Simplest Mistake

10 Olhos Inocentes


Notas iniciais
Welcome my people! O que eu ando a fazer por aqui? Isso mesmo, decidi dar um novo presente aos leitores que acompanham esta fanfic. Eu não era para postar mais este mês sinceramente.. Fui admitida na faculdade e como tal estas semanas vão ser uma correria por causa de matrículas e visitas à universidade. Porém não penso sumir, vou tentar sempre escrever um pouco todos os dias para quem sabe actualizar nos fins de semana. Meu objectivo agora é acabar a The Hell Verse, para aliviar esta enorme carga de fanfics que tenho. Depois será Hitsukarin. Apesar de eu prever sempre no dia 1 de cada mês actualizar esta fic, se eu não o conseguir, já conhecem o motivo. Não me julguem, onegai. Sempre podem ralhar comigo e eu compreenderei mas com moderação e respeito. Afinal, as fics para mim são um mero passatempo, um lazer... Enquanto estudo é trabalho. Agradeço a vossa compreensão e por nunca me abandonarem :') Desfrutem da leitura*

Longos traços rabiscados na folha pálida, uns eram da cor do carvão enquanto outros partilhavam as tonalidades do arco-íris. Encarar suas histórias, criadas por si na versão do senhor Chappy, sempre a iludia por um mundo melhor. Onde as criaturas mais inofensivas poderiam conviver amistosamente com as feras.

– O que você tanto olha, Coelhinha?

– I-ichigo!

– Sim, sou eu. Porque você ficou tão nervosa?

– Idiota, quem disse que eu estou nervosa!?

Inesperadamente o Kurosaki surgira em seus aposentos, mais propriamente sob seu ombro, tentando espreitar com seu olhar avelã curioso o que ela tanto tentava esconder. Velozmente se afastara dele, escondendo todos os desenhos na gaveta num móvel discretamente, sem ele se aperceber da sua situação constrangedora.

Apesar de sua prudência, a sua táctica de persuasão não obtivera efeito no seu chefe. Ele ergueu uma sobrancelha altivo, claramente enfastiado pela conversa sem sentido.

– Não me tente enganar, Coelhinha. Que segredos ainda esconde de mim?

– Segredos…? Eu não tenho nenhum! Como os poderia ter neste lugar, com você sempre a perseguir-me?

– Isso é um elogio?

A gargalhada desfocada a irritou profundamente, o tom acusatório dela era transparente no entanto ele não se sentia minimamente culpado. Apesar de tudo ter sido uma estratégia para o entreter e confundi-lo do assunto central, conhecia-o bem para saber que isso não seria suficiente. Na realidade, só havia uma coisa na qual distraia completamente Ichigo Kurosaki: Rukia Kuchiki.

Cautelosa, iniciou seus primeiros passos em sua direcção, atraindo a atenção dele. Ousada, manteve o contacto com seu olhar, continuando a deslocar-se até seu corpo. Assistiu o enrijecer de sua pele, tremendo em antecipação. Rukia não deveria estar muito diferente. Mesmo quando estavam praticamente colados, sentindo a mistura das respirações, o ruivo não moveu um único músculo, intrigado com as próximas acções da baixinha.

– Ichigo…

Ele fechou os olhos, vidrado na voz melodiosa que ecoava por sua mente proferindo seu nome. Algo nisso o fazia salivar deliciado. Estava incontrolável, era facilmente domado pela morena sem sequer ser tocado. Somente sua voz, como um comando, conseguia hipnotizá-lo num eterno estado embriagante.

Delicadamente, sem causar ruídos indesejáveis que quebrassem aquela ligação, Rukia ergue seus pés, apoiando-se na ponta de seus dedos, alcançando praticamente a boca do ruivo. Instintivamente este coloca seu braço na cintura fina a elevando parcialmente, fazendo esta perder o contacto com o piso porém ela obteve a disponibilidade em alcançar os lábios de seu chefe. Um tímido roce, foi o suficiente para este perder completamente a sanidade. A Kuchiki alcançou seu objectivo, mas isso perdeu a importância. Assim que escutou o pequeno gemido sair pelos lábios do ruivo, tremeu em seus braços, entregando-se ao misto daquelas sensações que a devoravam. Seu instinto conduzia seus gestos… Entregou-se. O que era inicialmente um plano, convertera-se numa necessidade avassaladora.

