas eles não paravam de falar do verde e da natureza, e eu logo me irritei já que, eu gosto da natureza e tudo mas não parar de falar das plantas para mim é encheção de saco. Então encerrei meu papo com eles e fiquei vegetando no chão.
Quer dizer, até do nada Percy me puxar para piscina. Na hora fiquei muito brava, pois levei um leve choque térmico, mas no fim... Ah, no fim ele me beijou. Te garanto que foi o melhor beijo aquático de todos.
(...)
Eu estava em meu quarto junto com Percy. Ele estava já com o seu smoking, e eu já estava com meu vestido sereia tomara que caia verde escuro, com o cabelo preso em coque e estava finalizando minha maquiagem.
– Eu ainda acho que você deveria ir com aquele vestido azul que você foi em meu aniversário. — Ele comentou.
– Hm. E alguma vez eu já usei algum vestido de festa repetido, Percy?
– Não, mas azul é uma cor linda. Como você.
– Sua obsessão por azul me assusta. — Eu disse. — Sabia que pessoas com problemas mentais geralmente gostam mais de azul?
– Ah, é? E por que você não gosta de azul?- Respondeu no mesmo veneno.
Bufei e por fim acabei a maquiagem.
– Estou pronta. Vamos? Que horas são?
– Vamos. Hm... São dez e meia da noite. Era para termos ido as sete e meia.
– Você só saiu da piscina às oito da noite, Percy, eu tive que me aprontar as pressas, é culpa sua por chegarmos atrasados.
– Relaxa, seu irmão vai?
– Sim, ele vai com uma não-Drew.
– Hã? — Ele disse confuso.
– Esquece, apenas vamos que ele nos segue.
Percy assentiu, e nós fomos em seu carro. Em silêncio, novamente, pois ficamos escutando algumas músicas do Metallica. Chegando em sua casa, eu simplesmente fiquei admirada ao ver a decoração. Estava perfeita.
Estava tudo iluminado e a entrada da casa estava com pétalas de rosas brancas, era possível sentir de longe de maresia, e também sentir a paz que vinha e lá.
– Eles se superaram. — Foi só o que Percy disse, e eu só podia concordar. Fiquei durante alguns minutos de boca aberta, a decoração estava perfeita, mesmo que eu já tenha dito isso valhe apena ressaltar, estava tudo combinando com a estrutura de madeira da casa. — Vamos entrando?
Assenti, ele — como cavalheiro — ergueu o braço e eu aceitei.
Eu iria ficar feliz no aniversário da Sally e finalmente ter um dia feliz com Percy.Teria que dançar com ele — não que isso fosse um sacrifício — eu iria beber com ele, comer com ele, brindar o aniversário de Sally junto com a família dele...
Por fim, eu tive a certeza que dessa vez era para valer.
Então entramos na casa, dessa vez foi diferente.
Estávamos com um verdadeiro casal.
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