Simplest Mistake

2 Paixão na Escuridão


Notas iniciais
Yôo pessoal! Fériaaaaaaaaaaaaaaaaaas *.* Por isso é que consegui postar mais cedo, supostamente seria só em Julho, bom apesar de tudo ainda tenho uns certos afazeres escolares no próximo mês e.e Por isso eu vou actualizar a fanfic agora mas é como se tivesse postado já no dia 1 de Julho... O meu objectivo era actualizar esta fic mensalmente, e por isso criei os previews que sempre sacia um pouco a curiosidade. Esse sim já será no próximo mês. Bom agradeço os favoritos e comentários: muito obrigada a todos os lindos! Desfrutem a leitura*

A sua voz era uma doce melodia, um embalar antes do sono profundo abater nossos sentidos nos orientando ao melhor dos sonhos. Todo o corpo de Rukia se contraiu perante o pronunciamento de sua alcunha preferida, já desde remota data. Para ser sincera, nunca tivera nenhuma oposição com aquele nome, era de certa forma agradável. Ela era encantada por pequenos roedores, em especial os coelhos, inclusive criara uma personagem designada de Chappy. Obviamente essa relação com os seres de cauda de algodão era ultra secreta. Ninguém, nem o sedutor intimidante colado ao seu corpo, conhecia esse mistério sobre si. Ele atribui-lhe aquela alcunha por mero acaso, um encontro entre circunstâncias e coincidências. Seria uma memória agradável de reviver se não fosse pelas circunstâncias que lhe impuseram.

Escapara da conexão entre o olhar, que a própria criara. Queria fugir daquele ser que adentrava sua alma, resolvendo todos os seus enigmas em segundos.

– Sempre a fugir de mim.

Ela suspirou fundo tentando não ceder ao chamamento sedutor. Ichigo a provocava, e o pior: ele estava completamente errado. Ela não fugia dele mas de si mesma. Temia suas acções ao lado daquele homem que tinha tanto de sensualidade como de impiedade. Que dupla arrepiante.

Afinal, ela limitava-se a uma humilde roedora entre um círculo infinito de lobos famintos. Apesar de a Kuchiki ser uma profissional invejada em seu trabalho, era pura como um coelho alvo que abandonara sua toca descontraidamente, não prevendo que algo de mal lhe poderia suceder em um dia de sol estonteante.

– Só acaba com isto. Me mata.

Rukia inclinou a cabeça, dando a total visibilidade de seu longo e atraente pescoço. Como esperando um golpe fatal nessa área extremamente sensível. Ele não precisaria de armas para quebrá-la naquele momento, seu punho era suficiente para essa tarefa.

– Porque eu faria isso com o meu membro favorito?

Atencioso, demasiado para o que ela esperava, Ichigo eleva sua mão até o queixo dela, o erguendo-o. Pela segunda vez, desde que se reencontram, as íris avelãs e violáceas se conectaram numa intensa folia. Seu tamanho era assustadoramente divergente do corpo da pequena mulher. A cabeça de Rukia, descansava tranquilamente em seu peito, arranjando o consolo nele por estar de volta a onde menos queria estar, mesmo sendo ele o responsável por esse regresso, só Ichigo a poderia acalmar.

Numa singela brincadeira de crianças, Kurosaki ia aproximando e afastando seus lábios repetidamente. Torturava-a da mesma forma e da mesma intensidade quando ela o deixara. Ele sabia que jamais seria capaz de a punir devidamente, nunca perdoaria quem a machucasse mesmo que fosse ele o autor de suas cicatrizes. Era imperdoável machucar uma criatura como Rukia.

Quando a criança cansou de brincar, Ichigo por fim uniu suas testas, beijando delicadamente o lábio superior de Rukia quando esta mantinha seus lábios entreabertos, aguardando-o. Em simultâneo, seus dedos longos remexiam as madeixas negras da nuca da Kuchiki. Ela quase se entregou às sensações proporcionadas, perdendo o horizonte de seus pensamentos. Por um instante, redobrou a consciência, percebendo que seu corpo e mente eram manipulados por saborosos prazeres.

