Simply Complicated
36 My Little Syster.
Notas iniciais
DEIXEM REVIEWS.
Meu primeiro pensamento foi " Puta que pariu, ela tá grávida", e então eu sentei em estado de choque, começando a chorar. Sage chorava a alguns metros de mim. Advinha quem o Perseu foi consolar?
Ele veio até mim em estado de choque e abraçou meus ombros. Perseu era lerdo, mas não era idiota. Sabia o que estava acontecendo.
- Hey, vai ficar tudo bem.
Aquilo era uma tremenda mentira. Nada estava bem e nada ficaria bem. Aquela era a sentença de morte da minha relação com o Percy.
Alice nos olhava surpresa. Aquilo parecia ser novidade para ela.
- Oh! Essa criança seria extremamente amada, é uma pena que ela não chegou a ser gerada.
- Ela o quê?- Falei sem acreditar.
Então Sage não estava grávida? Isso é...
- Você! A culpa é toda sua.- Ela se dirigiu para mim.- Você me fez perder tudo. Tudo.- Ela virou para Percy.- Você acredita em mim, não acredita? Um pedaço de papel idiota não prova nada. Eu fiz o exame, eu tô grávida, eu posso sentir a criança dentro de mim. Acredita em mim Percy, por tudo que é mais sagrado. Nós nascemos para ficar juntos. Você sabe disso, não sabe? Eu sei que você sabe.
Ela estava histérica, foi aí que eu me toquei que todas as vezes que eu chamei ele de louca eu estava certa. A Sagyn estava totalmente pirada.
- Sage, eu....- Perseu tentou acalmá-la.
- Você sabe que a gente nasceu para ficar juntos, não sabe?-Ela sorriu diabólica- Mas que pergunta estúpida. É claro que você sabe.
- Sage, hey, tudo bem, vai...- Comecei.
- Ah, sim, Você!- Ela cuspiu as palavras- Você sabe que a culpa é toda sua, certo? Eu amava o Percy, sempre amei, eu gazeava aula e ficava vendo ele jogar. Eu já gostava dele bem antes de você, mas ele sempre me viu como a irmãzinha da sua amiga e depois como a irmãzinha de sua namorada. Ah, e não era só o Percy não, seus amigos sempre faziam isso também. Eu era vista como uma criança que eu não era. Eu sou só um ano mais nova que você, sabia? Eu não sou uma criança.
Eu a encarava chocada. Ela era bem mais louca que eu pensava.
- Eu sempre pensava que era comigo, roupas infantis demais, programas infantis demais, então eu mudei. Mudei meu corte de cabelo, meu estilo, minhas amigas. Mas aí continuou a mesma bosta e foi aí que eu percebi que era você. Você era a fonte dos meus problemas. Você. A culpa é toda sua!
Ela estava... Chorando? Levei um... Dois... Talvez três segundos para compreender essa cena, mas Perseu estava confuso ao meu lado, como se ainda tentasse entender a parte dela fugir da escola dela para vê-lo. Ela limpou as lágrimas.
- Mas agora isso não importa mais. Nada mais importa. Nós vamos ter um filho, vamos ficar juntos eternamente.- Ela sorriu. Um sorriso doentio, vale a pena destacar.- Vai ser um menino, é claro. De início eu pensei em colocar Perseu filho, mas eu acho esse nome Perseu feio. Sem ofensas, querido. Você sabe que eu te amo. Então eu não sei que nome colocar, mas vamos escolher juntos. Dizem que quando a gente ver o rosto do bebê a gente vai saber. Eu mesmo não acredito nessa teoria, mas vai que á certo. Nunca se sabe, não é?
A enfermeira a encarava atônita. Talvez nunca tivesse visto tamanha loucura em sua vida.
- Sagyn, querida, você fez exames que comprovaram que você não esta grávida.
- Quem é você? Você não sabe de nada! Eu estou grávida! Minha menstruação não vem faz séculos, eu engordei toneladas e eu fico enjoada constantemente. Isso não quer dizer que você está grávida? Pois sim, eu estou grávida, além disso, eu fiz o teste da farmácia.
- Não é sempre que isso significa que você está grávida, no seu caso você não está, mas não se preocupe, vamos ao médico e ele vai dizer o que está acontecendo com você.
- Ah, querida, de longe se vê que você não sabe de nada. Um filho não é uma doença, não é nem educado falar assim.
- Sagyn, querida, você não está grávida.
E então Sage avançou para cima da pobre enfermeira. De primeira eu fiquei realmente chocada, imóvel. Dois caras grandões apareceram para socorrer Alice. Eles seguraram Sage pelo braço enquanto ela chutava e esperneava. A enfermeira tentava se recompor o máximo possível. Ela estava descabelada e com marcas e roxos resultantes das unhas ferozes de Sage.
- Meu nome é realmente feio?- Perseu se pronunciou como se nada tivesse acontecido. Ele parecia realmente ofendido.
Alice e eu o encaramos chocadas. Quer dizer... Oi?
- O que é? Vocês não ouviram? Ela disse que meu nome é feio.
Bufei e virei de costas para Perseu ficando com os baços cruzados em sinal de raiva
Ele veio por trás e me abraçou.
- Hey, relaxa, eu estava só brincando.
Levantei uma sobrancelha.
- Sério?
- Na verdade não, mas se isso for servir para você me perdoar, bem que você poderia fingir que sim, né?
Até Alice riu. Ele me virou e me beijou.
- Sem sexo aqui meninos, me desculpem.- Alice falou rindo.
Eu corei até o fim do último fim loiro e isso só fez Percy e Alice rirem ainda mais de mim. Eu dei um tapa de leve no braço do Percy e soltei uma risada fraca.
- Bobos.
- Só um bobo reconhece outro bobo, bobona.
O fuzilei com o olhar. O moreno levantou os braços em sinal de rendição.
- Hey, calma, palavras do Doutor House.
Eu sorri.
- Mas então, Alice, o que vai acontecer com a Sage?
- Olha, Annabeth, pedindo desculpas antecipadas, eu vou ter que abrir um processo contra ela por danos físicos e morais, eu espero realmente que você entenda.
Assenti, a incentivando para continuar.
- Provavelmente eles a sedaram para acalma-la e quando ela acordar depois de algumas horas vai ter uma conversa com um especialista em psicanálise. E então a gente vai ver o que vai dar.
Depois disso ela saiu. Eu e Percy esperamos uma, duas, três horas. Annabeth não tinha certeza, mas já estava amanhecendo quando uma enfermeira apareceu.
- Annabeth Chase- Me levantei- O médico quer falar com você, querida.
Ela exibiu um olhar de pena. Segui ela por vários corredores até pararmos em frente a uma porta azul claro. Ela deu duas batidas e entrou.
- Doutor, essa é a irmã da paciente Sagyn Chase.
- Ah, sim, querida, entre.
Minhas pernas se moveram com dificuldade.
Me sentei na cadeira confortável branca e encarei o médico à minha frente.
- Querida, eu sei que é difícil falar sobre isso tudo, mas chegamos a conclusão que a sua irmã está com gravidez psicológica.
Eu o encarei surpresa, ele não tinha enrolado nada.
- O que?
- Gravidez psicológica é quando a pessoa apresenta todos os sinais da gravidez e acredita estar grávida, mas não tem nenhum feto, eu sinto muito, mas o tratamento é demorado e complexo, a Sagyn vai ter que ir se tratar em uma clínica.
Demorei alguns instantes para entender o que ele dizia.
- Espera... A Sage vai pro hospício?
Fale com o autor