Simply Complicated
28 We Are The Champions
Notas iniciais
Ian estava acordado. Oh céus, muito obrigada por isso. Ele estava meio sonolento, mas estava com o olho aberto.
Eu meio que exagerei na felicidade de vê-lo acordado. Eu saltei em cima dele o abraçando e beijando suas bochechas. Mas Percy me afastou.
– Me larga, seu babaca! – Gritei me debatendo contra os braços de Percy.
– Annabeth ele ainda está frágil, cuidado com ele. – Sussurrou e então eu parei de me debater e apenas comecei a chorar de felicidade. – Vou chamar alguma enfermeira.
Eu assenti com a cabeça e olhei para o meu irmão.
– Annabeth? – Ian perguntou com a voz fraquejando.
– Sim, — Peguei em sua mão. – sou eu Ian.
– O que... o que aconteceu? – Perguntou e abriu um pouco mais seus olhos.
– Você foi idiota. Bebeu demais e ficou em como alcoólico.
Eu franziu a testa e então sorriu.
– Hã... É eu, bebi um pouco...
– Não foi uma bebida comum. – Afirmei. – Foi alguma bebida misturada com... Gasolina?
– Gasolina? Mas a Drew disse que era Whiskey. – Ele disse balançando a cabeça.
– E até parece que você não sabe a diferença. – Dei de ombros. – E não foi só a bebida.
Ele assentiu.
– É que eu estava chapado. – Ele riu. – Estou um pouco cansado... Há quantos dias eu fiquei adormecido?
– Quarenta dias.
– QUARENTA?
– Sim, seu imbecil. – Eu falei.
Ele suspirou.
– E o que eu perdi? Você e o Perseu... Pelo o que eu ouvi... Espera! Ah, não. Sério que você e eles estão juntos?
Eu ri, bem que eu queria que fosse verdade, mas antes de eu explicar, a enfermeira chegou junto com Percy. Eu achei que a primeira coisa que ela ia fazer era checar a pulsação do Ian e tal, mas não. Ela começou a gritar comigo e com Percy, dizendo como nós somos irresponsáveis por estarmos sem autorização na UTI e que somos adolescentes burros e eu podia ter matado meu irmão.
Nenhuma ofensa me afetava mais. Meu irmão estava acordado e era isso o que importava.
– Vou ligar para a Sage. — Disse Percy, enquanto íamos para a sala de espera, onde o resto do povo estava. Eu o olhei com desapontamento. – O que é? Sage também é irmã dele. Ela precisa saber.
– Só que não, né gato? – Falei batendo na bochecha dele e tirei o Iphone de suas mãos. – Eu estou cansada por sempre dividir as coisas com Sage. Ian é o meu irmão.
Ele riu e bufou.
Eu parei de andar e ele também.
– Você sabe porque eu terminei com o Jason? Lá no Alasca? – Perguntei.
Ele semicerrou os olhos.
– Por que quer falar disso agora?
– Porque eu quero. Agora me diga. Você sabe? – Insisti.
– Não. Não sei.
– Na festa do Drake... Bem... Eu vi Jason e Sagyn se beijando.
Ele respirou fundo.
– Eu vou matar esse cara. – Falou com um brilho nos olhos verdes.
– Não. Você não vai relar um dedo no Jason. Aliás você tem que falar é com a Sage. Ela te chifrou.
Ele suspirou e abaixou os olhos.
– Depois eu converso com ela. — Ele olhou para sala de espera que estava relativamente próxima. — E com ele. — Apontou para Jason.
– Percy, é só um aviso. Você vai me perder desse jeito. — Eu disse, embora não fosse totalmente mentira.
Antes de se quer tentar responder, eu me virei o deixando resmungar. Quando avistei Leo, que estava encostado na parede olhando o chão, e pulei em cima dele.
– Você estava certo! O Ian acordou! – Gritei, beijando também todas as partes de seu rosto. Enfim, o Valdez pegador estava certo.