Para surpresa do ruivo, a mulher de baixa estatura ansiosa e desesperada por seu toque, salta para seu colo cruzando em seguida as pernas nas nádegas dele. Possessivamente, ele agarrou sua cintura com um braço, mantendo-os naquele contacto. Passo a passo, foi-se dirigindo contra uma das paredes, pressionando as costas dela entre o objecto e o seu corpo.

Ao sentir o abdómen musculado contra seu peito, Rukia não conseguiu controlar um gemido mais alto. Impensadamente, a Kuchiki com suas unhas afiadas rasgou a camisa, arranhando-o onde sentia a pele calorosa, deixando um rasto vermelho com os ligeiros requisitos de sangue. Descontrolado com as pequenas mãos percorrendo e marcando seu corpo, Ichigo empurra a sua cintura fortemente contra a dela. Um gemido tímido e manhoso transformou-se em um potente grito quando Rukia sentiu o membro vigoroso roçar pulsando sobre sua virilha, muito próxima da sua feminidade húmida pelo prazer.

Cansado daquela sessão de tortura, aliviou um pouco a dor de ambos, arrancando de vez a camisa alva habitual, convertendo-a num farrapo. Novamente. Rukia sorriu entre os beijos sôfregos do ruivo, perante a sua constante impaciência. Talvez um dia ela vertesse as posições, e ela era quem dominaria as peças do tabuleiro. Ajudando-o, ela foi retirando suas próprias vestes que ainda cobriam seu corpo, entre beijos sem descolar suas cinturas preferindo rasgar completamente a roupa a terem de se afastar.

O fogo os queimava, eles precisavam rapidamente um do outro para acalmarem aquela chama que os devorava sem clemência. Enquanto isso, o Kurosaki imitou as acções da morena, retirando toda a sua roupa, sem o mínimo pudor em ficar completo desnudo perante o olhar violáceo. Por sua vez, Rukia somente com uma peça íntima purpurina, começa a remexer seu quadril de alto a baixo, circularmente. O casal sentia suas intimidades separadas apenas por um fino pedaço de seda, que os estava a levar à loucura.

Num jogo fatal, ela estava no domínio, aproximando-se perigosamente da vitória reflectida nos longos e roucos gemidos que assemelhavam-se a rosnados de uma fera indominável.

– Rukia…

O seu tom denunciava o aviso, não gostava que brincassem com ele, bom, pelo menos disfarçava. Risonha, ela se aconchegou mais perto de sua orelha, sussurrando para o provocar. Brincar com o fogo podia queimar mas também poderia ser extremamente divertido.

– O que se passa Ichigo? Perdeu o controlo?

Ela mordeu o lóbulo da orelha direita suavemente porém antes de finalizar o contacto, intensificou essa mordida aumentando a pressão em seus dentes, escutando um longo suspiro dos lábios carnudos do Kurosaki. Enquanto sentia os braços dele amoleceram nitidamente e se não fosse por estarem contra uma parede talvez ela tivesse caído até o piso, por este ter perdido momentaneamente suas forças.

– Coelhinha ousada… Tem de aprender seu lugar.

– Se for você a ensinar, eu aprenderei de bom agrado.

– Boa resposta, irei recompensá-la por isso.

O casal compartilhou um sorriso malicioso, Ichigo demonstrou nesse gesto todas as suas intenções maliciosas. Seus dedos agarraram fortemente nas coxas da morena, caminhando até a cama da Kuchiki, atirando-se juntamente com ela até o colchão confortável, ficando sob o corpo bem estruturado da morena.

Em leves carícias, ele começou a distribuir sucções por seu pescoço tentador, marcando-a com seus lábios ávidos. Simultaneamente, suas palmas viajavam pela barriga da morena que rapidamente estremeceu com o leve toque. Ele focou-se na área do umbigo, circulando com o indicador aquela zona durante poucos segundos, antecipando seu próximo destino.

Em êxtase, Rukia sentiu a mão ousada do ruivo acercar-se de sua intimidade, mais propriamente no elástico que prendia o pequeno tecido em sua cintura, resguardando-a do olhar malicioso. Inicialmente, ele explorou aquela zona sob o tecido arroxeado, fazendo com que esta suspirasse, sentindo as gotas de suor escorrerem por toda a extensão de seu rosto até aterrarem na cova entre seus seios.

