Notas iniciais
Oláa minna! Depois de um longo tempo cá estou eu de novo para vos cumprimentar com um novo mês, eheh. Vou tentar postar ainda mais uma vez este mês mas não prometo nada. Como tenho a The Hell Verse para terminar este mês talvez não consiga mas darei o meu melhor para isso o/ Desfrutem da leitura*

As emoções e os interesses disputam-se num duelo eterno. Diversos manequins combatem por um dos campos de batalha, onde não existe oficialmente um vencedor. No final, todos são perdedores. Uns fracassam com a vida, outros com o amor…

Num túnel subterrâneo, semelhante a uma pequena aldeia, habitavam os membros da organização The Hollows, cujo representante se apelidava de Aizen Sousuke. Impotente como um deus terreno, criara e governara seu próprio reino.

Charmoso e elegante, uma sedução distinta do líder Kurosaki Ichigo, no entanto não menos reconhecível. O moreno era sereno em cada gesto, calmo em cada movimento. Até nas aniquilações deixava presente essas características, como se uma máscara sorridente se colasse acidentalmente em seu rosto e nunca mais saísse.

Num singelo escritório, numa decoração clássica, privilegiando a simplicidade e o práctico, Sousuke deliciava-se com o harmonioso cheiro que provinha de sua xícara de chá. O líquido estava mais frio do que o usual, talvez por seus planos terem sido furados ou simplesmente porque estava pensativo e demorava demasiado tempo para beber o líquido, acabando por esfriar.

– Entre.

Vagarosamente, num som rouco a porta arrastou-se, desvendando uma mulher atraente que adentrou pelo compartimento, atraindo toda a atenção em seu corpo curvilíneo por sua beleza natural, iluminando ligeiramente o monótono escritório. A presença de uma mulher sempre alegrava um lugar, seja ele qual fosse.

– Aizen-sama, mandou chamar-me?

– Foi um desastre completo.

A pacificidade abundava cada canto mais obscuro da divisão. Uma completa contradição ao que se sucedia. A jovem encantadora por sua face dócil presa num corpo extremamente desenvolvido em seus dotes, não alterou em um único momento sua feição mantendo-se altiva, encarando o rei do subsolo, onde o império de Kurosaki não alcançava.

– Suponho que esse desastre fizesse parte de vosso plano. Estou errada?

Um sorriso de canto nasceu sob a luz do pequeno candeeiro que doava sua humilde luz, a distribuindo pela divisão. Torcendo o dedo ligeiramente, ergueu a chávena até seus lábios, soprando ligeiramente por hábito, engolindo sem hesitar o restante do chá.

– Observadora como sempre.

– Limito-me a fazer o meu trabalho. Qual a segunda parte da estratégia?

Aizen não parecia interessado em responder a essa pergunta em vez disso encarou fixamente a fisionomia da mulher, de cima a baixo, ela sabia o que ele ia dizer… Mas preferia não escutar. Ele era manipulador, e mesmo aqueles que já se converteram a suas persuasões continuavam a ser vítimas diárias, possivelmente para nunca se desviarem de seus caminhos.

– Temos um interesse em comum: Rukia Kuchiki.

Não comentando nada, o rei do submundo prossegue para temor da mulher que reunia suas forças para se manter firme até o final do diálogo.

– E porque a queremos?

– Para concluir a missão final: destruir Kurosaki Ichigo.

O rei sorri ao escutar a voz melodiosa proferir-se mecanicamente. Porém quando disse o nome do ruivo sua voz se contorceu em dor e mágoa, ligeiramente, mas o suficiente para ele o identificar.

– Ele a magoou muito no passado ao ser substituída pela Kuchiki. Sempre estaremos ligados por este objectivo… Inoue Orihime.

Ela não respondeu no entanto palavras não eram precisas naquele momento para ele entender que a tinha sob controlo. Como se nada tivesse dito, ele retoma ao tema anterior, como se nada fosse, para imenso alívio da subordinada com cabelos longos alaranjados peculiares.

– Quero um relatório completo sobre Byakuya e Hisanna Kuchiki.