Se não fosse por Perseu, eu ainda estaria agarrada em Leo. Mas o Senhor Ciumento me puxou com tal brutalidade para longe do garoto, que na hora achei que ele ia bater em Leo.
– Minha mãe... Ela quer fazer um baile para o aniversário dela. – Ele pressionou minha mão contra seu peito e ergueu os lindos olhos. – Daqui à uma semana. Até lá eu queria que você fosse comigo...
– E a Sage? – Perguntei.
– Deixe-me falar, porra, — Continuou Percy. – Até lá eu também pretendo ter terminado com Sage.
Eu arregalei os olhos.
– Sério? FINALMENTE? – Eu falei.
Ele riu.
– Eu te amo, Annie. Porém, eu espero que você continue assim até sábado que vem.
– Assim como?
– Perfeita do jeito que você é.
Eu devo ter me derretido toda por dentro.
– Awn, posso pular em você? – Perguntei.
Ele riu e assentiu. Então eu pulei em cima dele, e o beijei. Na boca, claro. E então ele me pôs no chão.
– Saindo daqui eu vou te levar em um lugar.
– Espero que eu goste deste lugar. – Sussurrei.
Nós nos beijaríamos de novo, se não fosse por uma pequena interrupção da enfermeira.
– Por favor, senhorita Chase? – Perguntou a enfermeira de cabelos grisalhos.
– Sim?
– O paciente Ian Chase, será removido para o quarto, daqui a algumas horas. Pois devemos fazer todos os exames que estão na regulamentação. Mas antes devo lhe informar que alguns órgãos dele foram afetados. O rim, por exemplo, e o pulmão. – Ela fez uma pausa. – Aqui consta que somente duas vezes a senhora Atena Chase o visitou, e o senhor Frederick Chase, apenas uma vez. Já que o Ian é menor de idade, precisamos de algum pai ou responsável que se responsabilize por ele e assine os papeis. A senhorita poderia ligar para seus pais ou algum maior de dezoito anos, para poderem vir autorizar?
Minha mãe e meu pai estavam viajando, como sempre. Meu aniversário de dezoito só seria daqui a um mês. E de Percy seria daqui a três dias.
A única pessoa que eu poderia contar era com Zeus. Meu avô. Tratei de ligar para ele. E por incrível que pareça, ele chegou em cinco minutos.
– Cheguei arrasando! – Gritou assim que me viu. – Que foi Anabéte?
– Vô é Annabeth. Mas enfim, preciso que você assine esses papéis para o Ian ser removido para o quarto...
Ele puxou os papéis da mão da enfermeira e assinou todos.
– Dei uma assinatura a mais para você, porque pode ficar como autógrafo. – Ele disse para a enfermeira que em seguida saiu. – Que mais Annabeth?
– Para de ser ridículo. – Falei.
– PI PI PI. Olha o recalque. – Disse. – Eu estava em um puteiro, cheio de mulheres sensuais, e você me ligou para me atrapalhar. Agora AGUENTA.
Eu revirei os olhos e vi que Percy estava contendo a risada.
– Vô, pode ir agora.
– Eu não, deixe-me divar aqui Annabeth. Esse hospital precisa de um pouco de brilho.
Foi então que Percy deu risada, mas esse momento acabou quando Sage chegou.
– Perseu Jackson, te procurei por todo canto! Ah, claro, estava com sua amiguinha Annabeth. Oi avô Zeus.
– Cruzes, chuta que é macumba. – Falou Zeus assim que Sage falou com ele.
– Vô! – Falou Sage chorona.
– Ai menina, você é uma desgraça. – Zeus disse.
Sage franziu a testa.
– Nossa que cara de rata é essa? – Perguntou Zeus.
– Está mais para ratazana. – Eu completei.
– Annabeth, cale a boca, ninguém te chamou para tirar o meu brilho.
Sage tentava falar com Percy, até que nos viu de mãos dadas.
– Porque vocês estão assim? – Ela perguntou.
– Criatura você é muito chata, é claro que ele ia escolher a Annabeth. Sua fedida. Que perfume barato é esse Sage? – Interrompeu Zeus.