Inesperadamente, com dois dedos, ele puxa o tecido violentamente o rasgando. Um pequeno gemido da morena ecoou mais alto, ela encarou cada movimento atentamente do seu chefe enquanto depositava suas mãos nas madeixas ruivas as puxando, ora levemente ora fortemente. Um misterioso sorriso de Ichigo fez a Kuchiki ficar nervosa, não por medo. Mas sabia que ele ia aprontar algo, só não sabia o quê concretamente. Ele por vezes conseguia ser tão imprevisível...

Como uma serpente, o Kurosaki rastejou pelo corpo feminino, cruzando seus corpos numa elegante dança. Instintivamente, Rukia enrolou suas pernas nas do seu chefe, porém fora surpreendida quando subitamente deixa de enxergar, seus olhos foram cobertos pela escuridão.

Podia ter-se assustado, antes ficou mais excitada.

Agora compreendia porque ele não se livrou imediatamente daquilo, atribuiu ao objecto outra função, inebriante, devia confessar. O Kurosaki agilmente elevara a peça íntima púrpura e atou-a na cabeça da morena, como uma venda. Inevitavelmente, ela ronronou mais rouca, deveria reclamar mas no fundo estava a apreciar. A adrenalina da ousadia e o cheiro peculiar distinto a embriagou, tornando-a completamente submissa perante aquele homem irresistível com suas armas peculiares.

Perante a visão rendida da sua coelha, Ichigo sentiu seu membro pulsar dolorosamente. Com a sua língua percorreu cada canto de seus próprios lábios, com seu interior inflamando somente com aquela imagem. Suspirou fundo, tinha de acalmar-se se não ejacularia naquele preciso instante. Com uma mão, ele pegou nos pulsos dela, erguendo-os até a cabeceira da cama, por cima de sua cabeça; enquanto com a outra mão ele desceu vagarosamente por toda a extensão do corpo perfeitamente delineado até alcançar a coxa da sua subordinada. Aumentou a pressão naquela zona, obrigando esta erguer sua perna, guiando seu movimento. Ele direccionou a canela torneada até a sua cintura, fazendo que esta o circulasse. E por outro lado, mantinha a perna livre completamente flexionada.

– Ichigo…

Ela implorava por seu nome como se este fosse uma divindade. Estava alucinada ao sentir o calor da extrema proximidade das intimidades entre ambos. Era uma tortura horrível mas irracionalmente estimulante…

– Eu disse que ia recompensá-la, Coelhinha.

Sem qualquer cerimónia, ele irrompe pelo interior de Rukia, fazendo com que esta gritasse tanto pela surpresa como pelo prazer arrebatador inesperado.

O líder da organização inclinou a cabeça, abaixando-a até repousar na testa da morena, com as madeixas de ambas húmidas pelo suor. Um rosnado rouco suou depois de ele inspirar o aroma excitante da venda provisória que arranjara, contribuindo para o aumento de sua excitação que viajava longinquamente em pensamentos perversos.

Rukia estava mais apertada que o usual, aquela posição realmente ia de encontro à sua satisfação, em que sentia as paredes interiores da morena o esmagarem de uma forma provocadoramente deliciosa.

Vagaroso, pretendendo prolongar o acto libidinoso durante o maior tempo possível, começou as estocadas profundas deliciando-se com os gemidos dela perto de seu ouvido. Fechou os olhos obrigando-se a focar sua atenção no sentir, a visão por vezes atrapalhava os outros sentidos. Impaciente, se auto torturando com aquela lentidão, aumentou subitamente a velocidade dos movimentos, nunca permitindo que a perna cruzada da Kuchiki em sua cintura saísse de seu lugar.

Num momento inesperado, diminuindo ligeiramente a velocidade, ele utiliza seus afiados dentes para retirar de supetão a peça que cobria as íris violáceas, atirando a peça íntima para um canto afastado. O ruivo pode usufruir do imenso privilégio em observar os olhos brilhantes que reflectiam o desejo da miniatura do corpo feminino.

Ela ergueu timidamente seu rosto, mordiscando o queixo de Ichigo, quando enfim ele derramou-se dentro dela, sentindo a intimidade dela apertá-lo com mais intensidade, encharcando-o. Permaneceram naquela posição alguns segundos, ainda sentiam o cheiro de sexo a pairar sobre eles. Tentavam normalizar suas hormonas, controlando seus instintos que os queriam dominar de novo.