– Então porque você me força aqui?

Ele não a compreendia, não tinham as mesmas idealizações. E apesar de serem um par perfeito, as divergências permaneciam apartando-os. Esmigalhando assim o coração dos dois portadores do melhor sentimento entre todas as emoções.

Sentiu vontade de gritar, estava revoltada. Se ele a amava porque não a permitia voar? Porque a mantinha em cativeiro observando seu padecer? Contudo, Rukia limitara sua fúria num ligeiro sussurro, sentindo seu peito encher de ar quando Ichigo mordiscou mais fortemente seus lábios finos. Provavelmente irritado por ela quebrar o clima já aderente.

No entanto, não a machucara. Ele podia ser um homem impassível e horrível a nível de conduta de valores mas mesmo assim sabia ser delicado. Não percebia como seu chefe conseguia ser tão carinhoso e gélido ao mesmo tempo.

– Não é óbvio? Eu quero você de volta.

– Não! Prefiro morrer a continuar neste lugar!

Estoirou. Toda a paciência e amor envolvente, evaporaram sob as brasas da cólera da pequena mulher. O corpo dela fervia, empurrando bruscamente o ruivo, recusando seu toque. Ele ficou estático encarando, mesmo chateada e desrespeitosa ela era interessante no seu ponto de vista. Muitos na posição actual da Kuchiki começavam a tremer, encolhendo-se implorando por clemência porém ela permaneceu com sua feição furiosa. E isso lhe agradava, mesmo ela o estando a desautorizar, era uma demonstração da sua coelhinha rebelde.

Rukia sabia que ele jamais lhe faria mal. Mesmo que lhe esbofeteasse ele não lhe tocaria com um dedo. Talvez fosse arriscado confiar tanto em um homem sem princípios… Mas ela acreditava nele. Mesmo isso parecendo um suicídio.

– Se eu te matar, não vai ser o único sangue Kuchiki que eu vou derramar.

O calor que se apoderara de Rukia rapidamente a fizera tremer de frio. Inicialmente desconfiou de suas palavras, procurando em suas pérolas acastanhadas requisitos que desmentissem suas palavras.

– Você não ousaria…

Sua voz era distante, arregalando os olhos, ficando mais vibrantes… Ele não estava a mentir. Mas a esperança não a permitiu aceitar essa verdade de imediato.

– Tente-me. Você já viu do que eu sou capaz, Coelhinha. O que faz você pensar que eu não vou fazer algo assim sem qualquer hesitação?

Novamente ele se aproximara dela, puxando o pálido rosto da morena em sua direcção.

– Você não pode…

Sua garganta arranhada começou a imitir sons agudos, sentindo seus olhos traidores lacrimejarem. Ichigo sorriu, prevendo a sua cedência, inclinando seu rosto para o perfumado cabelo escuro como a noite sem lua. Seu hálito quente roçou contra o lobo da orelha direita, deixando uma leve carícia, fazendo a pequena mulher estremecer.

– Não faria nada para me machucar. Você me disse isso uma vez e é um homem de palavra.

Essa declaração fez com que o sorriso de Ichigo esmorecesse, e consequentemente o desenho no rosto feminino aumentar.

– Eu faria qualquer coisa para ter-te de volta. Matar seus familiares não seria nada se isso significasse ter você ao meu lado.

Bruscamente, afasta-se. Desloca-se até a sua humilde secretária, sob o olhar curioso violáceo. Procurou entre os seus pertences, um objecto pequeno em especial. Encontrando seu telefone, rapidamente marca um número, aguardando-o que alguém atendesse. Colocou no altifalante, querendo que a Kuchiki escutasse a conversa e não tivesse a mínima dúvida. Poucos segundos depois, uma voz se manifestou, e os olhos dela transbordaram o desespero que sentira ao identificar o dono daquela voz.