De supetão arregalou seus olhos largamente. Por um momento, pensou que fosse uma brincadeira, um jogo mortal que sua mente lhe pregara.

– Sobre a sexta família real? Mas…

– Todos sabem a origem do apelido de Rukia. Já não é segredo para ninguém suas origens.

– É certo… Mas mexer com uma das treze famílias mais poderosas é demasiado arriscado. Se nos descobrem…

De súbito Aizen encontrava-se ao lado de Orihime, deslocando-se como um fantasma. Sedutoramente, desloca o indicador no queixo da ruiva, o erguendo, enquanto ria da inocência ainda existente naquele ser contaminado pelo ódio.

– Você está com medo?

Suas íris cinzas cintilantes o encararam fulminante, nunca mais temeria nada, não seria cobarde novamente.

– Não, Aizen-sama.

Finalizando o objectivo de sua aproximação, tão prontamente como se aproximara se afastara, desinteressado.

– O nosso objectivo é Rukia e podemos usar sua irmã para chegarmos a ela. Não se esqueça quanto mais Rukia sofrer mais Ichigo também sofrerá.

– Faz sentido.

Um largo sorriso ressurgiu em sua face bem delineada, mantendo sua face imparcial. Nas sombras, no canto mais negrume, um morcego espreitava sobre a escuridão. Acompanhando todo o diálogo. O servo mais leal do Lord Sousuke, Ulquiorra Schiffer. Era este que cumpria a parte física das investigações da ruiva e sempre ficava alerta na mulher, caso esta tivesse o delírio infundamentado de trair a sua organização. Nunca se podia confiar plenamente numa jovem tão fiel a suas emoções, fossem elas positivas ou negativas. Sentimentos eram sempre ridículos e conduziam os humanos à perdição. Essa era sua missão secreta, que Orihime obviamente tinha consciência dela. Nem lhe era tão desagradável ser sempre acompanhada pelo homem silencioso, por momentos esquecia o vazio em seu peito.

Orihime Inoue era a responsável na organização no requisito das investigações. No entanto, secretamente nutria uma paixão de longa data por Ichigo. Ela fora descartada por ele quando este tinha dezasseis anos. A ruiva tinha sido um daqueles casos nocturnos que o ruivo usara para esquecer seu passado. A noite sempre fora atribulada para ele, porque relembrava as faces que nunca mais veria. Então o prazer carnal era seu refúgio.

Ao início não compreendeu a rejeição por parte dele, só um ano mais tarde descobrira que misteriosamente conhecera uma mulher diferente, a acolhendo. Rukia fora sua predilecta, ele nunca mais a deixou ir, prenderam-se num elo inquebrável. Pareciam quase um casal oficial.

Os tremores da fúria inflamaram suas veias, ela queria matar… Destruir todos os causadores de seu sofrimento. Só desejava acalmar sua dor, não se importante mais com o padecer dos outros. Numa incógnita que perlongou até os dias recentes, Ulquiorra a encontrou num dia chuvoso no parque. As íris esmeraldas a integrando a conduziram até Aizen que misteriosamente conhecia sua história e lhe prometeu alívio para a sua paz interior. Vingança. Essa convertera-se na sua filosofia de vida.

Nunca esqueceria o momento em que Ulquiorra lhe estendeu sua mão encharcada pelas gotas de água, o momento em que hesitou mas aceitou o gesto… Quando seus dedos se tocaram, uma nova vida se iniciara. Aquela Orihime fantasiosa e carinhosa falecera no dia em que conhecera The Hollows, ela era um ser com um oco no peito que seria preenchido no dia que sua missão fosse cumprida.

– Eu matarei Rukia na sua frente Kurosaki-kun. Você sofrerá da mesma forma que eu, quando ele me fez desejar a morte.

Notas finais
Para quem é fã da Orihime sabe que eu amo a personagem, não é por implicância que a coloco como uma vilã. Simplesmente gostei desta ideia e de facto a Orihime é quem encaixa melhor neste papel.. Como Ulquihime tinha também de colocar o Ulquiorra ao barulho mas já sabem. Outros casais só serão menção nesta fanfic, Ichiruki é foco ^^ Beijinhos e espero que tenham gostado**