Preguiçoso, Ichigo arrastou seu tronco e pernas até o outro lado da cama mais frio, puxando em seguida o corpo feminino para cima de si.

O sono não os venceu imediatamente. Os suspiros longos ainda eram audíveis, e lentamente a frequência deles foi diminuindo, e o quarto foi recuperando sua temperatura ambiental. O casal se acomodara, procurando conforto no corpo um do outro. Rukia, anuviada em seus pensamentos, desenhava formas imaginárias com seu indicador timidamente pelo peito do líder da organização.

– Onde será que Hisanna se encontra nesse momento? Tenho saudades dela…

A menção da esposa de Byakuya, fez com que Ichigo enrijece-se. Seu corpo antes mole pelo momento apaixonante compartilhado com Rukia, convertera-se radicalmente em rígido. Discretamente, começou a transpirar mais do que o usual, porém sem a morena perceber seu nervosismo.

–Passámos tanto por culpa daqueles ricos da Seireitei… Eles nos rebaixavam diariamente… Como será o meu cunhado? Será que ele vivia tão mal como nós? E se eles passam fome? Eu não quero isso para minha irmã Ichigo, eu… Eu não volto a fugir mas por favor ajuda-os!

– Ela está bem, acredita. Bem melhor do que possas imaginar.

Crente em suas palavras, ela o encarou com seus olhos violáceos brilhando em expectativa. O Kurosaki sabia que uma das características que o fascinavam naquela pequena mulher era esse atributo, no entanto naquele momento sentiu um sentimento podre sujar seu coração. Sentia-se extremamente mau porque ele sabia a verdade mas não a podia revelar. Afinal ele não a podia proteger da realidade, e a verdade era que sua idolatrada irmã mais velha era casada e consequentemente um membro daquele mundo que ela repudiava. Como dar essa notícia à mulher que amava? Como poderia destroçar suas crenças desse jeito?

Observando os olhos da inocência, ele decide proteger a fantasia daquela criança sob si. Iria privá-la da dureza da vida, sempre. Ele a salvaria dos infortúnios do mundo.

– Você promete?

– Tem a minha palavra.

Estonteante, num movimento impulsivo radiante, ela distribui diversos beijos por seu peito, inocente. Não havia um único requisito de luxuria. Era somente a simplicidade da textura de ambos os corpos no embate das emoções. O Kurosaki desenhou discretamente um sorriso por sua face, Rukia era a parte que faltava em seu mundo cinzento. Ela coloria sua vida, onde sentimentos ruins e supérfluos não coabitavam.

– Descansa, Coelhinha.

Mesmo cansada, encontrava-se eufórica. E principalmente feliz. Seu rosto sorridente cintilava, como se possuísse luz própria. Seus pequenos braços rodearam o peitoral bronzeado, num caloroso abraço. As lágrimas de felicidade inundavam seu peito, num eterno agradecimento, enquanto progressivamente foi adormecendo, embalada pela respiração de seu companheiro.

Naquela noite, ela só sonhou. Não houve um único pesadelo… Reconstruiu em sua mente a família perfeita e feliz. Onde ela, sua irmã, seu cunhado, e Ichigo eram todos amigos, ambos com passados trágicos pela pobreza, mas ainda assim juntos. Mesmo com um mar de hipocrisia junto deles, a Seireitei. Repudiava todos os seus habitantes… Sem uma única excepção.

Pelo menos, era nisso que ela cria enquanto não desvendasse outros mistérios.

Notas finais
Hot, hot... Ou como uma querida autora define, "pimenta" aushaush :v Este foi diferente do primeiro, aliás bemm diferente mas suponho que ficou legal U///U Agora deixarei ao critério dos leitores, se vocês querem mais hentai ou se preferem assim (de x em x tempo) digam algo. Ou então se acham que a dose de hentai findou também podem criticar. Isso é fundamental! Apesar de eu ter uma ideia do que farei, gosto que partilhem comigo as vossas ideias, eu posso até mudar algumas coisas que pensei inicialmente, e adaptei com as vossas ideias ^^ OBS.: Próximo capítulo será mais longo, quase 4 mil palavras em princípio. Porquê? Será o especial que uma leitora pediu em comentários. A famosa fuga da Rukia em que ela foi capturada pelo Gimmy, lembram-se do prólogo? Sim, é essa mesmo. Preparem vossos kokoros que muitas surpresas virão ^-^ Beijocas e pipocas