– Como se encontra senhor Kurosaki? Não podia ter pedido o que pretendia pessoalmente uns momentos antes, quando estávamos reunidos?

A voz jocosa de Gin era inconfundível. Mesmo que estivesse preso na América imediatamente o reconheceria no Japão se ele gritasse alto o suficiente.

– Eu preciso de você para se livrar de algumas pessoas.

– Não!

Exasperada, ela corre contra o seu chefe para capturar o pequeno aparelho e impedir aquilo que temia. No entanto, ela não se conseguiria aproximar, Ichigo não permitiu que ela chegasse até sua mão esquerda, bloqueando seus movimentos com a direita.

– Ah, parece divertido.

A risada do albino era repudiante. As lágrimas de tristeza agora eram pura raiva. Odiava ser tão submissa e dependente dele.

– Bom, depende do que a minha coelha tem a dizer sobre isso, Ichimaru. Então?

O ultimato estava feito. Entreolhava entre o telefone e o rosto de Ichigo, resignando-se finalmente. Estava consumado, ela sempre seria prisioneira daquele destino de sucessivas mortes.

– Eu vou ficar.

O sorriso do Kurosaki se alargou amplamente. Sabia que ela nunca mais tentaria fugir novamente, porque desta vez sua fuga implicava outras vidas aderentes à caçada.

– Acho que não vou precisar de seus serviços hoje... Tenha um bom dia.

Rukia cabisbaixa não soube como mas no segundo seguinte estava sendo prensada contra a secretária, tendo sua boca devorada pelos lábios famintos e desejosos de seu chefe. A excessiva ardência que palpitava no Kurosaki, obrigou Rukia a procurar alguma distância, necessária para tranquilizar sua respiração descompassada. Engasgou-se na própria saliva quando ele sugava seu pescoço insaciável, como se fosse um ser da noite que precisava adquirir seu sangue para sobreviver. Gemeu frustrada, sabia que o prazer do agora seriam as manchas negras do amanhã. Era constrangedor encararem-na como uma cobaia de estudo, procurando os requisitos de suas experiências com o chefe.

Ela procurou não ceder e sujeitar-se contudo não conseguia criar resistências àquele ruivo. O corpo rapidamente aumentou a temperatura, necessitando dos movimentos já familiarizados do líder da organização. Eles eram um. Compartilhavam o mesmo sentimento, os mesmos pensamentos e o mesmo corpo.

Quando ela fugiu, Ichigo se sentiu traído por sua amante e prometeu trazê-la de volta. Ninguém feria Ichigo Kurosaki e ela não foi excepção. Rukia pertencia a ele e ambos sabiam que a partir do dia em que se uniram que seriam inseparáveis. Ela tentou recompor-se no móvel, ajeitando-se. Queria sentar-se para ficar mais confortável, mas ele a empurrou de volta ao lugar inicial dela, não permitindo que ela se mexesse mais sem o seu consentimento. A delicadeza que estava presente nas primeiras carícias tinha sumido, só o sôfrego orientava as atitudes do Kurosaki, que começou a esfregar seu corpo contra o pequeno corpo amolecido com as roupas amarrotadas e parcialmente abertas.

– Eu estive esperando por isso durante muito tempo, Coelhinha.

A respiração ofegante de suas tentativas fracas em parar o que provinha e seu rosto vermelho por suas ações, Ichigo ria baixo enquanto mordia os ombros descobertos, da inutilidade em ela querer contradize-lo. Ele levou suas mãos até à veste branca que ela possuía, cobrindo seu corpo da cintura para cima, erguendo-a gradualmente foi revelando seu umbigo e barriga tonificada. Ao afastar-se dela para a encarar rapidamente seu jeito calmo e paciente se transforma em selvagem e desesperado, grunhindo, impaciente rasgou a roupa de seu pequeno corpo, começando a pressionar seu seio com a mão esquerda. O atormentar das sensações quase esquecidas, fez com que Rukia gritasse pela surpresa agradável. Porém ainda tentava manter-se firme, batalhando contra o edifício de emoções que atravessavam-na pelos sentidos.