Sage suspirou.
– Percy você está me traindo?
– Além de tudo ela é cega! – Gritou Zeus. – Querida, quando um bofe fica amigo de uma mulher, ele só quer uma coisa. – Ele olhou para Percy, que sorria.
– VOCÊ ESTÁ ME TRAÍNDO JACKSON?! – Ela gritou para ele, porém olhou para mim.
– Sage, eu não estou te traindo. Ao contrário de você... No Alasca com Jason.
– UI! Sage sendo má. A-DO-RO. – Disse Zeus.
– Eu só beijei o Jason! – Ela falou desesperada.
– Sage! – Berrou Zeus. – Sua SA-FA-DA! Que tal passar suas férias comigo e com sua avó, na Inglaterra?
– Não, obrigada, avô Zeus. – Ela disse. – Afinal, o que você está fazendo aqui?
– Para te ver é que não é. – Ele respondeu.
Sage suspirou.
– Percy Jackson, eu estarei na sua casa, estou ajudando sua mãe na decoração do baile dela. Agora ficou mais difícil. Acredita que ela não gosta de rosa e One Direction? – Ela perguntou incrédula.
Sage deu as costas e saiu, deixando Zeus reclamando com Percy sobre prostitutas de luxo, que custavam muito caro, e que eu, Annabeth Chase, o interrompi com uma, e blá blá blá.
– Vô, será que eu poderia sair com Percy? Qualquer notícia sobre o Ian me ligue, por favor. – Eu disse.
Zeus estava tão estressado que apenas abanou as mãos, com um gesto de que seria melhor irmos rápido.
Sendo assim, deixamos o hospital, e eu segui para o carro de Percy.
– Por que você quis sair tão rápido? – Ele perguntou colocando o cinto de segurança no lugar dele.
– Não gosto do meu avô falando de prostitutas de luxo com o meu namorado. – Expliquei. Talvez o meu namorado saiu tão naturalmente da minha boca que só reparei no que havia dito, quando um silêncio de tensão se espalhou no ambiente. – Hã... Espera... Eu não quis dizer isso. Quer saber? Por que você não me leva naquele passeio que você havia sugerido?
Ele olhou para baixo e riu. Ligou o rádio e colocou a música Back in Black, AC/DC.
– Sim, enquanto ao passeio... Acho melhor deixar para próxima, o “passeio” era vir ao meu quarto, mas Sagyn está lá, então, acho melhor mudarmos os planos. – Ele fez uma pausa e me fitou com aqueles lindos olhos verdes. Seus cabelos desgrenhados negros pediam sobre sua cara, um pouco comprido, nada que um corte não melhorasse. Deste jeito ele parecia um skatista, usando essas roupas despojadas que o deixavam ainda mais gostoso. – Que tal irmos comer alguma coisa no Burger King.
– Claro. — Embora não era o que eu estava em mente pensando em comer, mas eu merecia uma comemoração já que Percy já tinha confirmado para mim, que o prazo para ele terminar com a quenga da Sagyn era apenas de uma semana, e ele não era do tipo de cara que quebrava promessas.
Ele seguiu para a lanchonete, o clima tenso ainda ficava no ar. Qual era o problema de eu o chamar de meu namorado?
Quando mal percebi, já havíamos chego ao estacionamento e Percy já estava estacionando o carro. Feito isso, descemos e seguimos para a entrada da lanchonete. Até que vimos uma coisa nos impediu.
Três amigos, antigos, de Percy estavam lá do lado de fora, fumando e bebendo. Um deles nos reconheceu. Quero dizer... Reconheceu Percy. E acenou.
Então eu realmente me toquei. Percy reclamava do meu passado, que eu era biscate da escola, que ficava com todo mundo. Comportei-me quando me relacionei com ele, mas depois acabei nosso namoro porque queria ir para a farra. Mas que direito ele tinha de reclamar de mim?
Se o passado dele era bem pior que o meu.
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