A ligeira brisa do local a arrepiava. Toda a divisão era escura, parecia ter uma venda que cobria seus olhos não enxergando praticamente nada. Entre o clarão negrume só distinguia algumas parcelas da cor alaranjada exótica.

Conseguia identificar sempre que ele retirava uma outra peça sua ou dele. O frescor do vento embatendo contra a saliva e suor, ajudava-a nisso, e principalmente aumentava seus tremores consecutivos. Ela finalmente desistiu da resistência quando sentiu a mão dele penetrar pela brecha da saia preta, caminhando rumo à sua intimidade. Arqueou as costas instintivamente, quando ele acariciou seu feixe de nervos com dois dedos.

Sorrindo, levantou a cabeça para deparar-se com o estado da morena, que tentava apaziguar o prazer límpido em sua face. Ele acelera o ritmo de seus dedos, desfrutando a água espessa que lavava sua mão. O cheiro que se aposentou da sala embriagou o ruivo que ao sentir uma pressão superior em sua mão velozmente a retira, escutando os protestos dela.

Rukia une seus braços em volta do pescoço musculosa, segurando-o com força, servindo de apoio quando ele, sem cerimónia, adentra por ela. Um suspiro doce voou por seus lábios finos. O impulso dos movimentos iniciais eram lentos e confortáveis, mas rapidamente a chama do desejo alimentou estes movimentos transfigurando-os numa agressão entre os corpos. Segurando os quadris dela, ele prosseguiu mais espontaneamente as estocadas. As coxas da Kuchiki começaram a esmagar a partir do coito intenso, em que a sua respiração se tornou densa. Ichigo distraíra-se com os movimentos dos seios maduros e medianos subindo e descendo consoante a respiração que sucumbia perante os impulsos libidinais.

Seus dentes mordiam o lábio inferior asperamente, criando aberturas por onde fios escarlates rolaram pelo queixo indo em direcção ao pescoço, mesmo com o súbito ardor em sua boca, ele não se incomodava com esse detalhe. Rukia estava encolhida por debaixo do corpo másculo, implorando para ele, atordoada com a dor adicionada ao prazer incomparável. Rukia sentia seu clímax chegando, sua voz tornando-se aguda, enquanto Ichigo soltou uma risada eufórica quando sentiu o quão perto estava de encontrar o auge. Um último impulso poderoso e o seu corpo atingiu o limite. Ela exclamou o seu nome com todo o oxigénio que tinha guardado em seus pulmões, enchendo o ego e resistência do ruivo. Ele prosseguiu com os movimentos no corpo curvilíneo imóvel por mais alguns instantes.

Seu sangue percorria eletricamente suas veias, a excitação estoirou quando Ichigo contaminou com seu sémen a pequena mulher. Recompondo-se, sua face tingida pelo rubor, ela cobre-se diante do olhar sedento, contudo ele força-a a permanecer descoberta. Ichigo queria que eles fossem sempre assim, nus um para o outro. Sem segredos. Eles seriam sempre um espírito aberto para o outro ler. Afinal, eles eram parceiros.

Rukia entende por que Ichigo estava tão desesperado para recuperá-la.

Ichigo percebeu por que Rukia fugiu dele.

Ambos só se beijaram na compreensão e ouviram seus corações batendo compassos.

Notas finais
Alguém aqui assiste Guerra dos Tronos? Digamos que esta fic vai ser diferente do que costumo fazer... Todos os capítulos tem uma novidade marcante. Como a série, mas a promessa é tentar não que eu consiga XDXDXD Beijocas